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Coreia do Sul retoma aulas online após avanço do coronavírus

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Autoridades anunciaram que as aulas em Seul de outras duas províncias devem ser realizadas de forma remota até 11 de setembro

Coreia do Sul: as aulas online vão começar nesta quarta-feira (Kyodo News / Colaborador/Getty Images)

A Coreia do Sul determinou nesta terça-feira (25) a todos os centros de ensino que de Seul e sua região que retomem as aulas online devido ao aumento de casos de coronavírus.

As autoridades anunciaram que as aulas das escolas de Seul e de Incheon, assim como as da província de Gyeonggi, próxima da capital, voltarão ao formato virtual a partir de quarta-feira e devem prosseguir assim até 11 de setembro.

“O surgimento preocupante desde agosto de um enorme número de contágios se traduz em infecções de nossos alunos e de funcionários, quase 200 pessoas nas últimas duas semanas”, afirmou a ministra da Educação, Yoo Eun-hae.

Apenas os alunos do Ensino Médio que deverão fazer as provas de acesso às universidades no início de dezembro poderão continuar com as aulas presenciais.

Até o início do mês, a Coreia do Sul conseguiu controlar a epidemia graças a uma estratégia de exames de diagnóstico em larga escala e rastreamento dos contatos das pessoas infectadas.

O país enfrenta nas últimas semanas, porém, uma aceleração da epidemia, após a detecção de vários focos de contaminação, a maioria relacionados com igrejas protestantes.

Nesta terça-feira, as autoridades anunciaram 280 novos casos de COVID-19, que elevaram o balanço nacional desde o início da epidemia em fevereiro a 17.945 infecções.

Este é o 12º dia consecutivo com um número de contágios superior a 100, depois de várias semanas com um balanço diário de entre 30 e 40 novos casos.

A maioria dos novos casos de coronavírus foi registrada na Grande Seul, região em que vive metade da população do país, de 51 milhões de habitantes.

Na semana passada, as autoridades anunciaram medidas mais restritivas em Seul e sua região. No domingo as normas foram ampliadas para todo o país.

O país fechou discotecas, museus e bares de karaoke. Também proibiu as concentrações religiosas e os eventos esportivos voltaram a acontecer sem a presença de torcedores.

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Incêndio gigantesco destrói fábrica histórica na Rússia

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Construída por um industrial inglês no século XIX, esta planta foi, por muito tempo, uma das grandes fábricas têxteis da Rússia e da URSS

(crédito: Olga MALTSEVA / AFP)

Um incêndio gigantesco devastou, nesta segunda-feira (12), uma fábrica histórica em São Petersburgo, com enormes chamas e colunas de fumaça subindo do icônico edifício na antiga capital imperial russa.

Ainda não há informações sobre a origem do incêndio, que os bombeiros continuam a combater e que afetou mais de 10.000 m² da “Fábrica Nevski”, um grande complexo em tijolos vermelhos, parte do qual ainda é usado para fins industriais.

Construída por um industrial inglês no século XIX, esta planta foi, por muito tempo, uma das grandes fábricas têxteis da Rússia e da URSS.

Fontank.ru, um site local de notícias, divulgou imagens impressionantes gravadas por um drone que sobrevoou a instalação, mostrando várias partes do local totalmente devastadas pelo fogo. As chamas eram visíveis desde o centro histórico da cidade.

Uma parte do complexo – presente na lista dos monumentos históricos da região – continua dedicada a esta atividade, enquanto o restante está abandonado, ou alugado para lojas comerciais.

Um bombeiro que participava das operações morreu, e outros dois ficaram feridos, informou o Ministério de Situações de Emergência à AFP.

De acordo com os serviços de resgate, a condição dos feridos, que foram hospitalizados, é grave. Segundo o Ministério de Situações de Emergência, entre 40% e 50% de seus corpos sofreram queimaduras.

O incêndio fez o telhado de parte dos prédios desabar e devorou algumas árvores próximas aos prédios, observaram jornalistas da AFP. Cerca de 350 bombeiros participam das operações.

O ministério russo disse que 40 pessoas foram evacuadas da fábrica, localizada a sudeste de São Petersburgo. O comitê de investigação abriu uma investigação por homicídio culposo.

De acordo com a agência pública de notícias TASS, em fevereiro, foram realizadas fiscalizações nas instalações, que trouxeram à tona inúmeras violações, como a ausência de sistemas de alarme, ou de extinção automática de incêndios.

