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Coronavírus dispara em Tóquio, e governo classifica como “crise nacional”

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Mesmo sem estado de emergência, o premiê Shinzo Abe proibiu o ingresso de pessoas de 22 países a partir desta sexta

Coronavírus: Japão tem 1.369 casos casos confirmados, além de 712 de um navio de cruzeiro ancorado perto de Tóquio (Athit Perawongmetha/Reuters)

O Japão proibiu nesta quinta-feira a entrada de pessoas vindas da Europa e alertou para o risco de disseminação desenfreada do coronavírus no país, depois de uma disparada de casos em Tóquio.

O governo japonês também criou uma força-tarefa para enfrentar a crise, um passo rumo a um possível estado de emergência, embora as autoridades tenham dito que não planejam uma medida nesse sentido por enquanto.

“Para poder superar o que pode ser descrito como uma crise nacional, é necessário que governos estaduais e locais, a comunidade médica e o povo atuem como um só e persistam nas medidas contra as infecções de coronavírus”, disse o primeiro-ministro, Shinzo Abe, durante uma reunião da força-tarefa.

Abe anunciou uma proibição ao ingresso de pessoas de 21 países europeus e do Irã a partir de sexta-feira. Ele ainda disse que criou a força-tarefa conforme uma lei recém-revisada depois de receber um relatório segundo o qual a chance de o vírus se disseminar amplamente é alta.

A emissora pública NHK disse que 47 caos novos foram relatados em Tóquio nesta quinta-feira. As autoridades receiam que uma disparada de casos na capital nos últimos dias signifique que o Japão, que até agora escapou do tipo de proliferação em massa que atingiu a Europa e a América do Norte, esteja a caminho de uma nova onda das grandes.

Até a noite desta quinta-feira, o Japão tinha 1.369 casos domésticos de coronavírus, além de 712 de um navio de cruzeiro ancorado perto de Tóquio no mês passado, segundo uma contagem da NHK. Houve 46 mortes domésticas e 10 no navio.

“Eu disse ao primeiro-ministro Abe que existe um risco alto de o coronavírus se disseminar amplamente”, disse o ministro da Saúde, Katsunobu Kato, a repórteres, depois de se encontrar com o premiê e o ministro das Finanças, Yasutoshi Nishimura.

O Japão foi um foco precoce do surto de coronavírus, já que inicialmente o navio de cruzeiro foi a maior fonte de infecções fora da China, mas até o momento vinha sendo poupado da contaminação em massa que está obrigando europeus e norte-americanos a lidarem com milhares de casos novos a cada dia.

Agora, um aumento de casos de fontes que não se pode rastrear está fazendo muitos japoneses esperarem que o governo anuncie um estado de emergência, dando às autoridades locais uma base legal para pedir aos moradores e negócios para restringirem a circulação e o trabalho.

Nishimura disse que nenhuma declaração do tipo está planejada para este momento.

De acordo com uma lei revista neste mês em reação ao coronavírus, o premiê pode declarar um estado de emergência se a doença representar “um perigo grave” para as vidas e se sua propagação rápida ameaçar provocar um dano econômico severo.

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Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

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Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de medidas para conter o avanço do coronavírus no país. Entre elas, a proibição de consumo de bebidas alcoólicas e toque de recolher noturno.

A África do Sul registra 4079 mortes e 276 mil casos de covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins.

A proibição do consumo de álcool voltou apenas três semanas após ter sido proibida. O objetivo é conter as internações em emergências e a violência doméstica.

“Atualmente, existem evidências claras de que a retomada das vendas de álcool resultou em uma pressão substancial nos hospitais, incluindo unidades de trauma e UTI, devido a acidentes de trânsito, violência e trauma relacionado”, disse Ramaphosa.

O governo também disponibilizou 28 mil novos leitos hospitalares para pacientes do covid-19. Entretanto, o presidente enfatizou que o país ainda enfrenta “uma grave escassez de mais de 12 mil profissionais de saúde, principalmente enfermeiros, médicos e fisioterapeutas”.

Ramaphosa observou que a taxa de infecções no país fica em torno de 12 mil casos por dia, mas afirmou que a África do Sul tem uma das mais baixas taxas de mortalidade no mundo, em cerca de 1,5% em comparação à média global de cerca de 4,4%.

