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Decisão de ministro do STF pode dificultar condenação no caso da 113 Sul

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Por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, juiz do Tribunal do Júri deverá informar, antes do julgamento de Adriana Villela, dia 23, que um dos laudos foi feito por peritos não oficiais

Adriana Villela será julgada pelos assassinatos dos pais e da empregada
(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)

Dez anos após o crime que chocou o Distrito Federal e ficou conhecido como caso da 113 Sul, a defesa da arquiteta Adriana Villela conseguiu uma vitória, ao ter o requerimento de habeas corpus parcialmente concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. O pedido era pela anulação da sentença de pronúncia, que decide que existem indícios de um crime doloso contra a vida e define que o caso será julgado pelo tribunal do júri. O principal argumento dos advogados é a contradição entre dois laudos da Polícia Civil, um produzido pelo Instituto de Criminalística e outro, pelo Instituto de Identificação.
Mesmo com parecer favorável da Procuradoria Geral da República (PGR), assinado pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, Barroso não excluiu laudo do Instituto de Criminalística. Ele decidiu que, no dia do julgamento, em 23 de setembro, o juiz presidente do Tribunal do Júri deverá esclarecer ao Conselho de Sentença que um dos laudos do processo foi feito por sete técnicos papiloscopistas da Polícia Civil, que não são considerados peritos oficiais. “Com esse esclarecimento, caberá ao corpo de jurados avaliar o peso que deva merecer dentro do conjunto probatório”, escreveu Barroso.
Ainda assim, para o advogado de defesa, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a concessão em parte já atende à demanda. “É óbvio que isso é importante, porque o juiz vai ter que cumprir essa determinação do Supremo, que diz expressamente que aquilo não é de perito. Essa decisão é uma visão técnica que deveria ser do juiz togado, não do juiz de júri. Mas de qualquer maneira, já nos serve”, afirmou.
Especialistas em Direito se dividem quanto ao efeito prático da decisão do STF. Professor de Processo Penal da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Badaró acredita que pouca coisa muda. “Quando é o juiz quem profere a sentença, ele precisa fundamentá-la, mas os jurados não fundamentam”, explica. “O Supremo deveria ter mandado excluir a prova ou manter com pleno valor. Essa ressalva de informar os jurados, não muda em nada. Acredito que não faça grande diferença.”
Ele explica ainda o motivo do pedido dos advogados ter sido feito por habeas corpus. “Quando uma pessoa é ameaçada de sofrer prisão ilegal, a defesa pode entrar com o recurso.” Apesar do tempo decorrido desde as mortes, o caso está longe de prescrever. Crimes com penas maiores levam mais tempo. “No caso de homicídios, o prazo é de 20 anos a partir da data do fato. Quando a denúncia é recebida pelo juiz, esse tempo é reiniciado. O mesmo se repete quando o acusado é pronunciado”, destaca o professor.

Conjunto probatório

O documento questionado pela defesa foi feito por papiloscopistas do Instituto de Identificação da Polícia Civil e analisou digitais de Adriana Villela. Após análise temporal, concluiu que, ao contrário do que ela alegava, esteve na casa dos pais no dia do crime. Para a delegada Mabel de Farias, a decisão não interfere no resultado, uma vez que, apesar de papiloscopistas não serem peritos criminais, são peritos oficiais.
“O fato é que eles têm, pela lei orgânica, a atribuição para elaborar laudos. O que aconteceu ali foi uma irregularidade, do meu ponto de vista, do Instituto de Criminalística, que se manifestou sobre o que não é pertinente à atribuição deles”, declarou. “O resultado do julgamento eu não sei, mas que esse elemento possa macular a prova ou fragilizá-la, não vejo acontecer, até porque ela não é a única. É só uma em um conjunto probatório muito grande.”
Para o professor titular da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Nelson Massini, a crítica ao laudo é estranha. “A polícia científica é composta de três unidades: Médico Legal, Criminalística e Identificação. Ou seja, papiloscopistas são oficiais. O problema é a controvérsia criada entre eles”, critica. Na avaliação dele, sempre que há uma confusão de laudos, o resultado é a dificuldade na condenação.
Ele acredita que, com isso, haverá um grande embate durante o julgamento. “A condenação vai depender muito da capacidade do Ministério Público de argumentar, mas (a determinação do STF) é um banho de água fria sobre a prova”. Se condenada pelo triplo homicídio, a pena de Adriana Villela pode chegar a 90 anos.

