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quinta-feira, 05/03/2026

CMSE aponta melhorias nas chuvas e novas maneiras de monitorar energia

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (4/03), a 316ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), destacando boas chuvas em fevereiro nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte do Norte do Brasil. As chuvas ficaram acima da média nos rios Grande, Paranaíba e São Francisco, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O cenário das chuvas melhorou comparado à reunião anterior, exceto na região Sul, onde as condições continuam difíceis. As previsões indicam melhor situação para os rios Grande e Paranaíba. O ONS destacou a importância de acompanhar o período de chuvas, reduzindo o uso da energia hidráulica no Sul para economizar água nos reservatórios e facilitar o controle do volume mínimo dos rios.

Para garantir energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) em momentos de alta demanda ou condições desfavoráveis, estão previstas medidas extras como o uso de usinas termelétricas, operação otimizada das hidrelétricas do Rio São Francisco, e a gestão estratégica da usina de Itaipu.

A Secretaria Nacional de Energia Elétrica (SNEE) apresentou um resumo das ações de 2025 no CMSE e lançou um novo painel para acompanhar os níveis dos reservatórios do SIN, usando a Curva de Referência de Armazenamento (CRef). Essa ferramenta visa aumentar a transparência e melhorar o monitoramento para evitar problemas no fornecimento de energia.

Em fevereiro, um sistema chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e outras condições climáticas trouxeram chuvas acima da média em algumas bacias, enquanto outras tiveram menos chuva. A Energia Natural Afluente (ENA) ficou abaixo da média histórica em quase todas as regiões, totalizando 82% do esperado no SIN.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) prevê chuvas acima da média para as próximas duas semanas na bacia do São Francisco e em outras regiões importantes. Para a segunda metade de março, a expectativa é de chuvas normais ou acima da média em várias bacias importantes, mas chuva abaixo da média no Sul.

Ao final de fevereiro, os reservatórios estavam com 59% da sua capacidade total no SIN, com variações entre as regiões. Para março de 2026, a previsão de chuvas indica níveis próximos ou acima da média em várias regiões, com a expectativa total do SIN em 82%, o que é considerado normal.

Na expansão do sistema, fevereiro de 2026 registrou a instalação de 743 MW de novas usinas, a construção de 347 km de linhas de transmissão e 1.125 MVA em transformação de energia. Destacam-se novos complexos solares e parques eólicos nas regiões Nordeste e Sudeste, além de uma nova linha de transmissão entre os estados da Bahia e Espírito Santo.

A Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) informou que em janeiro de 2026 as negociações no mercado de curto prazo totalizaram R$ 3,02 bilhões, com R$ 2,7 bilhões efetivamente pagos. Parte desse valor foi direcionada a fundos para garantir reserva energética.

Nas exportações de energia, janeiro apresentou envio de energia termelétrica para a Argentina, que aumentou em fevereiro. Por outro lado, não houve exportação de energia hidráulica. As importações foram praticamente nulas em janeiro e muito pequenas em fevereiro.

Para a Conferência das Partes sobre mudanças climáticas (COP15), marcada para março de 2026 em Campo Grande (MS), o CMSE ativou um grupo especial de segurança, orientando os responsáveis locais a garantir o fornecimento seguro de energia durante o evento.

O CMSE continuará acompanhando de perto o abastecimento energético e adotando medidas necessárias para garantir energia para o país.

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