O índice de confiança dos consumidores medido pela Ipsos alcançou em janeiro o seu ponto mais alto nos últimos 18 meses. Comparado a dezembro, o indicador subiu 1,9 ponto, chegando a 55,1, o que reflete um sentimento de otimismo.
A pesquisa revela que essa alta é motivada pela melhora da percepção dos brasileiros sobre a situação atual, o que eleva a vontade de consumo. Apesar disso, as expectativas para os próximos seis meses diminuíram, embora continuem otimistas.
Conhecido como “termômetro do presente”, o índice que avalia a percepção sobre a situação financeira pessoal, a economia e o emprego subiu 4,2 pontos em relação a dezembro, alcançando 49,4.
A sensação de segurança no emprego atual foi relatada por 54,6% dos entrevistados, um aumento de 4 pontos percentuais em um mês. Esse fator também impulsionou o “termômetro do bolso”, que mede a confiança para realizar compras e investimentos, que subiu 3 pontos, chegando a 53,5. Quase metade das pessoas (48,6%) têm confiança para fazer compras de alto valor, como casas e carros, um aumento em relação a dezembro, quando 41,6% se sentiam seguras para tais compras.
Por outro lado, a expectativa sobre a situação financeira nos próximos seis meses caiu 1,8 ponto, porém permanece otimista em 64,1. A expectativa de melhora na situação financeira futura diminuiu de 67,9% para 61,4%.
Rafael Lindemeyer, diretor sênior da Ipsos, comenta que “o brasileiro se sente mais seguro no emprego atualmente e percebe que tem um pouco mais de dinheiro disponível. Por isso, a coragem de gastar aumentou. É como se o consumidor decidisse: ‘vou aproveitar para realizar meus planos agora, pois não sei como será o cenário daqui a seis meses’”.
A pesquisa é conduzida mensalmente pela Ipsos em 30 países. Os dados divulgados foram coletados entre 24 de dezembro e 9 de janeiro.
Estadão Conteúdo

