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Com a Selic e os juros mais altos, é hora de comprar um imóvel?

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Juros dos empréstimos habitacionais estão no menor patamar da história, mas a alta da taxa básica e a piora da pandemia trazem um ambiente de incerteza para quem deseja comprar um imóvel

Com a perspectiva de alta dos juros dos financiamentos habitacionais, a hora de comprar um imóvel é agora? (Getty Images/Getty Images)

O Banco Central interrompeu um ciclo de seis anos de juros em queda e decidiu aumentar a Selic de 2% para 2,75% ao ano. Como a taxa básica é referência para o custo do crédito no Brasil, espera-se que os juros de empréstimos e financiamentos também fiquem mais caros.

Uma dessas modalidades é o crédito habitacional. Quem está buscando um imóvel pronto ou quem comprou na planta e ainda vai financiar está de olho no comportamento das taxas, em busca da melhor oportunidade. Daí surge a dúvida: a alta da Selic vai dificultar a compra da casa própria?

Especialistas disseram que ainda vai levar um tempo para que a alta da taxa básica de juros chegue aos financiamentos imobiliários, mas que inevitavelmente esse custo vai aparecer ao longo do ano. A expectativa do mercado é que os juros básicos se aproximem dos 5% até o final de 2021, o que poderia levar o custo do crédito habitacional para os 8% ou 8,5% ao ano.

“Vamos ver algum tipo de reajuste, mas não muito rápido, porque o mercado está aquecido e há uma boa concorrência entre os bancos. Hoje também temos mais modalidades de indexação das taxas do que tínhamos há dois anos”, diz Cristiane Portella, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Ela cita o lançamento de novas linhas de empréstimo, como os com taxas prefixadas, indexados ao IPCA e à poupança. Embora a modalidade tradicional (que possui uma taxa fixa somada à Taxa Referencial, a TR) ainda represente a maior parte dos financiamentos, as novas alternativas trouxeram mais diversidade para os clientes.

O saldo da caderneta de poupança, aliás, é a principal fonte de recursos para o financiamento imobiliário. No ano passado, a poupança teve captação recorde, o que ajudou os bancos a originar mais crédito.

“Os bancos estão captando recursos da poupança, que representa 50% de todo volume de crédito imobiliário, com um custo inferior a 2%. Mesmo que a Selic suba mais, ainda teremos um custo de captação baixo”, explica Sergio Cano, professor da Fundação Getulio Vargas e especialista em mercado imobiliário.

A diferença entre o custo de captação e os juros cobrados nos financiamentos imobiliários é chamado de spread. Dois anos atrás, esse spread estava na casa dos 2% — ou seja, 50% menor do que hoje.

Pode ser que os bancos queimem parte dessa “gordura” segurando os juros no piso, mas é possível que eles preservem o spread mais alto para se resguardar da possível piora da economia. Nesse caso, os juros poderiam voltar a subir progressivamente.

Comprar agora ou depois?

Considerando que a tendência é de alta dos juros daqui para a frente, uma janela de oportunidade parece ter sido aberta. Quem busca um imóvel pronto e já tem uma boa reserva para dar de entrada deve cogitar a opção de concretizar o negócio, ainda mais porque os preços dos imóveis ainda são considerados defasados.

“Se puder financiar agora, faça, até porque teremos uma pressão inflacionária à frente. A alta dos índices de preços já está, inclusive, pressionando o aluguel”, lembra Rafael Sasso, cofundador da Melhortaxa.

Rafael diz que, nos últimos meses, muitas pessoas ficaram esperando os juros caírem um pouco mais, mas que o ciclo de cortes das taxas promovido pelos bancos parece ter chegado ao fim. Ele pondera que o recrudescimento da pandemia do coronavírus traz uma dose grande de incerteza para as famílias e para as próprias instituições financeiras, em razão do possível aumento do desemprego.

Vale a pena comprar na planta?

