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segunda-feira, 09/03/2026




Consed assina carta pela igualdade de gênero e empoderamento na educação

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A Reunião Ordinária do Consed 2026, realizada na última terça-feira (3), destacou a assinatura da Carta de Compromisso da Educação – pelo Empoderamento Feminino, Igualdade de Gênero e Educação Empreendedora. Este evento foi parte da programação do Movimente, promovido pelo Sebrae-DF, que contou com palestras, painéis e atividades culturais para incentivar o empreendedorismo feminino e fortalecer trajetórias de liderança.

A carta contém cinco artigos principais que orientam a criação de políticas públicas para apoiar o empoderamento das mulheres e a igualdade de gênero. O primeiro artigo prioriza garantir o acesso, a permanência e o sucesso na escola, além de prevenir a violência contra mulheres e promover uma cultura de respeito e convivência democrática.

O segundo artigo incentiva a inclusão do ensino empreendedor nos currículos, focando no desenvolvimento de habilidades em inovação, promovendo a participação de mulheres nas áreas STEAM e fortalecendo o espírito empreendedor desde a educação básica.

O terceiro artigo prevê a formação contínua de professores e gestores sobre igualdade de gênero, prevenção da violência e protagonismo feminino. O quarto artigo enfatiza estratégias para garantir que meninas em situação vulnerável permaneçam na escola, promovendo também a autonomia econômica por meio da cooperação entre setores.

O quinto artigo cria mecanismos para monitorar e avaliar as ações, com produção de indicadores e cooperação entre sistemas educacionais, respeitando a legislação de proteção de dados.

Hélvia Paranaguá, secretária de Educação do Distrito Federal e presidente do Consed, destacou o aumento da violência contra a mulher no Brasil e no mundo. Segundo ela, combater essa violência exige um trabalho estruturado do sistema educacional.

“A violência contra a mulher não surge de repente. Ela é construída na cultura, no silêncio e na falta de educação para o respeito. É aí que a educação deve atuar como política pública fundamental. Para mudar esse cenário, precisamos transformar mentalidades desde a infância e adolescência”, afirmou Hélvia Paranaguá.




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