Airton Faleiro expressou satisfação após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelar o decreto que previa desestatização das hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. Em entrevista à Rádio Câmara, o deputado ressaltou a falta de consulta prévia e estudo dos possíveis impactos ambientais e sociais, principalmente no que concerne à dragagem do rio Tapajós.
O governo chegou a contratar empresa privada para realizar a dragagem, porém, após protestos intensos, a obra foi suspensa e o decreto revogado. Airton Faleiro destacou que essa ação atende às preocupações dos povos indígenas e da comunidade científica, visto que a dragagem beneficiaria apenas um setor em detrimento de várias comunidades ribeirinhas.
Ressaltou também que as margens do rio Tapajós são áreas tradicionais habitadas por povos indígenas, que dependem do rio para sua sobrevivência, e que a dragagem poderia liberar resíduos contaminantes, como mercúrio, remanescentes da mineração.
Airton Faleiro é vice-presidente da Frente Parlamentar Indígena e da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários, e junto com outros parlamentares, apoiou as reivindicações indígenas buscando diálogo com o governo.
Com a revogação do decreto e suspensão da dragagem, Airton Faleiro acredita que haverá tempo para diálogo com as comunidades afetadas e para elaboração de estudos necessários. Sugere ainda que sejam discutidas outras opções para o transporte de grãos, como melhorias em rodovias e outros modais de transporte.

