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Concentração de gases do efeito estufa bate recorde em 2018, diz ONU

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Alarme foi divulgado poucos dias antes do início da reunião anual da ONU sobre a luta contra a mudança climática, a COP25

Mudança climática: principais gases do efeito estufa registraram um recorde de concentração em 2018 (Chris Conway/Getty Images)

Os principais gases do efeito estufa, que provocam a mudança climática, registraram um recorde de concentração em 2018, anunciou nesta segunda-feira a ONU, com a advertência de que “não há indícios de desaceleração visíveis.

O alarme foi divulgado poucos dias antes do início da reunião anual da ONU sobre a luta contra a mudança climática, a COP25, de 2 a 13 de dezembro em Madri.

“Não há indícios de que vai acontecer uma desaceleração, e muito menos uma redução, da concentração dos gases do efeito estufa na atmosfera, apesar de todos os compromissos assumidos no Acordo de Paris sobre a mudança climática”, destacou o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, por ocasião da publicação do boletim anual sobre concentrações de gases do efeito estufa.

O documento não leva em consideração as quantidades de gases do efeito estufa expelidas na atmosfera, e sim as que permanecem nela, já que os oceanos absorvem quase 25% das emissões totais, assim como a biosfera, a qual pertencem as florestas.

De acordo com os cientistas, o dióxido de carbono (CO2), que está associado às atividades humanas e que constitui o principal gás do efeito estufa que permanece na atmosfera, bateu um novo recorde de concentração em 2018, de 407,8 partes por milhão (ppm), ou seja, 147% a mais que o nível pré-industrial de 1750.

“Cabe recordar que a última vez que a Terra registrou uma concentração de CO2 comparável foi entre 3 e 5 milhões de anos atrás. Na época, a temperatura era de 2 a 3 °C mais quente e o nível do mar era entre 10 e 20 metros superior ao atual”, afirmou Taalas em um comunicado.

Crescimento mais rápido

Além disso, a OMM destacou que o aumento anual da concentração de CO2, que persiste durante séculos na atmosfera e ainda mais tempo nos oceanos, foi superior à taxa de crescimento média dos últimos 10 anos.

De acordo com as observações dos cientistas, as concentrações de metano (CH4), que aparece em segundo lugar entre os gases do efeito estufa com maior persistência, e de óxido nitroso (N2O) também aumentaram mais que a média anual da última década.

O metano, cujas emissões são provocadas em 60% pela atividade humana (gado, cultivo de arroz, exploração de combustíveis fósseis, aterros, etc), e o óxido nitroso, com 40% das emissões de origem humano (fertilizantes, processos industriais…), também alcançaram níveis máximos de concentração.

O óxido nitroso, além disso, tem um forte impacto na destruição da camada de ozônio, que filtra os raios ultravioleta.

Diante da emergência climática, os países se comprometeram, em 2015 em Paris, a adotar planos de redução das emissões de gases do efeito estufa, mas as emissões mundiais não param de crescer.

Petteri Taalas pediu aos países a “cumprir os compromissos em ação e aumentar o nível de ambição em nome do bem-estar futuro da humanidade”.

No início de novembro, no entanto, o governo dos Estados Unidos oficializou a saída do acordo de Paris.

Os quatro maiores emissores de gases do efeito estufa – China, Estados Unidos, União Europeia e Índia – representam 56% das emissões globais.

Apenas a UE (9% do total) está a caminho de cumprir, ou até superar, seus objetivos, de acordo com um estudo recente da ONG americana Fundação Ecológica Universal (FEU-US).

 

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Ciência

Pesquisadores estudam existência de dinossauro que media apenas 40 cm

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Descrito como um “matador de insetos”, o Kongonaphon Kely foi descoberto a partir de fósseis resgatados em Madagáscar

Konganaphon Kely: novo dinossauro foi encontrado em fósseis de Madagáscar (Frank Ippolito/© American Museum of Natural History/Reprodução)

A análise de fósseis encontrados em Madagascar pode ter revelado a existência de um novo tipo de dinossauro. Mas um bem diferente dos répteis gigantes e carnívoros retratados no cinema. Segundo os pesquisadores, o Kongonaphon Kely media apenas 40 cm de comprimento e tinha somente 4 cm de altura. Com este tamanho, sua alimentação era basicamente composta por insetos.

