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China aprova polêmica lei de segurança para Hong Kong

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“Isto representa o fim de Hong Kong como era conhecido em todo o mundo”, disse um dos líderes do movimento pró-democracia Hong Kong

Hong Kong: a nova lei será aplicada nas próximas semanas (Willy Kurniawan/Reuters)

A China adotou nesta terça (30) a polêmica lei de segurança nacional para Hong Kong, considerada pelos críticos uma forma de silenciar a oposição e minar a autonomia do território. Ignorando os apelos dos países ocidentais, o Parlamento nacional aprovou o texto, um ano depois das grandes manifestações na ex-colônia britânica contra a influência do governo central.

“Isto representa o fim de Hong Kong como era conhecido em todo o mundo. Com poderes ampliados e uma lei mal definida, a cidade se transformará em um #estadodepolíciasecreta”, tuitou Joshua Wong, um dos líderes do movimento pró-democracia Hong Kong, cujo partido político Demosisto anunciou a dissolução nesta terça-feira.

“Ao final de várias deliberações internas, decidimos pela dissolução e interromper todas as atividades como grupo dadas as circunstâncias”, afirmou o Demosisto no Twitter.

Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos alertaram para o risco de que a lei possa ser utilizada para calar as vozes críticas a respeito de Pequim, que recorre a leis similares para esmagar a dissidência no continente.

O conteúdo do texto, que foi apresentado no domingo ao comitê permanente do Parlamento Nacional, um instituição vinculada ao Partido Comunista Chinês, é um mistério para os 7,5 milhões de habitantes da cidade.

Em poucas semanas, Pequim vai impor a lei, que contorna o Conselho Legislativo local e provoca o temor da oposição de Hong Kong de um retrocesso inédito das liberdades desde a devolução do território à China em 1997.

“A lei de segurança nacional em Hong Kong foi aprovada oficialmente”, celebrou em um comunicado o DAB, principal partido pró-Pequim do território.

Em sua entrevista coletiva semanal de terça-feira, a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam – designada por Pequim – evitou fazer comentários sobre o teor da lei.

“O fato de a população Hong Kong só saber o que afirma a lei depois do fato é mais que absurdo”, declarou à AFP Claudia Mo, deputada de oposição.

Com esta lei, o governo central pretende garantir a estabilidade, acabar com o vandalismo que foi registrado nas manifestações de 2019 na cidade e reprimir o movimento pró-independência.

Mudança radical

O compromisso alcançado entre Reino Unido e China para a devolução de Hong Kong em 1997 foi o de que a ex-colônia prosseguiria com certas liberdades, assim como com autonomia legislativa e judicial, durante 50 anos, no que foi denominado “um país, dois sistemas”.

Os moradores de Hong Kong têm liberdade de expressão, liberdade de imprensa, uma justiça independente e um sistema capitalista.

A fórmula foi o pilar da transformação da cidade em uma plataforma financeira mundial, ancorada em sua segurança jurídica e nas liberdades políticas que não existem no continente.

A agência de notícias estatal Xinhua resumiu recentemente a lei, afirmando que o  texto prevê reprimir o “separatismo, o terrorismo, a subversão e o conluio com forças externas e estrangeiras”.

Na mira de Pequim estão os partidários da independência e inclusive alguns países estrangeiros, em particular os Estados Unidos, acusados de apoiar os manifestantes.

Além disso, um “órgão de segurança nacional”, vinculado ao governo central, deve ser criado em Hong Kong para atuar especialmente no serviço de inteligência.

“É uma mudança fundamental que abala a confiança da comunidade, tanto local como internacional, a respeito do modelo de Hong Kong”, disse à AFP o analista político Dixon Sing.

Represálias

Mas a região está dirigida por um governo local cujos membros estão sistematicamente subordinados a Pequim, devido a um processo de seleção que afasta as figuras da oposição.

A UE criticou a adoção da lei. “Lamentamos esta decisão. A lei pode afetar gravemente o elevado nível de autonomia de Hong Kong e ter um efeito prejudicial sobre a independência do Poder Judiciário e o Estado de direito”, declarou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

O G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) já havia criticado o projeto.

Por considerar que a lei seria aprovada e por expressar oposição veemente a Pequim sobre a questão de Hong Kong, Washington anunciou na segunda-feira o fim das vendas de equipamentos sensíveis de defesa a Hong Kong para evitar que passem ao exército chinês.

A China reagiu nesta terça-feira e anunciou que adotará “represálias” pela decisão do governo americano.

“Estados Unidos nunca conseguirão obstruir os esforços da China para faze avançar a legislação de Hong Kong em termos de segurança nacional”, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian.