“Foram constatadas violações bastante graves”, disse uma fonte citada pela TASS, acrescentando que, após a visita, foi aberto um processo criminal.

Explosões acidentais, ou incêndios, são relativamente frequentes na Rússia, pois várias infraestruturas são muito antigas e não cumprem as normas de segurança.

Em dezembro, 11 pessoas morreram em um incêndio em um lar para idosos na região de Ural.

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OMS alerta que pandemia está em ‘ponto crítico’, principalmente na Ásia

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O contraste mostra o panorama variável da pandemia, com países como o Reino Unido, com a campanha de vacinação muito avançada, e outros onde a imunização mal teve início

(crédito: AFP / SILVIO AVILA)

A pandemia de covid-19 entrou em uma fase “crítica” com o aumento dos casos apesar das restrições e das campanhas de vacinação, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (12), com recordes no sul da Ásia, onde se intensificam as medidas para conter o vírus.

Por outro lado, os ingleses retornaram aos espaços abertos dos pubs e aos salões de beleza, depois de passar o inverno (hemisfério norte, verão no Brasil) em confinamento pela pandemia que, do outro lado do mundo, afeta com força a Índia, que nesta segunda-feira se tornou o segundo país com mais contágios ao superar o Brasil.

O contraste mostra o panorama variável da pandemia, com países como o Reino Unido, com a campanha de vacinação muito avançada, e outros onde a imunização mal teve início.

Mais de 2,9 milhões de pessoas morreram no planeta vítimas da covid-19, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

A OMS alertou nesta segunda-feira que a pandemia está em um “ponto crítico (…), crescendo exponencialmente”, mas que poderia ser controlada “em alguns meses” se as medidas adequadas forem tomadas.

A Índia (1,3 bilhão de habitantes) registrou um rápido aumento de infecções nas últimas semanas e o número de casos alcançou 13,5 milhões, acima dos 13,48 milhões do Brasil.

“Todo o país foi complacente: permitimos concentrações sociais, religiosas e políticas”, declarou à AFP Rajib Dasgupta, professor de Saúde da Universidade Jawaharlal Nehru. “Ninguém faz fila para o distanciamento social”, afirmou.

Em Bangladesh, a situação também é preocupante. A partir de quarta-feira e durante oito dias os prédios públicos permanecerão fechados, com a paralisação do transporte internacional e doméstico, depois que as infecções por covid-19 multiplicaram por sete em um mês.

Os estabelecimentos comerciais permanecerão fechados, com exceção do setor de alimentação.

Não há outra alternativa para frear a onda de covid-19″, disse Farhad Hossain, ministro adjunto da Administração Pública, antes do anúncio da medida. Bangladesh, com 160 milhões de habitantes, tem o balanço de 685.000 contágios e quase 10.000 mortes.

– Esperança –
Em outras partes do mundo há motivos para esperança.

A partir desta segunda-feira, os ingleses podem comparecer às áreas abertas dos pubs e restaurantes, uma medida bem recebida pelo setor, apesar do frio.

“Tenho certeza que será um grande alívio para os donos de negócios que ficaram fechados durante tanto tempo, e para todos os demais é a oportunidade de voltar a fazer algumas coisas que apreciávamos e que perdemos”, afirmou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

O Reino Unido, que adotou o terceiro confinamento no início de janeiro (e algumas regiões como Londres desde meados de dezembro), registra uma situação de saúde muito melhor.

Atualmente tem menos de 3.000 casos e menos de 50 mortes por dia. Os pacientes internados em hospitais não chegam a 3.000, contra quase 40.000 no pior momento de janeiro.

Quase 60% da população já recebeu a primeira dose da vacina e as autoridades preveem que todos os adultos devem receber uma dose até o fim de julho.

A meta está mantida, apesar das preocupações com os possíveis riscos de trombose vinculados à vacina da AstraZeneca, que ficará reservada às pessoas com mais de 30 anos por precaução.

– Ramadã –
Milhões de fiéis muçulmanos iniciam esta semana o jejum sagrado do Ramadã, um dos cinco pilares do islã. Durante este mês devem abster-se de comer e beber do amanhecer ao entardecer.

Neste período acontecem reuniões e os fiéis comparecem às mesquitas, mas tes ano as autoridades adotaram restrições e pediram que as pessoas rezem em casa.