Memória

» 2009

Agosto
» José Guilherme Villela, Maria Carvalho Mendes Villela e Francisca Nascimento da Silva são mortos a facadas no apartamento 601/602 do Bloco C da 113 Sul. O crime ocorre entre as 19h30 e as 20h30 de 28 de agosto. Três dias depois, a polícia é acionada e recolhe os corpos no apartamento, aberto por um chaveiro a pedido da neta dos Villela. O caso fica sob a responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
Outubro
 A paranormal Rosa Maria Jaques, moradora de Porto Alegre, se apresenta na 1ª DP, com a “missão espiritual” de ajudar nas investigações. Ela teria indicado à delegada Martha Vargas a localização da casa dos assassinos.
Novembro
» Com base na ajuda da vidente, agentes chegam a um lote em Vicente Pires. Dirigem-se a uma quitinete ocupada por dois homens, que acabam presos. Segundo a polícia, no local, foi encontrada uma chave que abria a porta do imóvel dos Villela. O Instituto de Criminalística divulga laudo parcial com a dinâmica do triplo homicídio. Pelo menos dois criminosos atacaram as vítimas, que levaram ao todo 73 facadas.
» A Justiça manda o caso sair da responsabilidade da 1ª DP para a Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida). Mas a unidade especializada só assumiria oficialmente o caso em dezembro.
» O vizinho da dupla presa em Vicente Pires também é detido. Os três são mantidos na prisão por um mês como suspeitos do triplo homicídio, mas são liberados por falta de provas.

» 2010

Abril
» Adriana Villela, filha do casal assassinado, depõe na Corvida como suspeita do triplo assassinato. O Correio publica reportagem exclusiva mostrando que peritos da Polícia Civil comprovaram que a chave encontrada na casa de suspeitos em Vicente Pires havia sido fotografada no apartamento dos Villela no dia da primeira perícia. Por isso, o objeto é descartado como prova. No mesmo dia, Martha Vargas é exonerada da chefia da 1ª DP. Os três homens presos em novembro passado afirmam terem sido torturados por policiais daquela delegacia para confessar a participação no crime.
Agosto
» Cinco pessoas são presas, entre elas Adriana Villela e a paranormal Rosa Maria Jaques, sob a acusação de atrapalharem as investigações policiais e imputarem falsamente crime a terceiros. Depois de ter negado o habeas corpus a Adriana Villela em caráter liminar, a Justiça adia por mais uma semana o julgamento do mérito do pedido de soltura.
Setembro
» Adriana é denunciada à Justiça.
Outubro
» O Tribunal do Júri de Brasília aceita denúncia contra a arquiteta, acusada de triplo homicídio e furto.
Novembro
» A investigação toma novo rumo por conta da prisão do ex-porteiro do Bloco C da 113 Sul Leonardo Campos Alves, 44 anos, em Montalvânia (MG). Agentes da 8ª Delegacia de Polícia (SIA) descobriram o envolvimento dele graças a uma investigação paralela. O acusado confessa o crime, mas o depoimento aponta diversas inconsistências. A polícia confirma a participação de um comparsa de Leonardo. Paulo Cardoso Santana, 23 anos, preso preventivamente em Montalvânia desde 14 de julho de 2010 por latrocínio, também dá detalhes do crime. Mas o depoimento dele diverge do de Leonardo em vários pontos.
» Uma nova testemunha no caso conta à polícia que existe um mandante no triplo homicídio. Ele garante ter sido procurado por Leonardo, que mostrou interesse em contratá-lo a mando de outra pessoa.
» Em 23 deste mês, a Corvida prende o terceiro suspeito do crime da 113 Sul. Trata-se de Francisco Mairlon, 22 anos. Ele teria executado as vítimas e agido a mando de uma pessoa. A defesa de Adriana e a acusação iniciam os primeiros embates antes do julgamento, com base nos depoimentos dos acusados.
» A delegada Mabel de Faria recebe uma cópia de laudo feito em parceria entre o Instituto de Identificação da Polícia Civil e a Universidade de Brasília (UnB). O exame que comparou duas impressões digitais de Adriana no apartamento dos pais fundamenta uma das linhas de investigação do caso: a que tenta comprovar a presença da filha das vítimas na cena do crime.

