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Decisão de ministro do STF pode dificultar condenação no caso da 113 Sul

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Por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, juiz do Tribunal do Júri deverá informar, antes do julgamento de Adriana Villela, dia 23, que um dos laudos foi feito por peritos não oficiais

Adriana Villela será julgada pelos assassinatos dos pais e da empregada
(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)

Dez anos após o crime que chocou o Distrito Federal e ficou conhecido como caso da 113 Sul, a defesa da arquiteta Adriana Villela conseguiu uma vitória, ao ter o requerimento de habeas corpus parcialmente concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. O pedido era pela anulação da sentença de pronúncia, que decide que existem indícios de um crime doloso contra a vida e define que o caso será julgado pelo tribunal do júri. O principal argumento dos advogados é a contradição entre dois laudos da Polícia Civil, um produzido pelo Instituto de Criminalística e outro, pelo Instituto de Identificação.
Mesmo com parecer favorável da Procuradoria Geral da República (PGR), assinado pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, Barroso não excluiu laudo do Instituto de Criminalística. Ele decidiu que, no dia do julgamento, em 23 de setembro, o juiz presidente do Tribunal do Júri deverá esclarecer ao Conselho de Sentença que um dos laudos do processo foi feito por sete técnicos papiloscopistas da Polícia Civil, que não são considerados peritos oficiais. “Com esse esclarecimento, caberá ao corpo de jurados avaliar o peso que deva merecer dentro do conjunto probatório”, escreveu Barroso.
Ainda assim, para o advogado de defesa, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a concessão em parte já atende à demanda. “É óbvio que isso é importante, porque o juiz vai ter que cumprir essa determinação do Supremo, que diz expressamente que aquilo não é de perito. Essa decisão é uma visão técnica que deveria ser do juiz togado, não do juiz de júri. Mas de qualquer maneira, já nos serve”, afirmou.
Especialistas em Direito se dividem quanto ao efeito prático da decisão do STF. Professor de Processo Penal da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Badaró acredita que pouca coisa muda. “Quando é o juiz quem profere a sentença, ele precisa fundamentá-la, mas os jurados não fundamentam”, explica. “O Supremo deveria ter mandado excluir a prova ou manter com pleno valor. Essa ressalva de informar os jurados, não muda em nada. Acredito que não faça grande diferença.”
Ele explica ainda o motivo do pedido dos advogados ter sido feito por habeas corpus. “Quando uma pessoa é ameaçada de sofrer prisão ilegal, a defesa pode entrar com o recurso.” Apesar do tempo decorrido desde as mortes, o caso está longe de prescrever. Crimes com penas maiores levam mais tempo. “No caso de homicídios, o prazo é de 20 anos a partir da data do fato. Quando a denúncia é recebida pelo juiz, esse tempo é reiniciado. O mesmo se repete quando o acusado é pronunciado”, destaca o professor.

Conjunto probatório

O documento questionado pela defesa foi feito por papiloscopistas do Instituto de Identificação da Polícia Civil e analisou digitais de Adriana Villela. Após análise temporal, concluiu que, ao contrário do que ela alegava, esteve na casa dos pais no dia do crime. Para a delegada Mabel de Farias, a decisão não interfere no resultado, uma vez que, apesar de papiloscopistas não serem peritos criminais, são peritos oficiais.
“O fato é que eles têm, pela lei orgânica, a atribuição para elaborar laudos. O que aconteceu ali foi uma irregularidade, do meu ponto de vista, do Instituto de Criminalística, que se manifestou sobre o que não é pertinente à atribuição deles”, declarou. “O resultado do julgamento eu não sei, mas que esse elemento possa macular a prova ou fragilizá-la, não vejo acontecer, até porque ela não é a única. É só uma em um conjunto probatório muito grande.”
Para o professor titular da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Nelson Massini, a crítica ao laudo é estranha. “A polícia científica é composta de três unidades: Médico Legal, Criminalística e Identificação. Ou seja, papiloscopistas são oficiais. O problema é a controvérsia criada entre eles”, critica. Na avaliação dele, sempre que há uma confusão de laudos, o resultado é a dificuldade na condenação.
Ele acredita que, com isso, haverá um grande embate durante o julgamento. “A condenação vai depender muito da capacidade do Ministério Público de argumentar, mas (a determinação do STF) é um banho de água fria sobre a prova”. Se condenada pelo triplo homicídio, a pena de Adriana Villela pode chegar a 90 anos.

