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Com chegada de doses da Pfizer, DF quer avançar para vacinação de 60 e 61 anos

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Ainda não se sabe quantas doses serão encaminhadas à capital federal nem como serão utilizadas, mas há a previsão de que o novo imunizante chegue na quinta-feira. Mesmo que a entrega não ocorra, expectativa é começar a vacinar faixa etária de 60 e 61 anos

(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press )

Em meio à campanha de vacinação contra a covid-19, o Governo do Distrito Federal espera receber um novo tipo de imunizante. Fontes da Secretaria de Saúde ouvidas pelo Correio afirmam que o Ministério da Saúde indicou que deve entregar uma remessa da vacina Pfizer/BioNTech na próxima quinta-feira. Apesar disso, ainda não se sabe quantas doses serão entregues e qual o público-alvo atendido por elas. De qualquer forma, apenas com a entrega semanal das vacinas CoronaVac e AstraZeneca, fontes da pasta dizem que estão otimistas com a possibilidade de a imunização ser ampliada para pessoas com 60 e 61 anos, última faixa etária de idosos, segundo o Plano Nacional de Imunização.

O governo federal indicou que a expectativa é de que 1 milhão de doses da Pfizer sejam distribuídas pelo país em maio. Devido à composição da vacina, que requer armazenagem em baixíssimas temperaturas para se manter estável — -75ºC, com variação de 15 graus para mais ou para menos — apenas as capitais com câmaras refrigeradas capazes de armazenar corretamente os imunizantes vão receber a primeira remessa.

As vacinas vão, primeiro, para a Central de Distribuição e Logística do Ministério da Saúde, onde ficarão armazenadas em caixas da própria Pfizer, a -80ºC. Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição das doses será feita em caixas com bobinas de gelo, onde as vacinas podem ficar por até 14 dias. Assim que forem colocadas nos pontos de vacinação locais, a aplicação deve ocorrer em até cinco dias.

Segundo a Secretaria de Saúde, o DF conta com um ultracongelador com 570 litros de capacidade e que comporta até 40 mil doses, com temperatura que chega a -80°C. Além disso, a Universidade de Brasília (UnB) colocou à disposição cinco equipamentos semelhantes e o Ministério da Saúde está finalizando processo de aquisição de freezer para os estados; a previsão é de que o DF receba seis.

A Pfizer é uma vacina norte-americana que foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 23 de fevereiro e assinou um contrato com o governo brasileiro em 19 de março (leia Para saber mais).

Vacinação

Apesar da expectativa, o uso da Pfizer no DF depende da indicação do Ministério da Saúde, assim como o uso da próxima remessa das vacinas CoronaVac e AstraZeneca, já em aplicação na capital federal. Mesmo assim, o governo local tem a expectativa de receber doses suficientes para ampliar a campanha de vacinação para pessoas com 60 e 61 anos, faixa etária composta por cerca de 50,5 mil moradores do DF, segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Enquanto a campanha não é ampliada, idosos com 62 anos ou mais puderam se vacinar contra a covid-19. Ontem, o processo foi mais movimentado durante a manhã, mas, a partir das 12h, o fluxo de carros e de pessoas em alguns pontos de vacinação começou a diminuir. No estacionamento 13 do Parque da Cidade, por volta das 14h, o movimento era tranquilo e sem maiores complicações. José Nelson Soares, 62 anos, mora em Brazlândia e, ontem, foi ao local para receber a primeira dose. “Mesmo depois da vacina não muda nada, sigo me cuidando com máscara, álcool em gel e saindo só para o necessário”, diz o construtor.

Léa Mota, 62, também decidiu se vacinar contra o coronavírus ontem. No drive-thru do Mané Garrincha, a aposentada estava emocionada com o momento. “Nem posso falar que eu choro. Deixei de fazer muita coisa por causa dessa pandemia e mal posso esperar para ser imunizada”, afirma. A moradora da Asa Sul diz que os planos para após a vacinação são simples. “Viver um pouco mais, aproveitar a vida”, completa, com lágrimas nos olhos.