» 2011

Janeiro
» O Tribunal do Júri de Brasília decreta a prisão preventiva dos três homens acusados de envolvimento no triplo homicídio. Leonardo, Paulo e Francisco são denunciados à Justiça pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O processo, assim, fica anexado ao de Adriana Villela. Ela é presa pela segunda vez, mas é solta no dia seguinte.

» 2012

Março
» Acusados são ouvidos em audiência judicial. Na ocasião, Adriana Villela critica o trabalho da polícia. Leonardo Campos alega ter sido torturado psicologicamente pelos policiais.

» 2013

Maio
» Justiça determina que Adriana e os demais réus irão a júri popular.
Dezembro
» O Tribunal do Júri de Brasília condena o ex-porteiro Leonardo a 60 anos de prisão e Francisco Mairlon Aguiar a 55 anos, sem direito de recorrer em liberdade. Adriana Villela e Paulo Cardoso Santana conseguiram ter o julgamento adiado. Delegados reforçam: ela esteve na cena do crime.

» 2015

Abril
» A 1ª Turma Criminal do TJDFT mantém, em grau de recurso, a pronúncia de Adriana Villela e Paulo Cardoso. A decisão em relação a Paulo foi unânime e sem possibilidade de recurso no âmbito do TJDFT. Em relação a Adriana Villela, não houve unanimidade quanto à participação no crime. Logo, restaram embargos infringentes à Câmara Criminal do Tribunal. O advogado de Paulo acusou a polícia de ter forçado o réu a confessar. Já a defesa de Adriana usou um gráfico para mostrar a trajetória da cliente no dia e na hora provável dos fatos, que, segundo sustentou, contrariaria todas as versões dadas pelos outros envolvidos.

» 2016

Agosto
» A delegada Martha Vargas é condenada por improbidade administrativa. A Justiça determina que ela deva perder os direitos políticos por cinco anos e pagar multa no valor equivalente a 100 vezes ao que ela recebia como salário em 2009. Além disso, teve a aposentadoria cassada.
Dezembro
» A Justiça condena Paulo Cardoso Santana por triplo homicídio e furto. Ao todo, Paulo Cardoso pegou a pena de 62 anos e um mês de reclusão, em regime inicial fechado, mais multa na ordem de 1/30 do salário mínimo cada dia, por 20 dias.

» 2018

Dezembro
» Defesa entra com recurso no STJ para tirar Adriana Villela de julgamento em júri popular. STJ adia decisão.

» 2019

Fevereiro
» STJ nega recurso da defesa e mantém o tribunal do júri.
Abril
» Após o TJDFT dar o prazo de 48 horas para apresentação de provas, a defesa consegue liminar em 2ª instância, suspendendo o processo, alegando que os jurados só podem ter contato com a prova durante instrução em plenário.
Junho
» STJ nega embargos e mantém júri popular. A defesa de Adriana alega que houve omissão nos laudos periciais, mas a Corte entende que o pedido não se sustentava e mantém a decisão inicial.
Agosto
» Tribunal do Júri de Brasília marca julgamento de Adriana Villela para 23 de setembro
Setembro
» Defesa entra com requerimento para anulação da sentença de pronúncia no STF. Ministro Luís Roberto Barroso acata pedido parcialmente.
Comentário