A situação de quem comprou ou pensa em comprar um imóvel na planta é um pouco diferente. A depender do prazo de entrega das chaves, os custos do financiamento imobiliário já podem estar em outro patamar. Por isso, é importante considerar um juro mais alto na hora de calcular a parcela e o montante a ser financiado.

Outro ponto importante é o avanço do Índice Nacional da Construção Civil (INCC). O indicador é usado para corrigir o saldo devedor de quem comprou um imóvel na planta, e tem subido em torno de 1% ao mês desde outubro do ano passado. Esse reajuste pode ser uma dor de cabeça para quem financiou uma parcela grande do valor do imóvel na planta.

“O problema é a incidência do INCC sobre o saldo devedor, que é maior. Por isso, quem puder antecipar as parcelas de obra ou até dar uma entrada maior, para amortizar a dívida, melhor’, aconselha Cano, da FGV.

Poupança, IPCA, prefixado ou taxa + TR?

Com diferentes modalidades de financiamento disponíveis, a dúvida, agora, é qual é mais vantajosa no cenário de possível alta dos juros. Para responder essa pergunta, o professor da FGV recomenda que o comprador avalie o volume de recursos que tem na mão e o prazo do financiamento.

“Cada família tem que fazer as contas, é uma decisão pessoal. Mas é importante considerar alguns pontos. Primeiro, a perspectiva é que o IPCA suba nos próximos meses, e ninguém consegue prever para onde vai a inflação”, alerta Cano.

Sasso, da Melhortaxa, diz que a linha de crédito que considera o rendimento da poupança para calcular os juros, oferecida atualmente pelo Itaú e pela Caixa, é um pouco mais previsível, mas que também sofre influência direta da Selic. Lembrando: o rendimento da poupança corresponde a 70% da taxa básica de juros.

“A modalidade mais conhecida, que é a que tem uma taxa fixa somada à TR, parece ser o lugar mais seguro. A linha atrelada à poupança é o meio do caminho, e os financiamentos atrelados ao IPCA são os mais incertos”, classifica o cofundador da Melhortaxa.

Ele lembra que não é possível mudar o indexador ou fazer portabilidade de uma modalidade para a outra, e por isso o comprador deve ficar ciente dos riscos de longo prazo da linha de crédito escolhida.

 

 

 

 

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Ecorodovias apresenta única oferta e vence leilão de sistema Rio-Valadares

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A empresa foi a única interessada no ativo e ofereceu o menor valor da tarifa de pedágio, principal critério do certame

(Divulgação/CNT)

Sem concorrentes, a Ecorodovias venceu o leilão de concessão do sistema rodoviário Rio-Valadares, que tem 726,9 quilômetros de estradas entre o Rio de Janeiro e Governador Valadares, em Minas Gerais. A empresa foi a única interessada no ativo e ofereceu o menor valor da tarifa de pedágio, principal critério do certame.

A empresa ofereceu um desconto de 3,11% sobre a tarifa básica. O máximo permitido pelo edital era de 17,5%. O leilão aconteceu nesta sexta, na sede da B3, em São Paulo.

As tarifas básicas de pedágio definidas para a concessão foram de R$ 0,16092/Km para pista simples, sendo a pista duplicada de R$ 0,22528/km, 40% maior em relação à tarifa de pista simples. Não houve pagamento de valor de outorga. Como o desconto sobre o valor do pedágio não foi o máximo previsto pelo edital, o valor da outorga é zero.

Marcello Guidotti, presidente da Ecorovias, disse que os investimentos previstos vão aumentar a segurança, tornar mais fluída e moderna a rodovia. A empresa já opera três concessões de rodovias em Minas e a ponte Rio/Niterói, no Rio de Janeiro. Com a vitória, amplia a presença nesses estados.

“Estamos sempre à procura de novas oportunidades. Este contrato traz novidades na área ESG e prevê compensação de 100% dos gases CO2 emitidos, além de duas usinas fotovoltaicas reduzindo o impacto ambiental da obra. Passamos a operar 4 mil quilômetros de rodovias no país, o que nos torna o maior operador de rodovias no Brasil”, disse Guidotti.

