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Coronavírus: Reino Unido anuncia reabertura após queda de casos de covid com lockdown e vacinas

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Economia vai reabrir em etapas após semanas de lockdown severo e em meio a um programa acelerado de vacinações. A meta é vacinar todos os adultos do país até o final de julho.

Boris Johnson anuncia na segunda-feira a reabertura da economia em etapas. — Foto: PA Media via BBC

Todas as escolas na Inglaterra devem reabrir em 8 de março, como parte de um plano “cauteloso” do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, para suspender o lockdown contra o coronavírus.

Johnson pretende anunciar nesta segunda-feira (22/02) seu roteiro detalhado para a reabertura do Reino Unido, após dois meses de um lockdown severo.

A média diária de pessoas infectadas saltou de 15 mil, no final de novembro, para 60 mil em janeiro. Agora, após o lockdown e o avanço da vacinação, essa média caiu para 11 mil. No total, 4,1 milhões de pessoas pegaram o coronavírus e 120 mil morreram.

Do que já se sabe dos planos de Johnson, até seis pessoas (ou duas famílias) poderão se reunir ao ar livre a partir de 29 de março. As regras serão suspensas em etapas, e quatro condições devem ser atendidas em cada uma dessas fases.

A primeira etapa de reabertura será dividida em duas partes:

De 8 de março: todas as escolas serão reabertas com esportes e atividades ao ar livre após as aulas permitidas. Recreação em um espaço público — como em parques — será permitida entre duas pessoas de casas diferentes, o que significa que elas poderão se sentar para tomar um café, beber ou fazer um piquenique.

A partir de 29 de março: encontros ao ar livre de seis pessoas ou duas famílias serão permitidos. Entende-se que isso incluirá encontros em espaços privados abertos, como jardins de casas. As instalações esportivas ao ar livre, como quadras de tênis ou basquete, serão reabertas e os esportes organizados para adultos e crianças, como futebol de base, também retornarão. Embora as escolas estejam programadas para reabrir a todos os alunos em 8 de março, acredita-se que alguns dias de flexibilidade podem ser incluídos para permitir que medidas como testes em massa sejam implementadas. Também em 8 de março, novas regras permitirão que cada lar de idosos residente na Inglaterra tenha um visitante regular, com quem eles podem ficar de mãos dadas.

E a partir de 29 de março também ficou claro que as pessoas mais uma vez poderão viajar para fora de suas áreas residenciais — embora a orientação provavelmente recomende permanecer no local e pernoites não serão permitidos.

Dados sobre a propagação da doença serão usados para tomada de decisões em cada etapa da retirada das restrições, disse Johnson.

“Seremos cautelosos sobre esta abordagem para não desfazer o progresso que alcançamos até agora e os sacrifícios que cada um de vocês fez para manter a si e aos outros seguros”, acrescentou.

4 condições para o avanço da reabertura

O roteiro de Johnson inclui quatro etapas para atenuar as restrições. Mas antes de prosseguir para cada etapa seguinte, o governo examinará os dados disponíveis para avaliar o impacto das mudanças anteriores.

As quatro condições que devem ser atendidas em cada fase de atenuação do bloqueio são:

  • O programa de vacina contra o coronavírus precisa continuar dentro do planejado
  • É preciso haver evidências de que as vacinas estão reduzindo suficientemente o número de pessoas que morrem com o vírus ou precisam de tratamento hospitalar
  • As taxas de infecção não podem apresentar risco de aumento nas internações hospitalares
  • Novas variantes do vírus não alterem fundamentalmente o risco de suspensão das restrições

O governo britânico disse que as quatro condições estão sendo cumpridas atualmente, e que, portanto, a primeira etapa da flexibilização do bloqueio na Inglaterra poderá continuar conforme planejado em 8 de março.

O primeiro estágio de flexibilização das restrições será em toda a Inglaterra devido à atual disseminação uniforme do vírus.

Os parlamentares ainda precisam aprovar os planos do governo.

Escolas na Inglaterra reabrem a partir do dia 8 de março. — Foto: PA Media via BBC

Escolas na Inglaterra reabrem a partir do dia 8 de março. — Foto: PA Media via BBC

O Partido Trabalhista, de oposição ao governo de Johnson, disse que o governo está “certo em ser cauteloso” para encerrar o lockdown em etapas.

A oposição apoia a reabertura de escolas para todos os alunos na Inglaterra, mas pediu um plano para garantir que isso possa ser feito com segurança — com medidas como sistemas de ventilação, testes e priorização de professores para vacinas contra o coronavírus.

