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Desvios de conduta maculam imagem da corporação, diz comandante-geral da PMDF

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Para coronel Márcio Cavalcante Vasconcelos, crimes praticados por integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal geram maior responsabilidade do comando sobre controle das ações do efetivo

Coronel Márcio Cavalcante de Vasconcelos, comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal – (crédito: PMDF/Divulgação)

Qualquer desvio de conduta praticado por um membro da corporação macula a imagem da instituição”, afirma o comandante-geral da Polícia Militar, Márcio Cavalcante Vasconcelos. Ao Correio, o coronel comenta a sequência de denúncias e prisões de policiais militares da ativa e da reserva, acusados de crimes que vão desde ações truculentas a extorsões e ligações com o crime organizado.

Quais condutas o senhor pretende tomar diante de ações recentes de policiais da corporação na prática de crimes diversos?

Estando à frente da instituição, com a quantidade de homens que temos, sobretudo com atribuição de garantir a segurança pública; combater a ilegalidade; e garantir a preservação da lei, fiquei muito triste, chateado. Mas, ao mesmo tempo, esses fatos trazem para nós o aumento da responsabilidade no que diz respeito ao controle das ações do nosso efetivo. Apoiamos integralmente a ação de combate ao crime daqueles que transgridem a legislação, atuando de forma contrária aos princípios e valores os quais acreditamos, tanto como policiais militares, quanto como cidadãos. Que sejam (os policiais) identificados, processados nos termos da lei e, em caso de condenação, que sejam aplicadas as punições de acordo com a responsabilidade de cada um.

Essa sequência de desvios de conduta não mancha a imagem da corporação?

Qualquer desvio de conduta praticado por um membro da corporação macula a imagem da instituição. Mas precisamos ser responsáveis ao analisar a situação, pois são casos pontuais e isolados. Somos referência em remuneração entre os praças. No caso de oficiais e níveis mais altos de carreira, a diferença não é tão significativa. No entanto, mais importante que tudo isso é o fato de que, quem aceita ser um membro da PM necessita de valores maiores do que a questão remuneratória. Devem balizar suas ações com os valores de quem protege a sociedade. E nós prestamos um bom serviço ao cidadão e ao Brasil. Temos aqui as representações diplomáticas do mundo todo, além da sede dos Três Poderes. Fazemos a defesa de instituições que representam a nossa nação.

O comando do DF monitora a situação para saber se são casos isolados ou se há correlação entre eles?

Na nossa avaliação é que são casos isolados e muito isolados. Somos seres humanos e os seres humanos falham. Nossa corporação é enorme: são mais de 22 mil homens, entre ativos e da reserva, e estamos muito atentos. Há um trabalho da Corregedoria, em parceria com o Ministério Público Militar, muito forte. Asseguro que não há uma quadrilha institucionalizada com esse tipo de desvio. E se ficar comprovado qualquer desvio de membros da corporação, essas pessoas vão ser identificadas, processadas e punidas. Temos que ser referência, exemplo. Isso passa, sobretudo, pela nossa atuação ao descobrir e punir exemplarmente esses casos.

Como é o processo de investigação contra um PM acusado?

Para qualquer desvio — penal, civil ou administrativo —, há um rito específico, tratado pela equipe de correção e controle. Esta, por sua vez, tem uma estreita ligação com o Ministério Público Militar, que acompanha, de maneira muito próxima, todas as ocorrências que geram apuração interna. Não atuamos só com apuração de desvios, mas, sobretudo, com medidas de prevenção. Isso é feito, inicialmente, nos bancos escolares, durante o curso de formação. E, depois, rotineiramente, com medidas de conscientização dos valores. Temos, ainda, uma série de controles indiretos: liberação de policiamento e missão do dia. Somos uma força mista, pois trabalhamos em equipe. Nossa maior arma contra os desvios é a autotutela e, indiretamente, a tutela de policial sobre o outro. Como trabalhamos em equipe, um acaba fiscalizando a conduta do outro.

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Polícia divulga imagens de suspeito de matar idosa de 79 anos em casa no Guará, no DF

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Vítima foi localizada em cama pela neta, com sinais de estrangulamento. Câmeras de segurança filmaram homem entrando na residência sem nada e saindo com uma mochila.