Na Arábia Saudita, apenas as pessoas vacinadas contra a covid-19 poderão participar na umrah, a pequena peregrinação à Meca, a partir do começo do Ramadã.

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Agente que atirou em jovem em Minneapolis diz que confundiu arma com taser

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Segundo o comandante, o tiro que matou o jovem foi acidental

(crédito: Kerem Yucel / AFP)

O agente que atirou no domingo (11) em um jovem negro nos subúrbios de Minneapolis confundiu sua pistola elétrica de imobilização com sua arma de fogo, segundo um comandante da polícia nesta segunda-feira (12).

O policial pegou sua pistola no lugar do taser”, disse Tim Gannon, o comandante da polícia da cidade de Brooklyn Center em uma coletiva de imprensa. “Foi um tiro acidental que resultou na trágica morte” de Daunte Wright.

 

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Merkel apoia ideia de “confinamento nacional curto” na Alemanha

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O número de pacientes em UTIs “aumentou 5% em um dia”, advertiu a porta-voz do governo

(crédito: AFP / POOL / Markus Schreiber)

A chanceler Angela Merkel é favorável à aplicação de um “confinamento corto e uniforme” em toda Alemanha, para frear o aumento dos contágios por covid-19, afirmou nesta quarta-feira (7/4) a porta-voz do governo.

“O sistema de saúde está submetido a uma pressão ameaçadora”, advertiu Ulrike Demmer em uma entrevista coletiva. “Por isto se justificam os pedidos de um confinamento curto e uniforme”, afirmou a porta-voz.

O número de pacientes em UTIs “aumentou 5% em um dia”, advertiu a porta-voz do governo.

A taxa de incidência de sete dias alcançou na quarta-feira 110,1 na Alemanha, com 9.677 casos registrados oficialmente e 298 mortes em 24 horas, segundo o Instituto Robert Koch de vigilância sanitária.

“Precisamos de uma incidência inferior a 100”, argumentou Demmer, antes de alertar que os dados atuais provavelmente são parciais devido ao fim de semana prolongado da Páscoa.

Um dos possíveis candidatos a suceder a chanceler, o líder do partido conservador CDU, Armin Laschet, defendeu nos últimos dias um confinamento de “duas ou três semanas” para reduzir a taxa de incidência até que a campanha de vacinação tenha efeito.

Mas ele não explicou as modalidades do eventual confinamento, especialmente no que diz respeito a possíveis novos fechamentos de escolas e creches.

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Deputados birmaneses entregarão à ONU relatório sobre violações dos direitos humanos

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Desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro foram contabilizados quase 2.700 pessoas detidas e muitas que estão desaparecidas

(crédito: Handout / FACEBOOK / AFP)

Um grupo de deputados depostos do partido de Aung San Suu Kyi entregarão à ONU dezenas de milhares de provas de violações dos direitos humanos “em larga escala” em Mianmar, enquanto o comandante da junta militar prometeu resolver a crise “democraticamente”.

Quase 600 civis, incluindo mais de 40 crianças e adolescentes, morreram vítimas da repressão desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro, que derrubou o governo de Suu Kyi, segundo a Associação de Assistência a Presos Políticos (AAPP).

Desde o golpe, quase 2.700 pessoas foram detidas e muitas estão desaparecidas – as famílias e os advogados não têm notícias

“Nosso comitê recebeu 180.000 elementos (…) que mostram violações em larga escala dos direitos humanos por parte dos militares”, afirmaram os deputados do Comitê para a Representação da Pyidaungsu Hluttaw (CRPH, na sigla em inglês), o nome do Parlamento birmanês.

As denúncias incluem execuções extrajudiciais, torturas e detenções ilegais.

As provas serão enviadas ao mecanismo de investigação independente sobre Mianmar da ONU, indicou o CRPH, formado por deputados destituídos da Liga Nacional para a Democracia (LND), partido de Aung San Suu Kyi, que entraram na clandestinidade.

Nesta quarta-feira aconteceu uma reunião sobre o tema, tuitou o dr. Sasa, enviado especial do CRPH para a ONU.

– “Crimes contra a humanidade” –
O principal especialista independente com mandato da ONU, Tom Andrews, já havia denunciado prováveis “crimes contra a humanidade” em meados de março.

O comandante da junta, Min Aung Hlaing, declarou que resolverá a crise “de forma democrática”, de acordo com declarações publicadas pelo jornal Global New Light of Myanmar, controlado pelo Estado.

