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Delegacias de SP dificultam registro de roubo de celular

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Polícia exige o IMEI, código que identifica o aparelho, para fazer Boletim de Ocorrência; notificação de casos envolvendo objeto caiu

Delegacias de polícia da capital estão se recusando a registrar Boletins de Ocorrência de roubo de celular sem que a vítima forneça o IMEI – um código de 15 dígitos que identifica cada aparelho. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também impede o registro do crime pela internet sem tal numeração. Neste ano, a Secretaria da Segurança registrou uma queda de 27,64% nos BOs de casos de roubos em que os celulares foram pelo menos um dos objetos levados das vítimas no Estado.

Em fevereiro, o secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, determinou que a polícia solicitasse o número do IMEI em casos de roubo ou de furto de celular para que assim fosse pedido o bloqueio dos aparelhos às operadoras. Moraes afirmou, na época, que ninguém seria impedido de registrar o crime caso não soubesse o número do IMEI do celular.

Desde que Moraes assumiu a pasta, a secretaria vem comemorando a redução nos índices de roubo no Estado. Nesta segunda-feira, 20, o órgão informou que não fez nenhuma mudança de procedimento nos casos que envolvem celulares e reafirmou que o registro do crime sem o fornecimento do código é possível.

Segundo a secretaria, o número de BOs em que o celular é o único objeto roubado da vítima cresceu 3,27%, na comparação dos cinco primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2014. A pasta não divulgou, porém, os dados em que, além do celular, algum outro objeto foi levado da vítima pelo ladrão.

roubosCelular (1)

Obtivemos esses dados por meio do cruzamento de informações sobre o perfil dos objetos roubados no Estado e as estatísticas criminais mensais – ambas as informações estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública. Esses dados mostram que, entre janeiro e maio deste ano, 74.977 registros de roubos tiveram celulares listados entre os objetos subtraídos das vítimas. No mesmo período de 2014, eles revelam que houve 103.650 boletins incluindo os aparelhos.

Além disso, dados obtidos pelo Estado via Lei de Acesso à Informação mostram que apenas na Delegacia Eletrônica a queda de janeiro a junho foi de 14,4% de um ano para outro – de 47 mil para 40 mil casos. A queda acentuou a redução de registros de roubos no Estado, que caíram 5%, de 135 mil para 128 mil ocorrências no período.

“A exigência desse código para o registro do crime resulta em uma redução nas estatísticas, mas que não quer dizer que há uma diminuição de fatos, ou seja, dos crimes em si”, diz o cientista político Guaracy Mingardi, especialista em segurança.

Recusa. Uma estudante de 27 anos, que pediu para não ter o nome publicado, conta que seu celular foi levado por um criminoso dentro de um supermercado em Santa Cecília, na região central da cidade, em 8 de junho. Ela afirma que não conseguiu fazer o registro no 77.º Distrito Policial (Santa Cecília) sem informar o IMEI.

“O celular estava no bolso de trás da minha mochila. Chegou um homem, puxou a mala e pegou o telefone. Fiquei desesperada quando não achei (o aparelho).” Ela conta que foi à delegacia e relatou o ocorrido, mas saiu de lá sem o Boletim de Ocorrência. “Contei a história e me perguntaram se eu tinha o IMEI. Falei que não, e o rapaz que me atendeu disse que, infelizmente, não tinha o que fazer, pois não poderia registrar o BO.”

O aparelho tinha sete meses de uso e custou R$ 600. “Como já tinha jogado a caixa fora e não tinha a nota fiscal, precisei desistir do Boletim de Ocorrência. Tinha todos os meus contatos e fotos. Liguei para a operadora e bloqueei o chip.”

Resposta. Por meio de sua assessoria de imprensa, o secretário de Estado da Segurança, Alexandre de Moraes, disse que vai mandar para a Corregedoria da Polícia Civil todos os casos de cidadãos que forem impedidos de registrar Boletim de Ocorrência de roubo de celular por falta de IMEI.

