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‘Contaminada’ pela crise do BTG, Brasil Pharma volta a despencar na Bovespa

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Ações da rede de drogarias, da qual o banco tem fatia de 37%, caem 19% nesta terça depois de um tombo de quase 25% no dia anterior

Depois de despencarem na segunda-feira, as ações da rede de drogarias Brasil Pharma voltaram a registrar fortes perdas nesta terça. No fim da manhã, os papéis da empresa estavam em baixa de quase 19% na Bovespa. No dia anterior, a queda ficou perto de 25%.

A BR Pharma é mais uma empresa “contaminada” pela crise de confiança que assola o banco desde a prisão de seu ex-presidente e ex-controlador, André Esteves. O banqueiro é acusado de obstrução da Justiça nas investigações da Operação LavaJato, que apura uma rede de corrupção em contratos com a Petrobras. A rede de drogarias tem o BTG como sócio. A fatia do banco na empresa é de 37%.

O BTG Pactual tem tido resultados mistos na reestruturação da rede de drogarias, que já dura dois anos. Em 12 de novembro, a empresa vendeu a unidade deficitária Mais Econômica por 44 milhões de reais, o que fontes próximas à companhia disseram que vai ajudar a conter prejuízos.

A BR Pharma teve prejuízo líquido de 420 milhões de reais nos primeiros nove meses do ano. A rede está seguindo adiante com um plano de oferta de ações que pode levantar até 600 milhões de reais com investidores.

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Confiança do consumidor da zona do euro cai a -17,6 em novembro

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Economistas ouvidos pela Reuters esperavam queda para -17,7

Consumidores caminham em frente a entrada de shopping na cidade de Konstanz, na Alemanha 16/10/2020 REUTERS/Arnd Wiegmann (Arnd Wiegmann/Reuters)

A confiança do consumidor na zona do euro caiu 2,1 pontos em novembro em relação ao número de outubro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira.

A Comissão Europeia informou que uma estimativa preliminar mostrou que a confiança consumidor da zona do euro caiu para -17,6 neste mês, de -15,5 em outubro.

Economistas ouvidos pela Reuters esperavam queda para -17,7.

Na União Europeia (UE), o sentimento do consumidor caiu 2,2 pontos, para -18,7.

 

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Safra de soja do Brasil ainda pode ser recorde apesar da seca

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Embora o início da temporada tenha sido “muito atípico”, o Brasil ainda pode ter safra maior do que em 2019-20, quando colheu 125 milhões de toneladas

AgRural prevê safra de 132,2 milhões de toneladas (Alexis Prappas/Exame)

Apesar da seca agravada pelo evento climático La Niña, a próxima safra de soja do Brasil ainda pode ser recorde devido ao aumento da área plantada.

O clima seco atípico no país ajudou a elevar os preços da soja para o maior nível em seis anos, em meio à preocupação de redução da oferta justo quando a China acelera as compras. Mas analistas e agricultores dizem que ainda há tempo de melhora das condições da safra.

Embora o início da temporada tenha sido “muito atípico”, o Brasil ainda pode ter safra maior do que em 2019-20, quando o maior exportador mundial colheu 125 milhões de toneladas, segundo Daniele Siqueira, analista da AgRural.

Safra de soja do Brasil ainda pode ser recorde apesar da seca

A empresa prevê safra de 132,2 milhões de toneladas, segundo projeções baseadas na linha de tendência de produtividade, e um aumento de área plantada de 3,6%. A AgRural vai aguardar o comportamento do clima nas próximas semanas para fazer ajustes. Com a maior parte dos grãos germinando e em fase vegetativa, há tempo para a recuperação.

Segundo a analista, as chuvas de dezembro e janeiro vão determinar a safra.

Os atrasos no plantio podem resultar em uma colheita tardia e levar a China a comprar soja dos Estados Unidos por mais tempo do que o normal no início de 2021.

Greg Morris, presidente da divisão Ag Services and Oilseeds da Archer-Daniel-Midland, disse que ainda há oportunidade de uma “boa safra” no Brasil. Ele acredita que a transição vai acontecer em algum momento na metade do primeiro trimestre, de um foco na exportação dos EUA para um foco na exportação do Brasil, disse.

Chuvas irregulares

As chuvas têm sido irregulares na região Centro-Oeste, e o clima também está seco no Sul. Essas condições climáticas causaram um atraso atípico na semeadura, mas, mesmo plantada, a soja não tem recebido chuvas suficientes para o desenvolvimento adequado nas principais regiões de cultivo, o que levou alguns agricultores a replantar.

Antonio Galvan, presidente da Aprosoja de Mato Grosso, disse é muito cedo para prever perdas, mas o problema existe e é “enorme”, disse. Para Galvan, será difícil alcançar produtividade semelhante em comparação com a temporada passada, quando o estado atingiu recorde.

No Mato Grosso, chuvas irregulares e abaixo da média não têm sido suficientes para garantir o desenvolvimento regular das lavouras, segundo Alexandre Inácio, diretor da ARC Mercosul, braço da AgResource, de Chicago, que prevê safra de 130 milhões de toneladas.