Haverá novidades como desconto de 5% para motoristas que usarem o sistema de cobrança automática nos pedágios. Também será implementado o sistema free flow de pagamento eletrônico com base na distância percorrida.

Por 30 anos, a nova concessionária vai explorar e operar esse sistema. O edital prevê que sejam feitas melhorias como 303,2 km de obras de duplicação, 255,2 km de faixas adicionais, 85,5 km de vias marginais, 775 melhorias de acessos, 75 passarelas e 57 passagens de animais. Prevê ainda investimentos de R$ 11,3 bilhões em melhorias e ampliação de capacidade. A expectativa é de criação de 150 mil empregos, diretos e indiretos.

Trata-se da única rota, a partir da cidade do Rio de Janeiro, disponível para se contornar a Baía de Guanabara, permitindo o acesso à Região dos Lagos, ao norte do Estado, e às regiões Norte e Nordeste do país, segundo o edital. O trecho também faz a ligação entre as cidades do Rio de Janeiro e Governador Valadares, sendo estratégico pela extensão e pelo volume de tráfego, junto com outras duas rodovias, a BR-040/MG/RJ e BR-116/RJ/SP.

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, disse que trata-se de uma parceria “ganha/ganha” e que estava feliz que um grupo que já opera ativos como a ponte Rio/Niterói tenha vencido o certame. Ele disse que investidores internacionais estão de olho no Brasil e querem parcerias com empresas com musculatura.

“Ficamos satisfeitos que os leilões tem sido um sucesso”, afirmou.

Para tentar atrair mais investidores para as próximas 40 concessões previstas, o ministro da Infraestrutura esteve em Nova York, na semana passada, em “road show” para divulgar o programa de concessões federais a investidores internacionais. Ele visitou grupos como o Global Infrastructure Partners (GIP), o GIC (fundo soberano de Cingapura) e o australiano Macquarie, além dos bancos como UBS e Bank of America.

Estão previstas 12 praças de pedágio distribuídas da seguinte forma: na BR-116/RJ são três praças de pedágio, sendo duas localizadas em Viúva Graça, e uma em Magé. Também haverá duas praças na BR-493/RJ, em Itaboraí e Itaguaí. Já em Minas, na BR-116/MG, são sete praças de pedágio previstas em Leopoldina, Bom Jesus da Cachoeira, Miradouro, Orizânia, Santa Bárbara do Leste, Inhapim, Governador Valadares.

Para o advogado Rodrigo Campos, ex-diretor da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e sócio do escritório Porto Lauand, a concessão da Rio/Valadares é um projeto robusto e mais de 700km de rodovias, o que naturalmente provocou uma seleção natural dos participantes, afastando grupos de pequeno e médio porte.

Ele lembra que os leilões mais recentes de rodovias têm sido disputados só por dois players (A própria Ecorodovias e a CCR), é sempre frustrante quando só há um interessado.

“Isso é fruto do cenário econômico desafiador (inflação dos insumos, guerra, etc) e da grande quantidade de projetos de infraestrutura no ‘pipeline’ da União e dos estados, o que faz com que mesmo grupos grandes e capitalizados sejam mais seletivos e conservadores em suas avaliações e escolhas de prioridades de investimento”, observa Campos.

Na Rio/Valadares, por exemplo, o governo usou uma nova combinação de IPCA (70%) e IGP-DI (30%) para o reajuste de tarifas da concessionária, a fim de reduzir a imprevisibilidade de custos em torno dos insumos, como o asfalto.

“As mudanças feitas no edital trazem segurança jurídica e garantias necessárias para o projeto”, disse Guidotti.

Campos afirma que a participação da Ecorodovias era esperada, já que estão próximos do trecho, com a Ecoponte, a Eco135 (estadual em Minas Gerais) e com a Eco 101, no Espírito Santo. Com a Rio/Valadares, diz o advogado, a Ecodorovias, fortalece o portifólio na região e ganha ainda mais escala.