Suspeito de matar idosa no Guará, no DF — Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal divulgou, na noite desta segunda-feira (6), imagens do suspeito de matar uma idosa de 79 anos na casa onde ela morava, na QR 30 do Guará, no Distrito Federal. Geralda Cândida Santos do Nascimento foi encontrada em cima de uma cama, com sinais de estrangulamento.

Segundo as investigações, câmeras de segurança flagraram o homem entrando, sem carregar nada, na casa onde a idosa vivia com duas netas. Momentos depois, ele deixou o local levando uma mochila. Após o crime, parentes da vítima sentiram falta de objetos de valor, como um notebook.

Um vídeo divulgado pelos investigadores também mostra o homem deixando as redondezas do local do crime. Ele aparentava estar mancando.

A polícia afirma que quem tiver informações sobre a identidade e o paradeiro do homem pode ajudar na investigação, de forma sigilosa, pelo telefone 197. A suspeita inicial é de latrocínio – roubo seguido de morte.

Suspeito de matar idosa no Guará, no DF — Foto: Reprodução

Suspeito de matar idosa no Guará, no DF — Foto: Reprodução

A vítima foi encontrada por uma das netas, que acionou as autoridades. O Corpo de Bombeiros foi ao local e confirmou o óbito e os ferimentos. O caso está sendo investigado pela 4ª Delegacia de Polícia, no Guará.

O delegado Anderson Espíndola afirma que a suspeita é que o crime tenha sido cometido com um fio elétrico. Um cadeado da casa foi encontrado no chão, aberto. Segundo o investigador, apesar da suspeita inicial de latrocínio, “nenhuma outra hipótese foi descartada”.

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Bombeiros salvam pai e filha atingidos por onda ao tentarem tirar selfie em SP

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Caso aconteceu em praia de Bertioga, no litoral de São Paulo. Turistas de São Miguel Paulista foram atingidos por uma onda e caíram no mar.

Pai e filha precisaram ser resgatados após quase se afogarem em praia de Bertioga, SP — Foto: Reprodução/Aconteceu em Bertioga

 

Um homem e a filha dele caíram no mar e quase se afogaram após tentarem tirar uma selfie em cima de uma pedra, em uma praia de Bertioga, no litoral de São Paulo. Os dois são turistas e foram salvos pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).

De acordo com informações divulgadas pelo GBMar nesta segunda-feira (6), a equipe foi acionada para realizar um resgate na praia do Indaiá. Os banhistas informaram que um homem de 38 anos e a filha dele, de 15 anos, estavam se afogando.

Os dois são São Miguel Paulista (SP) e passavam o dia na praia. Eles estavam tentando tirar uma foto em um local conhecido como Pedra Selada, quando foram atingidos por uma onda e caíram no mar. Os dois não conseguiram nadar de volta para a pedra ou em direção à areia, já que o mar estava agitado.

A equipe entrou no mar e, com o auxílio de uma moto aquática, conseguiu resgatar os dois. O homem foi salvo em grau 4 de afogamento, apenas dois graus que antecedem um caso de óbito (grau 6). Já a filha foi retirada da água em grau 2. Uma equipe particular de bombeiros da Riviera de São Lourenço também ajudou no resgate. O homem e a filha foram levados ao Hospital Municipal de Bertioga.

Segundo o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), responsável pela gestão do Hospital Municipal de Bertioga, a adolescente foi atendida, avaliada e recebeu alta. Um homem foi também avaliado, colocado em observação e optou por deixar a unidade em seguida.

Praia Indaiá, em Bertioga, SP — Foto: Diego Bachiega/Prefeitura de Bertioga

Praia Indaiá, em Bertioga, SP — Foto: Diego Bachiega/Prefeitura de Bertioga

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Três alunos desaparecem durante excursão escolar e um deles é encontrado morto em MT

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Três alunos desapareceram e um deles, Daniel Hiarle Arruda de Oliveira, de 14 anos, foi encontrado morto durante uma excursão da Escola Estadual Professor Welcio Mesquita de Oliveira, em Cuiabá, no Circuito das Cachoeiras, que fica no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, nesta segunda-feira (6).