O espécime que viveu há 237 milhões de anos foi descrito como um “matador de insetos”. Cientistas apontam que o animal se movimentava utilizando as patas traseiras, tinha dentes pequenos, cônicos e não-raspados. Ele é caracterizado também como uma miniatura ancestral dos repteis que dominaram a Terra graças ao processo de evolução das espécies.

“Com base em análises estatísticas do tamanho do corpo, argumentamos que dinossauros e pterossauros evoluíram a partir de um ancestral miniaturizado”, disse Christian Kammerer, paleontólogo do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, para o The Guardian. Kammerer é o principal autor da pesquisa publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Segundo John Flynn, paleontólogo do Museu Americano de História Natural de Nova York e coautor da pesquisa, supor que esses pequenos répteis evoluíram para se tornarem dinossauros imensos não é algo impossível. “A evolução do gigantismo de pequenos antepassados não é incomum ao registro fóssil”, afirmou.

Vale lembrar que nem todos os dinossauros eram imensos. O espécime Eudimorphodon, por exemplo, tinha tamanho semelhante ao de um pombo. Já o Argentinosauros, por sua vez, media 35 metros de comprimento.

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Covid-19: uso de máscaras pode reduzir contaminações em 40%, diz estudo

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Estudo alemão mostrou que a exigência de máscaras no estágio inicial da epidemia em determinados locais foi crucial para a desaceleração dos casos

Uso de máscara: estudo estima que a máscara facial é capaz de reduzir em torno de 40% o número de novos contágios pela covid-19 (David Cliff/Getty Images)

Um estudo realizado por pesquisadores alemães estimou que o uso de máscaras faciais é capaz de reduzir em torno de 40% o número de novos contágios pelo novo coronavírus. Publicado no portal VoxEU, a pesquisa usa o caso de Jena — cidade na região central da Alemanha com cerca de 110.000 habitantes —, que decretou a obrigatoriedade do uso de proteção facial para conter a pandemia no dia 6 de abril, antes da medida ser adotada na maior parte das cidades alemãs, no dia 27 do mesmo mês. Assim como ocorre no Brasil, a Alemanha determinou que estados e municípios são os responsáveis por decretar políticas para segurar o avanço do vírus.

Os cientistas relatam que a taxa de novas contaminações diminuiu a quase zero em Jena nos primeiros dias após a cidade tornar o uso de máscaras obrigatório, indicando um “efeito positivo” relacionado à medida. Para se certificar de que a redução dos casos diários ocorreu por causa das máscaras faciais, os pesquisadores criaram uma Jena fictícia para tentar estimar como teria sido a evolução da covid-19 na cidade caso a determinação não fosse aplicada. O município fictício teria as mesmas características de Jena, como sua densidade populacional regional, idade média da população, proporção de idosos e média do número de médicos e farmácias por habitante.

“Vinte dias depois da introdução da obrigatoriedade de máscaras em Jena, o número acumulado de novos casos de covid-19 cresceu ‘apenas’ de 142 para 158. Na Jena sintética, o número aumentou de 143 para 205. Isso corresponde a uma redução de 23% do número de casos”, destacou a equipe de cientistas. Em relação à quantidade de novos casos neste período, a redução estimada pelo grupo é de 40%.

Os resultados coletados pelos cientistas mostraram uma redução do número de novos casos em três cidades e um distrito da Alemanha que adotaram a medida no dia 22 de abril. O período analisado para estas regiões foi de dez dias após a determinação.

“Em suma, a introdução da obrigatoriedade do uso de máscaras conteve a disseminação da covid-19 na Alemanha. Este resultado concorda com as descobertas de epidemiologistas e virologistas que explicam que as proteções faciais limitam a circulação de ar ao falar, reduzindo, assim, a transmissão de doenças infecciosas”, concluem os cientistas.

