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Coronavírus: avanço de casos em regiões de média e baixa renda é 6 vezes maior que em áreas nobres do DF

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Comparando dados entre 11 de abril e 11 de maio. Nos dois grupos mais pobres, número saltou 1.264%. Nas regiões de alta renda, alta foi de 185%.

Samambaia, região do grupo de média-baixa renda do DF, concentra 3ª maior número de infectados pelo coronavírus — Foto: TV Globo/Reprodução

Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) apontam que os casos de coronavírus nas regiões de menor renda da capital do país cresceram de 51 para 696 em 30 dias – uma alta de 1.264%. O percentual do avanço da doença nesses locais é seis vezes maior que nas áreas mais ricas de Brasília, onde o total passou de 166 para 337 neste período, ou seja, 185%.

O G1 analisou a trajetória dos registros de coronavírus utilizando boletins da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que detalha a região de residência dos infectados. A comparação foi entre os números divulgados na noite de segunda-feira (11), e os registros de 11 de abril.

Em um mês, as confirmações de Covid-19, doença causada pelo coronavírus, saltaram de 592 casos para 2,8 mil.

Avanço do coronavírus nas regiões do DF
Registros de 11 de abril a 11 de março, por grupo de renda
Baixa rendaMédia-baixa rendaMédia-altaAlta renda11 de abril11 de maio0200400600800

11 de abril
● Média-alta: 186
Fonte: Secretaria de Saúde do DF

Segundo especialista ouvido pela reportagem, a maioria dos casos registrados em áreas nobres ocorre devido às características do início da pandemia – de casos importados do exterior – além “do acesso aos testes” (saiba mais abaixo).

Os grupos de renda foram separados com base na mais recente Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), de 2018, realizada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal:

  • Renda alta
    Média domiciliar de R$ 15.622
    De 308 casos para 651casos (+ 111%)
  1. Plano Piloto
  2. Jardim Botânico
  3. Lago Norte
  4. Lago Sul
  5. Park Way Sudoeste/Octogonal
  • Renda média-alta
    Média domiciliar de R$ 7.266
    De 186 casos para 757 casos (+ 307%)
  1. Águas Claras
  2. Candangolândia
  3. Cruzeiro
  4. Gama
  5. Guará
  6. Núcleo
  7. Bandeirante
  8. Sobradinho
  9. Sobradinho II
  10. Taguatinga
  11. Vicente Pires
  • Renda média-baixa
    Renda domiciliar média de R$ 3.101
    De 46 casos para 585 casos (+ 1.171%)
  1. Brazlândia
  2. Ceilândia
  3. Planaltina
  4. Riacho Fundo
  5. Riacho Fundo II
  6. SIA
  7. Samambaia
  8. Santa Maria
  9. São Sebastião
  • Renda baixa
    De 5 casos para 111 casos (+ 2.120%)
    Renda domiciliar média de R$ 2.472
  1. Fercal
  2. Itapoã
  3. Paranoá
  4. Recanto das Emas
  5. SCIA–Estrutural
  6. Varjão

Ranking por região

Fila de moradores de Samambaia Norte, no DF, na fila de loteria na região — Foto: TV Globo/Reprodução

Fila de moradores de Samambaia Norte, no DF, na fila de loteria na região — Foto: TV Globo/Reprodução

No dia 11 de abril, as regiões de alta e média renda ocupavam os nove primeiros lugares no ranking de regiões com maior número de casos de coronavírus no Distrito Federal. Um mês depois, três regiões dos dois grupos mais pobres do DF ocupavam 3º, 6º e 9º posição. Veja abaixo:

Casos de coronavírus no DF entre 11 de abril e 11 de maio

12 de abril 12 de maio
REGIÃO CASOS REGIÃO CASOS
1º – Plano Piloto 166 1º Plano Piloto 337
2º Águas Claras 64 2º Águas Claras 223
3º Lago Sul 62 3º Samambaia 139
4º Sudoeste 40 4º Guará 131
5º Guará 36 5º Taguatinga 129
6º Vicente Pires 21 6º Ceilândia 128
7º Taguatinga, Lago Norte, Gama 19 cada 7º Lago Sul 118
8º Samambaia e Ceilândia 16 cada 8º Gama 95
9º Jardim Botânico 13 9º Planaltina 89
10º Sobradinho I 12 10º Sudoeste 74
11º Cruzeiro e Park Way 8 cada 11º São Sebastião 69
12º Santa Maria 7 12º Santa Maria 68
13º Núcleo Bandeirante 6 13º Sobradinho I 65
14º São Sebastião 4 14º Jardim Botânico 50
15º Planaltina e Paranoá 2 cada 15º Vicente Pires 48
16º Recanto das Emas, Itapoã, 1 cada 16º Riacho Fundo I 46
Varjão, Riacho Fundo I e 17º Recanto das Emas 42
Sobradinho II 18º Lago Norte 41
19º Park Way 31
20º Brazlândia 28
21º Scia (Estrutural) e Paranoá 27 cada
23º Cruzeiro 26
24º Núcleo Bandeirante 20
25º Riacho Fundo II 16
26º Itapoã 12
27º Candangolândia 11
28º Sobradinho 7
29º Varjão e SIA 2 cada
30º

Fonte: SES-DF

Mortes

Entre as mortes, o grupo de média-baixa renda lideram o ranking. Entre 11 de abril e 11 de maio foram 19 óbitos:

  • Ceilândia (inclui Sol Nascente): 7 mortes
  • Samambaia: 4 mortes
  • Riacho Fundo I: 3 mortes
  • Santa Maria: 3 mortes
  • Planaltina: 1 morte
  • São Sebastião: 1 morte

No grupo de renda média-alta foram 16 mortes no mesmo período:

  • Águas Claras: 5 mortes
  • Guará: 4 mortes
  • Gama: 4 mortes
  • Taguatinga: 2 mortes
  • Núcleo Bandeirante: 1 morte

Entre as regiões consideradas de alta renda, foram cinco mortes entre 11 de abril e 11 de maio:

  • Jardim Botânico: 2 mortes
  • Plano Piloto: 1 morte
  • Sudoeste/Octogonal: 1 morte
  • Lago Sul:1morte

Nas regiões de baixa renda, foram três mortes no mesmo período:

  • Recanto das Emas: 2 mortes
  • Scia (Estrutural): 1morte

Testagem

Teste coronavírus no DF.  — Foto:  Leopoldo Silva/Agência Senado

Teste coronavírus no DF. — Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O diretor científico da Sociedade de Infectologistas do DF José David Urbaéz, explicou ao G1 que os dados de coronavírus nas regiões de maior renda envolvem “o acesso a testes”. Segundo ele, quanto maior a renda, maior a facilidade de realizar a testagem.

“Aqui no DF, ainda tem a questão do teste em drive-thru, o que pressupõe poder aquisitivo. Essa população também tem mais acesso à testagem na rede privada”.

No Distrito Federal, a testagem em massa foi iniciada no dia 21 de abril, priorizando as regiões do Plano Piloto e Águas Claras. Nas semanas seguintes, houve a ampliação para regiões do grupo de média-baixa renda como Ceilândia, Planaltina e Gama.

Para o infectologista, o cenário influencia o resultado dos registros. “Nas regiões de baixa renda há questões da estrutura da casa em isolamento, que pode não ser adequada. Eles [os moradores] não conseguem ficar sem trabalhar. A propagação, neste caso, é mais expressiva”, explica.

O especialista ressalta ainda que a notificação dos casos da Covid-19 é diferente das demais doenças transmissíveis. “Quando se trata de Covid-19, estamos falando de casos confirmados, de pessoas que tiveram manifestação clínica moderada a grave. Assintomáticos, por exemplo, estão de fora”.

“O número de infectados certamente é maior que o de registros.”

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Coronavírus: DF tem mais cinco mortes confirmadas e chega a 625 óbitos; casos passam de 51,1 mil

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Boletim traz 447 novas infecções em relação à noite de quarta-feira (2). Ocupação de UTIs da rede privada chega a 93,27% .

Testes para Covid-19 no Distrito Federal — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou, no início da tarde desta quinta-feira (2), mais cinco mortes pelo novo coronavírus na capital. Com isso, o número de óbitos chega a 625.

Segundo a SES-DF, 54 vítimas moravam em outros estados, mas buscaram atendimento na capital. Conforme a secretaria, esses óbitos são contabilizados nas regiões de origem dos pacientes.