O governo vem tornando os editais de concessão de rodovias para tentar atrais mais interessados. Mas não tem conseguido o interesse de novos “players”, tendo ficado dependente da CCR e da Ecorodovias nas últimas grandes concessões à iniciativa privada. A Ecorodovias levou a concessão da BR-153 entre Goiás e Tocantins, em abril do ano passado. Já a CCR ganhou a relicitação da Presidente Dutra (Rio-São Paulo), no leilão realizado em outubro passado.

Mesmo com apenas um interessado, o governo avaliou como positivo o resultado leilão. Em algumas tentativas de concessões rodoviárias, por exemplo, não apareceram interessados. Em abril deste ano, o governo de São Paulo suspendeu por prazo indeterminado o leilão da parceria público-privada para a construção e a operação do trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, com 44 km de pistas. A suspensão, um dia antes do certame, foi vista como uma saída para evitar um ‘vexame’ pela falta de interessados.

No âmbito federal, o Ministério da Infraestrutura suspendeu em fevereiro o leilão concessão da chamada Rodovia da Morte, lote de 670 km que compreendia trecho da BR-381 de Belo Horizonte a Governador Valares e da BR-262 de João Molevade (MG) até Viana (ES).

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Economia

Previsão em relatório para Selic média em 2022 passa de 11,6% para 12,2%

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Já a estimativa para as receitas com dividendos de estatais caiu R$ 3,2 bilhões, passando para R$ 36,0 bilhões

(Reuters/Adriano Machado)

O Ministério da Economia atualizou nesta sexta-feira, 20, mais indicadores da grade de parâmetros macroeconômicos utilizados nos cálculos da execução orçamentária de 2022. Os dados estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 2º bimestre, divulgado no período da tarde desta sexta.
A equipe econômica elevou a projeção para a Selic média em 2022 de 11,6% para 12,2%. Há duas semanas, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros em 1,00 ponto porcentual, para 12,75% ao ano.

Já a projeção do Ministério da Economia para o câmbio médio deste ano passou de R$ 5,4 para R$ 5,00.

A previsão para a alta da massa salarial nominal passou de 15,4% para 16,3%.

Já a estimativa para o preço médio do barril de petróleo no mercado internacional passou de US$ 103,4 para US$ 102,8.

Pelo lado da arrecadação, apesar do lucro expressivo da Petrobras no primeiro trimestre do ano, a estimativa para as receitas com dividendos de estatais caiu R$ 3,2 bilhões, passando para R$ 36,0 bilhões.Já as receitas previstas com concessões subiram R$ 1,4 bilhão, para R$ 17,8 bilhões.

O relatório também mostra que a projeção para arrecadação com royalties neste ano diminuiu R$ 5,5 bilhões, para R$ 129 bilhões.

A previsão de gastos com benefícios previdenciários em 2022 subiu R$ 10,6 bilhões, para R$ 788,7 bilhões.

A projeção para os pagamentos de pessoal e encargos sociais subiu R$ 2,8 bilhões, para R$ 341,3 bilhões.

O gasto previsto com subsídios e subvenções ficou R$ 4,6 bilhões maior, passando para R$ 23,0 bilhões.

Já os valores estimados para o pagamento de precatórios e sentenças judiciais caiu R$ 9,9 bilhões, para R$ 19,5 bilhões.

Na quinta-feira, a equipe econômica divulgou novas projeções para o crescimento da economia neste ano, que foi mantido em 1 5%. Na ocasião, a projeção oficial para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6 55% para 7,90%, enquanto a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – utilizado para a correção do salário mínimo – passou de 6,70% para 8,10%.
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Economia

Projeto de ICMS pode tirar R$ 70 bi de estados e municípios, diz estudo

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A fixação de alíquota máxima de 17% do ICMS sobre energia, combustíveis, telecomunicações e transportes está prevista em projeto de lei complementar que Lira quer pautar na próxima semana

(Getty Images/RafaPress)

Se combustíveis, energia e telecomunicações tiverem a alíquota máxima do ICMS fixada em 17%, Estados e municípios devem perder cerca de R$ 70 bilhões de arrecadação por ano. A previsão é do economista Sergio Gobetti, especialista em finanças públicas que monitora as contas dos governos regionais.