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Harvey’s Devastation Hits Household As Residents Return To Flooded Neighborhoods

Enlarge this imageScott McKnight (left) rides inside a boat along with his mattre ses inside the Nottingham Forrest subdivision of Houston on Thursday. Bret Hinkie, a Houston-area industrial airline pilot along with a high school mate of McKnight, is volunteering to travel inhabitants for their homes in his boat.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRScott McKnight (remaining) rides inside of a boat together with his mattre ses while in the Nottingham Forrest subdivision of Houston on Thursday. Bret Hinkie, a Houston-area profe sional airline pilot plus a high school mate of McKnight, is volunteering to generate citizens for their households in his boat.Scott Dalton for NPRFlooding from Hurricane Harvey has been popular throughout Houston, Texas, and encompa sing places. Though the storm has di sipated, water stays in several households. Folks are starting to return for the Nottingham Forest subdivision, an upscale area found just north of Buffalo Bayou https://www.chargersglintshop.com/Adrian-Phillips-Jersey , which has been greatly flooded. Homes which have been closer for the bayou had between two to 5 ft of flooded water on Thursday. Loads of that flooding resulted from a controlled launch of h2o from close by reservoirs.Jennifer McKnight was flooded out in New Orleans through Hurricane Katrina. Her Houston house was neverthele s stuffed with about two to 3 toes of water on Thursday.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPR Families are going back to the region to check on their own properties, seeking to salvage around achievable. Folks are in kayaks and boats, even so the drinking water currents could be robust, nearly towards the place of needing a motor boat to navigate. Bret Hinkie, a Houston-area busine s airline pilot is driving boats for individuals in need. He receives calls from men and women throughout Houston who would like to be taken for their properties after which you can picked up immediately after collecting their belongings.Enlarge this imageHinkie can take the McKnights to their flooded household to acquire personal items. “What caught me unexpectedly was that i was bringing folks to their households for the very first time,” Hinkie said. “They lastly see what they experienced recognized, but had not neverthele s noticed it with their own eyes.”Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRHinkie takes the McKnights for their flooded household for getting personalized objects. “What caught me by surprise was which i was bringing people today to their households to the initially time,” Hinkie stated. “They lastly see whatever they had recognized, but had not however found it with their unique eyes.”Scott Dalton for NPR”What caught me abruptly was that i was bringing people to their houses to the 1st time,” Hinkie claimed. “They ultimately see whatever they experienced regarded, but had not however witne sed it with their own eyes. It actually caught them without warning emotionally … That caught me off guard.”Enlarge this imageJared McCurley walks with the flooded streets around his residence inside the Nottingham Forrest subdivision.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRJared McCurley walks through the flooded streets in the vicinity of his residence during the Nottingham Forrest subdivision.Scott Dalton for NPR Hinkie reported plenty of people are looking for valuables and family members heirlooms once they return home, fearing that looters might steal them. Other people get nece sities for instance bedding and clothing which can be over a 2nd floor and haven’t been touched via the h2o, in order that they don’t have to buy them once more. Other items were being additional sentimental. “We experienced a person this morning who was relevant to Walt Disney. He [retrieved] a drawing of Alice in Wonderland signed by Walt Disney,” Hinkie said. A resident tries to avoid wasting of his belongings through the flooded Buffalo Bayou in Houston.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRHinkie were Mike Pouncey Jersey doing work in other locations from the town previously this 7 days but finished up in Nottingham Forrest because his high school buddy, Scott McKnight, asked for his enable. The McKnight family, who was flooded out in New Orleans during Hurricane Katrina, has about virtually 3 feet of drinking water of their dwelling.About the north side of Interstate 10 from Buffalo Bayou, a reservoir that runs along Barker Cypre s highway has flooded. People wait to acquire on boats or Jet Skis to get taken back to their households to test to retrieve points or test the damage.Enlarge this imageEllie Nizamutdinova is comforted by her husband or wife, Arnulfo Moreno, whilst they wait around in line for any boat ride to examine on their own flooded residence along Barker Cypre s street around the west side of Houston.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPREllie Nizamutdinova is comforted by her lover, Arnulfo Moreno, though they wait around in line for any boat journey to examine on their flooded dwelling alongside Barker Cypre s street over the west facet of Houston.Scott Dalton for NPRThe Texas Section of Condition Overall health Services said Monday that h2o contamination from home chemical substances and perhaps industrial chemicals might be an i sue. “Our greatest tips is usually to prevent floodwater just as much as you could,” spokesman Chris Van Deusen reported.”Of training course, persons have needed to be while in the h2o they have not experienced a option.”Enlarge this imageRabon Raulerson stands over the individual watercraft he has long been working with to aid flood victims within the west aspect of Houston test out their residences and salvage what they can.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRRabon Raulerson stands within the private watercraft he is using that will help flood victims about the west aspect of Houston test out their homes and salvage what they can.Scott Dalton for NPRAfter checking in on their own homes, even when the drinking water was waist-deep, inhabitants secured their doors. Some strapped locks on the exterior to stay away from looters.On Tuesday, as lots of as 14 folks accused of looting were arrested, in accordance with Harris County District Attorney Kim Ogg.”We’re a Easton Stick Jersey metropolis that is certainly about range and option and a myriad of justice,” Houston Law enforcement Main Art Acevedo informed reporters in a information conference Tuesday. “But we are not a city that’s likely to tolerate men and women victimizing men and women that are on the lowest i sue within their lifetime.” Enlarge this imageA indication warns in opposition to looting in the Nottingham Forrest subdivision. Regional and state officials have vowed to crack down on any one who victimizes the flood victims.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRA indicator warns from looting during the Nottingham Forrest subdivision. Local and state officers have vowed to crack down on anybody who victimizes the flood victims.Scott Dalton for NPR Houston-based photographer Scott Dalton contributed to this reporting.

