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quinta-feira, 05/02/2026

Diagnóstico precoce ajuda paciente com Alzheimer

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Perder a memória aos poucos, repetir perguntas e mudar o jeito de agir nem sempre é coisa da idade. Esses sinais podem ser do Alzheimer, uma doença que afeta o cérebro, a rotina e o comportamento. Identificar cedo esses sintomas e procurar um médico faz muita diferença no tratamento e na vida.

No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), que é gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF), cerca de 300 pessoas fazem acompanhamento para esta doença. Um caso é o de Ornelina Medeiros Pimentel, 77 anos, diagnosticada aos 70 anos. A filha, Jane Pimentel Meireles, percebeu os esquecimentos e mudanças de comportamento ácido. “Eu tento viver um dia de cada vez, porque sei que vem muito sofrimento”, conta Jane.

A campanha Fevereiro Roxo quer alertar sobre doenças como Alzheimer, que não tem cura, mas pode ser tratada. O neurologista Carlos Uribe, do HBDF, diz que muita gente pensa que os primeiros sintomas são só coisa da idade, e isso atrasa a busca por ajuda médica. Esquecer coisas do dia a dia, ter dificuldade para dirigir, achar as palavras, repetir perguntas e se isolar precisam ser observados.

Se desconfiar de Alzheimer ou outro problema de memória, o ideal é ir à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a um clínico geral. Lá será feita uma primeira avaliação e, se precisar, o paciente é encaminhado para especialista. A causa do Alzheimer não é bem conhecida, mas fatores genéticos e hábitos de vida influenciam, especialmente quem tem parentes com a doença.

O tratamento é para aliviar os sintomas e tornar a vida mais confortável. A progressão varia de pessoa para pessoa. “Muita gente vive anos depois do diagnóstico e morre por outra causa, não pela doença”, explica Uribe. Não existe uma forma certa de prevenir, mas hábitos saudáveis como se exercitar, comer bem, não beber álcool nem fumar, e manter a mente ativa e a vida social são importantes para atrasar o aparecimento.

“Quanto antes descobrir, melhor para o paciente e a família”, alerta o neurologista, ressaltando a importância de informar a todos.

Com informações do IgesDF

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