Memória

» 2009

Agosto
» José Guilherme Villela, Maria Carvalho Mendes Villela e Francisca Nascimento da Silva são mortos a facadas no apartamento 601/602 do Bloco C da 113 Sul. O crime ocorre entre as 19h30 e as 20h30 de 28 de agosto. Três dias depois, a polícia é acionada e recolhe os corpos no apartamento, aberto por um chaveiro a pedido da neta dos Villela. O caso fica sob a responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
Outubro
 A paranormal Rosa Maria Jaques, moradora de Porto Alegre, se apresenta na 1ª DP, com a “missão espiritual” de ajudar nas investigações. Ela teria indicado à delegada Martha Vargas a localização da casa dos assassinos.
Novembro
» Com base na ajuda da vidente, agentes chegam a um lote em Vicente Pires. Dirigem-se a uma quitinete ocupada por dois homens, que acabam presos. Segundo a polícia, no local, foi encontrada uma chave que abria a porta do imóvel dos Villela. O Instituto de Criminalística divulga laudo parcial com a dinâmica do triplo homicídio. Pelo menos dois criminosos atacaram as vítimas, que levaram ao todo 73 facadas.
» A Justiça manda o caso sair da responsabilidade da 1ª DP para a Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida). Mas a unidade especializada só assumiria oficialmente o caso em dezembro.
» O vizinho da dupla presa em Vicente Pires também é detido. Os três são mantidos na prisão por um mês como suspeitos do triplo homicídio, mas são liberados por falta de provas.

» 2010

Abril
» Adriana Villela, filha do casal assassinado, depõe na Corvida como suspeita do triplo assassinato. O Correio publica reportagem exclusiva mostrando que peritos da Polícia Civil comprovaram que a chave encontrada na casa de suspeitos em Vicente Pires havia sido fotografada no apartamento dos Villela no dia da primeira perícia. Por isso, o objeto é descartado como prova. No mesmo dia, Martha Vargas é exonerada da chefia da 1ª DP. Os três homens presos em novembro passado afirmam terem sido torturados por policiais daquela delegacia para confessar a participação no crime.
Agosto
» Cinco pessoas são presas, entre elas Adriana Villela e a paranormal Rosa Maria Jaques, sob a acusação de atrapalharem as investigações policiais e imputarem falsamente crime a terceiros. Depois de ter negado o habeas corpus a Adriana Villela em caráter liminar, a Justiça adia por mais uma semana o julgamento do mérito do pedido de soltura.
Setembro
» Adriana é denunciada à Justiça.
Outubro
» O Tribunal do Júri de Brasília aceita denúncia contra a arquiteta, acusada de triplo homicídio e furto.
Novembro
» A investigação toma novo rumo por conta da prisão do ex-porteiro do Bloco C da 113 Sul Leonardo Campos Alves, 44 anos, em Montalvânia (MG). Agentes da 8ª Delegacia de Polícia (SIA) descobriram o envolvimento dele graças a uma investigação paralela. O acusado confessa o crime, mas o depoimento aponta diversas inconsistências. A polícia confirma a participação de um comparsa de Leonardo. Paulo Cardoso Santana, 23 anos, preso preventivamente em Montalvânia desde 14 de julho de 2010 por latrocínio, também dá detalhes do crime. Mas o depoimento dele diverge do de Leonardo em vários pontos.
» Uma nova testemunha no caso conta à polícia que existe um mandante no triplo homicídio. Ele garante ter sido procurado por Leonardo, que mostrou interesse em contratá-lo a mando de outra pessoa.
» Em 23 deste mês, a Corvida prende o terceiro suspeito do crime da 113 Sul. Trata-se de Francisco Mairlon, 22 anos. Ele teria executado as vítimas e agido a mando de uma pessoa. A defesa de Adriana e a acusação iniciam os primeiros embates antes do julgamento, com base nos depoimentos dos acusados.
» A delegada Mabel de Faria recebe uma cópia de laudo feito em parceria entre o Instituto de Identificação da Polícia Civil e a Universidade de Brasília (UnB). O exame que comparou duas impressões digitais de Adriana no apartamento dos pais fundamenta uma das linhas de investigação do caso: a que tenta comprovar a presença da filha das vítimas na cena do crime.

