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quinta-feira, 26/02/2026

Confiança no Comércio diminui em fevereiro, aponta FGV

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O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 4 pontos de janeiro para fevereiro, ficando em 87,3, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A média móvel trimestral também apontou uma queda de 0,3 ponto no mesmo mês.

Geórgia Veloso, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), explicou que a diminuição da confiança veio após cinco meses sem resultados negativos, principalmente devido a uma mudança nas expectativas para o futuro. A redução foi causada principalmente pela queda nas previsões de vendas para os próximos meses, depois de uma fase positiva no início do ano. As avaliações sobre a demanda atual, que já estavam neutras, também pioraram, levando o índice ao menor nível desde o começo de 2022.

Em fevereiro, todos os seis grandes setores do comércio demonstraram queda na confiança.

Geórgia Veloso acrescentou que, em 2026, o varejo segue enfrentando dificuldades, sem sinais de relaxamento da política econômica no curto prazo e com alto nível de endividamento das famílias. No entanto, o mercado de trabalho ainda sustenta a renda, o que ajuda a amenizar os impactos na demanda. A recente mudança nas expectativas sugere que os empresários estão mais cautelosos sobre a continuidade dessa demanda.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 3,9 pontos, atingindo 85,6, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) diminuiu 4,2 pontos, para 89,5, após cinco meses consecutivos de alta.

Dentro do IE-COM, a previsão de vendas para os próximos três meses caiu 5,8 pontos, chegando a 92,1, e a expectativa para os próximos seis meses caiu 2,3 pontos, chegando a 87,3.

Já no ISA-COM, o indicador que mede a situação atual dos negócios caiu 2,9 pontos, para 86,2, e o volume de demanda atual caiu 4,8 pontos, para 85,4, atingindo o menor nível desde fevereiro de 2022.

A FGV destacou que, após meses de altas, houve uma queda no Indicador de Desconforto do Comércio, que avalia a frequência com que fatores como baixa demanda, custos financeiros e dificuldade de crédito são citados como obstáculos para melhorar os negócios. Essa redução está associada, principalmente, à menor preocupação com a insuficiência da demanda.

Geórgia Veloso comentou que esse movimento pode indicar que a queda na demanda atual é algo temporário, já que a demanda vem deixando de ser a principal preocupação dos empresários do setor.

A pesquisa da Sondagem do Comércio em fevereiro reuniu informações entre os dias 2 e 24.

Estadão Conteúdo.

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