LEONARDO VIECELI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)
Em 2025, a taxa de desemprego atingiu o nível médio anual mais baixo já registrado em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal, conforme informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (20).
Os estados com as menores médias anuais foram: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).
O cenário nacional também acompanhou essa tendência, fechando o ano com uma taxa média anual de desemprego de 5,6%.
Esses números fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), cuja série histórica começou em 2012.
O IBGE já havia divulgado o resultado para o Brasil em janeiro, mas a publicação recente inclui detalhes específicos de cada estado.
Especialistas explicam que a melhora no mercado de trabalho deve-se a vários fatores. Um deles é o bom desempenho econômico dos últimos anos, que possibilitou a criação de mais empregos.
Além disso, o envelhecimento da população contribui para uma diminuição da força de trabalho ativa, pois pessoas mais velhas tendem a sair do mercado e parar de buscar emprego.
Isso reduz a taxa de desemprego, já que só são consideradas desocupadas as pessoas que procuram trabalho e não conseguem encontrar.
Outro aspecto que influencia o resultado é o aumento de vagas na área de tecnologia. Um estudo recente do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) apontou que trabalhos realizados por aplicativos ajudaram a reduzir o desemprego em 1 ponto percentual no país.
Os dados do IBGE incluem empregos tanto formais quanto informais, ou seja, com ou sem carteira assinada ou registro empresarial.

