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sexta-feira, 13/02/2026

Dayanne Bezerra, irmã de Deolane, investigada pela Polícia Federal

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Dayanne Bezerra, irmã da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, está entre as investigadas da Operação Opções Binárias, iniciada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (16/12). Além de advogada, Dayanne é uma influenciadora digital com cerca de 4 milhões de seguidores no Instagram.

A operação policial teve como objetivo desmantelar um esquema criminoso suspeito de fraudes financeiras ligadas a casas de apostas on-line irregulares. O grupo está sendo investigado por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e estelionato digital, os quais teriam causado prejuízos milionários ao sistema financeiro do país.

As investigações apontam que a organização movimentou mais de R$ 50 milhões de maneira ilegal.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo São Fidélis (RJ), bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro, Goiânia (GO), Manaus (AM), Campos dos Goytacazes (RJ), Santana do Parnaíba (SP) e Barra do Bugres (MT). A Justiça ordenou também o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de veículos e a suspensão das atividades de algumas pessoas jurídicas envolvidas.

Além das buscas, quatro investigados receberam medidas cautelares que incluem a proibição de exercer atividades econômicas relacionadas a investimentos, jogos e apostas, restrição de deslocamento, recolhimento domiciliar e monitoramento eletrônico.

A investigação começou após a Polícia Federal identificar sinais de enriquecimento ilícito entre influenciadores digitais de São Fidélis. A apuração revelou um esquema organizado com a participação de empresários, influenciadores e contatos na China, operando em três frentes principais:

  • Manipulação de plataformas de opções binárias fornecida por operadores chineses, revendidas com promessa de altos lucros.
  • Contratação de influenciadores digitais para promover essas plataformas, com lucros ligados às perdas dos apostadores.
  • Desenvolvimento de uma plataforma própria para atrair clientes, onde práticas fraudulentas bloqueavam saques quando os usuários tinham ganhos.

Em aproximadamente dois anos, um dos investigados recebeu mais de R$ 28,3 milhões sem lastro financeiro. A Polícia Federal estima que o valor total captado ilegalmente ultrapasse R$ 50 milhões.

Constatou-se ainda que membros do grupo já tinham experiência prévia na gestão de casas de apostas online não reguladas antes de atuarem com opções binárias. Essas plataformas funcionam como ambientes virtuais para apostas de curto prazo na valorização ou desvalorização de ativos, não oferecendo proteção legal ao usuário no Brasil por não serem reguladas.

Os envolvidos poderão responder por lavagens de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e estelionato digital. A defesa dos investigados não foi localizada até o momento, e o espaço permanece aberto para posicionamentos.

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