O Índice Nacional de Confiança (INC), criado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atingiu 100 pontos em janeiro, marca que indica equilíbrio. Este número interrompe uma sequência de quatro aumentos seguidos no índice. Valores acima de 100 pontos mostram opiniões otimistas, enquanto abaixo indicam pessimismo.
As regiões Centro-Oeste, Sul e Nordeste apresentaram aumento na confiança, enquanto Norte e Sudeste registraram queda. Em relação às classes sociais, houve crescimento da confiança nas classes A, B, D e E, mas diminuição na classe C em janeiro.
Segundo o levantamento, as famílias perceberam uma melhora em sua situação financeira atual, porém têm expectativas mais negativas quanto a renda e emprego no futuro. A segurança no emprego permaneceu constante.
Essas expectativas mais baixas sobre emprego e renda causaram uma vontade menor de comprar produtos de maior valor e bens duráveis, além de reduzir o interesse em investir.
O economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP, destaca que o mercado de trabalho continua gerando aumento de renda e empregos. A junto de empréstimos consignados e outras transferências do governo, isso ajuda a manter a confiança e o consumo das famílias. Por outro lado, esses efeitos positivos são compensados pelos impactos negativos do alto nível de endividamento das famílias e pela desaceleração econômica, afetada pelos juros altos.
A pesquisa ouviu 1.679 famílias em todo o país, tanto de capitais quanto do interior.
Estadão Conteúdo.