As regras anunciadas por Boris Johnson valem para a Inglaterra. As demais nações do Reino Unido — Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte — têm autonomia para definir suas regras.

Todas as quatro nações do Reino Unido estão fechadas desde dezembro, depois que hospitais foram colocados sob pressão sem precedentes devido à rápida disseminação de uma variante do vírus, que foi detectada pela primeira vez no sudeste da Inglaterra.

Na Escócia, a primeira-ministra Nicola Sturgeon deve traçar uma rota para sair do confinamento nos próximos dias, mas alertou as pessoas para não fazerem planos para o feriado da Páscoa.

No País de Gales, o primeiro-ministro Mark Drakeford disse que espera que a exigência de “ficar em casa” termine dentro de três semanas, com algumas lojas não essenciais e cabeleireiros possivelmente reabrindo ao mesmo tempo. Crianças de três a sete anos estão iniciando um retorno gradativo às escolas galesas na segunda-feira, junto com alguns estudantes universitários.

O ministro da Saúde da Irlanda do Norte minimizou a possibilidade de as restrições serem amenizadas a tempo para a Páscoa. De todo modo, uma revisão das medidas atuais ocorrerá em 18 de março.

Na Inglaterra, as autoridades de saúde passarão a publicar novos dados sobre o impacto das vacinas nas taxas de transmissão.

Vacinas ajudam, mas hospitais ainda estão cheios

Há dados preliminares sugerindo uma redução na transmissão do vírus em pessoas que receberam a vacina, com as internações caindo “muito mais acentuadamente” do que na primeira onda da pandemia, segundo o secretário de Saúde, Matt Hancock.

No entanto, Hancock disse à BBC que o número de pessoas hospitalizadas — atualmente em torno de 18 mil — ainda era “muito alto”.

Sir David Spiegelhalter, professor de estatística da Universidade de Cambridge, disse que os dados sobre fatores como internações hospitalares e mortes são “extremamente positivos” e “melhores do que as pessoas estavam prevendo”.

No domingo, Hancock reiterou a nova meta do governo de oferecer pelo menos uma dose para todos adultos com 50 anos ou mais até 15 de abril.

A meta é vacinar todos os adultos do país até o final de julho.

Até agora, mais de 17,5 milhões de pessoas no Reino Unido receberam uma dose de vacina.

A ordem de prioridade para os menores de 50 anos receberem as vacinas ainda não foi definida pelo Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI).

O professor Adam Finn, membro do JCVI, disse à BBC no domingo que esperava um anúncio a ser feito sobre as prioridades da vacina em algum momento desta semana.

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EUA distribuirão 25 milhões de máscaras contra a covid-19

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As máscaras serão de tecido lavável de alta qualidade e serão distribuídas gratuitamente, informou a Casa Branca em um comunicado

(crédito: Michael loccisano / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O governo do presidente Joe Biden planeja distribuir 25 milhões de máscaras contra a covid-19 a partir do próximo mês como parte dos esforços para derrotar a pandemia, afirmou um alto funcionário americano nesta quarta-feira (24).

Em março começaremos a entregar milhões de máscaras aos bancos de alimentos e centros comunitários de saúde de todo o país”, disse o coordenador de resposta ao coronavírus da Casa Branca, Jieff Zients.

“Entregaremos mais de 25 milhões de máscaras em todo o país, essas máscaras estarão disponíveis em mais de 1.300 centros de saúde comunitários e 60.000 bancos de alimentos em nível nacional”, explicou.

As máscaras serão de tecido lavável de alta qualidade e serão distribuídas gratuitamente, informou a Casa Branca em um comunicado.

“Realmente acreditamos que esta política tem muito sentido porque permite a distribuição de máscaras para pessoas que em algumas situações não conseguem encontrá-las ou pagar por elas”, explicou Zients.

Os centros de saúde comunitários são clínicas para pacientes ambulatórios que prestam serviços em áreas de recursos escassos.

Dois terços das pessoas atendidas por esses centros vivem na pobreza, 60% são minorias raciais e quase 1,4 milhão não têm casa, de acordo com o comunicado.

Os beneficiários do programa, que custa 86 milhões de dólares, poderão receber duas máscaras por pessoa em sua residência.

De acordo com a última diretiva do Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC), a agência federal de vigilância da saúde pública, usar uma máscara de tecido por cima de uma máscara cirúrgica é uma boa combinação, já que melhora tanto o ajuste quanto os níveles de filtração.