Washington já havia anunciado na sexta-feira restrições de visto para funcionários chineses acusados de “questionar” a autonomia do território. Pequim respondeu na segunda-feira com uma medida similar contra os cidadãos americanos que criticaram a lei.

A partir de agora parece difícil que os cidadãos de Hong Kong possam organizar grandes manifestações, já que as autoridades da ex-colônia proíbem as reuniões com mais de 50 pessoas devido à epidemia de COVID-19.

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Mortes por covid-19 podem disparar no Reino Unido, alertam médicos

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As internações por covid-19 estão dobrando a cada oito dias e o sistema de exames do Reino Unido não dá conta da procura

Mortes por covid-19 podem disparar no Reino Unido, alertam médicos (Hannah McKay/Reuters)

O Reino Unido enfrentará um crescimento exponencial da taxa de mortalidade decorrente da Covid-19 dentro de semanas a menos que o governo do primeiro-ministro, Boris Johnson, reaja com urgência para deter uma segunda onda do surto que se dissemina rapidamente, alertaram os médicos mais graduados do país nesta segunda-feira.

O Reino Unido já tem o maior número oficial de mortes de Covid-19 da Europa –e o quinto maior do mundo– enquanto faz empréstimos recordes na tentativa de injetar fundos de emergência na economia combalida.

Mas os casos novos da doença estão aumentando em ao menos seis mil por dia no país, de acordo com dados de uma semana, as internações estão dobrando a cada oito dias e o sistema de exames não dá conta da procura.

Chris Whitty, a principal autoridade médica do governo, e Patrick Vallance, seu principal conselheiro científico, alertaram que, se não for contida, a epidemia britânica chegará a 50 mil casos novos por dia até meados de outubro.

“Se isto continuar por esse rumo… o número de mortes diretas da Covid … continuará a aumentar, possivelmente em uma curva exponencial, que significa dobrar e dobrar e dobrar novamente, e se pode ir rapidamente de números realmente bem pequenos para números realmente muito grandes”, disse Whitty.

“Se não fizermos o suficiente, o vírus decolará, e neste momento está claro que é este o rumo no qual estamos, e se não mudarmos de direção nos veremos com um problema muito difícil.”

O vírus está se disseminando em todas as áreas do país, e menos de 8% da população têm anticorpos para o vírus, embora em Londres cerca de 17% da população possa ter anticorpos, disse Vallance.

Velocidade e ação são necessárias com urgência, disseram Vallance e Whitty, acrescentando que, como o inverno se aproxima, o problema da Covid assombrará o Reino Unido durante ao menos mais seis meses.

Johnson deve se pronunciar na terça-feira.

O secretário da Saúde, Matt Hancock, disse que as restrições serão diferentes em relação à última vez. O governo quer reprimir a socialização, mas as escolas e muitos locais de trabalho permanecerão abertos.

“Se realmente temos que agir, será diferente da última vez, e aprendemos muita coisa sobre como combater o vírus”, disse ele à ITV.

Indagado sobre o Natal e se as pessoas poderão abraçar seus familiares, ele disse que quer que a ocasião seja a mais normal possível.

“Se isto sair de controle agora, teremos que adotar medidas mais duras no futuro.”

O número oficial de mortes do Reino Unido está em 41.777 pessoas.

 

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Ausência de líderes globais agrava impasse e frustrações na ONU

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Biodiversidade sendo destruída, mudança climática se acelera, guerra e fome criam mais refugiados do que nunca, alerta a ONU, cuja assembleia será

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso na ONU em 2018 (Carlos Barria/Reuters)

Ao completar 75 anos neste ano, as Nações Unidas continuam com a produção de relatórios cada vez mais sombrios sobre ameaças globais que deveriam ser atenuadas após sua criação.

A biodiversidade tem sido destruída, a mudança climática se acelera, e a guerra e a fome criam mais refugiados do que nunca na história da humanidade, alerta o organismo mundial. E agora a pandemia de Covid-19 fez com que centenas de milhões voltassem à pobreza, enquanto novas paralisações da atividade econômica se aproximam.

Aprofundando a escuridão que envolve a organização mundial, a Assembleia Geral da ONU, que geralmente traz cerca de 10 mil diplomatas todos os anos a Manhattan, está sendo realizada virtualmente nesta semana, o que impede encontros pessoais entre líderes mundiais que às vezes oferecem vislumbres de progresso para crises aparentemente sem solução.

“É um dos períodos mais desafiadores que a ONU já viu, seja pela mudança climática, colapso socioeconômico devido à pandemia ou conflitos globais”, disse Jan Egeland, ex-chefe de assuntos humanitários da ONU que agora dirige o Conselho Norueguês para Refugiados. “Mas presenciamos um choque gigantesco entre os ideais que a ONU defende e o nacionalismo que se espalha como fogo em muitos de seus estados membros.”