Mesmo com a variedade de vacinas disponíveis, é importante lembrar que a pessoa não pode escolher qual tomar e que a aplicação é feita de acordo com a disponibilidade de cada ponto de vacinação. A campanha continua hoje. São 18 pontos disponíveis, que funcionam das 9h às 17h.

Sputnik V

Além da espera pela Pfizer, o GDF aguarda a decisão da Anvisa sobre o uso da vacina russa Sputnik V. O que é produzido em uma fábrica da União Química no DF e o governador Ibaneis Rocha (MDB) lidera o Consórcio Brasil Central (BrC), grupo que negocia, diretamente com o Fundo Soberano Russo, a compra de 28 milhões de doses da vacina para todo o país. A agência reguladora deve definir amanhã se autoriza ou não o uso do imunizante.

Caso a Anvisa dê o aval necessário, a intenção do GDF é que cerca de 4 milhões de doses da Sputnik V sejam enviadas a cada consorciado. Porém, essa definição também ainda está em discussão junto ao Ministério da Saúde. De qualquer forma, na próxima semana, o contrato da negociação deve chegar a Brasília para ser assinado pelo BrC. Fazem parte do grupo os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Rondônia, além do DF.

Para saber mais

Conheça a vacina da Pfizer

A vacina que deve chegar ao país nos próximos dias para atender ao DF é produzida pela empresa norte-americana Pfizer em parceria com a farmacêutica BioNTech. Ela é baseada em mRNA, que usa RNA mensageiro sintético, que auxilia o organismo do indivíduo a gerar anticorpos contra o vírus. Apenas um pedaço de material genético é usado em vez de todo o vírus. A ideia é que o mRNA sintético dê as instruções ao organismo para a produção de proteínas encontradas na superfície do vírus. Uma vez produzidas no organismo, essas proteínas (ou antígenos) estimulam a resposta do sistema imune resultando, assim, potencialmente em proteção para o indivíduo que recebeu a vacina. A eficácia de 95% contra a covid-19 e a vacina funciona com esquema de duas doses, num intervalo de 21 dias entre elas.

Fonte: Pfizer

Mais 844 casos de covid-19

O Distrito Federal registrou 844 novos casos e 40 mortes por covid-19 em 24 horas. Com a atualização, divulgada pela Secretaria de Saúde na noite de ontem, a capital federal chegou a 372.563 casos, sendo que 355.451 (95,4%) são pessoas que se recuperaram e 7.534 (2%) morreram. De acordo com o boletim epidemiológico, a taxa de transmissão do vírus está em 0,82, ou seja, cada 100 pessoas infectadas transmitem a doença para mais 82.

Das mortes registradas no último dia, 13 ocorreram ontem, sendo 11 moradores do DF e dois de cidades goianas do Entorno. Do total de mais de 7 mil mortes, 620 de pessoas residentes na capital federal, 538 de Goiás e o restante, de outros 14 estados.

Com os novos dados, a média móvel de casos chegou a 988, número 23,77% menor que o valor registrado há 14 dias. Já a mediana de mortes está em 51,71, equivalente a uma queda de 24% quando comparado com o registrado há duas semanas. Apesar da queda nas médias, as regiões do DF ainda sofrem com a doença. Ceilândia é o local com o maior número de casos e de mortes, com 40.991 e 1.200, respectivamente. Em relação aos casos, em seguida, aparecem Plano Piloto, com 35 mil, e Taguatinga, com 29 mil registros.

Ainda ontem, por volta das 18h, a ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) utilizadas para o tratamento da covid-19 era de 98,26% na rede pública. Dos 470 leitos, apenas oito estavam vagos e nove, bloqueados. Na rede privada, essa taxa era de 93,63%, com 339 unidades com pacientes, 24 livres e 36 bloqueados. Na fila por uma UTI, havia 185 pessoas, sendo 90 com suspeita ou confirmação de infecção pela covid-19.

