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Com R$ 22 milhões, UFMG será perita em ações sobre tragédia de Brumadinho

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Universidade irá elaborar estudos sobre os danos causados na tragédia ocorrida em janeiro, que deixou mais de 200 mortos e poluiu o meio ambiente

Brumadinho: recursos sairão do montante que foi bloqueado nas contas da Vale (Cris Faga/Getty Images)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) liberou um repasse inicial de R$ 22,463 milhões para que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atue como perita em ações judiciais que envolvam o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Os recursos sairão do montante que foi bloqueado nas contas da mineradora.

A UFMG irá elaborar estudos sobre os danos causados na tragédia ocorrida em janeiro, que deixou mais de 200 mortos e poluiu o meio ambiente. Pesquisadores da universidade irão avaliar, por exemplo, a qualidade da água do Rio Paraopeba, que foi atingido pela lama de rejeitos.

A liberação dos recursos ocorreu em audiência judicial realizada ontem (20). Os recursos serão administrados pela Fundação de Desenvolvimento de Pesquisas (Fundep), entidade vinculada à UFMG. Os estudos a serem desenvolvidos subsidiarão futuras decisões judiciais.

Na ata da audiência, o juiz Elton Pupo Nogueira manifestou preocupação com a auditoria parcial no processo de avaliação da qualidade da água que é conduzido pela Vale. A empresa Aecom informou que tem acompanhado apenas a coleta das amostras.

Segundo o magistrado, o transporte até os laboratórios, a abertura e a análise das amostras carecem de auditoria. “Não há nenhuma entidade independente capaz de certificar a realidade dos dados obtidos, o que implica em falha de confiança nos dados coletados nas análises de água do Rio Paraopeba”, registra a ata.

Outros R$ 3 milhões das contas da Vale foram liberados, em acordo com a mineradora, para uma campanha que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) irá desenvolver em 22 municípios. O objetivo é informar as populações dessas cidades sobre a qualidade da água.

Comunidade quilombola

Ainda na audiência, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e a Defensoria Pública Estadual pediram para que medidas emergenciais adotadas em favor de atingidos fossem estendidas para a comunidade quilombola de Pontinha, no município de Paraopeba (MG).

Esta solicitação já foi assunto de um requerimento apresentado anteriormente ao TJMG, ao qual foi anexado um parecer técnico elaborado pela área de perícia antropológica do MPF. O documento registra que a comunidade quilombola possui forte relação com o Rio Paraopeba. Conforme decisão do juiz, a Vale irá se manifestar sobre esse pedido na próxima audiência, agendada para 24 de setembro.

“Com o desastre, uma das principais atividades econômicas em Pontinha ficou extremamente prejudicada. Isso porque, com a impossibilidade da pesca no rio, a atividade extrativista, de venda de minhocuçu, não encontra mais compradores. Além disso, na comunidade existem vários estabelecimentos que tinham como público os pescadores, que por ali passavam e consumiam alimentos no local. A maioria desses estabelecimentos agora permanece sempre vazia. O Rio Paraopeba também era uma fonte de subsistência e lazer para vários moradores da comunidade quilombola”, informou o MPF em nota.

 

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Cocaína com foto de ‘La Casa de Papel’ é apreendida com traficantes em PE

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Rótulos estavam com a máscara do pintor Salvador Dalí, utilizada pelos personagens da série espanhola

Cocaína estilizada teria sido repassada de um fornecedor de Salvador
(foto: Divulgação/PMPE )

Agentes do 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp) da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) prenderam, em flagrante, dois homens suspeitos de tráfico de drogas. Junto com eles, estavam quatro tabletes de cocaína estilizados — três deles com rótulos da máscara do pintor Salvador Dalí, utilizada pelos personagens da série espanhola La Casa de Papel, disponível na Netflix. O caso aconteceu no final de noite dessa quarta-feira (15), em Petrolina, no Sertão do estado.

A equipe da PMPE realizava uma operação de combate a crimes contra taxistas e motoristas de aplicativos na cidade sertaneja, quando notou os dois homens em atitude suspeita dentro de um táxi. Na abordagem, os agentes encontraram a droga. O passageiro admitiu ser dono da cocaína, que teria sido repassada por uma terceira pessoa – desconhecida, para ele.

O passageiro do táxi ainda alegou que a droga veio de Salvador e seria guardada na casa do taxista, localizada em um residencial no bairro Oeste II, e que o condutor seria pago por dar esconderijo ao conteúdo.  Os quatro tabletes de cocaína tinham peso total de 3,79 quilos e foram apreendidos pela PM. Ainda, foram confiscados R$ 195 em notas de 5, 10 e 20 reais. O taxista e o passageiro foram detidos e levados para a Delegacia de Petrolina, que dará seguimento ao procedimentos legais.

 

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Polícia investiga crise da água no Rio; funcionários da Cedae vão depor

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Investigação foi aberta para apurar eventual responsabilidade da companhia. Moradores reclamam da cor e do gosto da água distribuída.

Aqualuz: projeto vencedor distribui água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda neste ano (ONU/Divulgação)

Agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro foram hoje (16) à Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, na Baixada Fluminense, para investigar possíveis responsabilidades nas alterações da água fornecida pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae).

