O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-SE), questionou as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornam as convocações das autoridades não obrigatórias.
Ele expressou sua insatisfação com o fato de que, mesmo aprovando a oitiva de uma testemunha, o STF permite que ela não compareça, levantando dúvidas sobre a disposição em investigar os fatos.
A audiência do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi adiada após o STF conceder habeas corpus que o desobrigou a comparecer à comissão. O requerimento para sua convocação foi aprovado no final de março e tinha o objetivo de esclarecer negociações envolvendo o Banco de Brasília para a compra do Banco Master.
O ministro André Mendonça decidiu que Ibaneis Rocha não era obrigado a comparecer nem a responder perguntas, e ele não participou das duas reuniões anteriores convocadas para dezembro e fevereiro.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), também criticou a ausência de Ibaneis Rocha e apontou que a atuação do STF tem esvaziado as CPIs. Segundo ele, a comissão está investigando temas delicados, incluindo o possível envolvimento de ministros do STF com pessoas controversas.
