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sexta-feira, 13/03/2026




correios reduzem dívidas com fornecedores e economizam r$ 321 milhões

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A direção dos Correios avalia que o plano para reorganizar a empresa está dando bons resultados, com metas de receita e despesas sendo alcançadas. Essas medidas ajudam a melhorar o caixa da estatal e manter sua liquidez, embora ainda se espere um prejuízo significativo em 2026, que deve ser revertido em 2027.

Até 13 de janeiro, os Correios economizaram R$ 321 milhões ao renegociar 98,2% das dívidas com fornecedores e prestadores de serviço. Nessa negociação, os credores aceitaram abrir mão de multas e juros para receber os valores devidos, e parte dos pagamentos foi parcelada sem acréscimos.

Essa renegociação foi possível graças a um empréstimo de R$ 12 bilhões obtido com garantia da União, fechado no final de 2025.

A empresa tenta se recuperar após enfrentar a maior crise de sua história, que resultou em um prejuízo de R$ 6,057 bilhões entre janeiro e setembro do ano anterior. Para 2026, o governo projeta um déficit de R$ 9,101 bilhões.

Para melhorar ainda mais a situação financeira, os Correios também parcelaram R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e impostos. Embora esses valores precisem ser pagos, o parcelamento ajuda a aliviar o caixa da companhia no curto prazo.

Outra estratégia para reforçar o caixa é a venda de imóveis. Ainda este mês, a empresa planeja leiloar cerca de R$ 600 milhões em prédios, principalmente em cidades de médio e grande porte. Espera-se vender entre 20% e 40% desse montante, chegando a cerca de R$ 120 milhões, com o objetivo total de levantar R$ 1,5 bilhão com a venda de bens imobiliários.

Também foi implementado um plano de demissão voluntária para desligar até 10 mil funcionários, sendo que 500 já saíram e outros mil devem sair até 16 de janeiro. O fechamento de pontos físicos, dos quais 127 já foram fechados e a meta é fechar mil, contribui para esse processo.

A direção dos Correios reconhece três grupos políticos importantes a serem equilibrados na empresa: o governo, os trabalhadores e a sociedade. Ainda que tenha apoio do Executivo, a estatal enfrenta desafios em convencer seus funcionários de que a reestruturação é difícil, porém necessária para a recuperação.

Com a revisão do plano de saúde dos empregados, o Postal Saúde, a empresa já economizou cerca de R$ 70 milhões em janeiro. Espera-se que a economia total em 2026 fique entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.

Dados internos indicam melhora na entrega dos serviços, com alta de 65% para 91% em entregas realizadas no prazo em 2026, enquanto a meta ideal para aumentar as receitas é 97%.

Para melhorar a qualidade, os Correios realizaram processo seletivo para superintendentes e estabeleceram metas de economia que totalizam R$ 1 bilhão por ano para as unidades.

Há estudos para recompensar os funcionários que atingirem metas, mas a falta de recursos dificulta que esses incentivos sejam em dinheiro, como ocorre em outras empresas. Por enquanto, o progresso nas carreiras é a principal recompensa para os trabalhadores.

Estadão Conteúdo




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