Por meio de nota, a secretaria afirmou que não há “qualquer impedimento no registro de ocorrências nos furtos e roubos de celulares” com a edição das regras que abriram a possibilidade para que a Secretaria de Segurança usasse o código para bloquear os aparelhos. Essas regras faziam parte da estratégia da pasta para combater esse tipo de crime no Estado.

Na nota, a secretaria informou que, apesar disso, o número de roubos aumentou mesmo com a edição da medida: “As notificações de furtos e roubos somente de celulares, na comparação desses mesmos períodos (janeiro e maio de 2014 e 2015), aumentaram em 3,27%”. A secretaria argumentou que a subida aconteceu porque a “grande divulgação feita pela imprensa e pelo governo incentivou as vítimas a registrarem todas as suas ocorrências”.

Onde encontrar o código IMEI

  1. Procure o número na nota fiscal ou na caixa do aparelho.
  2. Digite o código *#06# no teclado do seu celular para visualizar o IMEI. O código será exibido automaticamente.

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3,4 milhões podem sacar o auxílio emergencial a partir desta terça-feira

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Desse total, R$ 1,3 bilhão são referentes às parcelas do auxílio emergencial e o restante às parcelas do auxílio emergencial extensão

Caixa: podem sacar ou transferir o dinheiro da poupança social os beneficiários nascidos em junho que fazem parte do ciclo 3 e 4 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A partir desta terça-feira, 24, 3,6 milhões de beneficiários do programa auxílio emergencial nascidos em junho podem sacar ou transferir os recursos da poupança social. A Caixa afirma que foram creditados R$ 3 bilhões para esse público nos ciclos 3 e 4 de pagamentos do auxílio emergencial.

Desse total, R$ 1,3 bilhão são referentes às parcelas do auxílio emergencial e o restante, R$ 1,7 bilhão, às parcelas do auxílio emergencial extensão.

Para realizar o saque do dinheiro é preciso fazer o login no App Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

Os saques em dinheiro podem ser feitos nas Lotéricas, Correspondentes Caixa Aqui ou mesmo nas agências.

Continua disponível aos beneficiários a opção de utilização dos recursos creditados na Poupança Social Digital para a realização de compras, por meio do cartão de débito virtual e QR Code, pagamento de boletos, contas de água, luz, telefone, entre outros serviços. Com o aplicativo Caixa Tem, também está disponível a funcionalidade para pagamentos sem cartão nas cerca de 13 mil unidades lotéricas do banco.

 

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100% do fornecimento de energia no Amapá foi restabelecido, diz ministério

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A informação foi divulgada nesta terça-feira, (24/11), pelo Ministério de Minas e Energia (MME)

(crédito: Ministério de Minas e Energia)

O fornecimento de energia elétrica no Estado do Amapá foi 100% restabelecido nesta terça-feira, 24, com a energização do segundo transformador na subestação Macapá, informou na manhã desta terça o Ministério de Minas e Energia (MME).
A energização do equipamento, essencial para a normalização do fornecimento de energia ao Estado, estava prevista para ocorrer até quinta-feira, 26, mas na segunda-feira, 23, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, sinalizou que essa operação poderia ser antecipada.
Já o MME indicou, na noite de segunda, que o equipamento seria submetido a testes.
A Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LTME) também divulgou comunicado informando que restabeleceu a carga de energia em dois transformadores na sua subestação na madrugada desta terça-feira.
“A LMTE está integralmente mobilizada desde o acidente e trabalhou incansavelmente em conjunto com os demais órgãos governamentais para que a carga voltasse a 100% antes do prazo máximo estabelecido (26/11). A companhia reforça que se solidariza com todos os amapaenses e informa que seguirá empenhada a minimizar os impactos e em transportar energia segura para o estado do Amapá”, afirmou a empresa, em nota.
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ONU condena racismo estrutural no Brasil após assassinato de João Alberto

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Porta-voz da ONU disse que a morte foi “um exemplo extremo, mas infelizmente muito comum, da violência sofrida pelos negros no Brasil”

ONU: “o racismo estrutural, a discriminação e a violência que os afrodescendentes enfrentam no Brasil estão documentadas por dados oficiais” (Guilherme Gonçalves/Fotos Públicas)

A ONU declarou nesta terça-feira (24) que o espancamento mortal de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, por parte de seguranças brancos no supermercado Carrefour de Porto Alegre é um exemplo do “racismo estrutural“ do país e pediu uma investigação independente e reformas urgentes.