 

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Coronavírus atual é versão mais contagiosa do que a original, diz estudo

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Depois de deixar a China e entrar na Europa, uma variante do novo coronavírus, tornou-se dominante e foi essa versão europeia que se estabeleceu nos EUA

Pesquisa publica na revista Cell analisa as mutações genéticas do novo coronavírus (Taechit Taechamanodom/Getty Images)

A variante do SARS-CoV-2 dominante infecta células com mais facilidade do que o que apareceu na China, o que provavelmente o torna mais contagioso entre os seres humanos, embora isso ainda deva ser confirmado, revela um estudo publicado nesta quinta-feira (2) na revista Cell.

“Parece que o vírus se replica melhor e pode ser mais transmissível, mas ainda estamos na etapa de tentar confirmar isso. Existem geneticistas de vírus muito bons trabalhando nisso”, disse Anthony Fauci, diretor do Instituto de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos  à revista Jama nesta quinta-feira (2)

Depois de deixar a China e entrar na Europa, uma variante do novo coronavírus, que constantemente sofre mutações como qualquer vírus, tornou-se dominante e foi essa versão europeia que se estabeleceu nos Estados Unidos. A variante chamada D614G refere-se a uma única letra no DNA do vírus, em um local onde controla a entrada nas células humanas.

Pesquisadores rastreiam mutações genéticas no coronavírus em todo o mundo. Aqueles que sequenciam o genoma do vírus o compartilham em um banco de dados internacional (GISAID), um tesouro de mais de 30.000 sequências contabilizadas até o momento.

O novo estudo, realizado pelas universidades Sheffield e Duke Universities e pelo Laboratório Nacional Los Álamos, estabeleceu em abril que o D614G é dominante e mais tarde determinou que a mutação tornava o vírus “mais transmissível”.

Os resultados do estudo já haviam sido publicados on-line em um site de pré-publicação científica.

Essa afirmação atraiu críticas porque a equipe não demonstrou que a mutação foi a causa de ter se tornado dominante. A versão do vírus poderia ter se beneficiado de outros fatores ou do acaso.

Por essas críticas, os cientistas realizaram trabalhos e experimentos adicionais, a pedido dos editores da publicação especializada Cell.

Um vírus mais eficiente?

Os pesquisadores analisaram, primeiramente, dados de 999 pacientes britânicos hospitalizados por COVID-19 e observaram que aqueles com a variante tinham mais partículas virais, mas isso não mudou a gravidade de sua doença.

Por outro lado, experimentos de laboratório mostraram que a variante é três a seis vezes mais capaz de infectar células humanas.

“Parece provável que seja um vírus mais eficiente”, diz Erica Ollmann Saphire, que conduziu um desses experimentos no Instituto de Imunologia La Jolla.

No entanto, um experimento in vitro não pode reproduzir a dinâmica real de uma pandemia. Portanto, a conclusão mais estrita é que, embora o coronavírus atualmente em circulação seja provavelmente mais “infeccioso”, não é necessariamente mais “transmissível” entre humanos.

Em qualquer cenário, “essa variante é agora a pandemia”, diz Nathan Graubaugh, da Universidade de Yale, junto com colegas em um artigo separado.

“O D614G não deve alterar nossas medidas de restrição ou piorar as infecções individuais”, acrescenta.

A conclusão dos especialistas é que “estamos testemunhando um trabalho científico em tempo real: essa é uma descoberta interessante que afeta potencialmente milhões de pessoas, mas cujo impacto final ainda não é conhecido. Descobrimos esse vírus há seis meses e aprenderemos muito mais nos próximos seis meses “, concluem.

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Vacinas poderão controlar a covid-19, diz diretor do Instituto Butantan

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No entanto, o médico deixou claro que nenhuma delas será capaz de acabar com a circulação do coronavírus no planeta. “Ele vai nos acompanhar”

As vacinas em desenvolvimento no mundo contra o novo coronavírus, oficialmente denominado SARS-CoV-2, poderão conseguir controlar a doença causada por ele, a covid-19. No entanto, nenhuma delas será capaz de acabar com a circulação do coronavírus no planeta. A declaração é do médico Ricardo Palacios, diretor de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan, um dos centros de pesquisa do mundo que participa do desenvolvimento de vacinas contra o vírus.

