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Mundo

Cuba se prepara para possíveis ameaças militares dos EUA

Metrópoles

Apesar das dificuldades financeiras e sociais enfrentadas há décadas, o povo cubano está se preparando para defender a ilha caso as ameaças militares recentes dos Estados Unidos se concretizem. Segundo Victor Manuel Cairo Palomo, embaixador de Cuba no Brasil, os sinais do governo de Donald Trump indicam uma possível ação militar contra Cuba.

Victor Manuel Cairo Palomo ressaltou que diariamente autoridades americanas falam publicamente sobre possíveis ações militares contra Cuba, o que não pode ser ignorado.

Após a operação militar bem-sucedida na Venezuela, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro, os Estados Unidos voltaram seu foco para Cuba. Além de interromper o envio de petróleo venezuelano para a ilha, o presidente Trump fez diversas ameaças, incluindo enviar um porta-aviões nuclear para as águas próximas da costa cubana.

Cuba enfrenta um embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962, que limita seu acesso a mercados internacionais e prejudica seu desenvolvimento econômico e social. Esse embargo é resultado da Guerra Fria e da proximidade de Cuba com a União Soviética.

O embaixador explicou que diante desse cenário, a população cubana tem se preparado conforme a doutrina militar do país, conhecida como Guerra de Todo o Povo, que incentiva a mobilização de civis junto às Forças Armadas para defender a soberania nacional.

Recentemente, a Defesa Civil de Cuba divulgou um guia para orientar os cidadãos sobre como se proteger em caso de agressão militar, sugerindo a preparação de mochilas com água, alimentos, medicamentos, lanterna e rádio, além de instruções para cuidar de feridos.

Victor Manuel Cairo Palomo enfatizou que, caso os Estados Unidos ataquem, a população cubana oferecerá resistência firme para defender seu país e sua soberania.

O embaixador também destacou a disposição de Cuba para negociar, desde que temas internos como mudanças no sistema político cubano não sejam discutidos. Ele mencionou que não esclareceu se houve encontros recentes entre autoridades cubanas e americanas desde a visita do chefe da CIA a Havana, em maio.

Segundo Victor Manuel Cairo Palomo, os Estados Unidos sabem que Cuba está aberta a tratar de assuntos complexos das relações bilaterais, mas a soberania nacional não é negociável.

Por fim, o diplomata comentou sobre o impacto das políticas do governo Trump no agravamento da crise em Cuba, as medidas adotadas para enfrentar a situação e a ajuda internacional recebida.

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