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Covid-19: DF terá selo para identificar empresa que respeitar normas sanitárias

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Selo Estabelecimento Saudável e Seguro reconhecerá empresas que adotam os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a contaminação pelo coronavírus

Selo Estabelecimento Saudável e Seguro reconhecerá empresas que adotam os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a contaminação pelo coronavírus

Em meio à pandemia de coronavírus, os consumidores contarão com uma ferramenta visual para verificar se os estabelecimentos comerciais seguem as regras sanitárias preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou um projeto de lei que cria o selo Estabelecimento Saudável e Seguro, e reconhece as empresas que cumprem as medidas exigidas para evitar a contaminação pela covid-19.

A medida, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (12/5), exige que os empreendimentos que queiram obter a certificação implementem um protocolo interno de higienização, além de adotar procedimentos que assegurem o funcionamento seguro das atividades comerciais.

A Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) é a pasta que vai entregar o selo e fiscalizar o cumprimento das regras. Os fiscais vão realizar auditorias aleatórias nas empresas para fazer a verificação.

Pelo ato, o selo ficará visível tanto no espaço físico quanto nas páginas da empresa na internet. Entre os requisitos para poder receber o selo, as empresas devem garantir o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) aos trabalhadores, assim como aferir a temperatura deles duas vezes ao dia. Além disso, é necessário disponibilizar álcool em gel 70% aos clientes, e dispensadoras com solução antisséptica.

O texto é de autoria do deputado Hermeto (MDB) e foi aprovada em dois turnos pela Câmara Legislativa (CLDF) em março, e aguardava a sanção do governador para entrar em vigor.

 

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Covid-19: Ibaneis pretende vacinar rodoviários após professores

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Governador Ibaneis Rocha (MDB) adiantou ao Correio que a categoria estará entre os grupos prioritários de imunização. Por enquanto, o DF está fazendo as aplicações em pessoas com comorbidades e nos demais públicos iniciados. Mais de 532 mil receberam a primeira dose

No DF, 532.323 pessoas que receberam a primeira dose dos imunizantes e 283.561, o reforço. – (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A. Press )

Após afirmar que os professores devem ser vacinados contra a covid-19 até agosto, o Governo do Distrito Federal (GDF) pretende imunizar os rodoviários em seguida. De acordo com o que o governador Ibaneis Rocha (MDB) adiantou ao Correio, a categoria é a próxima a entrar na lista de prioridades. No entanto, como o DF depende do envio de doses do Ministério da Saúde, não há uma data para o início dessa fase. Por ora, o GDF está vacinando pessoas com comorbidades, além dos demais públicos já contemplados. Nessa terça-feira (11/5), a capital atingiu a marca de 532.323 pessoas que receberam a primeira dose (D1) dos imunizantes e 283.561, com o reforço.

Apesar da intenção, o governador afirmou que a prioridade, após comorbidades, são os educadores. “A imunização dos professores será capaz de trazer mais normalidade à vida de todos nós, até porque vivemos um problema de saúde social com os alunos em casa”, avalia Ibaneis.

O chefe do Executivo local reforça que o avanço da campanha no DF depende do envio de mais doses pelo Ministério da Saúde. “A esperança é de que venham mais vacinas para que a imunização seja mais rápida para todos, mas precisamos pensar nos rodoviários e em todos os profissionais que têm mais contato com outras pessoas”, completa. Até o momento, o DF recebeu 1.001.504 doses entre CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. Nessa terça-feira, 9.651 pessoas foram imunizadas com a D1 e 3.277, com a D2 (segunda dose).

Entre as categorias que estão sendo imunizadas, apenas os profissionais da saúde estavam previstos no Plano Distrital de Vacinação da Secretaria de Saúde, o que havia sido estimado em 101 mil pessoas. Até o fechamento desta edição, 135.113 receberam a primeira dose e 100.948, o reforço. A previsão inicial considerava apenas aqueles que atuam na linha de frente no combate á covid-19, por isso a disparidade entre o público esperado e o vacinado.