Situação semelhante é observada no Sul. No Paraná, onde o plantio está quase concluído, as condições da safra se deterioraram, enquanto no Rio Grande do Sul os agricultores não puderam continuar a semeadura devido à baixa umidade do solo. O plantio a partir da segunda quinzena de dezembro é arriscado, segundo Rogério Mazzardo, gerente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS).

No entanto, se as condições melhorarem, permitindo a semeadura nas próximas semanas e continuarem favoráveis, Mazzardo projeta uma produtividade média satisfatória.

Há previsão de chuvas no estado no final da semana que vem e até a primeira quinzena de dezembro, mas o clima deve voltar a ficar seco depois disso, disse por e-mail Don Keeney, meteorologista agrícola sênior da Maxar em Gaithersburg, Maryland.

O clima no Rio Grande do Sul é o que mais preocupa nos próximos meses, já que o La Niña pode causar chuvas abaixo da média, de acordo com Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia. Na maior parte do país, incluindo o Mato Grosso, as precipitações devem ser mais regulares a partir de agora, disse.

Chuvas irregulares na Argentina têm ajudado o plantio da soja, mas ainda há atraso em comparação com o ritmo para esta época do ano porque os campos estão secos, de acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

 

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Guedes fala em “até vender um pouco de reservas” para diminuir dívida

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A dívida bruta do governo deve fechar o ano em 96% do PIB, com forte aumento provocado pelas despesas com o combate à covid-19

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Emergentes podem enfrentar riscos com dívida global recorde

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A dívida global aumentou quase US$ 15 trilhões nos primeiros nove meses e deve chegar a US$ 277 trilhões, ou 365% do PIB global no fim do ano

perigos são particularmente elevados para mercados em desenvolvimento (Kerem Uzel/Bloomberg)

Mercados emergentes podem ter dificuldade em manter os pagamentos em dia com o ônus da dívida global em níveis recordes, de acordo com o Instituto de Finanças Internacionais.

A dívida global aumentou quase US$ 15 trilhões nos primeiros nove meses e deve chegar a US$ 277 trilhões, ou 365% do PIB global no fim do ano, como resultado da busca por financiamento por governos e empresas em resposta à pandemia, segundo dados do IFI.

Os perigos são particularmente elevados para mercados em desenvolvimento. Embora a dívida desses países se aproxime de 250% do PIB e os juros estejam baixos, as perdas de receita relacionadas à Covid tornam os financiamentos mais arriscados, de acordo com o grupo, que representa empresas financeiras globais. Líbano, Malásia e Turquia responderam pelos maiores aumentos da dívida do setor não financeiro neste ano.

“O aumento significativo do volume da dívida em aberto coloca nosso foco nas necessidades de refinanciamento desses países, especialmente em mercados emergentes”, disse o diretor de pesquisa de sustentabilidade, Emre Tiftik, durante webinar na quarta-feira. “As preocupações com o aumento dos níveis da dívida são fortes.”

Carga pesada: dívida global ultrapassou US $ 272 trilhões no terceiro trimestre
Carga pesada: dívida global ultrapassou US $ 272 trilhões no terceiro trimestre (Bloomberg/Bloomberg)

Se o mundo continuar fazendo empréstimos no ritmo dos últimos 15 anos, o IFI prevê um volume de dívida global superior a US$ 360 trilhões até o final de 2030.

Mais empréstimos podem destacar o risco em países emergentes, que precisam reservar uma parcela maior da receita do governo para cobrir despesas com juros, de acordo com dados do IFI. Cerca de US$ 7 trilhões em títulos de mercados emergentes e empréstimos concedidos por grupos de bancos devem vencer até o fim de 2021, de acordo com o grupo.

Mercados emergentes, especialmente os da América Latina, enfrentam mais pressão sobre as notas de crédito neste ano devido ao aumento da dívida, do que seus pares com economias mais maduras, disse em painel Charles Seville, corresponsável de ratings soberanos para as Américas na Fitch Ratings.

Maior participação: Países emergentes precisarão de uma porcentagem maior da receita do governo geral para despesas com juros

Maior participação: Países emergentes precisarão de uma porcentagem maior da receita do governo geral para despesas com juros (Bloomberg/Divulgação).

Ainda assim, a busca por retornos deve direcionar os fluxos para a dívida de mercados emergentes em 2021 em relação a este ano, disse Luis Oganes, estrategista em Londres do JPMorgan Chase, que participou do mesmo webinar. Ele também espera que o default entre soberanos do mundo em desenvolvimento caia para um dígito no próximo ano em relação a quase 10% do índice de referência de títulos de mercados emergentes do JPMorgan em 2020, disse.

“Na pandemia, países que têm um perfil de crédito de grau de investimento tiveram melhor capacidade para lidar com a situação”, disse Josephine Shea, gestora sênior do BNY Mellon. “Quando olho para os mercados emergentes, preciso distinguir quais países são capazes de lidar com isso.”

