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quinta-feira, 09/04/2026

Construção civil rejeita uso do FGTS para pagar dívidas

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Em Brasília

O setor da construção civil manifestou-se contra a ideia do governo de permitir que trabalhadores usem parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o tema está sendo estudado em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego, mas nenhuma decisão foi tomada até o momento.

Os empresários da construção estão preocupados porque o FGTS é a principal fonte de dinheiro para compra e construção de casas no Brasil, especialmente pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que tem crescido e representa a maior parte das vendas de imóveis novos no país.

A Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) declarou ter “forte preocupação” com as discussões e alerta que a medida pode diminuir muito os recursos para financiamento da casa própria, prejudicando principalmente as famílias de baixa renda.

O presidente da Abrainc, Luiz França, ressaltou: “É fundamental proteger o FGTS, pois ele é essencial para garantir moradia no país. Qualquer redução do seu uso para financiamento pode afetar diretamente o déficit de moradias, o emprego e o crescimento econômico.”

Da mesma forma, o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) expressou forte oposição à proposta, destacando que o FGTS tem papel importante na economia real e em políticas públicas voltadas para habitação, saneamento e infraestrutura.

O Secovi-SP explicou que, para cada real investido pelo FGTS em imóveis, 22 empregos diretos são gerados, gerando impactos positivos para a economia. Portanto, liberar os saques para uso imediato pode ameaçar milhões de empregos formais e projetos essenciais.

O orçamento do FGTS para o programa Minha Casa Minha Vida tem aumentado todos os anos. Em 2026, o fundo destinará R$ 144,5 bilhões para financiamentos e subsídios; em 2025, foram R$ 142,3 bilhões; e em 2024, R$ 102,4 bilhões, segundo o Ministério das Cidades.

Este posicionamento reforça a importância de preservar os recursos do FGTS para garantir moradia e fortalecer a economia do país.

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