O movimento de desobediência civil, com dezenas de milhares de trabalhadores em greve contra o regime militar, “pretende destruir o país (…) paralisando o funcionamento de hospitais, escolas, estradas, escritórios e fábricas”, disse.

O general citou apenas 248 mortes entre os manifestantes desde o golpe e afirmou que 16 soldados faleceram nos protestos – outros 260 ficaram feridos.

Ao mesmo tempo, as forças de segurança prosseguem com a violenta repressão.

Pelo menos três pessoas morreram depois que foram atingidas por tiros e várias ficaram feridas nesta quarta-feira na cidade de Kalay (noroeste). O exército abriu fogo contra os manifestantes que estavam escondidos atrás de barricadas improvisadas.

Os militares “utilizaram lança-foguetes e o número de vítimas pode ser maior”, disse à AFP um membro da associação Women For Justice, que não revelou sua identidade por temer represálias.

O acesso à internet permanece bloqueado para a maior parte da população desde que a junta ordenou a suspesnsão dos dados móveis e as conexões wifi.

Mais de 100 personalidades – cantores, modelos, jornalistas – têm ordens de detenção pela acusação de difundir informações que poderiam provocar motins nas Forças Armadas.

“Quando não encontra as pessoas que procuram o exército toma os parentes como reféns”, afirmou a AAPP. “Muitas pessoas são assassinadas durante os interrogatórios”, completou a ONG.

Apesar da violência, a mobilização pró-democracia não perde força.

Em Mandalay, segunda maior cidade do país, os grevistas protestaram nesta quarta-feira e fizeram o gesto com três dedos, um símbolo da resistência e retirado da série de livros e filmes “Jogos Vorazes”.

Além disso, vários grupos étnicos armados declararam apoio ao movimento pró-democracia.

Mas os generais ignoram as críticas e se aproveitam das divisões da comunidade internacional.

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Imprensa da Jordânia acata ordem de silêncio sobre suposto complô contra o rei

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Na terça-feira o procurador Hassan al Abdalat, proibiu a publicação de qualquer informação relativa à investigação “dos serviços de segurança sobre o príncipe Hamza e outros”

(crédito: KHALIL MAZRAAWI)

O suposto complô contra a monarquia jordaniana, protagonizado pelo príncipe Hamza, meio-irmão do rei Abdullah II, desapareceu completamente da imprensa local nesta quarta-feira (7/4), um dia depois de uma ordem que proibiu a publicação de informações sobre a investigação do caso.

Em uma tentativa de acabar com o episódio inédito na história do reino, que abalou profundamente os jordanianos, o procurador de Amã, Hassan al Abdalat, proibiu na terça-feira (6/4) a publicação de qualquer informação relativa à investigação “dos serviços de segurança sobre o príncipe Hamza e outros”.

Depois de ocupar durante três dias as manchetes, os jornais não publicaram nada nesta quarta-feira (7/4)  sobre o “complô” para desestabilizar o trono nem fizeram qualquer referência sobre “a camarilha” que tentou abalar a segurança do reino. Tampouco mencionaram a detenção dos supostos conspiradores.

A visita do chanceler saudita Faisal Bin Farhan, que transmitiu uma mensagem de apoio do rei Salman, a proibição de informar sobre o tema e a epidemia de covid-19 eram os principais temas dos jornais.

Para Mustafah al-Riyalat, chefe de redação do jornal estatal Ad-Dustour, o silêncio da imprensa se justifica porque o assuntou “chegou ao fim”.

“Graças a Deus as coisas voltaram ao normal”, declarou à AFP.

“Todos os jordanianos agora estão tranquilos, como se nada tivesse acontecido”, completou para explicar o silêncio da imprensa, embora admita que esta não é a única razão.

“Existe a decisão do procurador de proibir a publicação de qualquer assunto relacionado com o príncipe Hamza”, disse.

“Também de publicar sobre os detidos. Devemos esperar um anúncio oficial sobre o tema antes de publicar”, explicou.

O príncipe Hamza negou as acusações das autoridades sobre sua participação em uma tentativa de sedição e na segunda-feira (5/4) anunciou que era leal ao rei Abdullah II.

“Uma solução foi alcançada dentro da família real”, opinou Ahmed Awad, diretor do Centro Phenix de Estudos Econômicos e Informáticos.

“Mas a verdadeira crise política não terminou e continuará até que sejam adotadas reformas democráticas”, completou.

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terça-feira, 13 de abril de 2021

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