Para saber mais sobre o cenário econômico e político no Brasil e no mundo, assista o programa Questão Macro, todas as quartas-feiras às 13h30 no canal do youtube da Exame Research:

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Subsídios podem bancar programa de renda, diz Bezerra

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O governo ainda tenta emplacar o Renda Brasil, que esbarra no teto de gastos e no tempo necessário para aprovação de medidas no Congresso

Senador Fernando Bezerra (Moreira Mariz/Agência Senado/Flickr)

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Atividade industrial segue em alta, mas estoque está abaixo do planejado

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Segundo pesquisa divulgada nesta quinta feira pela CNI, o índice de evolução da produção ficou em 58,3 pontos, menor 0,8 ponto que verificado em setembro

CNI: “Os estoques baixos sinalizam uma necessidade de continuar um nível de produção mais forte (Germano Lüders/Exame)

A atividade industrial segue em alta, com crescimento das contratações no setor. Segundo pesquisa Sondagem Industrial divulgada nesta quinta-feira, 19, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em outubro, o índice de evolução da produção ficou em 58,3 pontos. O indicador é 0,8 ponto menor que verificado em setembro, mas a CNI destaca que o crescimento da produção em outubro foi intenso e disseminado pela indústria, com o índice distante da linha de 50 pontos.

O índice de evolução do número de empregados ficou em 54,9 pontos, também acima dos 50 pontos, o que retrata crescimento do emprego na indústria em outubro. Em setembro, esse indicador foi de 55,3 pontos. Os índices de evolução retratam o movimento no mês em relação ao mês anterior. O indicador varia de zero a 100 pontos e valores acima de 50 pontos indicam crescimento da produção ou do número de empregados.

Com relação à Utilização da Capacidade Instalada (UCI), ele ficou em 74% em outubro, uma alta de dois pontos porcentuais em relação ao mês anterior. “Os índices relativos à utilização da capacidade instalada, que já eram elevados em setembro, registraram novas altas em outubro e reforçam a conclusão que a indústria está operando em um nível de atividade aquecido”, destaca a Sondagem. Essa foi a sexta alta consecutiva da UCI.

O índice de UCI efetiva em relação ao usual também teve alta pelo sexto mês seguido. Em relação a setembro, a alta foi de 0,7 ponto, chegando a 51,1 pontos. De acordo com a CNI, o índice é o segundo maior da série, menor apenas que os 53,8 pontos registrados em março de 2010.

Estoques em queda

Mesmo com as seguidas altas na produção, a Sondagem mostra que os estoques estão em queda e abaixo do nível planejado em outubro, o que, reflete, segundo a CNI, crescimento das vendas acima da produção. “Os estoques baixos sinalizam uma necessidade de continuar um nível de produção mais forte”, destaca o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Em outubro, o índice que mede a evolução do nível de estoques ficou em 45,5 pontos, abaixo dos 50 pontos, o que indica redução dos estoques de produtos finais no mês. O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado manteve-se praticamente estável, recuando de 43,4 pontos em setembro para 43,3 pontos em outubro, ou seja, abaixo do desejado.

Expectativas

As expectativas dos empresários da indústria tiveram queda pelo segundo mês consecutivo, mas continuam positivas. “Possivelmente trata-se de uma acomodação após a rápida recuperação dos efeitos da pandemia. Mesmo assim, os índices permanecem em patamares elevados, acima não só da linha divisória de 50 pontos como de suas respectivas médias históricas”, destaca a CNI. Isso quer dizer que os empresários continuam bastante otimistas em relação aos próximos seis meses.

Todos os índices de expectativa recuaram em novembro, segundo a Sondagem. O índice de expectativa para a demanda caiu 1,8 ponto, para 59,8 pontos. O índice de expectativa de compras de matérias-primas caiu 2,0 pontos, para 58 pontos no mês. O indicador de expectativa de número de empregados teve queda de 0 9 ponto, chegando a 53,5 pontos. O índice de expectativa de exportação também caiu 0,9 ponto, ficando em 53,9 pontos.

Apesar da queda nas expectativas, a propensão a investir do empresário cresceu mais uma vez. Com alta pelo sétimo mês consecutivo, o índice de intenção de investir alcançou 59,3 pontos em novembro, crescimento de 2,1 pontos em relação a outubro. Na comparação com abril, o índice acumula alta de 22,6 pontos, alcançando níveis registrados antes da pandemia da covid-19.

Por setor

A Sondagem mostra ainda que os índices de evolução da produção e do número de empregados foram superiores a 50 pontos para todos os setores considerados. Os índices de UCI efetiva em relação ao usual mostram que metade dos setores (14 de 27) teve atividade industrial acima do normal para meses de outubro. Os setores com maiores índices foram produtos de material plástico, metalurgia, bebidas e produtos de madeira.

As expectativas de demanda também seguem otimistas em todos os setores analisados em novembro. Os setores mais otimistas são os de bebidas, produtos de madeira, couros e artefatos e veículos automotores.

A Sondagem foi feita entre os dias 3 e 12 de novembro, com 1.870 empresas.

 

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

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