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Congresso discute o futuro do Fundo Amazônia

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Governo do presidente Jair Bolsonaro causou polêmica ao tentar usar para indenizar fazendeiros o dinheiro doado à preservação da Amazônia

Desmatamento: Amazônia já teve mais de 2.000 quilômetros quadrados derrubados em 2019, pior nível desde 2016 (Nacho Doce/Reuters)

Protegido lá fora e atacado no Brasil, o Fundo Amazônia chega mais perto de uma definição sobre seu futuro nesta quinta-feira. Depois de reuniões de membros do governo para tratar do tema nos últimos dias, deputados da Comissão de Meio Ambiente da Câmara devem sair em defesa da manutenção das regras do fundo em audiência pública marcada para hoje.

A audiência terá representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que gerencia os 3,4 bilhões de reais do fundo, doados por países estrangeiros. Criado em 2008, o Fundo Amazônia desembolsou em seus dez anos de vida 1,9 bilhão de reais para financiamento de mais de 100 projetos de sustentabilidade na floresta.

As discussões acontecem em meio a tentativas do presidente Jair Bolsonaro de usar as verbas, vindas sobretudo de doações da Alemanha e da Noruega, para indenizar fazendeiros que ocupem territórios indígenas ou unidades de conservação. Um decreto de Bolsonaro que eliminou dois comitês que geriam os recursos do fundo também foi criticado.

O caso gerou revolta na comunidade internacional, e chegou-se a aventar a possibilidade de extinção do fundo na semana passada. Em nova reunião nesta terça-feira, 9, contudo, as negociações parecem ter avançado, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que uma possível extinção está “aparentemente” longe. O representante alemão presente na reunião, Gerd Müller, disse ainda que buscará mais doações dos europeus para o fundo, afirmando que “as florestas tropicais são responsabilidade de todo o mundo”.

Na cúpula do G20, reunião das 20 maiores economias do mundo, em junho, Bolsonaro foi pressionado por líderes europeus a fazer mais pela preservação da Amazônia — cuja área desmatada neste ano é a maior desde 2016, com mais de 2.000 quilômetros quadrados de floresta derrubados. O presidente, contudo, afirmou em café da manhã com ruralistas na semana passada que o Brasil teria uma postura diferente de governos anteriores, que, segundo ele, voltavam de encontros internacionais e demarcavam áreas indígenas e de proteção que “dificultavam cada vez mais nosso progresso.”

Contudo, o que pode ser mesmo prejudicial ao progresso brasileiro é se as questões ambientais azedarem as relações com os europeus. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que vê a atuação de Bolsonaro na relação com o meio ambiente “com grande preocupação”, e o presidente francês, Emmanuel Macron, ameaçou barrar o acordo comercial da União Europeia com o Mercosul se o Brasil sair do acordo climático de Paris, como deseja Bolsonaro.

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Arma encontrada na casa de Flordelis foi usada para matar pastor

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Crime ocorrido em Niterói completou um mês sem esclarecimento sobre os motivos que levaram a morte de pastor

(foto: Reprodução/Facebook)

O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro, confirmou que a arma encontrada na casa da deputada Flordelis (PSD), após a morte do pastor Anderson do Carmo, foi usada no crime. O marido dela foi morto no dia 16 de junho depois de chegar em casa, em Pendotiba, Niterói, na região metropolitana do Rio, na companhia da deputada. O casal tinha ido jantar.
Naquele dia, a deputada contou que no trajeto para casa percebeu que o carro do casal estava sendo seguido por duas motos. Ainda segundo Flordelis, depois de entrar em casa, o marido voltou à garagem, onde foi atingido por tiros.
Durante depoimento à titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), Bárbara Lomba, responsável pelo inquérito, Flávio, filho biológico da deputada confessou ter dado seis tiros no pastor. Ele e o irmão adotivo Lucas estão presos temporariamente na DHNSG. O período da prisão temporária dos dois termina esta semana e pode ser renovado por mais um mês.
Nessa terça-feira (16/7), quando completa um mês da morte do pastor Anderson, a parlamentar postou uma mensagem no seu perfil no Facebook. “Minhas fotos ao lado dele foram sempre felizes e sorrindo… infelizmente, hoje dói! Dói a dor da perda, a dor da saudade, a dor da falta que ele me faz. UM MÊS SEM MEU NIEL! Te amarei eternamente!”

Apresentação de denúncia

O advogado Ângelo Máximo, que defende a família de Anderson, disse em entrevista à Agência Brasil que os parentes ainda não tiveram acesso às investigações, porque não foi constituída como assistente de acusação, uma vez que isso só ocorre no decorrer da ação penal se for apresentada denúncia pelo Ministério Público com a finalização do inquérito policial.
A família, segundo ele, vem acompanhando o caso pela imprensa e as novas informações como a confirmação pela polícia civil sobre a arma do crime. “Teve o laudo da arma, teve a pulseira que apareceu no o pulso da deputada que disse que tinha sido roubada junto com celulares, parece que tem outro laudo que mostra que os cachorros não foram sedados, se não saiu este laudo está por sair, ou seja, pessoas conhecidas estavam no local e por isso os cachorros não latiram. Tem o laudo da fogueira que está para sair também, de coisas da fogueira no local onde não foi nada queimado”, disse.

