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China e EUA concordam em remover tarifas em etapas

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Representantes dos países têm se encontrado para tentar costurar um acordo comercial em uma “fase 1”

Estados Unidos e China: países devem reduzir tarifas simultaneamente (Eblis/Getty Images)

São Paulo — A China e os Estados Unidos concordaram em remover as atuais tarifas impostas a importações um do outro em etapas, informou nesta quinta-feira o Ministério do Comércio chinês.

“Isso foi o que (os dois lados) concordaram fazer, após negociações cuidadosas e construtivas nas duas últimas semanas”, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng.

Se a chamada “fase 1” de um acordo comercial preliminar for assinada, China e EUA irão remover as tarifas simultaneamente e em valores iguais, disse Gao, enfatizando que essa é uma importante precondição para um pacto.

“A guerra comercial começou com o aumento de tarifas e deverá terminar com a remoção de todas as tarifas”, comentou o porta-voz.

Gao disse também que ainda não foi definido quando e onde o eventual acordo poderá será assinado.

 

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Petrobras conquista mais prazo com ANP para vender campos em terra

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Os novos prazos da estatal agora são dezembro, para a maioria dos campos, e junho de 2020

(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Petrobras conseguiu junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a ampliação do prazo para a venda de campos em terra e águas rasas. A solicitação foi tema de reunião da diretoria da agência no último dia (5/11). Os novos prazos da estatal agora são dezembro, para a maioria dos campos, e junho de 2020 para ‘uma pequena quantidade’. Os detalhes sobre quais polos tiveram o prazo ampliado vão ser divulgados nesta semana.

Depois de ser cobrada pela agência reguladora, a Petrobras anunciou, no fim do ano passado, o plano de venda de 183 campos terrestres ou de águas rasas. Também foram vendidos à Petrorecôncavo outros quatro que não eram operados por ela, no Polo Riacho da Forquilha. Dos 183, oito foram devolvidos pela Petrobras à ANP. Representantes do setor criticam a demora no processo. A data limite para a venda de todas as áreas era dezembro, sendo que alguns já haviam vencido em junho.

Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o chefe da coordenadoria de Áreas Terrestres da ANP, José Fernando de Freitas, disse que, dos 179 campos em processo de venda, a estatal já concluiu sua parte em 61 deles. Freitas disse que a decisão de dar mais prazo à Petrobras esta semana levou em conta o avanço recente dado pela estatal no processo.

“Se compararmos a expectativa de quanto tempo a mais a Petrobras vai demorar e o prazo que vamos levar para processar o campo e devolver via oferta permanente, vale mais a pena insistir no processo com a Petrobras”, disse.

Freitas afirmou também ser possível que a estatal não consiga se desfazer de todos os campos, por questões de interesse do mercado e, portanto, será necessário fazer a devolução. Sobre uma nova ampliação do prazo, Freitas disse que cabe à diretoria definir. “É expectativa (de que não vai ter mais prazo). Mas a diretoria tem de avaliar. Se, em junho ou maio, houver sinais de que serão necessárias mais algumas semanas… mas, de uma maneira geral, se tratando de grandes prazos, já houve tempo suficiente”, disse.

O secretário-executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), Anabal dos Santos Júnior, recebeu com cautela o que seria a terceira postergação dada à Petrobras. “Prefiro esperar para ver exatamente o que é uma ‘pequena quantidade’ (de poços) para a ANP”, disse.

“A maior preocupação é com o argumento de que é melhor ampliar o prazo do que colocar em oferta permanente. Esse ciclo que tem de ser desmontado”, disse.

Segundo Santos Júnior, o país precisa ser mais rápido em processos dessa magnitude, para não frustrar o mercado e possíveis investidores. “Ninguém discute que as pessoas à frente dessas decisões estão fazendo um esforço extraordinário. Mas a gente já está vendo um sinal de que se não mudarmos dando mais velocidade ao processo, vamos sofrer consequências entre o que é preciso ser feito e o que é possível”.

Representantes da cadeia de petróleo criticam o passo para trás da Petrobras nos investimentos em terra. O Rio Grande do Norte chegou a produzir 60 mil barris por dia. Hoje, está na casa de 38 mil barris, segundo a Redepetro RN, entidade com sede em Mossoró que reúne empresas da cadeia produtiva do petróleo no Estado. Dados levantados pela Abpip mostram que o fato de a exploração em terra firme ter ficado em segundo plano tirou R$ 11,8 bilhões em investimentos em duas décadas nas bacias do Recôncavo, Sergipe/Alagoas, Potiguar e Espírito Santo.