Os profissionais da segurança pública foram incluídos ao longo da campanha. Dos 16.300 vacinados, 5.488 receberam a D2. Esta categoria não estava prevista no plano Distrital de Vacinação, mas foi incluída depois por determinação do governador do DF e do Ministério da Saúde.

Além dos profissionais de saúde, 96.166 idosos com 75 anos foram vacinados e ultrapassaram a previsão inicial, que era de 80,9 mil indivíduos. Segundo a pasta, isso ocorreu devido à vacinação de moradores de outros estados no DF. Já o grupo de 60 a 74, composto por 265,2 mil pessoas, têm 241.009 vacinados com a D1.

Reações

Após análise dos relatos de reações às vacinas contra a covid-19, o sistema e-SUS, do Ministério da Saúde, associou 529 casos às aplicações. Com relação aos eventos adversos pós-vacinação (EAPV) com a CoronaVac, 288 ocorrências foram classificadas como não graves e seis graves. Das pessoas que relataram sintomas após a imunização, 52,6% informaram dor de cabeça; 21,88%, dores musculares; 16,4%, diarreia e 13,7%, reação de hipersensibilidade na pele.

A vacina AstraZeneca, por sua vez, contabilizou 114 casos como não graves e dois graves. Os sintomas mais relatados foram: dor de cabeça (42,3%), dores musculares (36,4%), febre (35,5%), diarreia (10,1%) e reação no local de aplicação (16,1%). Não houve reação de hipersensibilidade na pele após a aplicação da vacina AstraZeneca.

Apesar das reações registradas, o infectologista e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Leandro Machado ressalta que isso não é motivo para deixar de se imunizar. “Toda vacina tem reação, é uma coisa que já esperamos quando começamos a vacinar. Não compensa ficar sem vacina, porque a pessoa estará mais exposta à covid-19 e com maior risco de desenvolver a forma grave da doença”, explica.

8.184 mortos

Nas últimas 24 horas, o DF registrou mais 766 novos casos e 34 mortes pela covid-19. Com a atualização, a capital federal chegou à marca de 388,2 mil infecções confirmadas e 8.184 óbitos. A média móvel de casos da doença, levando-se em conta os últimos sete dias, está em 865. Enquanto a mediana de mortes, em relação ao mesmo período, é de 36,85.

A taxa de transmissão está em 0,9, o que significa que 100 pessoas transmitem o novo coronavírus para outras 90. O ideal, para o GDF, é que esse índice permaneça abaixo de 1, pois demonstra que a pandemia está desacelerando.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) estuda os dados diariamente para definir se vai flexibilizar ou não as medidas restritivas em vigor no DF. Esta semana, o chefe do Executivo local deve definir se autoriza ou não a realização de eventos com 25% da capacidade de público. “É preciso acompanhar sempre a evolução dos índices. Está na hora de flexibilizar outras atividades econômicas, a sociedade pede por isso. Se todos observarem as regras de segurança e asseio, é possível manter a doença sob controle até que a vacinação chegue a todos”, disse.

Retomada de cirurgias eletivas

Naide Castilho, 52 anos, sofre de catarata e aguarda, desde abril de 2021, a operação -  (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press

Gradativamente, a Secretaria de Saúde (SES) do Distrito Federal retoma as cirurgias eletivas que estavam paradas devido ao agravamento da pandemia de covid-19. As cirurgias de pequeno e médio porte, como hérnias e vesículas, voltarão a ser realizadas nos hospitais públicos do DF. Os procedimentos eletivos ocorrem conforme a disponibilização de vagas nas unidades pelos núcleos de internação e alta da SES. A secretaria, no entanto, afirmou que não é possível estimar quantas pessoas estão aguardando por uma dessas cirurgias na capital.