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Enlarge this imageScott McKnight (left) rides inside a boat along with his mattre ses inside the Nottingham Forrest subdivision of Houston on Thursday. Bret Hinkie, a Houston-area industrial airline pilot along with a high school mate of McKnight, is volunteering to travel inhabitants for their homes in his boat.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRScott McKnight (remaining) rides inside of a boat together with his mattre ses while in the Nottingham Forrest subdivision of Houston on Thursday. Bret Hinkie, a Houston-area profe sional airline pilot plus a high school mate of McKnight, is volunteering to generate citizens for their households in his boat.Scott Dalton for NPRFlooding from Hurricane Harvey has been popular throughout Houston, Texas, and encompa sing places. Though the storm has di sipated, water stays in several households. 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Some strapped locks on the exterior to stay away from looters.On Tuesday, as lots of as 14 folks accused of looting were arrested, in accordance with Harris County District Attorney Kim Ogg.”We’re a Easton Stick Jersey metropolis that is certainly about range and option and a myriad of justice,” Houston Law enforcement Main Art Acevedo informed reporters in a information conference Tuesday. “But we are not a city that’s likely to tolerate men and women victimizing men and women that are on the lowest i sue within their lifetime.” Enlarge this imageA indication warns in opposition to looting in the Nottingham Forrest subdivision. Regional and state officials have vowed to crack down on any one who victimizes the flood victims.Scott Dalton for NPRhide captiontoggle captionScott Dalton for NPRA indicator warns from looting during the Nottingham Forrest subdivision. Local and state officers have vowed to crack down on anybody who victimizes the flood victims.Scott Dalton for NPR Houston-based photographer Scott Dalton contributed to this reporting.

