O Distrito Federal vai ganhar 90 ônibus elétricos novos para melhorar o transporte público. Esses ônibus estão sendo fabricados em Qingdao, na China, pela empresa CRRC, e devem chegar ao Brasil até o final deste mês, desembarcando no porto de Vitória, no Espírito Santo, e depois seguindo para o DF em maio.
A empresa Piracicabana, que comprou os veículos, já começou a construir uma garagem nova na Hípica, perto do Zoológico. Também estão sendo instalados 18 carregadores de alta potência e três transformadores para garantir que a frota possa ser carregada corretamente. A distribuidora de energia Neoenergia ampliou a subestação local para suportar a demanda de energia, e quatro carregadores adicionais serão colocados no Terminal da Asa Sul.
O secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, ressaltou a importância do projeto para modernizar o sistema de transporte. Segundo ele, eletrificar a frota é um compromisso do governo com a inovação e a redução da poluição, melhorando a qualidade do transporte e ajudando o meio ambiente.
Com a nova frota, cerca de 60 mil pessoas serão atendidas diariamente nas linhas que ligam a Rodoviária do Plano Piloto ao Terminal da Asa Sul, à Esplanada dos Ministérios, ao Setor de Autarquias e Tribunais, à Universidade de Brasília, ao bairro Noroeste, à W3, às avenidas L2 Sul e Norte, e ao Aeroporto.
Atualmente, o DF já utiliza seis ônibus elétricos nas linhas 109.3 e 109.4, que transportam mais de 100 mil passageiros por mês e ajudam a reduzir em 3,2 mil toneladas as emissões de CO2 na atmosfera.
Esses ônibus elétricos possuem motores elétricos e baterias inteligentes, o que significa que não liberam poluentes enquanto circulam. Segundo o fabricante, cada ônibus evita a emissão de 125 toneladas de CO2 por ano, o que equivale a plantar 892 árvores. O preço médio de cada ônibus é de R$ 3,4 milhões, valor aproximadamente cinco vezes maior que o de um ônibus comum e três vezes maior que um veículo com tecnologia Euro 6.