Segundo o boletim, 93,27% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para pacientes com Covid-19, em hospitais particulares, estão ocupados (veja mais abaixo). Já o número de contaminados chegou a 51.123, 447 a mais que o total contabilizado até quarta-feira (1º).

Perfil dos infectados

Segundo boletim da Secretaria de Saúde DF, a maioria dos pacientes é mulher (51,7%) e tem entre 30 e 39 anos.

Veja abaixo os casos por faixa etária:

  • Menor de 19 anos: 3,51 mil
  • 20 a 29 anos: 9,69 mil
  • 30 a 39 anos: 13,91 mil
  • 40 a 49 anos: 11,48 mil
  • 50 a 59 anos: 7,06 mil
  • Mais de 60 anos: 5,46 mil

UTIs particulares têm 93,27% de ocupação

Leitos de UTI do Hospital Regional de Samambaia, no DF — Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Leitos de UTI do Hospital Regional de Samambaia, no DF — Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde.

Segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, às 11h35 desta quinta-feira, 93,27% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para pacientes com Covid-19, em hospitais particulares, estavam ocupados.

Na rede pública, a taxa de ocupação era de 65,21%.

Números de leitos de UTI

  • Hospitais Privados:
  • 223 vagas/ 203 ocupadas
  • Hospitais públicos:
  • 503 vagas / 328 ocupadas
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Governo do DF libera reabertura total do comércio e volta das aulas presenciais

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Regra vale para restaurantes, bares, salões de beleza e academias; veja cronograma. Nesta semana, governador Ibaneis decretou situação de calamidade; taxa de ocupação em UTIs da rede pública chega a 65,2%.

Imagem aérea do Plano Piloto de Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

O governador Ibaneis Rocha (MDB) autorizou, nesta quinta-feira (2), a reabertura total do comércio e a volta das aulas presenciais em escolas e universidades das redes públicas e particulares no Distrito Federal. As atividades estavam suspensas desde o dia 11 de março.

Veja datas:

  • Academias: 7 de julho
  • Salões de beleza: 7 de julho
  • Bares e restaurantes: 15 de julho
  • Escolas e faculdades particulares: 27 de julho
  • Escolas e universidades públicas: 3 de agosto

A regra, no entanto, mantém suspenso o funcionamento de creches da capital, assim como a realização de eventos públicos, exceto os organizados em estacionamentos, no esquema drive-thru.

Apesar da série de flexibilizações no isolamento, a capital registrou no começo da tarde desta quinta (2), 625 óbitos pela Covid-19. Há um mês eram 160 vítimas – o índice de mortes representa um aumento de 290%. Nesta segunda (29), o governador decretou situação de calamidade pública .

O número de contaminados chega a 51.123. A taxa de ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para pacientes com o novo coronavírus atualmente é de 93,27% na rede privada e 65,21% na rede pública, segundo a Secretaria de Saúde.

Medidas de segurança

Para funcionar, os estabelecimentos devem seguir protocolos de segurança, como a garantia da distância mínima de dois metros entre as pessoas e o uso de equipamentos de proteção individual por funcionários. O uso de máscaras é obrigatório no DF desde o dia 30 de abril.

Salões de beleza, barbearias, esmalterias, centros de estática
O decreto determina que o atendimento deverá ser realizado por meio de agendamento, “para que não haja cliente na espera”. O horário de funcionamento deve seguir o estabelecido em alvará.

É obrigatório o uso de toalhas e lençóis individuais. Funcionários devem usar, além da máscara convencional, as chamadas Face Shield, que protegem todo o rosto.

Máscara do tipo face shield, DF — Foto: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Máscara do tipo face shield, DF — Foto: Moacir Evangelista/Sistema Fibra

Academias
Já nas academias, está proibido o funcionamento de bebedouros, chuveiros, assim como a realização de aulas coletivas. O estabelecimento também deve ser fechado de 1 a 2 vezes ao dia, por pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes.

Os centros de ginástica devem disponibilizar toalhas de papel e produto de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. Os espaços para exercícios também devem ser delimitados com fita para marcar a medida de distanciamento.

Bares e restaurantes
As mesas devem ser mantidas a uma distância de dois metros umas das outras, com limite de seis pessoas por mesa. Os locais deverão funcionar com 50% da capacidade autorizada no alvará de regulamentação.