» 2011

Janeiro
» O Tribunal do Júri de Brasília decreta a prisão preventiva dos três homens acusados de envolvimento no triplo homicídio. Leonardo, Paulo e Francisco são denunciados à Justiça pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O processo, assim, fica anexado ao de Adriana Villela. Ela é presa pela segunda vez, mas é solta no dia seguinte.

» 2012

Março
» Acusados são ouvidos em audiência judicial. Na ocasião, Adriana Villela critica o trabalho da polícia. Leonardo Campos alega ter sido torturado psicologicamente pelos policiais.

» 2013

Maio
» Justiça determina que Adriana e os demais réus irão a júri popular.
Dezembro
» O Tribunal do Júri de Brasília condena o ex-porteiro Leonardo a 60 anos de prisão e Francisco Mairlon Aguiar a 55 anos, sem direito de recorrer em liberdade. Adriana Villela e Paulo Cardoso Santana conseguiram ter o julgamento adiado. Delegados reforçam: ela esteve na cena do crime.

» 2015

Abril
» A 1ª Turma Criminal do TJDFT mantém, em grau de recurso, a pronúncia de Adriana Villela e Paulo Cardoso. A decisão em relação a Paulo foi unânime e sem possibilidade de recurso no âmbito do TJDFT. Em relação a Adriana Villela, não houve unanimidade quanto à participação no crime. Logo, restaram embargos infringentes à Câmara Criminal do Tribunal. O advogado de Paulo acusou a polícia de ter forçado o réu a confessar. Já a defesa de Adriana usou um gráfico para mostrar a trajetória da cliente no dia e na hora provável dos fatos, que, segundo sustentou, contrariaria todas as versões dadas pelos outros envolvidos.

» 2016

Agosto
» A delegada Martha Vargas é condenada por improbidade administrativa. A Justiça determina que ela deva perder os direitos políticos por cinco anos e pagar multa no valor equivalente a 100 vezes ao que ela recebia como salário em 2009. Além disso, teve a aposentadoria cassada.
Dezembro
» A Justiça condena Paulo Cardoso Santana por triplo homicídio e furto. Ao todo, Paulo Cardoso pegou a pena de 62 anos e um mês de reclusão, em regime inicial fechado, mais multa na ordem de 1/30 do salário mínimo cada dia, por 20 dias.

» 2018

Dezembro
» Defesa entra com recurso no STJ para tirar Adriana Villela de julgamento em júri popular. STJ adia decisão.

» 2019

Fevereiro
» STJ nega recurso da defesa e mantém o tribunal do júri.
Abril
» Após o TJDFT dar o prazo de 48 horas para apresentação de provas, a defesa consegue liminar em 2ª instância, suspendendo o processo, alegando que os jurados só podem ter contato com a prova durante instrução em plenário.
Junho
» STJ nega embargos e mantém júri popular. A defesa de Adriana alega que houve omissão nos laudos periciais, mas a Corte entende que o pedido não se sustentava e mantém a decisão inicial.
Agosto
» Tribunal do Júri de Brasília marca julgamento de Adriana Villela para 23 de setembro
Setembro
» Defesa entra com requerimento para anulação da sentença de pronúncia no STF. Ministro Luís Roberto Barroso acata pedido parcialmente.
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Mulher infectada pelo novo coronavírus é presa no DF após cuspir em policiais

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Antes, jovem de 20 anos havia sido detida por dano a carro da PM. Por risco de contaminação, agentes foram afastados do trabalho; caso ocorreu no Paranoá.

