Maria do Rosário, relatora da comissão externa da Câmara dos Deputados que analisa casos de feminicídio no Rio Grande do Sul, apresentou nesta terça-feira (10) o relatório final após oito meses de estudo.
Em entrevista à Rádio Câmara, Maria do Rosário destacou que, mesmo com foco no Rio Grande do Sul, a violência contra mulheres é um problema em todo o país e demanda medidas rigorosas e mudança cultural.
Os dados revelam 80 mortes de mulheres no Rio Grande do Sul em 2025, colocando o estado na sétima posição em feminicídios. No Brasil, foram registrados 1.518 casos, o que significa quatro mulheres assassinadas por dia.
Esse contexto motivou a assinatura do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio pelos Três Poderes, na semana passada.
Maria do Rosário ressaltou que o Brasil avançou na legislação, com penas que chegam a 40 anos para feminicídio, mas o problema persiste. Ela defende que é essencial abordar o tema na educação e cultura.
“É fundamental inserir o debate nas escolas, na sociedade e nos meios de comunicação, indo além das campanhas. Estas alertam, mas não solucionam. É necessária uma ação permanente e pedagógica para alcançar uma sociedade baseada em igualdade, respeito e sem violência”, afirmou.
A deputada completou: “Violência deve ser interrompida antes do feminicídio. A sociedade precisa agir ativamente. Quem souber de violência contra mulheres deve intervir sem hesitar.”
Próximos passos
Para combater o feminicídio de forma eficiente, é preciso integrar esforços educativos e culturais contínuos, promovendo uma transformação profunda na maneira como se encara e reage à violência de gênero.
A responsabilidade é coletiva e demanda participação ativa de todos os setores para garantir segurança e respeito às mulheres em todo o país.

