Após um período em que os reservatórios estavam com menos de 20% de sua capacidade, o Sistema Cantareira recebeu uma melhora graças às chuvas, alcançando 20,5% do volume útil. O Sistema Integrado Metropolitano, que inclui o Cantareira e outros seis reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, chegou a 29,7%, registrando um aumento de 0,5%. Apesar disso, especialistas alertam que o abastecimento ainda enfrenta riscos sérios e que medidas mais rigorosas, como o racionamento, podem ser necessárias.
Desde outubro do ano passado, o governo estadual adotou um novo sistema para monitorar e gerenciar os recursos hídricos, dividido em sete níveis conforme o volume médio dos sete sistemas da Grande São Paulo. No momento, a área está classificada na faixa 4, nível de atenção, o que indica a necessidade de reduzir a pressão da água por 14 horas diárias, causando interrupções no fornecimento para muitos moradores.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor da Unesp Rodrigo Manzione, especialista em gestão de recursos hídricos, afirmou que o risco de racionamento permanece e recomendou que, além das medidas imediatas para diminuir a pressão da água, sejam adotadas ações a médio e longo prazo, como reparos em vazamentos, políticas para reutilização da água e controle das ocupações irregulares próximas aos mananciais.
Estadão Conteúdo.
