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Confiança do consumidor cai para menor valor desde junho de 2020, diz FGV

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O Índice de Confiança do Consumidor foi a 75,8 pontos, no menor nível desde junho, quando começou a recuperação após o pior momento do indicador

A confiança do consumidor recuou 2,7 pontos em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2020, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) foi a 75,8 pontos, no menor nível desde junho, quando começou a recuperação após o pior momento do indicador, causado pela pandemia de covid-19. Em médias móveis trimestrais, o ICC caiu 2,2 pontos.

Foi a quarta queda seguida no ICC, segundo a FGV, na esteira da segunda onda da pandemia e do fim do auxílio emergencial para trabalhadores informais. “O recrudescimento da pandemia e a necessidade de adoção de medidas mais restritivas por algumas cidades geram grande preocupação com os rumos da situação econômica do país e das famílias.

Sem o suporte dos benefícios emergenciais, as famílias continuam postergando consumo e dependendo da recuperação do mercado de trabalho, que tende a ser lenta diante do cenário atual”, diz a nota divulgada pela FGV.

Em janeiro, houve piora tanto da percepção dos consumidores em relação ao momento atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 1,6 ponto para 68,1 pontos, o menor nível desde maio passado (65,0 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou pelo quarto mês consecutivo, desta vez em 3,5 pontos, para 82,1 pontos.

Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral caiu 1,5 ponto em janeiro, para 72,6 pontos, terceira queda consecutiva. “A percepção de piora da situação corrente é ainda mais evidente na satisfação com as finanças familiares, cujo indicador recuou 1,8 ponto para 64,1 pontos, menor nível desde maio de 2020 (58,8 pontos)”, diz a nota da FGV.

Já entre os componentes do IE, o indicador que mede as perspectivas sobre a economia foi o que mais contribuiu para a queda do ICC no mês. O recuo foi de 5,1 pontos, para 102,3 pontos, a maior variação negativa num mês desde abril passado, quando a queda foi de 18,0 pontos, e o ICC atingiu o mínimo histórico.

“Em relação às perspectivas sobre a situação financeira das famílias, após três meses de quedas consecutivas, o indicador acomodou em janeiro, ao variar apenas 0,2 ponto e passar a 87,6 pontos. Com perspectivas mais pessimistas, consumidores sinalizam também um menor ímpeto de compras, cujo indicador registrou queda de 4,8 pontos, para 58,9 pontos, menor patamar desde julho de 2020 (56 pontos)”, diz a nota da FGV.

Na análise desagregada por faixas de renda, só não houve recuo da confiança para as famílias com renda de até R$ 2,1 mil, cujo ICC aumentou 3,2 pontos. Segundo a FGV, isso pode ser explicado pelo fato de, em dezembro, o ICC das famílias de menor renda ter caído 8,7 pontos. Além disso, o ICC das famílias com renda até R$ 2,1 mil seguem registrando o menor nível entre todas as faixas de renda.

Já entre as famílias de maior poder aquisitivo, o ICC diminuiu 3 1 pontos, “influenciado pela piora nas expectativas em relação à situação econômica e ao mercado de trabalho”, diz a nota da FGV.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.712 domicílios com entrevistas entre 2 e 23 de janeiro.

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Investimento direto ou ações: qual a melhor maneira de investir em cripto?

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Em 2022, queda generalizada dos mercados financeiros após uma onda de incerteza geopolítica e monetária afetou mais as ações do que as principais criptomoedas

Ações de empresas podem ser afetadas pelas criptomoedas de diversas formas (Getty Images/Alistair Berg)

Se você ouviu que as criptomoedas são o “futuro do dinheiro” e está pensando em investir no setor, pode estar em dúvida quanto a melhor forma de fazê-lo. Além do investimento direto, uma outra forma de obter exposição às criptos é por meio das ações de empresas envolvidas com o setor.

A diferença entre ambos está no fato de que as criptomoedas são uma forma de dinheiro totalmente digital protegido por criptografia e vivem em redes baseadas em blockchain. Isso faz com que a sua falsificação, alteração ou roubo se tornem ainda mais difíceis. Elas são de custódia própria do investidor, que pode trocar seu dinheiro comum por criptomoedas em corretoras especializadas. É como trocar reais por dólares na esperança da valorização da moeda, só que de forma digital.