Advogado de Flordelis

A assessoria de imprensa da deputada informou que, por causa do sigilo das investigações, Flordelis não está fazendo declarações aos jornalistas e, por isso, não faria comentários sobre o caso e nem a confirmação da arma usada no crime. O advogado Fabiano Migueis, que presta assessoria jurídica a parlamentar disse à Agência Brasil que, atualmente, ela presta informações à polícia na qualidade de testemunha.
Migueis disse que a conclusão sobre a arma usada no crime ter sido encontrada na casa da deputada é uma prova técnica e, a princípio, Flordelis respeita o trabalho da polícia e aguarda a resolução do caso. “Não tem o que contestar. É uma prova técnica. Se houver alguma contestação cabe à defesa do Flávio, porque a indicação é de que essa arma é do Flávio. A deputada não tem o que falar”, disse.
Ainda conforme o advogado, Flordelis continua com a opinião de que os filhos não estão envolvidos no crime. “Ela não acredita e desconhece qualquer motivo que tenha ocasionado uma discordância na família, porque a família vivia em total harmonia. Agora, se depois das investigações o inquérito apontar que o responsável é um ou mais filhos, ela vai respeitar”.
Migueis também criticou o advogado da família do pastor, que para ele, não tem acesso às investigações e para a deputada “quer holofote”. De acordo com Migueis, a deputada considera que o advogado não tem credibilidade e atrapalha a investigação.
Também por questão de sigilo, a delegada Bárbara Lomba também não respondeu aos questionamentos da reportagem.
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Fissura em viaduto assusta população na Zona Norte de Natal

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Segundo Dnit, problema no viaduto de Igapó foi causado por “desgaste” em junta de dilatação e empresa responsável pela manutenção deve fazer serviço no local até esta terça (16).

Fissura aberta em viaduto do bairro Igapó, na Zona Norte de Natal — Foto: Tom Guedes/Inter TV Cabugi

Uma fissura se abriu no viaduto de Igapó, na Zona Norte de Natal, e assustou motoristas que trafegam na região, nesta segunda-feira (15). Uma junta de dilatação ficou bem mais aberta que as demais, que existem na obra. A imagem assustou a população – principalmente quem passa pelo trecho diariamente.

“Eu acho perigoso, pode causar um problema grave. Acho que se fosse em outra região da cidade, já tinham ajeitado. Aqui, as autoridades, esquecem. Falta manutenção periódica”, disse o gerente de farmácia, Saulo de Tarso da Silva, de 36 anos, que é usuário de transporte público e passa diariamente pelo local.

Responsável pelo viaduto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou o defeito “decorrente de um desgaste da junta”, ressaltando que “não há qualquer dano estrutural do viaduto”.

Ainda de acordo com o órgão, uma equipe técnica foi até o local para analisar a fenda e a empresa responsável pela manutenção do trecho foi acionada para executar o reparo até esta terça (16), a fim de garantir a segurança dos usuários.

Segundo Dnit, fissura se abriu por causa de desgaste no viaduto de Igapó, em Natal — Foto: Tom Guedes/Inter TV Cabugi

Segundo Dnit, fissura se abriu por causa de desgaste no viaduto de Igapó, em Natal — Foto: Tom Guedes/Inter TV Cabugi

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Seca: Distrito Federal entra em estado de alerta devido à baixa umidade

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A umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 20% nesta segunda-feira (15/7)

O céu deve permanecer de claro a parcialmente nublado
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para baixa umidade no Distrito Federal. O aviso, publicado no início da tarde desta segunda-feira (15/7), prevê que a umidade possa ficar abaixo dos 20%. De acordo com o órgão, a tendência é de que o tempo seco está apenas começando e deve durar até o fim de agosto.
Durante a madrugada, os termômetros registraram temperatura mínima de 11°C e podem marcar até 30°C no período da tarde, momento mais quente do dia e em que a umidade deve se mostrar menor. O céu permanece de claro a parcialmente nublado.
O Inmet prevê que ao menos o calor durante a tarde deve diminuir nos próximos dias. “A partir de quinta-feira (18/7), as temperaturas máxima e mínima devem cair, porém, a umidade deve se manter baixa”, explica o meteorologista Hamilton Carvalho.
Durante o tempo seco, a recomendação dos meteorologistas é de que o brasiliense se mantenha hidratado, bebendo bastante líquido, evite atividades físicas e exposição ao sol durante os picos de baixa umidade, use hidratante e umidifique os ambientes.

Estações

O tempo começou a mudar, de forma gradual, de quente e úmido para frio e seco em 20 de março, início dou outono. Em 21 de junho, o inverno começou na capital, trazendo as características desta segunda: baixa temperatura e umidade. A tendência é de que o tempo comece a mudar apenas em setembro, com o início da primavera e período que as chuvas devem voltar.
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