João Accioly, presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), explicou nesta terça-feira, 24, que o Caso Master envolveu uma situação onde gestores e investidores tinham um acordo errado.
Ele afirmou que houve um acordo errado de incentivos entre os gestores e os investidores que mantiveram informações financeiras falsas. Os investidores preferiam acreditar nessa falsa informação, pois isso mostrava um balanço mais forte, o que permitia continuar emitindo CDBs.
João Accioly explicou que, diferente do que muitos pensam, o banco não foi uma vítima passiva de fraude, mas teve um papel ativo nesse processo.
Ele disse que não foram os gestores que disseram para o banco que os ativos tinham o valor alto. Na verdade, o banco foi, em grande parte, quem promoveu essa valorização exagerada dos ativos em que investiu.
Além disso, João Accioly esclareceu que a CVM não é responsável por definir regras para distribuir CDBs, essa tarefa é do Banco Central.
Estadão Conteúdo

