FOLHAPRESS
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado à UTI na última sexta-feira (13) por causa de uma pneumonia chamada broncopneumonia bacteriana. De acordo com o hospital DF Star, ele chegou com febre alta, queda no nível de oxigênio no sangue, suor excessivo e calafrios.
Essa doença é uma infecção que afeta os tubos nos pulmões (brônquios) e o tecido responsável pela troca de oxigênio e gás carbônico. Quando essa região fica doente, a respiração pode ficar difícil e a situação pode ser grave, até levar à morte. A infecção pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos.
Na prática, os médicos usam broncopneumonia como outro nome para pneumonia. Os sintomas comuns incluem tosse seca ou com catarro, falta de ar e febre alta com calafrios.
O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, mencionou que a infecção pode ter surgido após aspiração, quando líquidos do estômago entram nos pulmões durante soluços. Ele acredita que as condições da prisão onde o pai está desde 22 de novembro de 2025 tenham piorado o quadro, e pede que ele seja transferido para prisão domiciliar, dizendo “Estão brincando com a vida do meu pai”.
Contudo, a médica pneumologista Fernanda Bacceli, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que não há certeza dessa ligação. Ela afirma que pneumonia é a principal causa de internações no mundo todo e pode ocorrer por aspiração ou outras causas. O estresse ou a alimentação tranquila também podem desencadear a doença.
Causas comuns da broncopneumonia
A maioria dos casos tem origem viral, com vírus como influenza, coronavírus e vírus sincicial respiratório sendo frequentes. Após um resfriado forte, a imunidade cai e bactérias que normalmente vivem no pulmão podem crescer demais e causar infecção. Fungos também podem causar a doença.
Outra causa é a broncoaspiração, quando conteúdo do estômago ou trato digestivo vai para os pulmões, o que pode acontecer durante a deglutição errada, refluxo ácido ou vômitos. Nesses casos, as bactérias do sistema digestivo causam infecção.
Sintomas e riscos
Os sintomas incluem febre alta, tosse, dor no peito, falta de ar, cansaço extremo e confusão mental. Nos casos graves, a infecção libera toxinas que prejudicam o corpo e pode haver muco amarelo ou verde.
A idade é um fator de risco importante. Pessoas com mais de 60 anos têm imunidade reduzida, aumentando o risco de complicações. Pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa também são mais vulneráveis. No entanto, a doença pode afetar desde jovens até idosos, e o diagnóstico e tratamento rápidos são essenciais.
Tratamento
O tratamento da broncopneumonia bacteriana usa antibióticos por 7 a 10 dias. Pacientes com sintomas leves podem ser tratados em casa, enquanto casos mais graves exigem hospitalização com oxigênio e, às vezes, internação em UTI e ventilação mecânica.
Alguns pacientes melhoram rapidamente e saem do oxigênio em dois dias, terminando o tratamento em casa. Outros podem ter piora mesmo com antibióticos. Depois da fase aguda, fisioterapia respiratória pode ser necessária para recuperar a função pulmonar.
Prevenção
A vacinação é a principal forma de prevenir a broncopneumonia. Existem vacinas contra o vírus da gripe (influenza), Covid-19 e contra o pneumococo, recomendada para pessoas a partir de 50 anos. Essas vacinas oferecem proteção parcial, pois cobrem apenas alguns tipos de germes.
No caso de aspiração, como no ex-presidente, cuidados como tratar problemas gástricos e evitar deitar após vômitos ajudam a diminuir os riscos.