Enquanto isso, as ações representam uma participação individual de propriedade em uma empresa. Elas são emitidas por empresas que optam por abrir o seu capital após passarem por um extenso processo regulatório e podem valorizar ou desvalorizar de acordo com o desempenho da empresa em questão e do sentimento do mercado. O investimento em ações é disponibilizado em bolsas de valores de todo o mundo.

Mesmo que as ações não sejam dinheiro, elas podem ser afetadas por ele. É aí que as criptomoedas entram como protagonistas ou coadjuvantes nas ações de muitas empresas de capital aberto. “Não existe uma discrepância entre o mercado tech e o mercado cripto. Muito pelo contrário, eles estão correlacionados. E aí com o mercado caindo, as ações acabam caindo também”, revelou Guilherme Zanin, estrategista da Avenue Securities.

Seja por meio do balanço da empresa, que pode utilizar reservas em criptomoedas como estratégia de tesouraria, ou por seu modelo de negócio, a verdade é que muitas gigantes da tecnologia possuem algum nível de exposição às criptos. Listamos as principais e seus desempenhos em 2022:

Empresas que investem em bitcoin:
• MicroStrategy (MSTR): – 62%
• Tesla (TSLA): – 41%

Empresas que oferecem serviços com criptomoedas:
• Mercado Livre (MELI34): – 47%
• Nubank (NUBR33): – 62%
• PayPal (PYPL): – 58%
• Silvergate Bank (SI): -52%

Empresas que investem e oferecem serviços:
• Coinbase (COIN): – 73%
• Block (SQ): – 47%
• Marathon Digital (MARA): – 68%
• Galaxy Digital Holdings (GLXY): – 65%
• Riot Blockchain (RIOT): – 68%

No mesmo período, o desempenho das duas maiores criptomoedas foi de:
• Bitcoin: – 36%
• Ether: – 46%

Enquanto ativos de risco, as principais criptomoedas e o mercado de ações estão mais correlacionados do que nunca, de acordo com especialistas. E o momento, apesar de parecer negativo, pode ser interessante para os investidores mais aventureiros, de acordo com o autor de “Pai Rico, Pai Pobre”.

Robert Kiyosaki, o autor do livro nº 1 de finanças pessoais, declarou estar à espera de novas quedas do bitcoin para que ele possa “encher um caminhão” de unidades da moeda, já que estes são os “melhores momentos para ficar rico”.

Guilherme Zanin, o estrategista da corretora que promove o investimento em ações estrangeiras, comentou o cenário atual das criptomoedas e ações: “O mercado financeiro de uma forma geral tem caído nos últimos meses. É natural, dado que houve uma elevação da taxa de juros [nos EUA], e aí os ativos que possuem riscos acabam sofrendo mais”, afirmou.

De acordo com dados apontados pelo estrategista, a correlação das ações com a maior representante das criptomoedas já ultrapassa os 100%. “Além disso temos visto uma correlação grande entre criptomoedas e as empresas de tecnologia. Se a gente fizer uma correlação entre o índice Nasdaq e o bitcoin a gente vê que hoje está 180%”, revelou Guilherme à EXAME.

No entanto, no longo prazo as expectativas ainda são boas para as empresas que investem no setor. “Nossa expectativa é que obviamente, uma diversificação desses produtos deveria trazer benefícios para essas empresas no longo prazo. Caso o mercado cripto volte a subir, elas devem se beneficiar de forma direta ou indireta”, contou.

Uma quebra na correlação entre ambos os mercados pode ainda ser benéfica às empresas. “Esperamos que essa correlação acabe descorrelacionando com o tempo e a gente veja uma menor correlação nos próximos meses caso o mercado cripto continue a crescer. E aí as empresas poderão se beneficiar disso”, revelou o estrategista da Avenue Securities.

Falando apenas em números, investir diretamente nas criptomoedas pode ser mais vantajoso. No entanto, é preciso notar que o investimento direto nas moedas digitais requer alguns cuidados e adaptações que o investidor mais acostumado aos mercados tradicionais talvez precise se adaptar.