Segundo a diretora da escola, cerca de 60 alunos foram ao passeio. No final do dia, durante a contagem no ônibus, foi notada a falta dos três adolescentes.

Dois deles foram encontrados na trilha. Os professores acionaram o Corpo de Bombeiros para achar o outro aluno, Daniel, que foi encontrado morto horas depois em cachoeira.

 

Menino morreu na Cachoeira da Prainha — Foto:  Rafaella Zanol/Secom-MT

Menino morreu na Cachoeira da Prainha — Foto: Rafaella Zanol/Secom-MT

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas começaram por volta de 18h30 na Cachoeira da Prainha, que seria o último lugar onde os professores o viram.

Cinco bombeiros e um cão de busca participaram da operação, que durou aproximadamente 5 horas.

A equipe dos bombeiros mergulhou na cachoeira e localizou o corpo do adolescente, que estava a 3 metros de profundidade.

A Secretaria de Educação de Mato Grosso divulgou uma nota de pesar na qual informa que o passeio foi realizado seguindo os protocolos das aulas de campo e com autorização dos pais e responsáveis pelo aluno (veja a íntegra da nota ao final da reportagem). As atividades escolares foram suspensas e só serão retomadas na quinta-feira (9).

Excursão cancelada

Escola onde menino que morreu estudava suspendeu aulas e colocou uma bandeira preta no portão — Foto: Rafael Medeiros/TVCA

Escola onde menino que morreu estudava suspendeu aulas e colocou uma bandeira preta no portão — Foto: Rafael Medeiros/TVCA

 

O Corpo de Bombeiros acionou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Polícia Civil e o Instituto Médico Legal (IML).

Esse foi o segundo passeio da escola este mês. Nesta terça-feira (7), uma outra turma realizaria a mesma excursão, que acabou sendo cancelada, segundo a diretora.

Uma perícia foi feita no local, entre meia-noite e 7h de hoje.

Em nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirmou que tomou todas as medidas necessárias para ajudar nas buscas por Daniel e que as cachoeiras foram fechadas nesta terça-feira (7) para a investigação do caso.

Veja a nota da Secretaria de Educação na íntegra:

É com pesar que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) recebe a notícia de falecimento do estudante Daniel Hiarlly Rodrigues de Arruda, do 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Welson Mesquita de Oliveira, durante aula de campo, em uma das cachoeiras do complexo Véu de Noiva, em Chapada dos Guimarães.

A Seduc reforça que as aulas de campo são realizadas de acordo com protocolos específicos, que foram seguidos pelos profissionais da escola e com autorização dos pais e responsáveis pelos alunos.

Além disso, a instituição informa que está prestando todo apoio e suporte à família, escola e comunidade escolar.

Em respeito à memória do estudante e aos familiares, ficam suspensas as atividades escolares no período entre 07 e 08 de dezembro, só retornando às atividades conforme calendário escolar, na quinta-feira (09.12).

Veja a nota do IcmBio na íntegra:

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informa que o corpo do estudante Daniel Hiarlly Rodrigues de Arruda foi encontrado na noite dessa segunda-feira (6) no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Ao ser declarado desaparecido pelos professores e alunos que estavam em atividade de campo na unidade, o ICMBio organizou grupos de buscas com os servidores e acionou, imediatamente, o Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso.

Todos os fatos foram comunicados às autoridades competentes, pelo Instituto, e, nesta terça-feira (7), as cachoeiras do parque seguem fechadas para as devidas investigações.

O ICMBio e toda a equipe do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães lamentam a morte do estudante Daniel. O Instituto segue à disposição da família e dos amigos para prestar todos os esclarecimentos necessários.

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Prorrogada presença da Força Nacional em terra indígena em Mato Grosso

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Os militares atuarão em apoio à Fundação Nacional do Índio

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Força Nacional de Segurança Pública vai permanecer por mais 60 dias na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, no estado de Mato Grosso, em apoio à Fundação Nacional do Índio (Funai).

A portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que a autoriza a prorrogação, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (7).

Os militares vão atuar em ações de preservação da ordem pública e de segurança das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado, no período de 12 de dezembro de 2021 a 9 de fevereiro de 2022.

A quantidade de policiais a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública. Caso seja necessário, o prazo de 60 dias poderá ser mais uma vez prorrogado.