Também está proibida a apresentação de shows ao vivo e, no caso de self-service, o restaurante deve oferecer luvas descartáveis de plástico ou guardanapos de papel para que os clientes se sirvam.

Escolas
Nos colégios, a regra determina que a direção programe os horários de intervalo, de entrada e de saída dos alunos. O distanciamento entre os estudantes deve ser seguido, assim como o uso obrigatório de máscara.

O texto recomenda ainda que as escolas particulares criem “esforços para que o retorno às aulas se dê de modo gradativo”. Pede também a redução no número de alunos e sugere aulas presenciais alternadas com ensino a distância

Para a rede pública, a Secretaria de Educação deverá criar um cronograma de retorno às aulas. Até esta quinta (2), o ensino é feito na modalidade a distância.

Situação de calamidade pública

O governador Ibaneis decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus.

A medida possibilita ainda a antecipação de benefícios sociais, a liberação de seguros e a prorrogação de pagamentos de empréstimos federais.

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Núcleo Bandeirante e Candangolândia voltam a ter coleta seletiva

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Além dessas duas RAs, o serviço atende Samambaia, Cruzeiro Velho, Santa Maria, Lago Norte, Varjão, São Sebastião e Riacho Fundo I e II

Na próxima segunda-feira (6), está previsto o retorno da cooperativa Recicla Mais Brasil que atende Paranoá e Itapoã. Foto: Arquivo/Agência Brasília

A partir desta quarta-feira, dia 1º de julho, os moradores do Núcleo Bandeirante e Candangolândia terão novamente a coleta seletiva na sua cidade. A responsável pela prestação do serviço é a cooperativa Renascer, que teve seu plano de segurança e prevenção de riscos aprovado pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde e pelo SLU.

Portanto, além do Núcleo Bandeirante e Candangolândia, o DF já está sendo atendido com a coleta seletiva em Samambaia, Cruzeiro Velho, Santa Maria, Lago Norte, Varjão, São Sebastião e Riacho Fundo I e II. Na próxima segunda-feira, dia 6 de julho, está previsto o retorno da cooperativa Recicla Mais Brasil que atende Paranoá e Itapoã.

Dessa forma, aos poucos, a coleta seletiva vai voltando a ser realizada no DF. O SLU e as cooperativas de catadores agora precisam mais do que nunca da participação de todos para que continuem separando seus recicláveis. No site do SLU o cidadão poderá conferir os dias e horários que o caminhão da coleta passa em sua região. O site é www.slu.df.gov.br.

*Com informações do SLU

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Riacho Fundo II “tapa” todos os buracos mapeados pela administração

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Com ajuda da população, mais de 270 solicitações foram atendidas somente neste ano 

Mais de 150 endereços foram mapeados e 40 toneladas de massa asfáltica foram utilizadas nas operações desde o dia 15 de junho. Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

O compromisso de zerar as solicitações de tapa-buraco por meio da Ouvidoria, solicitações da população e vistorias no Riacho Fundo II será concluído até esta sexta-feira (2). Mais de 150 endereços foram mapeados e 40 toneladas de massa asfáltica foram utilizadas nas operações desde o dia 15 de junho. Nesta quarta-feira (1º), os serviços de manutenção ocorrem para bater a meta nas Quadras 4 e 6. As ações melhoram a qualidade de vida dos moradores, além de darem mais fluidez ao trânsito.

De acordo com a Administração Regional do Riacho Fundo II, o serviço executado foi duas vezes superior ao estimado. A Ouvidoria informou que havia 273 pedidos relacionados a tapa-buracos e manutenção de vias públicas até junho.

A administradora Ana Maria da Silva fez visitas pela cidade para compreender melhor as necessidades. Numa delas os moradores da quadra QC 6 Conjuntos 9 e 10, solicitaram a manutenção da via. “Os buracos da rua faziam aniversário. Até sinalizei um deles, mas o sofrimento acabou”, comemorou o aposentado Expedito Ferreira de Lima, 71 anos.

Além das vias, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) sinalizou, entre janeiro e junho, cinco faixas de pedestre e 48 lombadas. E instalou 16 placas verticais. A partir da próxima semana, o Detran realizará mais serviços de sinalização. Ana Maria da Silva reconhece que ainda há trabalhos a serem concluídos.

