24.5 C
Brasília
terça-feira, 24/02/2026

Déficit externo do Brasil cai para US$ 8,4 bi em janeiro de 2026

Brasília
nuvens quebradas
24.5 ° C
25.6 °
24.5 °
65 %
6.2kmh
75 %
ter
24 °
qua
24 °
qui
25 °
sex
19 °
sáb
23 °

Em Brasília

O Brasil teve um déficit nas suas contas externas de US$ 8,360 bilhões em janeiro de 2026, valor que é menor do que os US$ 9,809 bilhões registrados em janeiro de 2025, conforme divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (24).

Essa melhora ocorreu porque o superávit comercial aumentou em US$ 2,1 bilhões, alcançando US$ 3,516 bilhões no mês. Segundo Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, essa evolução aconteceu devido à queda nas importações em vários setores, reflexo da desaceleração da economia brasileira.

As exportações totalizaram US$ 25,282 bilhões, com uma leve queda de 1,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as importações caíram 10%, chegando a US$ 21,766 bilhões. No setor de serviços, o déficit caiu 12,8%, ficando em US$ 3,972 bilhões, comparado a US$ 4,553 bilhões de janeiro de 2025. Porém, o déficit com viagens internacionais aumentou 48,4%, chegando a US$ 1,453 bilhão, em função da redução dos gastos dos turistas estrangeiros no Brasil e do aumento das despesas dos brasileiros no exterior.

O déficit na renda primária cresceu 18,7%, atingindo US$ 8,312 bilhões, incluindo pagamentos como lucros, dividendos e juros. Por outro lado, a renda secundária teve superávit de US$ 408 milhões, contra US$ 349 milhões no mesmo período do ano anterior.

No acumulado dos 12 meses até janeiro de 2026, o déficit em transações correntes ficou em US$ 67,551 bilhões, o que representa 2,92% do PIB, abaixo dos US$ 72,421 bilhões (3,35% do PIB) do período anterior. Segundo Fernando Rocha, o cenário é positivo, com tendência de redução do déficit desde setembro de 2025, principalmente financiado por investimentos de longo prazo.

Os investimentos diretos no país totalizaram US$ 8,168 bilhões em janeiro, acima dos US$ 6,708 bilhões do mesmo mês em 2025, somando US$ 79,137 bilhões em 12 meses (3,42% do PIB). Investimentos em carteira tiveram entrada líquida de US$ 8,867 bilhões no mês, a maior desde julho de 2018, acumulando US$ 24,9 bilhões em 12 meses. As reservas internacionais chegaram a US$ 364,367 bilhões, um aumento de US$ 6,134 bilhões em relação a dezembro.

Veja Também