“Nós queremos gerar uma expectativa correta para a população. Nós não vamos acabar com o coronavírus com uma vacina. Qualquer uma que seja a vacina. O coronavírus veio e veio para ficar. Ele vai nos acompanhar. Durante todo o tempo de nossas vidas, nós teremos coronavírus circulando”, disse hoje (2), em um debate virtual promovido pela Agência Fapesp e o Canal Butantan.

De acordo com o diretor, as vacinas que estão em desenvolvimento no mundo pretendem controlar a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. O pesquisador faz uma analogia entre a covid-19 (causada pelo coronavírus), e a gripe, causada pelo vírus influenza.

Pessoas vacinadas contra o vírus influenza podem chegar a desenvolver a gripe, mas, na maioria das vezes, a doença não se desenvolve de forma grave, que poderia levar à morte. Segundo ele, o mesmo deverá ocorrer com as vacinas contra o novo coronavírus. Elas serão pouco eficientes em impedir a infecção das pessoas com o novo coronavírus, mas deverão proteger as pessoas de desenvolver a covid-19 em sua forma grave.

“O vírus influenza não desapareceu e segue conosco. Seguirá, talvez, durante toda a nossa vida. Mas a gente tem uma doença [a gripe] controlável. A maior parte das pessoas vacinadas consegue controlar a doença. Se chegar a se infectar, não terá uma doença grave, não morrerá dessa doença”, explicou.

Segundo Palacios, o objetivo de todas as vacina é proteger contra a doença e não contra a infecção. “Proteger contra a infecção é uma coisa a mais que, eventualmente, pode acontecer e até pode acontecer por um tempo limitado”, disse.

O Instituto Butantan, na capital paulista, é um dos centros do mundo que participa das pesquisas de construção de uma vacina contra o novo coronavírus. O instituto firmou uma parceria, no dia 10, com o laboratório chinês Sinovac Biotech, que possuiu uma vacina em fase avançada de desenvolvimento, a Coronavac – que utiliza o coronavírus inativado para estimular uma resposta imunológica do organismo.

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Ciência

Ainda não é possível saber se haverá vacina eficiente da covid-19, diz OMS

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Apesar da declaração, o órgão ressaltou que existem várias candidatas avançando nas etapas previstas nessa busca de uma prevenção contra o coronavírus

Coronavírus: países e organizações correm para encontrar vacinas da covid-19 (Yulia Reznikov/Getty Images)

Líder de equipe para Implementação de Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ana Maria Henao Restrepo afirmou que ainda não é possível saber se haverá vacina eficiente para a covid-19. Segundo ela, porém, várias candidatas têm avançado nas etapas previstas nessa busca. “Nos sentimos encorajados com o progresso das vacinas, mas aguardamos mais resultados”, disse Restrepo, durante entrevista coletiva da entidade.

A autoridade da OMS informou que há 17 vacinas para covid-19 em alguma etapa das fases de testes clínicos (1, 2 ou 3), neste momento, com expectativa de que nas próximas semanas esse número aumente.

Restrepo comentou que uma das candidatas, da Universidade de Oxford, está avançando agora para a fase 3 de testes, enquanto outras cinco delas estão na fase 2.

Longo caminho pela frente

Já a líder da resposta da OMS à pandemia da covid-19, Maria Van Kerkhove afirmou que “ainda há um longo caminho pela frente” na pandemia. A declaração foi dada durante entrevista coletiva da entidade, que apresentou e discutiu nesta quinta-feira, 2, uma atualização sobre o estado da pesquisa e do desenvolvimento de instrumentos na luta contra a doença.

Kerkhove disse que a OMS espera que não seja mais necessário fazer lockdowns adiante, com os governos a as pessoas atentos para o equilíbrio entre os cuidados com a saúde e a necessidade de apoiar a atividade econômica.