Fachada da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) do Distrito Federal, onde foi registrada ocorrência de sequestro-relâmpago — Foto: TV Globo/Reprodução

Uma mulher de 20 anos foi presa, nesta segunda-feira (25), após cuspir em dois policiais civis quando saia de uma delegacia no Distrito Federal. A jovem está infectada pelo novo coronavírus e, segundo a Polícia Civil, estaria “transtornada”.

O caso ocorreu na 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá. A mulher foi detida ainda na porta da unidade, após pagar a fiança por outro crime. Agora, ela deve responder por negligência a cuidados sanitários e por perigo de contágio de doença grave, já que estava sem máscara. Nesses casos, a pena pode chegar a cinco anos de prisão.

A suspeita estava presa por dano a bem público e seria liberada. Segundo a delegada Jane Klébia, que investiga o caso, antes de deixar a delegacia, a suspeita tentou agredir os policiais.

“Ainda transtornada, ela passou a desacatar os policiais e chegou a cuspir mais de uma vez neles. Na carceragem, a mulher foi testada e deu positivo para a Covid-19.”

Após o ocorrido, a Polícia Civil informou que afastou os policiais e que toda a equipe da delegacia será testada para confirmar ou descartar a infecção pelo vírus.

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Vizinho invade casa e tenta estuprar idosa de 87 anos no DF

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Caso ocorreu no Recanto das Emas, neste domingo (24). Moradores da região conseguiram impedir crime.

Fachada da 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Um homem de 48 anos foi preso neste domingo (24), após invadir a casa de uma idosa, de 87 anos, e tentar estupra-lá. O caso ocorreu no Recanto das Emas, no Distrito Federal.

O suspeito era vizinho da vítima. De acordo com o delegado Pablo Aguiar, da 27ª Delegacia de Polícia, ele não conseguiu consumar o crime porque dois homens que também moram na região conseguiram entrar na casa e impedir o estupro.

“O autor tentou fazer sexo com a vítima sem o consentimento dela. Em razão disso, os dois homens seguraram o homem e chamaram a Polícia Militar.”

O delegado-chefe da 27ª DP, no Recanto das Emas, Pablo Aguiar — Foto: Alexandre Bastos/G1

O delegado-chefe da 27ª DP, no Recanto das Emas, Pablo Aguiar — Foto: Alexandre Bastos/G1

Segundo o investigador, a PM prendeu o suspeito e o levou até a delegacia. Ele foi autuado por estupro e, se condenado, pode pegar até 10 anos de prisão.

Até a última atualização desta reportagem, o autor do crime continuava detido na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Como denunciar?

Em meio à pandemia ao novo coronavírus, a Secretaria de Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) tem canais de atendimento que estão funcionando por 24h. As denúncias e registros de ocorrências podem ser feitos pelos seguintes meios:

  • Telefone 197
  • Telefone 190
  • E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br
  • Whatsapp: (61) 98626-1197
  • Delegacias – que são consideradas serviço essencial – continuam funcionando normalmente. Trinta delas atendem em regime de plantão ininterrupto de 24h.

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Jovem de 22 anos é morta a tiros dentro de carro, no DF

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Vítima estava no banco do passageiro quando foi atingida. Caso ocorreu no Paranoá; polícia investiga homicídio e considera hipótese de latrocínio.

Jovem de 22 anos é morta com tiro na cabeça, dentro de carro, no DF — Foto: PCDF/Divulgação

Uma jovem de 22 anos foi morta a tiros dentro do carro em que estava com namorado, na madrugada desta segunda-feira (25), no Distrito Federal. A vítima, Daiane dos Nascimento Brandão, foi atingida na cabeça e na perna. O caso é investigado como homicídio.