Metas

A administração regional já foi premiada pelo desempenho da ouvidoria. Cinco servidores são responsáveis pelo mapeamento dos buracos e execução dos serviços. A participação da população é considerada fundamental. “Precisamos que as pessoas registrem as demandas na Ouvidoria do GDF. Para nossa administração não é um problema, temos o percentual de 98% de resolutividade”, declarou a administradora.

Responsabilidade

A diretora de Obras da Administração Regional, Ana Carolina Toledo, explica que a preparação para tapar os buracos é estratégica, porque a massa asfáltica utilizada é quente e depende de alguns fatores para ser manuseada. Quando ela esfria, por exemplo, não pode ser reutilizada. “Não podemos pedir um quantitativo sem antes ter a noção de quantos pontos vamos tapar. Não podemos desperdiçar a massa, ou o dia de trabalho” afirmou.

Serviço:

Para registrar pedidos de tapa-buracos, coleta de entulhos ou outra demanda, o morador pode ir na Administração Regional do Riacho Fundo II, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, ou ligar para o número 162. Outra opção é acessar o site da Ouvidoria do GDF.

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GDF já testou mais de 403 mil pessoas para Covid-19

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Os exames detectaram positivo para 36.142 testados

GDF testou 403 mil pessoas para Covid-19. Foto:Divulgação

Em pouco mais de três meses, a Secretaria de Saúde já viabilizou a testagem para detectar o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em 13% da população do Distrito Federal. Até a noite da última terça-feira (30), já haviam sido contabilizados 403.708 exames com 36.142 confirmações para a doença.

Entram nessa contagem os testes feitos por drive-thru, nas ações itinerantes em diversas localidades consideradas vulneráveis, nas feiras, no sistema prisional, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nos servidores da saúde de outros órgãos públicos, além dos exames feitos pelo Laboratório Central de Saúde do Distrito Federal (Lacen).

A rede pública de saúde disponibiliza dois tipos de testes disponibilizados pela rede pública de Saúde, o rápido, feito a partir da coleta de uma gota de sangue que detecta os anticorpos gerados pelo organismo para enfrentar o vírus, e o RT-PCR (swab nasal), que coleta material genético do nariz do cidadão.

Ao ultrapassar os 400 mil testes realizados, o DF alcançou os 13% da população estimada, que chega a 3.015.268 pessoas conforme o último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o secretário de Saúde, Francisco Araújo, a realização de testes é um instrumento importante na definição de estratégias para retomada das atividades econômicas e sociais do Distrito Federal, de forma gradual e segura. “Alcançar 13% da população testada é um feito para poucas Unidades da Federação e serve para tranquilizar as pessoas, pois mostra que o combate a pandemia tem ocorrido de forma eficiente”, destacou.

Somente entre os profissionais da Secretaria de Saúde, 41.538 pessoas foram testadas até 26 de junho, entre servidores efetivos (39.192) e terceirizados (2.346). No total, 1.105 tiveram resultado positivo para Covid-19, o que representou 2,6% dos casos da doença entre os servidores e 2,42% dos terceirizados – dentro da margem esperada pelos gestores.

Modalidades

Para ampliar as testagens em massa na população, a Secretaria de Saúde criou desde abril algumas modalidades de testes para Covid-19.

A primeira foi pelo sistema drive-thru, que começou em 21 de abril. Foram 227.422 testes aplicados em locais que apresentaram a maior incidência do novo coronavírus. No período, 18.309 casos positivos foram encontrados.

Através da testagem itinerante, os testes se estenderam para as áreas consideradas mais vulneráveis entre os dias 20 de maio e 12 de junho. Foram 37 regiões onde 33.061 pessoas foram testadas, por não terem condições de fazerem os exames em postos drive-thru. Assim, 2.231 novos casos da doença foram encontrados.

Para detectar o vírus nos trabalhadores das feiras do Distrito Federal, equipes da Secretaria de Saúde têm feito a triagem entre os feirantes com sintomas gripais. Até o momento, 995 pessoas foram encaminhadas às UBSs e testadas para verificar se estavam com a Covid-19. Desses, a doença foi confirmada em 59 feirantes.