Carteiras digitais, frases semente e chaves privadas são apenas algumas das novidades propostas pela tecnologia blockchain há pouco mais de 10 anos, enquanto as ações estão há muito mais tempo no mercado e oferecem um regulações mais avançadas. Por isso, além dos números, o investidor interessado nas tecnologias do futuro deve avaliar com qual modalidade de investimento se sente mais seguro e otimista.

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Economia

Inflação e preços altos: como economizar no mercado sem perder qualidade

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Com a inflação alta, preços de produtos estão elevados, com destaque aos alimentos. Veja como economizar nas compras e ainda gerar uma renda extra mensal

(Getty Images/RapidEye)

Com o aumento da inflação no país, os brasileiros têm se deparado com uma alta generalizada nos preços de produtos já há alguns meses. Em especial, os gastos com bens mais básicos são os que têm chamado mais a atenção: nos supermercados, os alimentos e produtos de higiene e limpeza estão cada vez mais caros. Porém, ao passo que o custo de vida só aumenta, a maioria dos salários no país não acompanha esse movimento — o que leva muitos brasileiros a encarar dificuldades para colocar as compras dentro do orçamento.

Para ter uma ideia, segundo pesquisa realizada pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, as cestas básicas, que contêm produtos alimentícios e de limpeza, estão 78% mais caras em comparação a 2019. De acordo com a pesquisa, a inflação sobre os preços desses bens, nos últimos 12 meses, é a segunda maior da história.

Rodrigo Somogyi, diretor de produtos da Sodexo Benefícios e Incentivos, explica que a alta da inflação tem se apresentado como um fenômeno global. Segundo ele, a alta dos preços é causada, principalmente, pelo desarranjo das cadeias globais de suprimentos em função do recente contexto de pandemia. Outro fator que encarece as mercadorias é a retomada da demanda por parte dos consumidores, a qual não é acompanhada pela oferta nas mesmas proporções.

Em meio a esse cenário, muitas pessoas têm buscado formas alternativas para complementar a renda, sem depender apenas do salário para pagar as contas no final do mês. Para Somogyi, da Sodexo, educação financeira é uma das chaves para evitar dívidas e contornar o momento difícil. “É importante que o consumidor não comprometa mais de 50% da sua renda com gastos essenciais”, aconselha.

Veja abaixo uma alternativa interessante para gerar renda extra começando com pouco, além de algumas dicas de especialistas para te ajudar a fazer compras mais inteligentes e econômicas. Confira a seguir:

Como gerar uma renda extra (começando com pouco!)

Para quem conseguir poupar uma parte da renda a cada mês, é altamente indicado aplicar essa quantia mensalmente em investimentos. Começando com R$ 100, R$ 500, R$ 1 mil ou mais, não importa! Os investimentos são uma ótima maneira de multiplicar os seus valores no longo prazo. Além da possível valorização natural dos ativos, alguns produtos financeiros, como fundos de investimento imobiliário e títulos públicos com juros semestrais, por exemplo, são conhecidos por gerarem renda extra constante aos investidores.

Dicas para economizar nas compras (sem abrir mão da qualidade!)

1. Planeje o que for comprar — e não fuja disso!

O ideal é que as compras aconteçam no máximo uma vez por semana e sejam guiadas por uma lista de produtos. Mas, cuidado! É importante ficar atento para não extrapolar essa lista e comprar o que não é tão necessário.

2. Dê uma chance aos “vencidinhos” e “feinhos”

Uma nova promoção está ganhando cada vez mais espaço nos supermercados, com descontos que variam de 10% a 50%: a venda de produtos perto do vencimento (conhecidos popularmente como “vencidinhos”); e de itens que estão com as embalagens amassadas, mas sem comprometer a qualidade (chamados de “feinhos”).

A relação é de ganha-ganha para todos os participantes: o consumidor paga mais barato e mantém o padrão de compra, o supermercado consegue vender, e o fornecedor não tem de lidar com uma devolução. Por isso, vale a pena dar uma chance a eles!

3. Aproveite os preços baixos das feiras

Conforme pesquisa da PROTESTE, de maneira geral, compras nas feiras têm um ótimo custo-benefício. Nelas, as mercadorias custam, em média, 22% menos do que em supermercados e hortifrutis.