O uso de máscaras nos Estados Unidos foi muito politizado durante o recente governo de Donald Trump e o presidente republicano raramente aparecia em público usando uma.

Quando assumiu o cargo, o democrata Biden pediu aos americanos que as usassem durante 100 dias. “Não é uma declaração política, é um dever patriótico”, disse.

Ele também impôs seu uso em estabelecimentos federais e meios de transporte interestaduais.

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Chinês é condenado a indenizar ex-mulher por trabalhos domésticos

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A mulher receberá 50 mil yuans (cerca de R$ 41,8 mil) por cinco anos de trabalho não remunerado

Em uma decisão histórica na China, um tribunal de Pequim ordenou que um homem indenize sua agora ex-mulher pelo trabalho doméstico que ela realizou durante o casamento.

A mulher receberá 50 mil yuans (cerca de R$ 41,8 mil) por cinco anos de trabalho não remunerado.

A decisão, que tem despertado amplas discussões em redes sociais, ocorre após a entrada em vigor de um novo código civil na China.

De acordo com os autos do tribunal, o homem identificado pelo sobrenome Chen pediu o divórcio no ano passado. Ele e a esposa, de sobrenome Wang, haviam se casado em 2015.

Ela relutou em se divorciar no início, mas depois pediu uma compensação financeira, argumentando que Chen não tinha assumido nenhuma responsabilidade doméstica, como cuidar do filho do casal.

O Tribunal Distrital de Fangshan, em Pequim, decidiu a favor da mulher, ordenando que o homem pagasse sua pensão alimentícia mensal de 2 mil yuans (cerca de R$ 1.680), bem como o pagamento único de 50 mil yuans pelas tarefas domésticas que ela realizou durante o casamento.

O juiz afirmou à imprensa, na segunda-feira (22/2), que a divisão da propriedade conjunta de um casal após o casamento geralmente envolve a divisão de bens tangíveis. “Mas o trabalho doméstico constitui um valor patrimonial intangível”, disse o magistrado.

De acordo com o novo código civil, o cônjuge tem o direito de buscar indenização em um divórcio se tiver mais responsabilidade na criação dos filhos, no cuidado de parentes idosos e na ajuda no trabalho do parceiro.

Anteriormente, os cônjuges divorciados só podiam solicitar essa compensação se um acordo pré-nupcial tivesse sido assinado — uma prática incomum na China.

Nas redes sociais, o caso gerou um debate acalorado, com uma hashtag na plataforma de microblog Weibo visualizada mais de 570 milhões de vezes.

Alguns usuários de mídia social opinaram que uma indenização de 50 mil yuans por cinco anos de trabalho doméstico era muito pouco. “Estou um pouco sem palavras, o trabalho de uma dona de casa em tempo integral está sendo subestimado. Em Pequim, contratar uma babá por um ano custa mais de 50 mil yuans”, disse um usuário.

Outros apontaram que os homens, em primeiro lugar, deveriam assumir mais tarefas domésticas.

Alguns também apelaram às mulheres para continuarem cultivando suas profissões ao casar. “Senhoras, lembrem-se de sempre ser independentes. Não desistam do trabalho depois do casamento, deem a si mesmas sua própria saída”, escreveu um usuário de mídia social.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as mulheres chinesas gastam quase quatro horas por dia em trabalho não remunerado — cerca de 2,5 vezes mais que o tempo que os homens passam realizando as mesmas tarefas.

Esse índice é mais alto do que a média nos países da OCDE, onde as mulheres passam o dobro do tempo em trabalho não remunerado em comparação com os homens.

No Brasil, uma pesquisa do IBGE divulgada em junho de 2020 apontou que as mulheres dedicam 10,4 horas por semana a mais do que os homens para trabalhos domésticos ou cuidados com pessoas (crianças ou idosos). A dedicação delas a esses serviços era de 21,4 horas semanais, contra 11 horas para os homens.

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Máscara, distanciamento social e ‘passaporte verde’: Israel inicia reabertura pós-pandemia

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Autoridades começaram a diminuir as restrições depois que a vacina da Pfizer foi considerada 95,8% eficaz

Israel começou a flexibilizar a partir deste domingo (21) o confinamento depois que estudos mostraram que a vacina contra o coronavírus da Pfizer é 95,8% eficaz na prevenção de hospitalizações e morte por covid-19.

Lojas, bibliotecas e museus podem abrir suas portas, mas será necessário o uso de máscaras e a manutenção do distanciamento social.

O Ministério da Saúde do país afirma que este é o primeiro passo para voltar à vida normal.

