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Política

Delator revela que Vorcaro escondeu uso de dinheiro enviado aos EUA para filme sobre Bolsonaro

YouTube/CNN Brasil Economia

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, afirmou à Polícia Federal, em delação premiada, que não foi informado pelo Daniel Vorcaro, do Banco Master, que as transferências a um fundo nos Estados Unidos seriam usadas para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mineiro, que ajudou a fazer as transferências e garantir dinheiro vivo para o dono do Banco Master, garantiu que não teve contato com políticos como o senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente. Ele também tentou, sem sucesso, recuperar o dinheiro ao descobrir a real finalidade dos valores.

A Polícia Federal observou que existem contradições entre o depoimento de Mineiro e documentos da investigação, e pediu ao Supremo Tribunal Federal mais tempo para aprofundar o caso. Conforme divulgado por veículos de imprensa, Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com Daniel Vorcaro o repasse dos recursos.

Segundo Mineiro, a operação foi apresentada como um investimento em fundo imobiliário nos Estados Unidos, nos estados do Texas e Flórida, associado a um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Ele declarou que nunca foi informado que os recursos seriam destinados ao filme, e que não teria aceitado participar se soubesse disso, devido ao risco para suas empresas.

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O depoimento foi dado em 1º de outubro. A ordem para transferir US$ 12,3 milhões veio de Fabiano Zettel e foi confirmada por Vorcaro. A polícia diz que o valor total previsto para o filme era de US$ 24 milhões.

Mineiro fez os repasses através da empresa Entre Investimentos para o fundo Havengate, administrado por Paulo Calixto. Ele afirmou que descobriu o verdadeiro destino dos recursos pela imprensa, pediu o resgate total do dinheiro e um relatório financeiro, sem sucesso.

Os valores foram pagos com saques da conta do Banco Master, venda de ativos e recursos próprios. A PF constatou que documentos confirmam os valores envolvidos, mas há divergências que precisam de investigação mais profunda.

Entre os problemas está uma carta que confirma o compromisso de aporte para a produção do filme. Além disso, a primeira transferência foi paga por um depósito da Super Empreendimentos para a conta da Entre Investimentos, e não diretamente do Banco Master, como relatado por Mineiro.

Há também falhas na documentação das remessas, com ausência de comprovantes para algumas operações. As partes envolvidas, incluindo a campanha de Flávio Bolsonaro, a assessoria de Vorcaro e Paulo Calixto, ainda não se pronunciaram.

A PF informou que os documentos não permitem identificar claramente as contas de origem dos recursos da produtora do filme, limitando-se aos valores recebidos e contas beneficiárias, além de detalhes das operações de câmbio.

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