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Europa discute relação distante com Turquia e América Latina

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Os ministros de relações exteriores da UE se reúnem para debater a relação com dois aliados cada vez mais distantes: a Turquia e a América Latina

A BASÍLICA DE SANTA SOFIA: novo palco de distancialmente entre a Turquia e a União Europeia (REUTERS/Murad Sezer/Reuters)

Os ministros de relações exteriores da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira (13) para debater a relação com dois aliados cada vez mais distantes: a Turquia e a América Latina.

O encontro ocorre dias depois de o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, decidir converter a basílica de Hagia Sophia (“Santa Sofia”) em uma mesquita, causando consternação entre líderes europeus. O comissário de relações exteriores da União Europeia, Josep Borrell, considerou a decisão da Turquia “lamentável”.

O monumento construído no ano 532 durante o Império Bizantino é considerado um patrimônio histórico da humanidade. Ele foi um importante templo da igreja católica romana e da igreja ortodoxa durante séculos e, em 1453, foi convertido em uma mesquita durante o Império Otomano. Em 1935, a basílica foi transformada em um museu.

A mudança de status do templo é apenas o mais recente movimento do governo de Ancara para se distanciar dos valores e das políticas defendidos pela União Europeia. Desde o ano passado, a Turquia tem promovido atividades de perfuração no Mar Mediterrâneo em uma área que a Grécia e Chipre consideram fazer parte do seu território. O caso levou a União Europeia a adotar sanções contra a Turquia em novembro.

Outro foco de tensão foi uma recente provocação de navios turcos contra uma fragata da França no mês de junho. A embarcação francesa operava em uma missão da Otan e tinha ordens para inspecionar um navio de bandeira da Tanzânia suspeito de contrabandear armas para rebeldes da Líbia.

Os navios da Turquia – que também é membro da Otan – impediram a ação e provocaram a fragata francesa. Por causa do incidente, a França pressiona para que novas sanções contra a Turquia sejam aplicadas pela União Europeia e pretende colocar o tema em discussão na reunião ministerial desta segunda-feira.

Durante anos a Turquia foi uma potencial candidata a se juntar à União Europeia. Mas as negociações estão estagnadas desde que um golpe de Estado frustrado contra o presidente Recep Erdogan levou a uma escalada autoritária do seu governo. Erdogan também vem se aproximando cada vez mais do presidente russo Vladimir Putin. Recentemente, a Turquia finalizou um acordo com a Rússia para comprar mísseis antiaéreos do modelo S-400, capazes de derrubar caças americanos.

Entretanto, a dependência econômica da União Europeia limita as ações do presidente da Turquia. Os países do bloco europeu são o destino de metade das exportações da Turquia e fornecem 36% dos produtos importados pelo país. Além disso, as empresas europeias correspondem a 65% dos investimentos estrangeiros diretos na Turquia. E, apesar de a pandemia ter interrompido o fluxo de turistas, a Turquia recebe todos os anos milhões de turistas de países da União Europeia, especialmente da Alemanha. O custo da briga com a Europa, portanto, tende a ser alto para o governo Erdogan.

No caso da América Latina, a discussão da UE é sobre uma ajuda ao combate à Covid-19. Os europeus até agora pouco cooperaram no combate à pandemia fora de suas fronteiras. “A China, primeiro epicentro da crise, tem sido mais solidária”, diz o ex-secretário de comércio exterior Welber Barral. Sinal disso é que o principal bilionário chinês, Jack Ma, fundador do comércio eletrônico Alibaba, se comprometeu a enviar máscaras e luvas a profissionais de saúde de países latinos severamente atingidos pela pandemia, inclusive o Brasil.

Para além da apatia, os europeus olham os governos da América Latina com desconfiança cada vez maior, em particular o do Brasil. “A imagem do País está muito abalada por causa da política ambiental equivocada do governo Bolsonaro”, diz Carlos Braga, professor de economia internacional na Fundação Dom Cabral e mediador de negociações com a UE quando trabalhou no Banco Mundial, nos anos 2000. “Essa situação atrapalha a cooperação inclusive em outras áreas, como o combate à Covid-19”.

