Maria Virgínia Grimwood Pinto, delegada da Polícia Civil do Pará, foi presa no Distrito Federal durante uma operação que investiga um esquema interestadual de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Ela é suspeita de fornecer informações sigilosas e proteção a membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), tendo recebido cerca de R$ 50 mil em troca. Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão” e líder do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca (PE), e que mantém um relacionamento amoroso com a delegada, também foi preso na ação.
A prisão de Maria Virgínia aconteceu em um hotel no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília (DF), enquanto Renato Henrique foi detido em um resort em Recife (PE). A investigação é parte da Operação Sinalagma, que já identificou movimentação financeira suspeita de mais de R$ 14 milhões.
Autoridades analisaram dados do celular de Renato Henrique para descobrir outros membros do grupo criminoso e possíveis colaboradores, além de evidenciar a ligação com a delegada. A suspeita é de que tenham ocorrido crimes como corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa.
A operação investiga ainda o uso de documentos falsos, empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para ocultar a origem dos recursos ilícitos, revelando uma movimentação financeira incompatível com a renda declarada pelos envolvidos.