Israel tem a maior taxa de vacinação do mundo. Mais de 49% da população já recebeu pelo menos uma dose.

O país havia iniciado seu terceiro confinamento em 27 de dezembro, após o aumento do número de infecções.

Sob as novas regras, as pessoas agora podem ir a shoppings e visitar atrações turísticas como zoológicos.

Passaporte verde

Outros tipos de instalações, incluindo academias, hotéis e sinagogas , também podem ser reabertas.

Porém, para frequentá-los é necessário um “passaporte verde” : um atestado que só pode ser obtido após a pessoa ser vacinada.

Centro comercial

Reuters Shopping centers podem abrir suas portas ao público a partir deste domingo

 

Um pequeno número de pessoas que se recuperou do vírus e, portanto, não é elegível para a vacina, pode ter acesso ao certificado.

O passaporte é emitido pelo ministério da saúde e tem validade de seis meses , a partir de uma semana após a segunda dose.

Não são permitidos shows com grande número de pessoas e eventos esportivos foram perdidos com lotação máxima de 75%, sendo o limite máximo de 300 pessoas no ambiente interno e 500 no externo.

Apesar da flexibilização das restrições, o aeroporto de Israel ficará fechado por mais duas semanas.

No sábado (20), o Ministério da Saúde disse que estudos revelaram que o risco de doenças causadas pelo vírus caiu 95,8% entre as pessoas que receberam as duas doses da vacina Pfizer.

A pasta também informou que a vacina foi 98% eficaz na prevenção de febre ou problemas respiratórios.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse esperar que 95% dos israelenses com mais de 50 anos sejam vacinados nas próximas duas semanas.

No início da semana passada, o território palestino da Faixa de Gaza, ocupado por Israel, recebeu suas primeiras doses de vacinas depois que Israel aprovou a transferência através de sua fronteira.

Envio de vacinas a Faixa de Gaza

Getty Images Israel começou a enviar vacinas para a Faixa de Gaza. Estima-se que 5 milhões de palestinos aguardem a vacina

A remessa inclui 2 mil doses da vacina russa Sputnik V, que será usada em pacientes que receberam transplante de órgão e aqueles com insuficiência renal, disse um oficial israelense à agência de notícias Reuters.

Isso ocorre depois que o ministro da Saúde palestino chegou a um acordo com o Ministério da Saúde de Israel para vacinar 100 mil palestinos que trabalham no país.

Estima-se que 5 milhões de palestinos aguardem a vacina.

 

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Príncipe Philip responde bem ao tratamento por infecção

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Até então, nenhuma informação havia sido divulgada sobre as causas de sua internação há uma semana

(crédito: Ben STANSALL / AFP)

O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, está “respondendo ao tratamento” por uma “infecção” – informou o Palácio de Buckingham nesta terça-feira (23).

Até então, nenhuma informação havia sido divulgada sobre as causas de sua internação há uma semana.

“O duque de Edimburgo permanece no hospital King Edward VII”, acrescentou o Palácio em um comunicado, informando ainda que o príncipe, de 99 anos, está “respondendo ao tratamento, mas não deve sair do hospital por vários dias”.

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Espanha volta a prorrogar limitações a chegadas do Brasil, Reino Unido e África do Sul

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A intenção é “conter na medida do possível os contágios associados” às variantes, disse a porta-voz do governo, María Jesús Montero, em coletiva de imprensa

(crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O governo espanhol anunciou nesta terça-feira (23) uma nova prorrogação, até 16 de março, das restrições impostas aos voos do Reino Unido, Brasil e África do Sul, para prevenir a propagação das variantes do coronavírus.

A intenção é “conter na medida do possível os contágios associados” às variantes, disse a porta-voz do governo, María Jesús Montero, em coletiva de imprensa.

Desse modo, a Espanha volta a prorrogar a suspensão que impôs no final de dezembro das chegadas de passageiros do Reino Unido, exceto espanhóis e residentes, pela expansão da variante britânica, mais contagiosa.

Prolonga também a estrita limitação às chegadas do Brasil e África do Sul, de onde só podem entrar passageiros com nacionalidade ou residência na Espanha e Andorra. A exceção são os passageiros em trânsito, que não podem sair do aeroporto ou permanecer mais de 24 horas.

Pelo medo das variantes detectadas na África do Sul e Brasil, o governo impôs também uma quarentena obrigatória de dez dias, ou de sete dias em caso de ter um teste negativo de covid-19, para qualquer viajante que chegar desses países.