O crime ocorreu por volta de 1h, em uma rua próxima à DF-015, no Paranoá. Segundo o Corpo de Bombeiros, o namorado pediu ajuda na corporação e disse que foi abordado por um ladrão na porta de casa. O suspeito teria atirado quando o motorista arrancou com o carro e tentou fugir. Ninguém foi preso.

Fachada da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) do Distrito Federal, onde foi registrada ocorrência de sequestro-relâmpago — Foto: TV Globo/Reprodução

No boletim de ocorrência consta que Daiane estava no banco do passageiro. Foram os militares que constataram o óbito no local. Segundo a Polícia Civil, houve pelo menos quatro disparos, que também atingiram a parte de trás do veículo.

Apesar do caso ter sido registrado como homicídio, a Polícia Civil não descarta a hipótese de latrocínio. O caso é investigado pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

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Presídios do DF registram 801 casos de coronavírus; são 590 presos e 211 policiais penais

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Dados são referentes a esta quinta-feira (21). Um servidor e um detento morreram por conta da Covid-19.

Conselho Nacional de Justiça em visita da comissão de direitos humanos do GDF na Papuda, em Brasília — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

Chegou a 801 o total de casos do novo coronavírus entre detentos e policiais penais do sistema prisional do Distrito Federal. Os dados são da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) e da Secretaria de Saúde e referem-se a esta quinta-feira (21). Os infectados são:

  • 211 policiais penais
  • 590 detentos

O sistema prisional da capital registrou duas mortes pela Covid-19 – um servidor e um preso. O policial é Francisco Pires de Souza, de 45 anos, que faleceu no último domingo (17). Já o detento é Álvaro Henrique do Nascimento Sousa, de 32 anos. Ele morreu na terça-feira (19).

Além dos casos nos presídios administrados pelo governo do DF, a Penitenciária Federal de Brasília registrou também um detento infectado pelo coronavírus. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o preso chegou de Pernambuco na última segunda (18).

Policiais contaminados

A Sesipe afirma que, dos policiais penais contaminados, quatro estão internados: um no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e três na rede privada. “Os demais apresentam sintomas moderados e foram afastados das atividades”, diz a subsecretaria. Ainda de acordo com a pasta, 119 estão recuperados e voltaram ao trabalho.

Presos do Presídio da Papuda em Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

Presos do Presídio da Papuda em Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

A Sesipe deixou de divulgar os locais onde estão os detentos contaminados. Os policiais penais com coronavírus trabalham nas seguintes unidades:

  • Centro de Detenção Provisória (CDP): 36 policiais penais
  • Centro de Internamento e Reeducação (CIR): 39 policiais penais
  • Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I): 46 policiais penais
  • Penitenciária do Distrito Federal II (PDF-II): 49 policiais penais
  • Centro de Progressão Penitenciária (CPP): 20 policiais penais
  • Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE): 15 policiais penais
  • Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF): 1 policial
  • Área administrativa da Sesipe: 5 servidores

Medidas de contenção

Militares da Marinha e Exército fazem limpeza do Centro Penitenciário da Papuda — Foto: Comando Conjunto do Planalto

Militares da Marinha e Exército fazem limpeza do Centro Penitenciário da Papuda — Foto: Comando Conjunto do Planalto

Segundo a Sesipe, uma série de medidas têm sido tomadas para evitar a proliferação do coronavírus nos presídios da capital. Entre elas estão:

  • Policiais penais participaram de videoconferência com uma infectologista, sobre estratégias de prevenção, detecção e controle do coronavírus;
  • Detentas da Penitenciária Feminina produziram 20 mil máscaras que serão divididas entre a Secretaria de Saúde e a Sesipe;
  • A Sesipe passou a fazer a limpeza de celas, viaturas e prédios da administração e da parte externa dos presídios; a mesma ação havia sido realizada com apoio do Exército Brasileiro e da Vigilância Ambiental;
  • Duzentas máscaras laváveis foram doadas e serão repassadas às unidades prisionais;
  • A Secretaria de Turismo (Setur) abriu processo para selecionar hotéis para policiais penais ficarem em isolamento;
  • Sistema de drive-thru, no Complexo da Papuda, para testagem rápida de servidores da SSP e da SES que atuam em unidades prisionais;
  • Dois novos blocos dos novos CDPs, com 200 vagas cada, estão sendo utilizados para tratamento e quarentena de presos durante a pandemia, 311 internos já ocupam os blocos.
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Homem que morreu de Covid-19 no DF contraiu doença durante internação em hospital público

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Secretaria de Saúde confirma denúncia de família e diz não ser possível saber ‘quando e nem como se deu contágio’. Vítima tinha 55 anos e ficou 3 meses no Hospital Regional de Ceilândia.

Divino Joaquim do Vale, de 55 anos, vítima da Covid-19, no DF — Foto: Arquivo pessoal.

 

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que um paciente de 55 anos, que morreu de Covid-19 nesta quarta-feira (20), foi infectado enquanto estava internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). A família de Divino Joaquim do Vale – que fez a denúncia – disse “não ter dúvidas” de que ele foi contaminado dentro da unidade de saúde pública.Divino ficou internado durante três meses. De acordo com a secretaria, “não é possível saber quando e nem como o paciente foi infectado, se foi devido ao contágio por contato com outro paciente ou visitante com a Covid-19”.

Segundo a pasta, ele foi um internado em fevereiro para tratamento de “neuropatia, cardiopatia e hipertensão”.

Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Até o início da tarde desta quarta, o HRC tinha 86 servidores infectados pelo novo coronavírus. Todos foram afastados do trabalho.

No dia 14 de maio, a UTI do hospital precisou passar por uma desinfecção e os pacientes foram realocados. Segundo a secretaria, a Unidade de Terapia Intensiva está funcionando na clínica médica do HRC.

Família não têm dúvidas

A ex-mulher de Divino contou à reportagem que, mesmo internado em Ceilândia, ele fazia hemodiálise no Hospital de Base. “Uma ambulância levava ele até o Base. Mas, na última semana, eu recebi uma ligação informando que ele não estava indo fazer o procedimento”, disse Eunice Maria dos Santos, de 50 anos.

“Ele pegou coronavírus dentro do Hospital de Ceilândia, não temos dúvida disso.”

Divino Joaquim do Vale deixou um casal de filhos. O corpo foi enterrado na tarde de quarta-feira, no cemitério de Taguatinga.

Mortes por Covid-19 no DF até quarta-feira (20 de maio)

