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domingo, 29/03/2026

DF lança plano para proteger crianças de viroses respiratórias

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O Distrito Federal enfrenta todo ano um aumento nos casos de infecções respiratórias em crianças, especialmente entre março e julho. Esses problemas são causados por vírus como o sincicial respiratório (VSR), influenza e o coronavírus (covid-19). O clima durante as mudanças de estação ajuda a espalhar essas doenças.

Para combater essa situação, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) criou um plano que inclui prevenção, monitoramento e atendimento rápido. Juliana Macêdo, coordenadora de Atenção Especializada à Saúde, afirma que os últimos anos mostraram a importância de planejar com antecedência e trabalhar em conjunto. O objetivo é diminuir os casos graves, evitar falta de atendimento e garantir segurança para crianças e suas famílias.

O plano tem várias etapas: preparação, mobilização, alerta, emergência e crise, dependendo do número de casos. Essas fases ajudam a antecipar ações, melhorar a resposta, integrar o atendimento, reforçar a prevenção e informar a população.

Na prevenção, é fundamental evitar que quem tiver sintomas respiratórios circule e garantir a vacinação contra a influenza e covid-19. Em 2025 e início de 2026, mais de 880 mil doses da vacina contra influenza foram aplicadas, protegendo contra vários tipos do vírus influenza. A vacina ajuda por cerca de seis a doze meses e é atualizada todo ano. Porém, somente 53% das crianças entre 6 meses e 6 anos receberam a vacina, abaixo da meta de 90%.

Também começaram a usar medicamentos chamados nirsevimabe e palivizumabe para proteger bebês prematuros contra o VSR. Esses remédios são importantes para prevenir doenças graves como a bronquiolite, que é a principal causa de internação em bebês.

Para acompanhar os casos, o DF tem dez unidades que coletam amostras de quem apresenta sintomas de gripe. Esses exames são feitos no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) para identificar os vírus e ajudar a decidir o melhor tratamento. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica acompanha dados locais e internacionais. Segundo Renata Brandão, gerente de Vigilância, essas unidades são como um termômetro para detectar vírus rapidamente.

Entre 2023 e 2025, os casos graves de covid-19 diminuíram bastante, enquanto os de influenza aumentaram. A qualidade dos diagnósticos melhorou, com menos vírus classificados como ‘não especificados’.

Quanto ao atendimento, o sistema público tem 182 unidades básicas de saúde que cuidam dos casos mais leves, com 13 novas ou reformadas desde 2019 e mais duas quase prontas. Para casos mais graves, existem 128 leitos de UTI Pediátrica em hospitais como o Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (58 leitos) e o Hospital de Base (20 leitos), além de 39 leitos de isolamento para casos respiratórios.

A Secretaria de Saúde também investe na formação dos profissionais, reforço das equipes e reorganização dos serviços para melhorar o atendimento.

Informações da Secretaria de Saúde

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