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Andrzej Duda, líder conservador, é reeleito presidente da Polônia

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Com uma vitória apertada, Duda consolida a posição do partido Direito e Justiça (PiS), que está no poder desde 2015

Com 51,21% dos votos, Andrzej Duda, foi reeleito para um novo mandato de cinco anos (Maja Hitij/Getty Images)

O presidente conservador da Polônia, Andrzej Duda, foi reeleito para um novo mandato de cinco anos, anunciou nesta segunda-feira a Comissão Eleitoral, após a apuração quase total das urnas.

Duda obteve 51,21% dos votos, contra 48,79% para o opositor liberal e prefeito de Varsóvia, Rafal Trzaskowski, de acordo com a apuração de 99,97% das urnas no segundo turno da eleição presidencial.

“Os resultados que ainda aguardamos das últimas cinco circunscrições não mudarão o resultado final das eleições”, declarou o presidente da Comissão Eleitoral, Sylwester Marciniak.

O resultado consolida a posição do partido Direito e Justiça (PiS), que está no poder desde 2015.

“O presidente Duda foi reeleito. Mas não é uma vitória forte”, declarou à AFP o cientista político Stanislaw Mocek, presidente do Collegium Civitas. “Os poloneses não optaram pela mudança proposta por Rafal Trzaskowski”, acrescentou.

O governo conservador nacionalista do PiS é acusado pelos rivais de ter reduzido as liberdades democráticas conquistadas há três décadas, após a queda do comunismo.

“O resultado forte de Rafal Trzaskowski lhe dá a possibilidade de virar uma figura chave da oposição liberal”, declarou ao canal TVN24 o cientista político Andrzej Rychard.

Trzaskowski pertence ao principal partido de oposição centrista, Plataforma Cívica (PO).

A eleição estava programada para maio, quando Duda tinha uma liderança folgada nas pesquisas, mas teve que ser adiada devido à pandemia de coronavírus.

O índice de participação no segundo turno foi de 67,9%, considerado elevado para a Polônia.

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Bill Gates se declara otimista com a luta contra pandemia

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Ele disse que cientistas estão fazendo grandes progressos e que será preciso ficar atento ao preço das vacinas e ao seu acesso amplo às populações carentes

Melinda Gates e Bill Gates durante o evento “One World: Together At Home” em 18 de abril de 2020: casal otimista com luta contra pandemia (AFP/AFP Photo)

O bilionário americano Bill Gates se declarou otimista a respeito da luta contra a COVID-19 e defendeu a distribuição de remédios e vacinas aos que precisam, e não os que pagam as maiores quantias.

“Se deixarmos que os medicamentos e as vacinas sigam para os que oferecem os maiores preços, ao invés das pessoas que mais precisam, teremos uma pandemia mais longa, mais injusta e mais letal”, afirmou o fundador da Microsoft, em uma mensagem de vídeo em uma conferência virtual internacional sobre a COVID-19.

“Precisamos de líderes para tomar decisões firmes para uma distribuição baseada na equidade e não apenas em fatores relacionados com o mercado”, completou.

O filantropo, dedicado à luta contra as epidemias, destacou que a pandemia interrompeu as cadeias de abastecimento de remédios, incluindo os medicamentos de combate à aids, o que poderia “privar centenas de milhares de pessoas dos tratamentos que precisam, e não apenas na África subsaariana”.

Mas continuo otimista”, completou Bill Gates. “Vamos derrotar a COVID-19 e seguiremos avançando contra a aids e outras crises de saúde”.

Ele disse que os cientistas “estão fazendo grandes progressos. Melhores ferramentas de diagnóstico estão sendo desenvolvidas para identificar os infectados. Os investimentos vão para bancos de medicamentos antivirais, um ramo da ciência onde havia subinvestimento”.

A segunda razão de seu otimismo, completou, é a solidariedade em escala mundial, já manifestada na luta contra a aids, com o Fundo Mundial criado em 2002, e o programa de ajuda americano PEPFAR, lançado por George W. Bush e destinado sobretudo à região da África subsaariana.