  1. 23 de março: mulher de 61 anos
  2. 29 de março: homem de 77 anos
  3. 31 de março: homem de 73 anos
  4. 1º de abril: homem de 82 anos
  5. 2 de abril: homem de 50 anos
  6. 2 de abril: mulher de 77 anos
  7. 3 de abril: mulher de 61 anos
  8. 3 de abril: homem de 67 anos
  9. 3 de abril: mulher de 61 anos
  10. 4 de abril: homem de 84 anos
  11. 5 de abril: homem de 37 anos
  12. 5 de abril: homem de 49 anos
  13. 8 de abril: mulher de 81 anos
  14. 9 de abril: mulher de 76 anos
  15. 12 de abril: homem de 78 anos
  16. 12 de abril: homem de 94 anos
  17. 13 de abril: homem de 54 anos
  18. 14 de abril: mulher de 73 anos
  19. 14 de abril: mulher de 79 anos
  20. 15 de abril: homem de 69 anos
  21. 15 de abril: homem de 87 anos
  22. 15 de abril: mulher de 57 anos
  23. 16 de abril: mulher de 84 anos
  24. 17 de abril: mulher de 60 anos
  25. 18 de abril: mulher de 89 anos
  26. 22 de abril: homem de 101 anos
  27. 22 de abril: homem de 85 anos
  28. 25 de abril: mulher de 63 anos
  29. 26 de abril: mulher de 67 anos
  30. 29 de abril: homem de 63 anos
  31. 30 de abril: mulher 85 anos
  32. 1º de maio: jovem de 22 anos
  33. 2 de maio: homem de 67 anos
  34. 4 de maio: homem de 53 anos
  35. 6 de maio: homem de 68 anos
  36. 8 de maio: mulher de 73 anos
  37. 9 de maio: homem de 75 anos
  38. 9 de maio: homem de 34 anos
  39. 10 de maio: mulher de 67 anos
  40. 10 de maio: mulher de 71 anos
  41. 10 de maio: mulher de 90 anos
  42. 9 de maio: mulher de 92 anos
  43. 10 de maio: homem de 72 anos
  44. 10 de maio: mulher de 89 anos
  45. 11 de maio: homem de 72 anos
  46. 12 de maio: mulher de 80 anos
  47. 12 de maio: homem de 52 anos
  48. 13 de maio: mulher de 92 anos
  49. 13 de maio: homem de 38 anos
  50. 13 de maio: homem de 45 anos
  51. 14 de maio: homem de 84 anos
  52. 14 de maio: mulher de 63 anos
  53. 14 de maio: homem de 70 anos
  54. 14 de maio: homem de 84 anos
  55. 15 de maio: mulher de 84 anos
  56. 16 de maio: mulher de 73 anos
  57. 16 de maio: homem de 82 anos
  58. 17 de maio: homem de 45 anos
  59. 17 de maio: mulher de 85 anos
  60. 17 de maio: mulher de 87 anos
  61. 17 de maio: mulher de 56 anos
  62. 17 de maio: homem de 71 anos
  63. 18 de maio: homem de 58 anos
  64. 18 de maio: mulher de 46 anos
  65. 19 de maio: homem de 76 anos
  66. 19 de maio: homem de 32 anos
  67. 19 de maio: mulher de 86 anos
  68. 19 de maio: homem de 89 anos
  69. 19 de maio: homem de 66 anos
  70. 19 de maio: homem de 77 anos
  71. 19 de maio: mulher de 90 anos
  72. 19 de maio: mulher de 87 anos
  73. 20 de maio: homem de 55 anos
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Operação prende dois suspeitos de ameaçar de morte juízes, promotores e procuradores do DF

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Mandados foram cumpridos em condomínio em área nobre de Brasília. E-mail enviado a magistrados defendia execução de autoridades; G1 tenta contato com advogados.

Pen drive encontrado com suspeitos de ameaçar juízes, no DF — Foto: PCDF/Divulgação

Uma operação da Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), dois homens suspeitos de ameaçar de morte juízes, promotores e procuradores do Distrito Federal. Os mandados foram cumpridos no residencial Lake Side, condomínio às margens do Lago Paranoá – área nobre de Brasília.

Segundo a investigação, os detidos são Célio Evangelista Ferreira do Nascimento, de 79 anos, e Rodrigo Ferreira, de 40 anos.

A força-tarefa é a pedido do Ministério Público do DF, que solicitou a instauração de inquérito de apuração do crime. Segundo o Tribunal de Justiça, o e-mail foi recebido por “alguns servidores e magistrados” às 13h18 desta quarta (20).

A Corte afirma que “diante do teor da mensagem, de imediato, o Tribunal requisitou providências da Comissão de Segurança Permanente do TJDFT que acionou a Polícia Civil para apurar o ocorrido”.

O texto (veja imagem abaixo), intitulado “Sentença de morte aos traidores da pátria”, foi endereçado às autoridades e, segundo os promotores, “incita a prática de crimes contra agentes públicos”.

Ameça juízes  — Foto: Reprodução

Ameça juízes — Foto: Reprodução

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