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A cada 2,5 dias, um motorista de app é vítima de sequestro relâmpago no DF

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A cada dois dias e meio, um condutor desse tipo de serviço é assaltado no Distrito Federal. No último fim de semana, criminosos mataram dois profissionais. O enterro de um deles ocorreu nesta segunda-feira (14/10), no Cemitério de Taguatinga

Entre janeiro e junho deste ano, ocorreram 71 sequestros de motoristas de aplicativos (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Os assaltos que resultaram na morte de dois motoristas de transporte por aplicativo no último fim de semana reforçaram o medo e a insegurança desses profissionais no Distrito Federal. Henrique Fabiano Dias, 25 anos, e Tiego Cavalcante, 28, foram vítimas de latrocínio enquanto trabalhavam — nesta segunda-feira (14/10), Henrique foi enterrado no Cemitério de Taguatinga. Dados da Polícia Civil, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), mostram o aumento no número de roubos com restrição à liberdade que têm como vítima condutores do sistema de transporte por aplicativo. Segundo a pasta, entre janeiro e junho deste ano, ocorreram 71 casos desse tipo, uma média de um a cada dois dias e meio. No mesmo período do ano passado, houve 14 registros, ou seja, 57 a menos.

A SSP estuda o fenômeno e busca diálogo com a Uber e as demais empresas especializadas em transporte por aplicativos. A avaliação do governo é de que é preciso relativizar os dados antes de entender o que vem ocorrendo na capital federal. O número de motoristas e de passageiros tem crescido; por isso, a comparação crua do crescimento desse tipo de crime com outros anos pode levar a conclusões equivocadas.

Além disso, de acordo com a pasta, houve uma mudança importante na cobrança do serviço. Nos primeiros anos de funcionamento, todos os pagamentos ocorriam apenas por meio de cartão de crédito pelo aplicativo. Nova regulamentação permitiu a circulação de dinheiro entre passageiro e motorista, o que pode ter incentivado os criminosos a agirem com mais frequência. Para elaborar uma política de segurança que coíba esses crimes, será preciso analisar detalhadamente o cenário. Segundo especialistas da SSP, o trabalho precisa ser realizado em conjunto com as companhias até para que sejam adotadas novas regras de segurança.

A partir dos dados da Polícia Civil, identificou-se, ainda, os locais mais visados pelos bandidos. Samambaia aparece em primeiro lugar entre as regiões com maior incidência dos roubos com restrição à liberdade dos motoristas de aplicativos, com 32 ocorrências nos seis primeiros meses do ano. Em seguida, vêm Ceilândia, com 8; Taguatinga, com 6; e Gama, com 5.

André Luiz Ferreira, 36 anos, decidiu dirigir para uma empresa de transporte por aplicativo há oito meses, depois que o trabalho como administrador de pousada não deu certo. Ele toma algumas precauções para evitar ser assaltado. “Não atendo clientes que preferem pagar com dinheiro. Quando me aproximo do passageiro e vejo que ele vai efetuar o pagamento em cédulas, cancelo a corrida”, explicou. Para ele, esse é um método capaz de combater possíveis ataques de criminosos. “Uma vez, recebi a mensagem de um cliente perguntando se eu tinha troco para R$ 100. Na minha cabeça, ele queria saber se eu estava com dinheiro em mãos para me assaltar”, relatou.

O motorista não tem preferência de regiões para transportar os passageiros. “Instalei no carro um rastreador. O meu irmão monitora pelo celular dele. É uma medida de segurança a mais”, ressaltou. Ele sugere que, para melhorar a segurança nesse tipo de trabalho, as empresas dos aplicativos deem a opção para os condutores aceitarem ou não a forma de pagamento escolhida pelos clientes.

Karina Luasses, 30, é motorista de transporte por aplicativo há um ano e meio. Ela também administra um grupo de WhatsApp de condutores da Uber e da 99 Pop. “Criei na intenção de ajudar o próximo. A ideia é nos comunicarmos em tempo real uns com os outros para, caso alguém esteja em apuros, ajudarmos”, avaliou. Karina trabalha até as 3h. Segundo ela, uma das queixas em relação à segurança dos condutores é a falta de policiamento. “Geralmente, busco clientes em eventos e festas, mas noto que a ronda policial não é tão ostensiva. É algo que me preocupa, até pelo fato de ser mulher”, argumentou.

