O processo que condenou a advogada Bruna Calland Cerqueira Rizieri, presa com o companheiro, Henrique Sampaio da Silva, de 39 anos, por tráfico de drogas, trouxe à tona conversas entre o casal e supostos clientes sobre a venda de entorpecentes. As mensagens registram pedidos e combinações referentes a vários tipos de drogas, incluindo uma variedade potente de maconha conhecida como “Colômbia”.
Os dois foram presos em setembro de 2025 em um apartamento no Sudoeste, Distrito Federal. A sentença da Justiça do Distrito Federal condenou ambos a oito anos de reclusão pelo crime de tráfico de drogas. Bruna Rizieri teve o direito de recorrer à sentença em liberdade, enquanto Henrique Sampaio da Silva permanece preso.
Durante a abordagem, a advogada foi encontrada com 11 envelopes e uma pedra de cocaína escondidos no sutiã, além de outra porção na roupa íntima. No celular de Bruna, perícia identificou mensagens que indicam tanto a compra quanto a venda de drogas, contrariando a versão de consumo eventual apresentada pela defesa.
Mensagens como “Adiantem suas encomendas pro fim de semana para depois não chorar que acabou” reforçam a oferta e comercialização dos entorpecentes. O aparelho de Henrique também revelou negociações sobre preços, entregas e pagamentos, incluindo expressões como “px” e “peixe” para cocaína e “kank”, “knk” e “kk” para maconha do tipo skunk.
Em buscas no imóvel, a polícia apreendeu ecstasy, haxixe, maconha, cocaína, loló, balanças de precisão, dinheiro em espécie e outros objetos relacionados ao tráfico, inclusive peças produzidas em impressora 3D que serviam como uma forma de identificação dos produtos para os clientes.
A defesa de Bruna Rizieri negou as acusações de uso desses objetos como brindes ou sistema de fidelização e afirmou que não há provas de aliciamento ou induzimento ao uso de drogas. Ressaltou ainda que a liberdade concedida decorreu de ordem judicial por habeas corpus.
