A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu adiar para quinta-feira, dia 5, o depoimento do advogado Cecílio Galvão, originalmente marcado para segunda-feira, dia 2. Apesar do adiamento, a comissão manteve a medida de condução coercitiva autorizada pela Justiça.
A decisão pela condução coercitiva ocorreu após várias tentativas infrutíferas de intimar o depoente. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reafirmou a convocação, destacando a resistência do advogado e desrespeito às prerrogativas do grupo: “Há manifesto intuito protelatório do depoente e desrespeito às prerrogativas desta comissão. Assim, fica mantida a convocação do senhor Cecílio Galvão e a condução coercitiva para a próxima quinta-feira.”
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), requisitou esclarecimentos a respeito de supostos contratos significativos firmados pelo advogado com associações sob investigação, relacionadas a desvios em benefícios de aposentados.
Em resposta ao pedido de adiamento, a Justiça autorizou a condução coercitiva após sucessivas tentativas de intimação sem retorno. No domingo, Cecílio Galvão solicitou dispensa do depoimento com base em sua condição de advogado, além do acesso aos documentos da investigação onde é citado. Contudo, a CPMI negou a dispensa, ressaltando que ele não foi convocado como advogado, mas sim como investigado, o que obriga sua presença na quinta-feira.
O pedido para acesso aos documentos foi concedido pela comissão.
Também na quinta-feira, o presidente da Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (Dataprev), Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, será ouvido pela CPMI. Este depoimento, inicialmente marcado para segunda-feira, foi adiado a pedido do próprio dirigente devido a uma viagem à Índia.

