O Distrito Federal tem mostrado avanços notáveis na educação básica com o programa Alfaletrando, que promove a alfabetização e o letramento nas escolas públicas. Em 2025, a percentagem de crianças alfabetizadas no final do 2º ano do ensino fundamental saltou para 65%, superando as metas planejadas para essa data.
Esse progresso está ligado à execução do programa Alfaletrando, instituído pelo Governo do Distrito Federal em 2024, focado em cinco áreas principais: governança, formação de professores, infraestrutura pedagógica, avaliação de aprendizagem e compartilhamento de práticas bem-sucedidas.
Segundo a Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil alunos em 2024 e expandiu-se para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025, atendendo 141.670 estudantes em 2026. Além disso, a formação continuada beneficiou milhares de professores, colaborando para o impacto positivo do programa em 385 escolas.
O investimento soma mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, especialmente para fortalecer a Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), que acompanha a evolução do programa em toda a rede pública.
Divaneide Lira Lima Paixão, chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica, destaca o comprometimento dos profissionais da educação, que envolve formação constante e monitoramento pedagógico, como fator essencial para alcançar os resultados.
Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, os efeitos do programa são evidentes: em dois meses, a alfabetização aumentou significativamente, enquanto o número de alunos em estágio pré-silábico foi reduzido quase pela metade. A diretora Michele Rodrigues Alves atribui essa melhoria ao trabalho colaborativo e ao planejamento contínuo da equipe pedagógica.
A escola, que atende 622 estudantes, promove práticas como momentos semanais de leitura e empréstimo de livros, acompanhando o desempenho dos alunos para direcionar ações educativas eficazes.
Para a professora Raiza Morais, as formações pedagógicas oferecem recursos criativos que fortalecem a compreensão leitora das crianças, indo além da simples decodificação de palavras.
O progresso também é sentido nas famílias, como relata Doris Silva Santos, mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, que superou desafios associados a transtornos e agora se destaca na leitura e escrita graças ao apoio escolar.
Alan Julie de Oliveira ressalta a importância da participação familiar e do ambiente escolar para o desenvolvimento pleno das crianças, que encontram na escola um espaço seguro e estimulante para aprender e crescer.
Entre os próprios estudantes, a importância do programa é reconhecida, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que valoriza a biblioteca e a convivência na escola após quatro anos de estudos na instituição.