O retorno foi possível graças à desmobilização dos leitos, iniciada esta semana visando o aumento da disponibilização de unidades para que as cirurgias transcorrem de maneira mais dinâmica. A retomada representa alívio para pacientes que esperam pelo procedimento. Naide Castilho, 52 anos, aguarda desde abril do ano passado por uma cirurgia de catarata. “O médico falou que tinha que esperar, que iam me ligar, mas, até hoje, nada. Eu estou doida para fazer essa cirurgia, mas essa pandemia atrapalhou”, lamenta.

Ela conta que, ao longo do último ano, os sintomas têm piorado. “Me atrapalha para ler as caixas de comprimido, para ler no celular. Para eu colocar a linha na agulha, tenho que sair na claridade. Fico preocupada de perder a vista. Às vezes, fico com a visão embaçada, me dá umas fisgadas”, reclama. Com o retorno das operações, ela se sente esperançosa. “Se for liberada, vai ser um alívio, bom demais, dá mais segurança, vou ficar despreocupada”.

Na semana passada, durante a inauguração do hospital de campanha do Gama, no Bezerrão, o governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmou que os pacientes com covid-19 nas UTIs dos hospitais públicos seriam transferidos para as unidades de campanha. Os módulos no Autódromo de Brasília e na Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia ainda não foram entregues.

Emergência

A vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Bernadete Perez, diz que o “maior risco é morrer sem assistência, sem acesso”. Ela pondera que, no início da pandemia, os estados tiveram de dar uma resposta rápida à crise com a mobilização de leitos, mas que a medida é incompleta e insuficiente para o enfrentamento de uma pandemia. “A gente tem tempo suficiente para conseguir fazer essa organização de serviços de maneira que não tenha, também, um aumento de letalidade entre a população com outras doenças crônicas e agudas que precisam de assistência”, acrescenta.

A enfermeira e professora da Universidade de Brasília (UnB), Fátima Sousa ressalta que a suspensão das cirurgias eletivas em meio à pandemia do novo coronavírus é resultado de erros na gestão da saúde no DF. “Deveríamos ter feito os hospitais de campanha para dar suporte aos hospitais de referência, como o Hran (Hospital Regional da Asa Norte), e deixado os demais funcionando normalmente”, avalia.

A professora diz que a solução de transferir os pacientes com covid-19 para os hospitais de campanha veio tarde, mas é necessária. “Tem que colocar um garrote rapidamente e estancar essa sangria. Tem que organizar, não pode deixar morrer de outras doenças”, declarou.

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Voltas às aulas presenciais na rede pública só com vacinação, diz Educação

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Segundo a pasta, imunização de servidores é fundamental para retorno. Expectativa é de que, até agosto, professores tenham recebido ao menos a primeira dose

(crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

O Distrito Federal se prepara para vacinar contra a covid-19 os professores e servidores da rede pública de ensino da capital. Com o plano de vacinação da categoria estruturado e finalizado, a expectativa dos técnicos é de que os profissionais sejam imunizados a partir do mês que vem para que as aulas presenciais comecem em agosto. “Pelo que tenho conhecimento, o Ministério da Saúde se manifestou com relação à vacinação dos professores em junho. O governador pretende iniciar as aulas até agosto”, reiterou o secretário da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, durante coletiva ontem. Com a redução no número de casos e na ocupação dos leitos de UTI, Ibaneis Rocha estuda também liberar a volta de eventos, com público reduzido para 25% (leia mais na página 14).

Os próximos passos da ação ficarão sob responsabilidade das secretarias de Educação e Saúde do DF. Ao Correio, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, disse que as pastas vão ter a primeira reunião para definir as tratativas do processo na tarde desta terça-feira. “Temos que avaliar se há compatibilidade com o que recebemos de dose”, afirmou.

Valero não deu detalhes sobre o plano e os critérios de imunização dos profissionais e disse que o GDF, assim como as demais unidades da Federação, é obrigado a seguir o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. “Hoje, nem a gente tem autonomia, porque dependemos de doses que vêm do Ministério da Saúde”, disse.