Todos os anos, a Assembleia Geral se torna o palco central para que opiniões de líderes possam ser ouvidas no mundo todo. Os discursos variam de críticas veementes contra o colonialismo – Fidel Castro detém o recorde da ONU com um discurso de quatro horas em 1960 – ao uso de adereços que chamam a atenção, como o desenho de uma bomba com um fusível aceso que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mostrou em 2012 para alertar contra as ambições nucleares do Irã.

Nesta semana, os líderes enviarão vídeos para uma sala vazia. Para o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que organiza uma mesa-redonda virtual com líderes climáticos de governos, empresas e sociedade civil na quinta-feira, será uma oportunidade perdida.

“A diplomacia, para ser eficaz, requer contato pessoal”, disse em conferência de imprensa. “Lamento não ter a oportunidade de reunir líderes de países envolvidos em conflitos como o da Líbia ou do Iêmen ou qualquer outro, ou líderes que tenham uma iniciativa importante em áreas-chave, seja em relação às mudança climática, combate ao racismo, igualdade de gênero, que não possamos aproximá-los.”

Um bônus do formato virtual: funcionários da ONU esperam líderes que geralmente enviam subordinados à Assembleia Geral, incluindo os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, para participar com comentários por vídeo.

Cooperação, nacionalismo
Os discursos provavelmente destacam um contraste cada vez mais profundo de opiniões. Líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, devem pedir ação conjunta para resolver problemas globais urgentes.

“A semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU será uma oportunidade para refletir sobre a atual crise da Covid-19 e reafirmar o papel crucial das Nações Unidas e da cooperação multilateral, que são extremamente necessárias nestes tempos”, disse o embaixador da França, Nicolas de Riviere, a repórteres.

Mas os dois primeiros palestrantes agendados para terça-feira, os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, provavelmente usarão a plataforma para destacar suas abordagens nacionalistas. Para Trump, a oportunidade surge exatamente seis semanas antes das eleições nos Estados Unidos, onde perde nas pesquisas para o democrata Joe Biden.

“Líderes sábios sempre colocam o bem de seu próprio povo e seu próprio país em primeiro lugar”, disse Trump à Assembleia Geral no ano passado. “O futuro não pertence aos globalistas. O futuro pertence aos patriotas.”

 

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Corrida pela vaga de Ginsburg abre novo embate entre Trump e Biden

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Além da corrida pela vacina, da responsabilidade pelas queimadas e da pressão sobre a China, é mais um tema que deve escancarar as diferenças na campanha

Segundo o jornal The New York Times, o presidente pretende fazer a nomeação já nesta terça-feira (Kevin Lamarque//BIDEN CAMPAIGN/Reuters)

A eleição americana que já estava quente ficou ainda mais neste início de semana. A morte da juíza Ruth Baber Ginsburg, aos 87 anos, dará a Donald Trump a chance de nomear um juiz conservador para a Suprema Corte, o que pode consolidar uma maioria de 6 a 3 no colegiado. Seria o suficiente para moldar a pauta de costumes no país por décadas.

A nomeação de um juiz à Suprema Corte é um evento dos mais importantes nos Estados Unidos. Ginsburg foi nomeada em 1993 pelo então presidente Bill Clinton após uma longa série de entrevistas com candidatos. No documentário A Juíza ela brinca que teve ter sido a vigésima segunda ou vigésima terceira opção.

Agora, Trump deve ter apenas algumas horas para fechar seu nome, uma vez que as eleições de 3 de novembro se aproximam. Segundo o jornal The New York Times, o presidente pretende fazer a nomeação já nesta terça-feira, pressionando o Senado a ratificar a escolha. Além da corrida pela vacina, da responsabilidade pelas queimadas, da influência russa e da pressão sobre a China, é mais um tema que deve escancarar as diferenças entre os candidatos.

Apesar da maioria republicana na Casa (53 a 47), há questionamentos sobre se a pressa é o melhor caminho neste caso. Um grupo de apoiadores de Trump defende até que a escolha fique para depois das eleições e que a campanha republicana jogue com isso para convencer os eleitores a sair de casa para votar. Uma pesquisa feita pela Reuters e pela Ipsos mostra que 62% dos americanos acreditam que a vaga para a Suprema Corte deve ser preenhcida pelo vencedor de novembro.

Oito em cada dez democratas preferem esperar e o candidato Joe Biden afirmou ontem que, caso vença as eleições, a nomeação de Trump deve ser cancelada. Ele já havia prometido nomear uma mulher negra para o cargo. Biden, curiosamente, era o líder do Senado na época da nomeação de Ginsburg, e testemunhou a chegou da segunda mulher à corte à época, uma forte defensora da igualdade entre os sexos que virou ícone pop nos últimos anos por seus votos dissidentes contra uma corte já majoritariamente conservadora.