A fixação de alíquota máxima de 17% do ICMS (tributo cobrado pelos Estados) sobre energia, combustíveis, telecomunicações e transportes está prevista em projeto de lei complementar (PLP) que o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), quer pautar na próxima semana.

Lira cobra uma saída conjunta entre Congresso, governo e Judiciário para os aumentos de energia e combustíveis. Para pressionar os Estados a reduzir os tributos, ele ameaçou pôr em votação o projeto.

A urgência para a tramitação foi aprovada na noite de quarta. Um projeto de decreto legislativo, que também tramita em regime de urgência, suspende os reajustes da tarifa de energia na Bahia, no Ceará e no Rio Grande do Norte, podendo ter efeito geral para outros aumentos aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os setores de combustíveis, energia e telecomunicações são chamados de blue chips (mais valiosos) para a tributação do ICMS porque, tradicionalmente, respondem por uma significativa fatia da sua receita. Há 15 anos, chegaram a responder por mais de 40% da arrecadação. Hoje, respondem por um terço. Isso ocorre porque segundo Gobetti, esses são os únicos produtos tributados no destino (onde os serviços ou produtos são consumidos) e, portanto, fora da guerra fiscal travada entre os Estados.

Além disso, as suas alíquotas foram elevadas ao longo das últimas décadas para compensar a perda de receita com benefícios para os demais setores econômicos. Em alguns Estados, a queda seria de 30% para 17%.

“Reduzir o ICMS da gasolina e da energia sem, ao mesmo tempo, eliminar a montanha de benefícios fiscais em vigor é populismo fiscal e irresponsabilidade”, diz Gobetti. Para ele, a melhor forma de corrigir essas distorções e uniformizar a carga tributária do País seria aprovar a PEC 110 da reforma tributária que o Senado tenta aprovar este ano, sob resistências. A reforma tributária prevê tratamento mais uniforme para todos os produtos e serviços do País, eliminando as diferenças de carga tributária entre as blue chips e outras mercadorias e serviços.

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) está preparando os cálculos do impacto do projeto para divulgar aos parlamentares. O ICMS é repartido pelos Estados com os municípios, que também terão o caixa reduzido se o projeto avançar. Os Estados e os municípios já estão perdendo receita com o corte de 35% do IPI.

PRESSÃO SOBRE OS ESTADOS

O Ministério da Economia considera que os governadores estão com o caixa cheio e podem dar uma contribuição maior para baratear o preço dos combustíveis. O governo já zerou sua tributação do diesel, mas conta com armas reduzidas para atacar os preços altos – considerados pelo núcleo político do presidente Jair Bolsonaro uma das principais ameaças à reeleição.

Na Câmara, o projeto será discutido na terça-feira, em reuniões de lideranças. A proposta é de autoria do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE). O relator será o deputado Elmar Nascimento (União-BA). Como mostrou o Estadão/Broadcast, o projeto foi discutido na quarta-feira na residência oficial do presidente da Câmara com o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.

 

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Economia

29% dos brasileiros têm cinco ou mais cartões. Especialista faz alerta

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Uso excessivo de cartões de crédito pode levar ao endividamento. Veja como não se descontrolar

Cartões de crédito: rodízio de plásticos e uso como complemento de renda são hábitos que devem ser evitados (Bloomberg/Daniel Acker)

A parcela dos brasileiros que têm cinco ou mais cartões de crédito vem aumentando. É o que diz uma pesquisa da Serasa eCred.

De acordo com o levantamento, 29% dos brasileiros têm cinco ou mais cartões de crédito, enquanto 18% afirmaram ter quatro cartões. Já a parcela que tem três cartões corresponde a 23%, ao passo que 21% têm dois. Apenas 9% sustentam sua vida financeira com apenas um cartão de crédito.