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Economia

Economia segue crescimento gradual, aponta boletim Focus

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O boletim do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (11/11) ainda demostra alta de 0,3% no IPCA

No começo do mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou o aumento de 0,10% no IPCA de outubro
(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A economia brasileira continua em crescimento gradual, segundo aponta o boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (11/11). O BC registrou alta de 0,92% maior que em setembro, que fechou em 0,87%. Para 2020, os analistas diminuíram as expectativas para 2,08%, há quatro semanas era de 2,1%.

Segundo o economista chefe da Parallaxis economia, Rafael Leão, a alta não representa nenhum risco. “É difícil dizer porque houve esse aumento, mas ainda assim não é grande coisa. Mesmo para 2020 basicamente não é uma alteração substancial diante de uma aceleração nem persistente nem consistente ou preocupante que vivemos agora”, avaliou.
O boletim ainda registrou alta no IPCA em 3,31%, um aumento de 0,3% comparado a setembro. Para 2020 a projeção feita ao longo deste ano ainda se manteve em 3,6%, abaixo do estipulado pelo BC de 4%.
Segundo Leão, o cenário é favorável para a redução dos juros do cheque especial, prevista para ser anunciada por alguns bancos nesta semana. Ele apontou que o cenário é ainda mais favorável que em 2012, onde os bancos públicos reduziram os juros para haver competição na ponta.
“Ainda que a situação econômica e desemprego estejam bastante ruins, nós temos a condição de cortar a taxa de juros. As reformas podem levar a uma taxa mais neutra e mais baixa que naquele período (em 2012), derrubar as taxas não afundaria a inflação”, afirmou Leão.
No começo do mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou o aumento de 0,10% no IPCA de outubro. Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen ocorrida em outubro, o grupo atualizou as projeções mais recentes para a inflação e, considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,4%, em 2020, em 3,6% e, em 2021, para 3,5%.
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Economia

65% dos desempregados estão sem trabalho há mais de 1 ano, diz pesquisa

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Segundo o estudo, os mais afetados no Brasil são os mais velhos — 50% das pessoas com idade entre 55 e 65 buscam emprego há mais de 5 anos

Desemprego: para os mais jovens falta de vagas é o principal problema do mercado de trabalho no país (Paulo Whitaker/Reuters)

Mais de seis de cada dez desempregados do país (65%) estão sem trabalho há mais de um ano, aponta a pesquisa Hábitos do Trabalho, contratada pela Alelo e realizada pelo Instituto Ipsos.

Segundo o estudo, os mais afetados pela demora são os mais velhos: no grupo de pessoas com idade entre 55 e 65 anos, 49% procuram uma nova ocupação há mais de 5 anos e 31%, entre 2 e 5 anos.

Do grupo dos mais velhos, 28% citaram a faixa etária como principal empecilho para voltar ao mercado de trabalho. Entre os mais jovens, a principal dificuldade mencionada (36%) é a falta de vagas.

“A busca por uma nova recolocação é recorrente para 76% do total dos desempregados ouvidos na pesquisa, mas essa procura diminui conforme a idade aumenta. O levantamento mostrou que, das pessoas com idades entre 55 e 65 anos, 56% deles não estão à procura de uma nova ocupação”, disse a diretora de Gente e Inovação da Alelo, Soraya Bahde, no comunicado de divulgação do estudo.

De acordo com a pesquisa, quase metade dos entrevistados afirmou que realiza trabalhos paralelos sem vínculos empregatícios para se manter. As principais áreas citadas foram serviços de limpeza de casas, revendedor de produtos por catálogo, venda de artesanatos, doces e salgados e serviços domésticos em geral. Entre os desempregados, 42% acreditam que empreender pode ser o caminho para retornar ao mercado.

Segundo o levantamento, 39% dos pesquisados afirmaram terem sido demitidos por corte de pessoal e 20% disseram ter pedido demissão por motivos pessoais. No recorte de gênero, a demissão por corte de vagas foi mais citada por homens (50%) e a saída por motivos pessoais, pelas mulheres (25%).

Metodologia

A pesquisa Hábitos do Trabalho, encomendada pela empresa Alelo, entrevistou 2.333 pessoas por meio de um levantamento on-line. Destas, são 1.518 empregadas, 468 desempregadas e 347 autônomas. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima e para baixo.

O recorte demográfico considerou 54% de homens e 46% de mulheres com idade entre 18 e 65 anos. O estudo foi realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Florianópolis, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador e Fortaleza.

 

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