Além disso, insistiu que já há instrumentos disponíveis para romper as cadeias de transmissão da doença, como o distanciamento físico, o uso de máscaras, a higiene das mãos, testes, rastreamento de contatos e o tratamento dos doentes.

Também presente na coletiva, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse que ainda não há uma resposta final sobre a eficácia do remdesivir contra a covid-19, com resultados até agora conflitantes em algumas pesquisas disponíveis.

Segundo ela, há várias investigações ainda em andamento sobre o medicamento, para buscar essa resposta.

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Farmacêutica abre mão de lucro com vacina de Oxford contra covid-19

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Vista como uma das mais promissoras por especialistas, vacina de Oxford será testada em 5 mil brasileiros

Vacina: AztraZeneca pretende produzir vacinas já no fim do ano se os testes se mostrarem eficazes (iStock/Getty Images)

Vista como uma das vacinas mais promissoras contra o novo coronavírus por muitos especialistas, a proteção desenvolvida pela Universidade de Oxford e produzida pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, que já está na fase 3 de testes, será testada em 5.000 voluntários no Brasil, primeiro país fora do Reino Unido a iniciar esse estágio da pesquisa, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em audiência pública da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 1º, Jorge Mazzei, diretor executivo de relações corporativas da AstraZeneca no Brasil, afirmou que o laboratório não lucrará com a distribuição das vacinas. “O intuito nesse momento é conseguir garantir o maior número de vacinas disponível e garantir também uma distribuição homogênea no maior número de países possível”, disse ele em transmissão ao vivo.

Mazzei também disse que, caso a vacina se mostre eficaz em testes preliminares, ela será produzida no Brasil já no fim deste ano. O diretor também afirmou que, por causa do acordo que fez com o governo brasileiro, a matéria-prima para a produção da vacina já estará disponível “assim que sua eficiência for comprovada.”

Segundo a Agência Câmara, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, confirmou que o acordo fechado com a farmacêutica prevê a compra do ingrediente ativo e da transferência de tecnologia, para que o laboratório da Fiocruz Bio-Manguinhos possa produzir a vacina “antes dos estudos finais.” A ideia, segundo Lima, é produzir “com risco” 15,2 milhões de doses em dezembro e outras 15,2 milhões de doses em janeiro. A produção terá um custo estimado de 127 milhões de dólares (ou mais de 650 milhões de reais na cotação em tempo real).

Mais de 200 medicamentos e cerca de 165 vacinas contra o vírus estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 18 delas já estão na fase de testes clínicos.

Os projetos mais promissores, no momento, além do de Oxford, são os criados pela Sinovac e pela farmacêutica Moderna. O projeto da universidade britânica é o único que está na fase 3 de testes. A Moderna anunciou em junho a liberação para a terceira etapa, que começará já neste mês. Na tarde desta quarta-feira, 1º, a vacina da farmacêutica Pfizer demonstrou bons resultados em seres humanos em um teste preliminar com 45 pessoas.

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. O doutor em microbiologia e divulgador científico, Atila Iamarino, acredita que as vacinas da Coronavac, a americana Novavax e a de Oxford são, também, as mais promissoras. Iamarino também acredita que, caso as vacinas não deem certo, outras que estão sendo produzidas pelas farmacêuticas Johnson & Johnson e pela MSD podem solucionar o problema.

Apesar disso, as expectativas de uma prevenção ser criada ainda em 2020 são baixas e a maioria das companhias aponta que, se tudo der certo, teremos uma até o ano que vem.

Por aqui, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal vão participar dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. Nove mil voluntários serão testados. O acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório Sinovac prevê a transferência de tecnologia para a produção da vacina e distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que esteja disponível para a população em abril ou maio de 2021.

De acordo com o monitoramento em tempo real da universidade Johns Hopkins, mais de 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo e 511.909 morreram. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com mais de 2,6 milhões de doentes e mais de 127.000 mortes. Em segundo lugar no ranking está o Brasil, com 1.402.041 de infectados e mais de 59.000 óbitos.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

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