“Dois terços dos eleitores americanos acreditam que uma das responsabilidades mais importantes do presidente é escolher os membros da Suprema Corte. Em um ambiente super polarizado isso ganha um degrau ainda maior de relevância”, diz Maurício Moura, fundador do instituto de pesquisas IDEIA, que tem feito pesquisas sobre a eleição americana para a EXAME. “Com um enorme contingente de votos pelo Correio sendo aguardados, o resultado final da eleição pode acabar na Suprema Corte, assim como aconteceu em 2000. É mais uma peça num xadrez complexo para a campanha”.

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Governo britânico considera volta do lockdown em toda Inglaterra

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Índices de contágio disparam em Londres e no noroeste da Inglaterra, e número de hospitalizados duplica a cada oito dias

(Hannah McKa/Reuters)

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Taiwan aciona caças após China enviar 18 aviões durante visita dos EUA

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Aeronaves chinesas sobrevoaram a ilha, cruzando a instável linha média do Estreito de Taiwan, durante visita de uma autoridade dos Estados Unidos

Caça taiwanês durante exercício militar (Ann Wang/Reuters)

Taiwan acionou caças, nesta sexta-feira, depois que 18 aeronaves chinesas sobrevoaram a ilha, cruzando a instável linha média do Estreito de Taiwan, em reação à visita de uma autoridade de alto escalão dos Estados Unidos para conversas em Taipé.

A China já havia anunciado exercícios de combate e criticado o que classificou como um conluio entre a ilha, que reivindica como parte de seu território, e os EUA.

O subsecretário de Assuntos Econômicos norte-americano, Keith Krach, chegou a Taipé na quinta-feira para uma visita de três dias. Ele é o funcionário mais graduado do Departamento de Estado a visitar Taiwan em quatro décadas, ao que a China prometeu dar a “resposta necessária”.

A China vem acompanhando cada vez mais alarmada o estreitamento da relação entre Taipé e Washington, e intensificou exercícios militares perto da ilha, o que incluiu dois dias de manobras aéreas e marítimas de larga escala nesta semana.

Taiwan disse que 18 aviões chineses se envolveram nesta sexta-feira, muito mais do que em aparições anteriores do tipo.

O governo local mostrou um mapa da rota de voo dos aviões chineses na linha média do Estreito de Taiwan, que aeronaves de combate dos dois lados normalmente evitam atravessar.

O jornal taiwanês Liberty Times disse que caças de Taiwan foram acionados 17 vezes ao longo de quatro horas, alertando a Força Aérea chinesa a manter distância.

O jornal também mostrou uma foto de mísseis sendo instalados em um caça F-16 na base aérea de Hualien, no litoral leste de Taiwan.

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Síria critica declarações de Trump sobre planos para matar Assad

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Trump disse que havia considerado a possibilidade em 2017, mas seu secretário de Defesa na época, o general Jim Mattis, se opôs à operação

(crédito: Brendan Smialowski / AFP)

A Síria chamou nesta quarta-feira os Estados Unidos de um Estado “bandido e fora da lei” após declarações do presidente Donald Trump, que disse que em 2017 havia contemplado a “eliminação” do presidente sírio Bashar al-Assad.

Trump disse que havia considerado essa possibilidade, mas que seu secretário de Defesa na época, o general Jim Mattis, se opôs à operação.

“As declarações do chefe do governo dos Estados Unidos (…) mostram claramente o nível (…) de práticas políticas erráticas” dos Estados Unidos, afirmou o ministério das Relações Exteriores, citado pela agência de notícias estatal Sana.

“As confissões de Trump confirmam que o governo americano é um Estado bandido e fora da lei, que pratica os mesmos métodos que as organizações terroristas, com assassinatos e liquidações”, acrescentou o ministério.

Trump disse à rede de televisão Fox News que “preferia eliminar” Assad e que “pediu que o ato fosse planejado”, após um ataque químico em abril de 2017, atribuído ao regime sírio.

“Eu teria preferido eliminá-lo. Tinha tudo pronto”, disse Trump. “Mattis não queria fazer isso. Mattis era um general muito superestimado, e eu o deixei ir”.

Em setembro de 2018, o presidente dos Estados Unidos havia afirmado o contrário, que nunca tinha discutido com o chefe do Pentágono o possível assassinato de Assad.

A Síria vive uma guerra civil devastadora que deixou centenas de milhares de mortos, e o regime de Assad é acusado de uma série de crimes, incluindo tortura, execuções sumárias, estupro e uso de armas químicas.

 

 

 

 

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terça-feira, 22 de setembro de 2020

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