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quinta-feira, 26/02/2026

Confiança no setor de serviços cai em fevereiro para 90,2 pontos

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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) apresentou uma queda de 0,7 ponto em fevereiro em comparação a janeiro, atingindo 90,2 pontos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Apesar disso, a média móvel trimestral registrou um leve aumento de 0,1 ponto.

Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, comentou que, após três meses consecutivos de crescimento, a confiança no setor de serviços se estabilizou em fevereiro, impactada principalmente pela piora nas expectativas futuras. As avaliações sobre o momento atual, por sua vez, tiveram uma melhora discreta. Ele explicou que os indicadores de expectativas, que estavam em alta, recuaram, enquanto os da situação atual se mantiveram estáveis, indicando uma desaceleração na demanda do setor.

Em detalhes, o Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 0,7 ponto, chegando a 92,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) caiu 2,2 pontos, posicionando-se em 88,1 pontos.

Rodolpho Tobler apontou que o cenário econômico para os próximos meses segue desafiador, mas que a possível redução dos juros e a robustez do mercado de trabalho podem ajudar a manter a confiança no setor.

No ISA-S, o indicador relacionado ao volume de demanda atual aumentou 0,8 ponto, atingindo 92,5 pontos, e o indicador da situação atual dos negócios cresceu 0,7 ponto, chegando a 92,3 pontos. Já no IE-S, a demanda esperada para os próximos três meses diminuiu 2,9 pontos, para 88,3 pontos, e a tendência dos negócios para os próximos seis meses caiu 1,4 ponto, para 88,0 pontos.

A FGV também destacou que a falta de mão de obra qualificada vem se tornando um fator limitante para o crescimento no setor de serviços, situação que se intensificou recentemente, embora com diferenças entre os segmentos.

Rodolpho Tobler ressaltou que, mesmo com uma desaceleração nas contratações formais, as empresas continuam a enfrentar dificuldades para contratar trabalhadores qualificados, sobretudo em atividades que dependem fortemente de mão de obra.

A pesquisa foi realizada com respostas de 1.301 empresas, coletadas entre os dias 3 e 25 de fevereiro.

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Estadão Conteúdo.

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