O presidente Lula (PT) aumentou a quantidade de votos válidos do primeiro para o segundo turno em todos os estados. Já seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teve queda ou manteve o mesmo número de votos no Nordeste, mas cresceu nas outras regiões.
É comum que candidatos consigam mais votos no segundo turno, pois a disputa fica entre apenas dois nomes.
Este ano, Lula se beneficiou principalmente pela queda dos votos nulos, brancos e da abstenção entre as duas votações.
O maior crescimento de Lula foi em Goiás, onde ele ganhou 9,28 pontos percentuais, passando de 31,06% para 40,34%, mesmo que tenha perdido para Flávio Bolsonaro naquele estado.
São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, foi o segundo estado com maior aumento, subindo de 38,2% para 46,15% dos votos.
Outros estados com grandes ganhos para Lula foram Distrito Federal (7,61 pontos), Rio de Janeiro (7,49 pontos), Amapá (7,17 pontos) e Minas Gerais (7,1 pontos), onde teve uma virada histórica. Em Rondônia, o crescimento foi menor, de 4,5 pontos percentuais.
Quanto a Flávio Bolsonaro, seu maior avanço também foi em Goiás, com 6,06 pontos percentuais a mais, seguido pelo Distrito Federal (2,97 pontos), Santa Catarina (2,77 pontos) e Paraná (2,67 pontos), estados nos quais venceu.
No segundo turno, Flávio Bolsonaro perdeu votos em sete estados do Nordeste: Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, Ceará e Sergipe.
No Piauí e no Rio de Janeiro, seus votos permaneceram praticamente estáveis.
Diferença entre os candidatos
Flávio Bolsonaro venceu em 13 estados e no Distrito Federal, enquanto Lula venceu em 13 estados e no exterior.
Lula aumentou sua vantagem em todos os estados onde Flávio Bolsonaro ganhou no primeiro turno, conseguindo uma margem total de 4,4 milhões de votos no segundo turno.
A maior virada foi em Minas Gerais, um estado importante com mais de 16 milhões de eleitores, onde Lula obteve 50,43% dos votos contra 49,57% de Flávio Bolsonaro.
Lula também teve 3 milhões de votos a mais no Nordeste, crescendo 14%, e ganhou no Norte por uma pequena diferença.
Flávio Bolsonaro teve vantagem nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.