A pesquisa, que ouviu 3.751 pessoas, mostra que para 34% entrevistados as compras no cartão consideradas mais importantes são as de supermercado e alimentação. Os outros gastos pagos com o plástico são realizados em farmácias (15%), na compra de eletrodomésticos (14%) roupas (11%), viagens (10%) e móveis (10%). O pagamento de boletos com cartão representa 6%.

“Rodízio de cartões”: hábito perigoso

Ter mais de um cartão permite fazer “rodízio de cartões”. É uma forma de jogar o valor do gasto para o futuro e obter mais limites de crédito, afirma Ione Amorim, coordenadora de serviços financeiros do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Contudo esse hábito financeiro é uma operação arriscada, que pode fazer com que muitos consumidores percam o controle do pagamento das faturas e fiquem inadimplentes.

Taxas de juros multiplicadas

Ter mais de um cartão de crédito pode ser uma armadilha ao consumidor. Onde está o perigo? Na exposição aos juros, caso atrase ou deixe de pagar a fatura.

Em caso de necessidade, Amorim aconselha que o consumidor tenha menos cartões e opte por aqueles com limite mais baixo para “alternar o uso sem grande exposição”.

Cartão não é complemento de renda

Muitas vezes, o cartão de crédito passa a fazer o papel de complemento de renda. Mas à medida que se reduz o poder de compra do consumidor, o uso do cartão aumenta.

“Este ciclo leva ao atraso do pagamento da fatura e incentiva o uso de outro cartão, aprofundando o endividamento e descontrole das dívidas. Se o consumidor cair no rotativo (pagar apenas o valor mínimo da fatura) há cobrança de juros acima de 360% ao ano”, aponta Amorim.

5 dicas para usar mais de um cartão sem descontrole

A crise econômica provoca aumento da inadimplência, e famílias de rendas mais baixas podem usar cartões para pagar contas básicas que não conseguem quitar à vista, conclui Amanda Rapouzo, gerente do Serasa eCred.

Em caso de necessidade, no qual não é possível concentrar todas as compras em apenas um plástico, veja abaixo 5 dicas para utilizar os cartões de crédito sem descontrolar o orçamento:

  • Defina um limite condizente com a sua realidade financeira
  • Tenha em mente quais cartões são usados para cada despesa
  • Atente-se aos vencimentos das faturas
  • Anote todos os gastos
  • Priorize gastos essenciais e montar uma reserva de emergência

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Economia

Corte de juros na China, GetNet fora da bolsa e o que mais move o mercado

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Bolsas avançam após medida para atenuar efeitos econômicos das restrições para conter avanço da covid-19 na China

Notas de renminbi, moeda oficial da China (Getty Images/Barcroft Media)

Bolsas internacionais avançam na manhã desta sexta-feira, 20, com investidores reagindo positivamente ao corte da taxa preferencial de empréstimo de cinco anos pelo Banco Central da China na última noite.

O movimento, que vai na contramão do aperto monetário dos principais bancos centrais do mundo, ajuda a reduzir as crescentes preocupações sobre a demanda da segunda maior economia do mundo diante de restrições para conter a covid-19 nas principais cidades do país.

O principal índice da bolsa de Hong Kong fechou em alta de quase 3% nesta madrugada. Em Dalian, na China, o minério de ferro saltou mais de 3%, quebrando a sequência de duas quedas consecutivas e abrindo o caminho para as ações da Vale subirem no pregão hoje.

A melhora de sentimento também tem influenciado as negociações no Ocidente, com índices da Europa e os futuros americanos com altas de mais de 1%. Entre os destaques do Velho Continente está a bolsa de Frankfurt, que avança mais de 1,5%, mesmo com dados preocupantes sobre a inflação ao produtor alemão divulgados nesta manhã.

O Índice de Preço ao Produtor (IPP) da Alemanha subiu o dobro do esperado para mês de abril, ficando em 2,8%. O indicador avançou de 30,9% para 33,5% no acumulado de 12 meses. Mas o dia é de apetite ao risco.

