O setor público brasileiro, que inclui o governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registrou um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro. Este valor é menor que os R$ 19 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.
Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (31). O déficit primário é a diferença entre o que o governo arrecada e gasta, desconsiderando os juros da dívida pública.
O Governo Central teve um saldo negativo de R$ 29,5 bilhões, impactado pelos gastos com o Programa Pé-de-Meia e reajustes no funcionalismo público. Este número é diferente do déficit de R$ 30 bilhões anunciado pelo Tesouro Nacional, devido a diferentes formas de cálculo, que levam em conta variações na dívida.
Por outro lado, os governos estaduais e municipais apresentaram superávit primário de R$ 13,7 bilhões, acima dos R$ 9,2 bilhões do ano anterior, ajudando a reduzir o déficit do Governo Central.
As empresas estatais, excluindo Petrobras e Eletrobras, tiveram um déficit de R$ 568 milhões, revertendo o superávit de R$ 299 milhões do ano anterior.
Os juros da dívida pública somaram R$ 84,2 bilhões em fevereiro, aumentando o déficit nominal do setor público para R$ 100,6 bilhões, contra R$ 97,2 bilhões no mesmo período do ano anterior.
Nos últimos 12 meses até fevereiro, o déficit primário acumulado foi de R$ 52,8 bilhões, equivalente a 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB), e o déficit nominal chegou a R$ 1,1 trilhão, ou 8,48% do PIB.
Em 2024, as contas públicas terminaram o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, correspondente a 0,43% do PIB.
A dívida líquida do setor público atingiu R$ 8,4 trilhões em fevereiro, representando 65,5% do PIB, um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior. Esse crescimento ocorreu devido ao déficit primário, aos juros e à valorização do câmbio, compensados parcialmente pelo crescimento nominal do PIB.
A dívida bruta do governo geral chegou a R$ 10,2 trilhões, ou 79,2% do PIB, também com alta de 0,5 ponto percentual.