Porto Alegre, no sul do país, enfrenta vários dias de protesto após a publicação de um vídeo na semana passada em que João Alberto, de 40 anos, era agredido no rosto e na cabeça por um segurança de supermercado enquanto outro guarda o segurava.

Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, disse à imprensa em Genebra que a morte foi “um exemplo extremo, mas infelizmente muito comum, da violência sofrida pelos negros no Brasil”.

“Oferece uma clara ilustração da persistente discriminação estrutural e do racismo enfrentados pelas pessoas de ascendência africana”, afirmou, destacando que os funcionários do governo têm a responsabilidade de reconhecer o problema do racismo persistente para conseguir resolvê-lo.

O presidente Jair Bolsonaro minimizou o racismo estrutural no Brasil, um país em que cerca de 55% de uma população de 212 milhões de pessoas se identifica como negra ou parda.

Bolsonaro disse que ele mesmo é “daltônico” nesta questão, enquanto seu vice-presidente Hamilton Mourão gerou indignação na sexta-feira quando afirmou que “não existe racismo” no Brasil.

Segundo a porta-voz do Alto Comissariado da ONU, “o racismo estrutural, a discriminação e a violência que os afrodescendentes enfrentam no Brasil estão documentadas por dados oficiais”.

Ravina Shamdasani citou estatísticas que mostram que “o número de vítimas afrobrasileiras de homicídio é desproporcionalmente mais alto do que outros grupos”.

“Os brasileiros negros sofrem racismo estrutural e institucional, exclusão, marginalização e violência com, em muitos casos, consequências mortais”, destacou.

Embora o Brasil tenha aberto uma investigação sobre a morte de Freitas, Shamdasani pediu que seja “rápida, exaustiva, independente, imparcial e transparente” e insistiu que deve-se analisar se “os preconceitos raciais desempenharam um papel” em sua morte.

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Assembleia do Rio debate lei que pode obrigar vacinação contra a covid-19

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A proposta prevê uma série de sanções para quem descumprir a lei. Presidente Jair Bolsonaro já disse que é contra a obrigatoriedade

(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Está na pauta da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) desta terça-feira, 24, um projeto de lei que pode obrigar a vacinação contra a covid-19. A proposta leva em conta a lei de emergência em saúde pública, sancionada em fevereiro deste ano, que estabeleceu que autoridades podem adotar medidas de combate ao coronavírus, como a quarentena, isolamento e a imunização.

A discussão do projeto de lei é em sessão única e caso receba emendas dos parlamentares, o texto sai de pauta.

De autoria do deputado Luiz Paulo (sem partido), a norma prevê que caso alguém não se imunize, ficaria impedido, por exemplo, de assumir cargos públicos ou se matricular nas redes pública e privada de ensino do estado. O atestado de vacinação também poderia ser exigido para se hospedar em um hotel ou ser contratado por uma empresa.

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB), já afirmou diversas vezes que a vacinação no estado será obrigatória, mas ainda publicou nenhum decreto, ou mesmo definiu quais possíveis penalidades para quem descumprir a regra.

A afirmação gerou críticas do presidente Jair Bolsonaro, que é contrário à medida. Na semana passada, Bolsonaro voltou a dizer que uma possível vacina contra a covid-19 não será obrigatória no país. “A lei é bem clara e quem define isso é o Ministério da Saúde. O meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final“, afirmou.

