BÁRBARA SÁ
FOLHAPRESS
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três pessoas suspeitas de estarem envolvidas no desaparecimento do comerciante Marcelo Magalhães de Almeida, 31 anos. Agora, a polícia está investigando o caso como um homicídio qualificado. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (20), o delegado Fabiano Barbeiro, chefe do 1º Distrito Policial de Carapicuíba (Grande São Paulo), explicou que a vítima foi atraída para uma armadilha, mantida presa e obrigada a fazer transferências bancárias.
O delegado informou que o comerciante foi levado para uma área de mata, onde a polícia acredita que ele tenha sido morto, mas o corpo ainda não foi encontrado.
Foram identificadas quatro pessoas envolvidas no crime. Três delas já foram presas com prisão temporária decretada, enquanto a busca pelo quarto suspeito continua.
De acordo com o delegado Adalto Nogueira, responsável pelas investigações, Marcelo foi atraído por um amigo, chamado Lucas Soares, para um imóvel que ele usava em Carapicuíba. A polícia informou que o suspeito não tem advogado.
Ao chegar no local, o comerciante foi rendido por outros suspeitos, cujos nomes não foram divulgados, amarrado e amordaçado. Os criminosos obrigaram-no a desbloquear o celular e realizar transferências via Pix que somaram aproximadamente R$ 8.000. O iPhone e o carro da vítima também foram roubados.
Depois disso, Marcelo foi colocado em seu próprio carro e levado para uma área de mata próxima a um córrego.
Segundo um dos presos, o comerciante ainda estava vivo quando chegou ao local, onde possivelmente foi assassinado. “As investigações indicam uma grande chance de que houve morte. Por isso, o caso está sendo tratado como homicídio qualificado”, disse Barbeiro.
Manchas de sangue foram encontradas no imóvel onde Marcelo foi mantido preso. A Polícia Civil aguarda o resultado dos exames para esclarecer o crime.
A motivação do crime parece ser mais que o dinheiro que foi retirado das contas da vítima. Conforme Adalto Nogueira, o amigo vinha recebendo ajuda financeira de Marcelo há algum tempo e tinha medo que ele denunciasse as cobranças às autoridades.
“O principal objetivo não era apenas pegar os R$ 8.000. A decisão de matar já estava tomada. O dinheiro foi só uma consequência do crime”, explicou Barbeiro.
As buscas pelo corpo continuam em uma área de difícil acesso, com o apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal de Carapicuíba, cães farejadores, drones e o helicóptero Águia. Os cães encontraram pistas que levam até a região próxima ao córrego, onde os trabalhos estão concentrados.
Durante a coletiva, a Polícia Civil descartou a participação de um homem conhecido como “Fumaça”, que foi apontado inicialmente como a última pessoa vista com Marcelo antes do desaparecimento. Segundo os investigadores, o crime aconteceu depois desse encontro, quando o comerciante foi para o imóvel para onde foi atraído pelo amigo.