4. Compre frutas e legumes da época

Quando o assunto são frutas e legumes, é indicado optar pelos da estação, por terem mais oferta e, consequentemente, menor preço.

5. Evite desperdícios — use cada parte dos alimentos!

Aproveitar talos, cascas e folhas também é uma boa ideia para contornar o cenário financeiro mais restritivo. Na cozinha, nada se perde, tudo pode ser reaproveitado ou reinventado. Alimentos como pão, arroz, feijão, carnes, ovos, leite, frutas e legumes, por exemplo, são versáteis e podem ser usados para improvisar novos pratos, sem deixar desperdícios.

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Economia

Onda de frio e neve: 5 dicas para economizar na conta de luz

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Na busca de aquecimento contra a grande frente fria que atingiu o Brasil nesta semana, os gastos com eletricidade podem aumentar

(Agência Brasil/Reprodução)

Desde a última segunda-feira (16/05), diversos estados do Brasil têm reportado temperaturas muito baixas, menores até mesmo do que as de invernos passados. O frio intenso que está atingindo o país todo é resultado da combinação de dois eventos meteorológicos, a passagem de uma massa de ar polar que está vindo da Antártida e a chegada do ciclone Yakecan na região sul do país.

O resultado são temperaturas mínimas baixíssimas como na cidade de São Paulo, que, de acordo com o portal Climatempo, registrou uma mínima de 7ºC nesta quarta-feira, com alertas de geadas e até mesmo neve em algumas partes da região Sul.

Diante um clima tão severo, é comum que as pessoas busquem maneiras para se aquecer e se proteger da friagem. Porém, algumas dessas técnicas podem utilizar muita eletricidade, e apesar de o Governo Federal ter finalizado a bandeira vermelha de escassez hídrica em abril, esse aumento nas contas de luz ainda pode ser bem significativo e pode afetar de forma negativa as suas finanças.

Contudo, existem maneiras de combater essa frente fria, e futuros invernos, gastando menos com a conta de luz. Confira abaixo 5 dicas para não dobrar a conta de luz em tempos de temperaturas baixas:

1 – Cuidado com os eletrodomésticos

Ao comprar eletrodomésticos, sempre se atente à presença de selos como o PROCEL, que apontam a eficiência energética do produto e orientam o consumidor no momento da compra, e o selo CONPET, que tem a mesma proposta, porém para indicar os níveis de consumo de gás.

2 – Uso do aquecedor

O uso contínuo de aquecedores no inverno pode aumentar muito a despesa com eletricidade. Busque deixá-lo desligado nos momentos onde não houver ninguém no ambiente e na hora da compra busque com cuidado uma relação entre consumo elétrico e eficiência, dessa forma os gastos são otimizados.

3 – Banhos mais rápidos

Ser mais rápido no chuveiro é essencial para economizar na conta de luz. Em dias mais ensolarados, opte por tomar banhos à noite, uma vez que a caixa d’água esteve sob o calor do sol por um dia todo e a água tende a aquecer mais rápido.

4 – Aproveite ao máximo a luz solar

Em dias onde o sol estiver presente, tente manter as cortinas abertas para que a luz solar entre em sua residência, ela naturalmente irá aquecer o ambiente, tornando desnecessário o uso de aquecedores elétricos durante o dia, por exemplo.

5 –  Atenção ao lavar as roupas

Busque deixar uma certa quantidade de roupas acumular antes da lavagem, isso irá ajudar pois a máquina só ficará ligada durante um ciclo, gastando menos energia e economizando água uma vez que não serão necessárias duas lavagens de quantias menores de roupas.

 

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Economia

Guedes: ‘Quem sabe se privatizar Petrobras, todo mundo vai ter petróleo?’

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Para o ministro da Economia, a estratégia de desestatização é “devolver ao povo o que é do povo”

(Reuters/Adriano Machado)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender nesta quinta-feira, 19, privatizações. “Hoje falta petróleo. Quem sabe se privatizar Petrobras, todo mundo vai ter petróleo?”, perguntou durante o seminário “Perspectivas econômicas do Brasil”, promovido pela Arko Advice e o Traders Club.

Para ele, a estratégia de desestatização é “devolver ao povo o que é do povo”. “Vamos deixar isso aí para ser roubado de novo?” voltou a questionar.