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Bebê de 4 meses é encontrada morta na cama da mãe

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Ocorrido foi neste domingo (5/12), no Bairro Parque Novo Ceasa, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de BH

(crédito: Reprodução/PMMG)

 

Uma bebê de quatro meses foi encontrada morta na manhã deste domingo (5/12), no Bairro Parque Novo Ceasa, Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com as informações preliminares da Polícia Militar, a suspeita é que a bebê tenha morrido de asfixia.

Segundo a PM, eles foram acionados por volta das 7h30 para socorrer a criança. Aos policiais, a mãe informou que, ao anoitecer, dormiu na mesma cama com seus dois filhos, a bebê de quatro meses e outra criança de quatro anos. Ao acordar pela manhã, percebeu que a menina se encontrava sem vida e com sangue escorrendo pelo nariz.
Os policiais verificaram o corpo da vítima e foi constatado sangramento pelo nariz e hematomas roxos na lateral direita da barriga, próximo às costelas.
A princípio, a perícia disse que a morte foi por asfixia mecânica e que, os sinais de roxo eram acúmulos de sangue por conta da posição da criança. Não foi constatado sinais de violência ao bebê.
O Instituto Médico Legal ainda irá confirmar a causa da morte da bebê.

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Polícia prende pai de menina que escreveu pedido de socorro à mãe na prova escolar

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Logo após a menina fazer a denúncia na prova, o pai, agora detido, foi chamado a dar explicações no Conselho Tutelar

 

A prova habitual se transformou em pedido de socorro no Vale do Anari, cidade com pouco mais de 10 mil habitantes no interior de Rondônia. Uma menina de 13 anos escreveu no teste: “Por favor me ajuda meu pai bate na minha mãe chama pra mim a polícia”. O pedido de ajuda ocorreu em 9 de novembro e anteontem o caso ganhou um desfecho: o homem foi localizado pela polícia e preso, segundo o delegado Celso André Kondageski, titular da delegacia de Machadinho DOeste, distante 54 quilômetros de Anari, mas que também atende a cidade vizinha.

Logo após a menina fazer a denúncia na prova, o pai, agora detido, foi chamado a dar explicações no Conselho Tutelar. “Ele repreendeu os filhos e os expulsou de casa”, afirmou Kondageski. O caso começou a ganhar repercussão a partir deste momento, antes mesmo de ganhar o Brasil amplificado pelas redes sociais, que distribuíram incansavelmente a imagem da prova. “Ele vai responder também por abandono de casa”, disse o delegado.

A menina de 13 anos autora da denúncia de violência doméstica tem mais três irmãos. Duas meninas de 16 e 14 anos e um menino mais novo, com oito anos. Havia outro bebê, que morreu com um ano, ainda quando a família vivia no Pará. Foi essa morte que teria, segundo o delegado Kondageski, motivado o início das agressões.

A mãe da menina de 13 anos, ao ser levada à delegacia, estava bastante abalada física e emocionalmente, como contou o delegado. Foram necessárias duas horas para ela admitir as agressões. “Ela tinha medo do agressor, mostrava uma dependência afetiva e monetária do homem, ela dizia que ele não deixava faltar nada para os filhos”, contou o delegado.

Na última sexta-feira, dia 3, após tomar conhecimento do caso, a Justiça determinou a prisão temporária do homem. Ele foi localizado no sítio da mãe na cidade de Vale do Anari. Ele estava escondido em um banheiro nos fundos do local.

Como denunciar

Recentemente, o governo de São Paulo sancionou lei que obriga condomínios residenciais e comerciais a informarem casos ou indícios de violência doméstica contra mulheres, crianças, adolescentes e idosos. É sabido que pelo menos outros 15 Estados, além do Distrito Federal, já criaram regras similares nos últimos anos.

Especialistas ouvidos para reportagem publicada pelo Estadão em setembro de 2021 recomendam que, ao presenciar uma situação de violência doméstica, ou até mesmo se houver qualquer desconfiança, a pessoa não deve interferir, mas comunicar as autoridades policiais. Há uma série de canais em que essas denúncias podem ser feitas: Disque 100 (número para denúncias do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) e Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, por exemplo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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