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Califórnia irá a Justiça contra decisão de Trump que expulsa de estudantes

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Governo anunciou que não permitirá que detentores de vistos de estudo continuem no país se seus cursos forem realizados online no próximo semestre

Donald Trump: Califórnia tinha quase 162 mil estudantes estrangeiros em 2019 (Andrew Harrer-Pool/Getty Images)

O Procurador-Geral do Estado norte-americano da Califórnia irá protocolar uma ação na Justiça nesta quinta-feira buscando anular uma regra de imigração imposta pelo governo Trump que poderia forçar dezenas de milhares de estudantes estrangeiros a deixarem os Estados Unidos se suas instituições de ensino passarem a realizar aulas pela Internet por causa da pandemia do coronavírus.

O Procurador-Geral Xavier Becerra diz que as novas regras podem forçar os estudantes internacionais a colocarem a si mesmos e a outros em riscos ao comparecerem às aulas presencialmente.

A Agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) anunciou na segunda-feira que não poderá permitir que alguns detentores de vistos de estudo continuem no país se seus cursos forem realizados online no próximo semestre, um anúncio que surpreendeu as instituições acadêmicas e as forçou a revisar suas diretrizes.

A Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) entraram com uma ação contra as novas regras na quarta-feira, argumentando que elas não parecem levar em consideração a saúde dos estudantes e funcionários e provocariam o caos nas universidades e faculdades por todo o país.

O sistema da Universidade da Califórnia também anunciou na quarta-feira que planejava entrar na Justiça contra o decreto.

A Califórnia tinha quase 162 mil estudantes estrangeiros em 2019, segundo um relatório do Departamento de Estado e do Instituto Internacional de Educação.

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Irmã de Kim Jong-un diz que nova cúpula com os EUA é improvável em 2020

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Kim Yo Jong afirmou que a Coreia do Norte não tem a intenção de ameaçar os Estados Unidos e que “uma coisa surpreendente ainda pode acontecer”

Nesta quinta, Pompeo disse estar “muito esperançoso” com a retomada das conversas com a Coreia do Norte (Imprensa da Cúpula Coreana//Reuters)

Kim Yo Jong, a irmão do líder da Coreia do Norte, disse que uma nova cúpula com os Estados Unidos seria útil somente para Washington a esta altura, acrescentando que o país não tem intenção de “ameaçar os EUA”, de acordo com a mídia estatal.

Ela disse que, em sua opinião, é improvável haver outra cúpula entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente norte-americano, Donald Trump, neste ano, mas que “uma coisa surpreendente ainda pode acontecer”, relatou a agência de notícias KCNA nesta sexta-feira.

Na quinta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse estar “muito esperançoso” com a retomada das conversas de desnuclearização com a Coreia do Norte e pareceu deixar aberta a possibilidade de outra cúpula entre os líderes dos dois países.

Os comentários de Kim Yo Jong vieram um dia depois de Stephen Biegun, vice-secretário de Estado norte-americano a cargo da Coreia do Norte, finalizar três dias de reuniões em Seul, onde rejeitou as especulações segundo as quais estaria tentando se reunir com autoridades norte-coreanas durante sua visita, mas disse que sua nação está disposta a conversar.

Comunicados norte-coreanos recentes refutaram a ideia de novas conversas, e Kim reiterou as objeções de Pyongyan ao que vê como políticas hostis e oportunistas dos EUA.

“Gostaríamos de deixar claro que isso não significa necessariamente que a desnuclearização não é possível”, disse Kim Yo Jong. “Mas o que queremos dizer é que não é possível nesta altura”.

Seus comentários adotaram um tom algo mais suave do que declarações anteriores, e ela até observou que recebeu uma permissão especial para ver gravações das comemorações recentes do Dia da Independência de 4 de julho nos EUA.

“Não temos a menor intenção de representar uma ameaça aos EUA… tudo correrá tranquilamente se eles nos deixarem em paz e não nos provocarem”, acrescentou.

Kim disse que não ficou claro se mensagens conflitantes de engajamento e pressão de Trump e seus assessores são “um esquema intencional ou um resultado do controle frouxo do presidente sobre o poder”.

Ela disse que seu irmão a instruiu a transmitir cumprimentos a Trump e lhe desejar sucesso no trabalho.

Mas mesmo que o relacionamento entre os líderes seja bom, Washington voltará a ser hostil, e a Coreia do Norte precisa formular suas políticas se preparando para outros líderes que não Trump, disse Kim.

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segunda-feira, 13 de julho de 2020

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