A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realizou 256 atividades educativas em 2025, alcançando mais de 10 mil adolescentes, com o objetivo de informar sobre os riscos da gravidez precoce.
A gravidez em idades muito jovens pode causar problemas de saúde para mãe e bebê, como nascimento prematuro, anemia, aborto espontâneo, eclâmpsia e depressão após o parto, além de aumentar a mortalidade materna e infantil. Socialmente, a gravidez precoce é uma das principais causas de jovens abandonarem a escola, prejudicando seu futuro.
De acordo com Viviane Albuquerque, que coordena a área técnica de Saúde da Mulher na SES-DF, muitos casos acontecem por falta de informação ou apoio da família e da comunidade. As ações foram realizadas em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF) dentro do Programa Saúde na Escola (PSE).
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecem métodos contraceptivos grátis, como camisinhas, pílulas do dia seguinte, anticoncepcionais em pílulas ou injeções, além de DIU, laqueadura tubária e vasectomia. Recentemente, começou a implantação do implanon, um pequeno implante que dura até três anos, indicado para adolescentes entre 15 e 19 anos e pessoas em situação de rua.
Para usar os serviços das UBSs, é necessário apresentar documento com foto e cartão do SUS, sem precisar de autorização dos responsáveis para adolescentes. As unidades também fazem teste rápido de gravidez, iniciando o pré-natal assim que confirmado. A enfermeira Ivea Viana, da UBS 1 da Estrutural, explica que o acompanhamento inclui apoio emocional e orientações para as gestantes.
Nos casos de gravidez causada por violência sexual, especialmente com meninas menores de 14 anos, as UBSs notificam o caso e seguem o Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei (PIGL) no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). O atendimento envolve uma equipe multidisciplinar, e a decisão sobre a gravidez é da mulher ou de seu representante legal.
Com informações da Secretaria de Saúde / Agência Brasília