Apesar do maior otimismo do mercado, o petróleo opera próximo da estabilidade, tendo como pano de fundo a notícia da Bloomberg de que a China poderá comprar petróleo russo para suas reservas estratégicas. A commodity, porém, caminha para fechar a semana praticamente estável em relação à anterior, cotada próxima de US$ 110 por barril.

  • Veja a seguir o desempenho dos indicadores às 7h (de Brasília):

    • Hang Seng (Hong Kong): + 2,96%
    • SSE Composite (Xangai): + 1,60%
    • FTSE 100 (Londres): + 1,81%
    • DAX (Frankfurt): + 1,82%
    • CAC 40 (Paris): + 1,20%
    • S&P futuro (Nova York): + 1,15%
    • Nasdaq futuro (Nova York): + 1,56%
    • Petróleo Brent (Londres): + 0,21% (para US$ 112,28)
    • Índice dólar (DXY): + 0,08%

Local x internacional

Já a bolsa brasileira pode chegar a sua segunda alta semanal consecutiva nesta sexta, contrariando a sequência de quedas das principais bolsas internacionais. O S&P 500, mesmo considerando a alta do mercado de futuros desta manhã, caminha para fechar em queda pela sétima semana seguida. Se confirmada, será a maior sequência negativa desde 2001, quando o índice americano registrou oito quedas semanais consecutivas.

A melhora de percepção sobre o mercado brasileiro tem mais a ver com o preço do que com redução dos riscos. Vale lembrar que o Ibovespa ficou para trás durante os ralis para as bolsas que ocorreram logo após os momentos mais críticos da pandemia para o mercado. No ano passado, por exemplo, a bolsa local caiu 10%, enquanto índices de Wall Street fecharam 2021 com fortes altas.

GetNet de saída da bolsa

A GetNet anunciou na última noite que pretende tirar suas ações da B3 menos de um ano após a cisão do Santander que resultou na listagem dos papéis. A PagoNxt, controladora da empresa e subsidiaria do Santander, anunciou que pretende realizar uma oferta pública para o cancelamento das ações na B3 e das ADRs da empresa na Nasdaq.

O valor ofertado foi de R$ 2,36 por ação ordinária (GETT3) e de R$ 4,72 por unit (GETT11). As units da GetNet vinham de 68% de queda em relação à cotação máxima atingida ainda nos primiros pregões do papel, no ano passado. O valor oferecido por unit representa um prêmio de 30% em relação à cotação do último fechamento.

 

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Economia

Ibovespa: Vale impulsiona alta após corte de juros na China

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Mineradora salta mais de 2%, com melhora de percepção sobre atividade econômica chinesa

(Exame/Germano Lüders)

Ibovespa hoje: A bolsa brasileira avança nesta sexta-feira, 20, seguindo o bom humor internacional motivado pelo corte de corte da taxa preferencial de empréstimo de cinco anos pelo Banco Central da China na última noite.

Ibovespa: +1,45%, 108.554 pontos

O movimento, que vai na contramão do aperto monetário dos principais bancos centrais do mundo, ajuda a reduzir as crescentes preocupações sobre a demanda da segunda maior economia do mundo diante de restrições para conter a covid-19 nas principais cidades do país.

“É mais um passo [da China] para a redução do custo de aquisição de imóveis, numa tentativa de estimular o segmento. Isso cria um apetite de maior apetite ao risco na China, pavimentando um ambiente melhor”, disse Arthur Mota, economista do BTG Pactual, em morning call desta manhã.

A melhor de humor se reflete principalmente em ativos mais ligados à economia chinesa. A Vale (VALE3), uma das maiores exportadoras de minério de ferro para a China, sobe mais de 2% nesta sessão, após a commodity subir na bolsa de Dalian nesta madrugada. A mineradora tem é a empresa com o maio peso no Ibovespa, tendo um papel chave para a forte alta do índice desta sexta.

Vale (VALE3): + 2,30%

Outra produtora de minério de ferro, a CSN Mineração lidera as altas desta manhã.

CSN Mineração (CMIN3): + 5,39%

 

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