Apesar dessas críticas a governos anteriores, o ministro disse que existem boas intenções da oposição. “Existe gente boa lá. Mas temos que produzir as transformações necessárias. Tem muita coisa que a esquerda fez que foi boa, como o Bolsa Família”, considerou.

Guedes disse que essa radicalização que existe hoje é simplesmente uma disputa de poder, já que a ala mais à esquerda quer voltar ao Palácio do Planalto. “Precisamos nos entender: vai acelerar privatizações? Vamos acabar com IPI pra reposição nossa indústria? Vamos fazer energia barata porque aumentou a produção?”, enumerou.

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Economia

Com inflação alta, Reino Unido diz que próximos meses ‘serão difíceis’

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Inflação no país atingiu maior alta em 40 anos em abril, chegando a 9%

(Reuters/Simon Dawson)

O ministro das Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, alertou nesta quarta-feira, 18, que os próximos meses “serão difíceis”, depois que foi revelado que a inflação no país atingiu maior alta em 40 anos em abril, chegando a 9%. Em discurso para a Confederação da Indústria Britânica, o governante indicou que ainda assim é possível agir, e que o governo irá providenciar 22 bilhões de libras em apoios diretos.

Além disso, Sunak anunciou medidas como o corte de impostos para uma série de setores. “Atacar a inflação não é apenas uma necessidade econômica. É uma necessidade social e moral”, afirmou o ministro. O conservador disse que o país precisa de investidores e empreendedores neste momento, e que o plano governamental é reduzir os impostos para ajudar estes setores a investirem, praticarem mais comércio e inovarem mais.

 

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Economia

Deputados querem fixar ICMS em 17% para combustíveis e conta de luz

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Proposta passaria a considerar serviços de água, energia e combustíveis como essenciais. Há estados que hoje cobram até 31%

(Exame/André Lessa)

Após pressionarem o governo por uma redução nos reajustes na conta de luz, deputados articulam a retomada de uma proposta de que limita a cobrança de ICMS para tarifas de energia elétrica, combustíveis e água a uma alíquota de 17%. A avaliação dos parlamentares é de que essa é uma medida estrutural e que terá efeitos imediatos no bolso da população. Eles já aprovaram um requerimento de urgência para a tramitação da proposta.

Além disso, o tema impacta fortemente os planos de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Com a inflação acelerando, o presidente vem aumentando o tom das críticas ao preço dos combustíveis, pelos efeitos que a elevação dos preços têm sobre a sua popularidade.

A proposta, do deputado Danilo Forte (União-CE), passa a considerar os serviços de energia elétrica, combustível e água como essenciais, o que limita a alíquota do tributo estadual que pode ser aplicada. O deputado já reuniu assinaturas para apresentar um requerimento de urgência na tramitação da proposta, que foi aprovado na sessão desta quarta-feira.

— A proposta é no sentido de nominar energia, água e combustível como bens de primeira necessidade. Ninguém altera alíquota, nem mexe com ano fiscal, só faz enquadramento e os estados são obrigados a baixar a alíquota para 17% — diz o deputado.

Para ele, o ganho é imediato. A expectativa é de que haja uma redução da ordem de 11% no preço na bomba, para os combustíveis.

No caso da conta de luz, o corte poderá ser bastante elevado em alguns estados, caso tenham de diminuir a alíquota para 17%. No Rio de Janeiro, o tributo é de 34%. O Distrito Federal tem alíquota de 25% para o ICMS na conta de luz. Em São Paulo, a alíquota padrão é de 25%, mas pode ser menor a depender da renda familiar e do consumo de energia.

— Essa é uma medida estrutural. É uma oportunidade para a população brasileira que tem muito gasto com energia — afirma.

Forte participou da reunião entre deputados e o ministro de minas e energia, Adolfo Sachsida, nesta quarta. Ele disse que o ministro se comprometeu a discutir essa proposta diretamente com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Pela manhã, os parlamentares pressionaram Sachsida e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para apresentarem um caminho para evitar as correções das contas de luz, que estão chegando a superar os 20%.

Caso não haja uma solução, o Congresso votará o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que adia para 2023 o aumento na conta de luz autorizado pela agência reguladora no Ceará, e que pode ser estendido para todos os estados.

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