A vacinação obrigatória no Brasil só é mencionada no caso das crianças, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece a imunização compulsória, quando recomendada pelas autoridades sanitárias.

Mas como não está na Constituição, abriu-se uma discussão se a liberdade individual está acima da coletiva. Sobre o tema, há uma ação em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), que vai julgar se pais têm o direito de não vacinar seus filhos com base em convicções, como religiosas e morais. O julgamento não tem data para ser realizado.

Em todo o mundo há o debate quanto à obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19, mas sem legislações específicas, por enquanto. Em países da Europa, como Alemanha e Itália, a imunização contra o sarampo é obrigatória. Quem descumprir recebe sanções e até multa.

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100% do fornecimento de energia no Amapá foi restabelecido, diz ministério

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A energização do equipamento essencial para a normalização do fornecimento de energia ao Estado, estava prevista para ocorrer até quinta-feira

Amapá: a Linhas de Macapá Transmissora de Energia também divulgou comunicado informando que restabeleceu a carga de energia em dois transformadores na sua subestação na madrugada desta terça-feira (Prefeitura de Macapá/Divulgação)

O fornecimento de energia elétrica no Estado do Amapá foi 100% restabelecido nesta terça-feira, 24, com a energização do segundo transformador na subestação Macapá, informou na manhã desta terça o Ministério de Minas e Energia (MME).

A energização do equipamento, essencial para a normalização do fornecimento de energia ao Estado, estava prevista para ocorrer até quinta-feira, 26, mas na segunda-feira, 23, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, sinalizou que essa operação poderia ser antecipada.

Já o MME indicou, na noite de segunda, que o equipamento seria submetido a testes.

A Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LTME) também divulgou comunicado informando que restabeleceu a carga de energia em dois transformadores na sua subestação na madrugada desta terça-feira.

“A LMTE está integralmente mobilizada desde o acidente e trabalhou incansavelmente em conjunto com os demais órgãos governamentais para que a carga voltasse a 100% antes do prazo máximo estabelecido (26/11). A companhia reforça que se solidariza com todos os amapaenses e informa que seguirá empenhada a minimizar os impactos e em transportar energia segura para o estado do Amapá”, afirmou a empresa, em nota.

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PF combate quadrilha nos Correios que desviou R$ 1 milhão em eletrônicos

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PF combate quadrilha nos Correios que desviou R$ 1 milhão em eletrônicos

Os suspeitos trocavam etiquetas verdadeiras – que continham os dados da entrega – por etiquetas falsas (Sergio Moraes/Reuters)

A Polícia Federal faz, nesta terça-feira, uma operação contra um esquema de fraudes e desvios de encomendas nos Correios no Rio que pode ter chegado a R$ 1 milhão. Segundo a PF, funcionários do CTE Benfica, maior centro de distribuição de encomendas do Rio, escolhiam encomendas de alto valor, como celulares e eletrônicos, e as desviavam para terceiros. Os suspeitos trocavam etiquetas verdadeiras – que continham os dados da entrega – por etiquetas falsas.

Eram usados números de postagens já utilizados para elaborar essas falsas etiquetas para que os empregados dos Correios mandassem as encomendas para destinatários envolvidos no esquema. Os membros da organização criminosa mantinham um grupo de WhatsApp intitulado ”empresas e negócios”, onde tratavam as fraudes e as vendas dos artigos desviados. Depois de etiquetados, os produtos eram entregues de forma normal pelos carteiros que, aparentemente, não participavam do esquema de desvios.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa e peculato. Cerca de 50 agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão nos bairros de Bento Ribeiro, Campinho, Coelho Neto, Engenho da Rainha, Madureira, Piedade e Tomás Coelho, além do próprio Centro de Distribuição dos Correios em Benfica, no Rio.

Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio. As investigações tiveram início em janeiro de 2019 e contaram com apoio dos Correios.

 

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terça-feira, 24 de novembro de 2020

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