Em nota, a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) afirmou que a capital está preparada para o retorno presencial, que só ocorrerá após a vacinação dos professores, demais servidores e funcionários terceirizados que atuam nas escolas. “A Secretaria de Educação estruturou o plano de volta às aulas presenciais a partir da vacinação dos profissionais de educação”, disse o comunicado.

Segundo a pasta, o retorno ocorreria de forma gradual. “A partir da pré-escola, em ordem crescente, até o ensino médio. A execução do plano, porém, depende da oferta de vacinas pelo Ministério da Saúde”, ressaltou a nota. A reportagem questionou a secretaria sobre a quantidade de profissionais da educação que estariam contemplados pela vacinação, considerando que parte do público pode ter sido vacinado por outros critérios, como idade e comorbidades. A pasta não respondeu até o fechamento desta edição. A previsão inicial era de que seriam 50 mil servidores.

Outro entrave para acelerar o processo é a falta de vacinas. Na semana passada, o Governo Federal voltou atrás e determinou que os imunizantes entregues aos estados e ao Distrito Federal fossem usados para completar o ciclo de vacinação. Com isso, inviabilizou a ampliação do público-alvo que, no momento, é composto por pessoas com comorbidades, profissionais de segurança, da saúde e idosos a partir de 60 anos. A Secretaria de Educação destacou que não tem informações sobre quando novos lotes do imunizante serão destinados aos profissionais da área. “(O ministério) Não sinalizou quando enviará aos estados doses para vacinação do grupo de professores”. concluiu.

A diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) Rosilene Corrêa afirmou que os profissionais não se sentem seguros para voltar ao trabalho presencialmente. “O ritmo de vacinação no DF está muito lento. Não tem como ter segurança para um retorno sem vacina. E, de preferência, com a população vacinada, e não só os professores”, disse. A representante da entidade diz que reconhece a importância das aulas presenciais, mas que, na atual situação, a saúde é prioridade. “Os professores nunca deixaram de trabalhar. Eles estão em sala de aula, o que diferencia é que estamos em uma sala de aula virtual. Lamentavelmente, sabemos e reconhecemos o prejuízo de muitos estudantes porque não dispõem de recursos para acompanhar a aula virtual. Falta de internet ou computador. Mas, isso não é responsabilidade dos professores”, ressalta.

Preocupação

Pais de alunos reconhecem que o rendimento escolar dos filhos diminuiu com o ensino remoto, mas temem que eles sejam contaminados pelo novo coronavírus nas salas de aula. A auxiliar operacional Divina Pereira de Morais, 28 anos, preocupa-se em deixar que o filho frequente a escola. “Eu estava tranquila em relação ao meu filho voltar, mas ouvi de uma moça que a irmã dela estava com covid e a filha estava indo para a creche. Tem pais que estão doentes e mandam os filhos para a escola. Essas crianças podem transmitir o vírus para as outras”, conta a moradora de Planaltina.

A empresária Brunna Araújo Nunes, 35 anos, moradora de Taguatinga, também se sente insegura para o retorno das aulas presenciais. Ela acredita que apenas a vacinação dos profissionais não é suficiente. “Não adianta somente vacinar os professores porque tem as crianças. Se uma criança estiver com o vírus, vai passar para as outras. Eu tenho três filhos na escola pública, gostaria muito que as aulas voltassem, mas só se tivesse um controle maior”, aponta.

A técnica em radiologia Maria das Graças Barbosa, 55 anos, vacinou-se contra a covid-19, pois faz parte do grupo das comorbidades. Mesmo aliviada, ela expressa outra preocupação: os netos que estão em idade escolar. Para Maria, os professores devem ser imunizados com urgência. “Eles deveriam ser vacinados, porque não tem como dar aula sem vacinar. E fica aquele problema: eles serão vacinados, mas e as crianças? Esse é o ponto negativo”, ressalta.

O presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Alexandre Veloso, destaca a preocupação da entidade com o retorno das aulas. “Acreditamos que isso é importante e vai ajudar muitas famílias. Também temos a necessidade de que isso seja opcional. Tem família, por exemplo, que sinalizou que só volta quando o filho for vacinado. Então, isso não vai acontecer este ano, porque vacina para criança não tem previsão”, comenta.

Mais 37 mortes
O DF registrou 37 mortes e 832 casos da covid-19 ontem. Com as ocorrências, a capital acumula 8.150 óbitos e 387.293 infecções pelo novo coronavírus. Desses, 371.293 são pacientes considerados recuperados. A média móvel de casos está em 865, o que representa queda de 8,57%, em relação ao número de 14 dias atrás. Quanto às mortes, em comparação ao mesmo período, o índice é de 38 — redução de 22% comparada à média móvel de 26/5.

Ontem, foram mais 7.606 pessoas imunizadas com a 1ª dose da vacina contra a covid-19. O número dos que receberam a segunda aplicação totaliza 1.439. Os dados são do vacinômetro da Secretaria de Saúde do DF. Com os números, a capital soma 520.625 aplicações da primeira dose e 280.378 da segunda, desde o início da campanha.

Palavra de especialista

Exposição

“É importante vacinar os professores porque eles vão ter que sair de casa, se transportar, chegar nesse ambiente (escola) e vão ter contato com muita gente na sala de aula. Temos visto que a transmissão de covid-19 em ambientes escolares tem uma característica que não é, em geral, do aluno para o professor, e, sim, do professor com outros professores e com funcionários. Assim, o aluno entra também como parte desse ciclo. Mas a transmissão em adultos é mais importante do que em crianças. Ao mesmo tempo, é importante que a gente tente elencar e fazer uma discussão ética sobre quais são os grupos mais vulneráveis e mais expostos para construir essa ordem de vacinação. Por exemplo, temos motoristas de ônibus, cobradores, profissionais de limpeza e segurança, que são serviços essenciais, que ainda não foram vacinados e que, em teoria, estão mais expostos que os professores.”

Jonas Brant, epidemiologista e professor da Universidade de Brasília (UnB)

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Covid-19: Saúde suspende vacinação de grávidas no DF

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Segundo nota da Secretaria de Saúde, a pasta aguarda as recomendações técnicas do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde para retomar a imunização deste grupo

A suspensão veio após investigação de efeito adverso da vacina em grávida no Rio de Janeiro – (crédito: JOE KLAMAR)

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal decidiu suspender a vacinação contra a covid-19 e o agendamento de grávidas. A decisão vem após uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após “evento adverso” à vacina da AstraZeneca investigado pelo Ministério da Saúde.

Segundo a pasta local, a suspensão estará em vigor até que as recomendações técnicas do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde sejam encaminhadas. A orientação é que as gestantes aguardem para as novas recomendações.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ministério investiga a morte de uma mulher, no Rio de Janeiro, vacinada com este fármaco. Além do DF, São Paulo e Rio de Janeiro suspenderam a vacinação de grávidas.

 

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Lira defende ‘reforma tributária possível’ e destravar pauta econômica

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De acordo com o parlamentar, o atual Congresso Nacional é reformador e quer destravar a pauta econômica ainda em 2021

(Adriano Machado/Reuters)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta segunda-feira, 10, a aprovação de uma “reforma tributária possível”, possivelmente fracionada entre Câmara e Senado e dividida em duas, sendo um texto para alterar incidência de impostos sobre renda e outra sobre consumo. “Quanto mais pesada, pior de ser feita”, declarou Lira, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.

De acordo com o parlamentar, o atual Congresso Nacional é reformador e quer destravar a pauta econômica ainda em 2021, considerando a dificuldade em dar andamento a projetos polêmicos em ano eleitoral.

Lira ainda voltou a defender a extinção da comissão mista da reforma tributária, medida anunciada na semana passada alegando esgotamento de prazos regimentais. “Reforma tributária é uma pauta que não pode ter percalços”, afirmou.