O balanço dessas três modalidades pode ser visualizado aqui.

As ações também foram ampliadas para grupos de risco como abrigados e pessoas privadas de liberdade. Atualmente, a Secretaria de Saúde aumentou a oferta de testes da Covid-19, que passaram a ser feitos, desde a última segunda-feira (29), em todas as 172 Unidades Básicas de Saúde do Distrito Federal.

O brasiliense que estiver com sintomas da doença causada pelo novo coronavírus deve procurar a UBS mais próxima de sua residência, onde será acolhido e poderá fazer o teste de acordo com a avaliação da equipe de enfermagem, ou médica.

A população do DF também conta com o TeleCovid pelos telefones 190 (Polícia Militar), 193 (Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

Histórico

A pandemia causada pelo novo coronavírus tem mobilizado governos e autoridades sanitárias para a produção de respostas oportunas e em tempo adequado para contenção da progressão da doença e redução das consequências.

Em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o evento como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, conforme estabelece o Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005). O Ministério da Saúde, por sua vez, declarou em 20 de março de 2020 o estado de transmissão comunitária da doença.

Em 28 de Fevereiro de 2020, por meio do Decreto Nº 40.475, foi declarada situação de emergência no âmbito do Distrito Federal. Na capital, a pandemia teve início na segunda quinzena de fevereiro, tendo sido confirmado o primeiro caso em 5 de março.

O GDF mantém o monitoramento sistemático das ações, bem como da evolução dos quadros, para garantir o nível de resposta adequado e a adoção das medidas de combate.

Em 9 de abril, por exemplo, foi elaborado o primeiro Plano de Implementação de Testagem para Detecção do Coronavírus, priorizando, naquele momento, os profissionais da Saúde e da Segurança Pública.

* Com informações Secretaria de Saúde

 

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Auxílio emergencial começa a ser pago para nascidos em maio e junho

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Caixa começa a pagar nesta quarta-feira (1) parcelas do benefício para trabalhadores do 1º, 2º e 4º lote

Calendário de crédito e saque termina no dia 19 de setembro (Caixa/Reprodução)

A Caixa começa a pagar nesta quarta-feira (1) o auxílio emergencial para trabalhadores nascidos em maio e junhp incluídos no primeiro, segundo e quarto lote do benefício.

O banco está pagando a primeira parcela do auxílio para o 4º lote de trabalhadores, a 3º parcela para o 1º lote de trabalhadores e a 2º parcela para o 2º lote de trabalhadores.

No pagamento da terceira parcela do auxílio ao lote 1, beneficiários que receberam a primeira parcela até o dia 30 de abril e não fazem parte do calendário do Bolsa Família, a Caixa disponibilizará mais R$ 19,7 bilhões para 31 milhões de pessoas.

Já o pagamento da segunda parcela do auxílio para o lote 2 de trabalhadores (crédito da parcela 1 realizado entre 16/5 e 29/5) irá atingir 8,7 milhões de beneficiários, que receberão um montante de R$ 5,5 bilhões em benefícios.

O banco creditará o quarto lote da parcela 1 do auxílio emergencial para 1,1 milhão de beneficiários. No total, a Caixa disponibilizará, no lote 4, cerca de  R$ 700 milhões.

Veja abaixo o calendário de crédito em conta digital:

Calendário do auxílio - Crédito digital lote 1, 2 e 4

Calendário do auxílio – Crédito digital lote 1, 2 e 4 (Caixa/Reprodução)

O calendário de crédito e saque termina no dia 19 de setembro e não inclui apenas a segunda parcela para o lote 3 (trabalhadores que já receberam a primeira parcela no mês de junho), mas logo esse lote também será adicionado ao grupo. A expectativa é que estes trabalhadores recebam o pagamento nesta semana.

Mesmo para quem indicou contas em outros bancos o recebimento inicial do valor será pela conta poupança social digital. Foi uma forma de o banco evitar aglomerações nas agências antes do período para saques, pois muitas pessoas mandavam dinheiro para contas da Caixa e sacavam no banco.

O beneficiário que recebe pela poupança social digital pode emitir o cartão de débito virtual para compras pela internet em sites e aplicativos que aceitam débito. A emissão do cartão é gratuita e a compra é debitada diretamente da conta, sem precisar sair de casa.

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