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quarta-feira, 01/04/2026

Combustíveis sobem de novo no DF e geram dúvidas sobre aumentos

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Após alguns dias sem mudanças, os preços dos combustíveis subiram no Distrito Federal nesta terça-feira (31/3). As distribuidoras aumentaram em R$ 0,05 o preço da gasolina e em R$ 0,15 o valor do diesel, causando preocupação entre consumidores e o setor.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, as distribuidoras ainda não deram explicações claras para esse novo aumento. Ele ressaltou que o sindicato exige transparência sobre os critérios utilizados. “Não sabemos ainda por que as distribuidoras fizeram esse reajuste. Essa é uma cobrança que o sindicato vem fazendo: que elas apresentem suas planilhas de custos”, afirmou.

Embora a guerra no Oriente Médio pressione o mercado internacional, Tavares disse que não é possível atribuir todos os aumentos apenas a esse conflito. Ele explicou que o Brasil importa cerca de 30% do diesel e aproximadamente 6% da gasolina, o que torna o país sensível às variações externas, mas isso não explica todos os recentes reajustes. O impacto da guerra pode influenciar, mas não se sabe se o aumento atual está justificado. Poderia ser por estoque antigo, previsão de alta futura, maior demanda ou até estratégia de mercado. As distribuidoras precisam dar esclarecimentos.

Paulo Tavares também alertou para suspeitas já investigadas por órgãos federais de que os aumentos anteriores podem ter ocorrido mesmo com estoques comprados a preços menores, levantando dúvidas sobre a razão dos reajustes.

Sobre o diesel, ele disse que, em análise simplificada, a importação poderia explicar parte da alta, mas os aumentos acumulados já são maiores do que essa razão permite. “Chegamos a ver altas de mais de R$ 1 no diesel, o que é maior do que qualquer cálculo básico relacionado à importação”, afirmou. Na gasolina, a situação é menos clara. Com menor dependência externa e sem alta significativa do etanol que compõe a mistura, os recentes aumentos não parecem refletir diretamente os custos conhecidos.

Outro ponto mencionado pelo setor é a possível pressão da demanda. Postos chamados “bandeira branca”, que compram de várias distribuidoras, estariam tendo dificuldades para abastecer, o que pode influenciar no preço. Sobre uma possível estabilização, o presidente do Sindicombustíveis é cauteloso. Enquanto o conflito internacional continuar e houver incertezas no mercado global de petróleo, os preços não devem se estabilizar. “Não dá para falar em estabilidade. Existem previsões de que o preço do barril de petróleo ainda pode subir, afetando diretamente o mercado interno”, disse.

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