O presidente da Câmara também manteve seu discurso de que a alteração no sistema de tributação brasileiro não deve ter paternidade, e sinalizou que outro relator poderá ser indicado para tocar a pauta na Casa. Responsável pelo relatório na comissão extinta, o deputado Aguinaldo Ribeiro (Progressistas-PB), apesar de correligionário de Lira, é aliado político do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), rival do atual presidente da Câmara nas eleições de fevereiro deste ano.

Já a reforma administrativa, após apreciação em comissões e plenário, deve ser entregue ao Senado dentro de um mês e meio, disse Lira, durante a entrevista. O presidente da Câmara também se comprometeu em discutir privatizações, sem especificar de quais empresas se tratava.

Urnas eletrônicas

Embora tenha reiterado sua confiança urnas eletrônicas, Arthur Lira defendeu a possibilidade de se “tirar dúvidas” sobre o sistema eleitoral brasileiro. Segundo ele, se a adoção do voto impresso tiver de ser discutida, será debatida rapidamente no Congresso Nacional.

“Se eu acredito na urna eletrônica, não tem por que não tirar dúvidas. Não podemos chegar a uma eleição com uma parcela da população colocando sub judice o resultado da eleição”, declarou Lira ao programa da TV Brasil.

O presidente da Câmara ainda renovou críticas à instalação da CPI da Covid no Senado Federal. O colegiado, na visão de Lira, estaria acontecendo em um “momento inoportuno”.

“Não é momento de procurar culpados. Quem cometeu seus erros, pagará por eles”, disse, argumentando que o Congresso Nacional deveria estar mais preocupado com o fornecimento de vacinas contra o novo coronavírus e com a pauta econômica. “Eu não estou defendendo o Palácio do Planalto. Eu nunca disse que era contra a CPI. Mas estão transformando a CPI em palanque político, e a população está de olho nisso”.

Lira disse ainda ser prejudicial discutir alianças para eleições de 2022 em meio à pandemia e à crise econômica. O deputado afirmou também que não participa dessas conversas neste momento, nem mesmo em Alagoas, seu Estado.

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Covid-19: taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede privada está em 90,4%

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Segundo dados da Sala de Situação, há 27 leitos vagos em unidade de terapia intensiva nos hospitais particulares do DF para atender pacientes graves com a covid-19

(crédito: Breno Esaki)

As unidades de terapia intensivas (UTI) reservadas para atender pacientes com a covid-19 na rede particular estão perto da capacidade total. De acordo com dados divulgados na Sala de Situação, a taxa de ocupação dos leitos de UTI Covid chegou a 90,4% na manhã desta segunda-feira (10/5). Há apenas 27 leitos disponíveis, sendo que um deles é pediátrico.

Em contrapartida, na rede pública, com a abertura do Hospital de Campanha do Gama na última sexta-feira (7/5), o índice de ocupação dos leitos de UTI Covid está em 79,7%. Segundo informações da Secretaria de Saúde, dos 480 leitos reservados para pacientes graves com a doença, 91 estão vagos. Outros 30 estão bloqueados e um aguarda liberação.

Além das UTIs, a rede de saúde conta com 255 leitos em unidades de cuidados intermediários (UCI) para casos com suspeita ou confirmação da covid-19. Desse quantitativo, 124 leitos encontram-se disponíveis para receber pacientes — sendo que 53 estão localizados no Hospital de Campanha do Gama. De acordo com a pasta, a UCI tem a mesma estrutura que um leito de UTI convencional, por isso é capaz de dar todo o suporte necessário para os casos mais graves. Na manhã desta segunda-feira (10/5), 97 pacientes aguardavam na fila por um leito de UTI na rede pública. Desse quantitativo, nove são de pacientes com suspeita ou confirmação da covid-19. A expectativa da Secretaria de Saúde é zerar essa fila com a abertura dos hospitais de campanha.

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quinta-feira, 13 de maio de 2021

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