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, foi aberta uma investigação “para apurar eventual responsabilidade penal de funcionários da Cedae ou de terceiros que possam ter contribuído, por ação ou omissão, nas alterações das condições de consumo da água verificada nos últimos dias”. O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados.

Há duas semanas, a água fornecida pela companhia tem apresentado gosto e cheiro de terra, o que, segundo a Cedae, é causado pela presença de geosmina.

A empresa estadual afirma que essa substância não oferece riscos à saúde e é produzida por algas. Consumidores têm reclamado de água turva em alguns pontos da cidade, mas a companhia nega o problema e afirma que a turvação pode ter sido ocasionada por problemas como caixas d’água sem a limpeza necessária.

Água não terá mais geosmina

O diretor-presidente da Cedae, Hélio Cabral, disse ontem (15) que a água distribuída pelo Reservatório do Guandu, que atende grande parte da população da região metropolitana do Rio, não terá mais a presença da geosmina a partir da semana que vem.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou uma nota técnica em que pesquisadores afirmam que “há uma evidente degradação ambiental nos mananciais que são utilizados para abastecimento público da Região Metropolitana do Rio de Janeiro”.

A universidade avalia que a crise é decorrente da insuficiência do sistema de esgotamento sanitário. Segundo os pesquisadores, “a geosmina não é tóxica, mas pode indicar problemas na qualidade da água bruta utilizada para o abastecimento”.

Um dos riscos seria a presença de cianotoxinas, mas, para os pesquisadores da UFRJ, os dados divulgados pela Cedae mostram que essas toxinas estão dentro dos limites máximos aceitáveis.

A Cedae afirmou nessa quarta-feira (15) que a água que chega à casa da população fluminense não oferece riscos à saúde.

Em coletiva de imprensa, dirigentes da companhia confirmaram que uma substância chamada geosmina, produzida por algas, tem causado alterações na cor e no cheiro da água. Ainda assim, voltaram a alegar que as interferências não comprometem a saúde dos consumidores. “Não existe risco em função do gosto da água que estamos observando”, garantiu o gerente de controle de qualidade da água, Sérgio Marques.

O presidente da Cedae, Hélio Cabral, chegou a pedir desculpas à população pelos transtornos e informou que R$ 713 milhões serão investidos na empresa até 2022. “Apesar de Guandu [Estação de Tratamento de Água] estar produzindo água de qualidade, a gente entendeu que precisava fazer uma modernização. Em dois ou três anos teremos um Guandu moderno e atualizado”, explicou.

Desde o início do mês, moradores de vários bairros da capital e da Baixada Fluminense vêm reclamando da cor turva, do cheiro e do gosto diferenciados da água distribuída à população.

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Ministério diz que água usada em produção de cerveja estava contaminada

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A Polícia Civil já confirmou duas mortes ligadas ao consumo do produto, além de investigar um outro caso e 18 internações com suspeita de intoxicação

Cerveja: autoridades encontraram substância tóxica dietilenoglicol em lotes do produto de fabricação mineira (John Peabody/Getty Images)

São Paulo – O Ministério da Agricultura apontou nesta quarta-feira contaminação na água usada na fabricação de uma cerveja artesanal que teria causado a morte de dois homens, num episódio que está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

A polícia investiga a cervejaria artesanal Backer e encontrou traços de dietilenoglicol, um solvente de gosto doce, em um tanque na fábrica da cervejaria em Minas Gerais, assim como em garrafas da cerveja lager da empresa, a Belorizontina.

O Ministério da Agricultura afirmou que todos os produtos da cervejaria foram alvo de um recall e a produção da empresa foi suspensa.

A pasta disse em comunicado que as análises que realizou determinaram que as moléculas tóxicas estavam na água do tanque usado na cervejaria, o que aponta uma contaminação “sistêmica, ou seja, está presente no processo de fabricação da Backer”.

O Ministério classificou ainda a contaminação de “excepcional”. O órgão disse que trabalha com três hipóteses: sabotagem, vazamento e uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no processo de refrigeração do sistema.

A Backer disse que não usa o dietilenoglicol no seu processo de produção, mas usa um componente relacionado, chamado monoetilenoglicol, que é menos tóxico.

Em comunicado divulgado em seu website, acervejaria disse que está “colaborando, sem restrições, com as investigações”, assim como realizando uma apuração interna sobre o que pode ter ocorrido com os lotes de cerveja apontados pela polícia.

A Backer já conquistou prêmios internacionais e sua cerveja está amplamente disponível no país.

A Polícia Civil de Minas Gerais disse em comunicado enviado por email nesta quarta-feira que já foi notificada de 18 casos suspeitos de pacientes que apresentaram sintomas de intoxicação por dietilenoglicol, sendo que quatro deles foram confirmados. Os episódios de intoxicação começaram a ser reportados no início de janeiro.

Uma das mortes teve confirmada como causa a intoxicação por dietilenoglicol e uma autópsia está sendo realizada na segunda vítima para determinar se a causa foi a mesma.

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