As cepas detectadas no Reino Unido, África do Sul e Brasil preocupam a comunidade internacional que se questiona sobre sua contagiosidade e a eficácia das vacinas contra elas.

A variante britânica se espalhou na Espanha, segundo o Ministério da Saúde, com cerca de 900 casos confirmados. Um número subestimado, uma vez que as autoridades de saúde estimam que essa variante pode ser majoritária na Espanha em março.

Além disso, foram detectados seis casos da variante sul-africana e um da brasileira.

A Espanha, um dos países europeus mais afetados pela pandemia do coronavírus, contabiliza cerca de 68.000 mortes e mais de 3,1 milhões de casos notificados.

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Facebook vai restaurar páginas de notícias na Austrália

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O ministro australiano das Finanças, Josh Frydenberg, e o diretor-geral do Facebook Austrália, Will Easton, afirmaram que chegaram a um acordo sobre um dos pontos cruciais da lei, a primeira do tipo no mundo e que tem a firme oposição dos gigantes da Internet

(crédito: Josh Edelson / AFP)

O Facebook anunciou nesta terça-feira (23) que suspenderá nos próximos dias o bloqueio na Austrália das páginas de notícias, depois que o governo aceitou fazer emendas à lei que pretende obrigar os gigantes tecnológicos a pagarem os meios de comunicação por seus conteúdos.

O ministro australiano das Finanças, Josh Frydenberg, e o diretor-geral do Facebook Austrália, Will Easton, afirmaram que chegaram a um acordo sobre um dos pontos cruciais da lei, a primeira do tipo no mundo e que tem a firme oposição dos gigantes da Internet.

“Como resultado das mudanças, agora podemos trabalhar para estimular nosso investimento em jornalismo de interesse público e restabelecer nos próximos dias as notícias no Facebook para os australianos”, declarou Easton.

“Estamos felizes de fechar um acordo com o governo australiano e apreciamos as discussões construtivas que tivemos”, completou.

Na semana passada, o Facebook bloqueou a publicação de links de notícias e as páginas dos meios de comunicação em todo país.

Várias páginas do Facebook de serviços de emergência também foram afetadas de forma involuntária.

A medida de represália provocou indignação na Austrália e em muitos países. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, não escondeu sua revolta e acusou o Facebook de ter tomado uma decisão “hostil”.

O Facebook tem entre 16 e 18 milhões de usuários no país de 25 milhões de habitantes, segundo a imprensa local.

O anúncio significa que Facebook e Google não serão penalizados desde que alcancem acordos com os grupos de imprensa em troca do uso de seus conteúdos.

Um prazo adicional de dois meses foi concedido para a negociação dos compromissos.

– “Feliz” –

“Chegamos a um acordo que nos permitirá apoiar os grupos de imprensa que escolhemos, incluindo os pequenos e os locais”, declarou o vice-presidente do Facebook responsável por associações de notícias globais, Campbell Brown.

Desde o início, as grandes empresas do setor de tecnologia insistiram na oposição a esta lei que pretende regulamentar as relações entre a mídia tradicional, que enfrenta grandes dificuldades financeiras, e os gigantes que dominam a Internet.

As “big tech” não queriam que as negociações com os grupos de imprensa fossem obrigações e que, em caso de conflito, um árbitro independente australiano fosse o responsável por uma decisão.

As empresas temiam um precedente que ameace seu modelo econômico.

De acordo com as autoridades australianas de concorrência, o Google capta 53% da publicidade no país, e o Facebook, 28%, enquanto o restante é distribuído entre outros personagens do mercado, como empresas de mídia, algo insuficiente para financiar o jornalismo de qualidade.

A crise da imprensa se agravou com a crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Na Austrália, dezenas de jornais fecharam, e centenas de jornalistas perderam o emprego.

Ao contrário do Facebook, o Google, que em um determinado momento ameaçou suspender sua ferramenta de buscas na Austrália, aceitou na semana passada pagar “quantias significativas” em contrapartida aos conteúdos de grupos de imprensa, incluindo a News Corp. de Rupert Murdoch e a Nine Entertainment.

Não há nenhuma dúvida de que a Austrália leva adiante uma batalha por procuração para o conjunto do planeta”, afirmou Frydenberg.

De fato, o mundo inteiro acompanha de perto a iniciativa australiana. Se Google e Facebook parecem ter chegado a uma solução no país, isto não significa o fim de seus problemas.

União Europeia, Canadá e outros países também examinam a regulamentação do setor.

 

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

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