Para se prevenir, a condutora circula em um Mobi branco, todo enfeitado. No interior do veículo, há luzes coloridas e enfeites, como se fosse uma balada. “É um meio que tenho para chamar a atenção. Então, onde passo todos reparam, e não fico despercebida”, contou.

Situações de risco

Em nota oficial, a 99 Pop informou que acompanha os casos e lamenta o aumento da violência cometida contras os motoristas vinculados à empresa. Em relação ao caso de Tiego, uma equipe foi mobilizada para conferir a ocorrência, além de buscar contato com familiares para prestar o apoio necessário. A 99 acrescentou que a morte do motorista Henrique não ocorreu durante uma corrida da plataforma.

A 99 Pop esclareceu que, durante as corridas, o motorista pode acionar o kit de segurança, que compartilha a rota em tempo real. “Para depois das viagens, a empresa tem uma central telefônica de emergência 24h, sete dias por semana, que responde prontamente em caso de necessidade. Antes das chamadas, os motoristas também recebem informações sobre o destino, a nota do cliente e se ele é frequente, além de o app pedir ao passageiro que inclua CPF ou cartão de crédito antes da primeira corrida”, informou a nota.

A Uber também lamentou os latrocínios e permanece à disposição para colaborar com as investigações. A empresa acrescentou que passou a adotar no Brasil o recurso de machine learning, que usa a tecnologia para bloquear viagens arriscadas. “Lançamos também outro recurso de segurança para os motoristas parceiros, inclusive um botão para ligar para a polícia em situações de risco ou emergência diretamente do app”, detalhou, em nota.

A Polícia Militar orienta os motoristas que utilizem apenas o aplicativo para se comunicar com o passageiro. Segundo a corporação, é preciso observar a avaliação do usuário no aplicativo. Por fim, alerta que evitem estacionar ou parar por muito tempo em locais ermos.

Colaboraram Thaís Umbelino* e Bruna Lima

*Estagiárias sob supervisão de Guilherme Goulart

Cuidados

Confira as medidas de segurança oferecidas aos motoristas de transporte por aplicativo:
  • Ao receber chamadas, confira informações básicas, como destino, nota do passageiro e frequência
  • Os motoristas têm a opção de aceitar ou não pagamentos em dinheiro
  • É possível se inscrever em cursos presenciais com orientações sobre segurança
  • O sistema bloqueia chamadas de risco e mapeia zonas perigosas, alertando o condutor
  • É possível acionar um kit de segurança que compartilha a rota em tempo real
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Homem é preso com rifle, armas modificadas e mais de 400 munições

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Indivíduo foi preso próximo de Ceilândia após inspeção veicular e foi encaminhado para a 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia)

Equipe do Tático Operacional Rodoviário da Polícia Militar realizou abordagem que resultou na priosão
(foto: Divulgação/PMDF)

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu na manhã desta segunda-feira (14/10) um homem com um rifle e mais de 400 munições. A abordagem foi feita por policiais da equipe do Tático Operacional Rodoviário (TOR) em Ceilândia após identificarem atitudes suspeitas de ocupantes de um veículo Toyola Corolla.

A equipe realiza realizava ponto de bloqueio no km 10, da DF-180, próximo de Ceilândia, quando avistaram o carro. Após busca veicular, foram encontrados um rifle CBC calibre 22 com dois carregadores municiados, duas espingardas 5.5 adaptadas para calibre 22, 446 munições calibre 22 e vários apetrechos para caça.
Segundo a polícia, o veículo era ocupado por duas pessoas. O condutor assumiu a propriedade das armas e foi conduzido à 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) para as devidas providências.
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