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terça-feira, 07/04/2026

Chefe do tráfico no DF movimenta R$ 150 milhões em drogas

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Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (7/4), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) intensificou as ações na segunda fase da Operação Monopólio, destinada a desmantelar uma das organizações criminosas mais organizadas da capital. A operação resultou na prisão de 13 pessoas e na realização de 16 mandados de busca e apreensão.

As ações ocorreram principalmente na Cidade Estrutural, com 12 diligências, e também em Ceilândia, Aparecida de Goiânia e São Paulo. O grupo investigado é especializado no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com 19 pessoas formalmente indiciadas.

Investigado principal

O foco das investigações é Fabiano da Silva Lira, conhecido como “Chucky”, apelido inspirado em um boneco famoso do cinema. Assim como o personagem, ele construiu uma reputação ligada à violência, controle do território e um esquema complexo que une o tráfico em grande escala à lavagem de dinheiro.

Movimentação financeira

Nos últimos quatro anos, o grupo movimentou cerca de R$ 60 milhões somente com a venda de drogas como cocaína, maconha e principalmente crack, totalizando mais de R$ 150 milhões desde o início das atividades. As operações eram feitas em cerca de 25 pontos de venda, principalmente na Cidade Estrutural, onde o grupo mantinha forte controle.

O volume financeiro mostra que a organização funcionava de forma similar a uma empresa estruturada, mesmo sendo criminosa.

Para dificultar o rastreamento, o grupo utilizava uma rede de operadores financeiros, com responsabilidades divididas e valores dispersos. Apesar disso, Chucky mantinha controle direto sobre a maior parte dos recursos, movimentando sozinho mais de R$ 12 milhões. Entre 2022 e 2024, foram identificados cerca de R$ 6 milhões em sua conta pessoal.

Lavagem de dinheiro

Para legitimar o dinheiro obtido, o grupo utilizava um sistema elaborado de lavagem de dinheiro, incluindo empresas fachada que movimentaram mais de R$ 14 milhões. Eram usadas distribuidoras de bebidas, empresas fictícias e notas fiscais falsas para encobrir as transações ilegais.

Além disso, utilizavam a técnica de “smurfing”, que consiste em dividir grandes valores em pequenos depósitos em várias contas bancárias, evitando alertas do sistema financeiro e dificultando o rastreamento.

Desdobramentos da operação

A segunda fase da operação resultou no cumprimento de prisões e buscas em vários locais, principalmente na Cidade Estrutural, Ceilândia, Aparecida de Goiânia e São Paulo.

Penas previstas

Os crimes investigados têm penas severas: até 8 anos para integrar organização criminosa, até 15 anos para tráfico de drogas e até 10 anos para lavagem de dinheiro. Somados, os envolvidos podem enfrentar longos períodos de prisão.

A primeira fase da operação, em maio de 2025, já havia mostrado a força da organização, com 22 prisões temporárias, 29 buscas, bloqueio de contas e apreensão de bens, incluindo imóveis e veículos. Chucky foi preso naquela ocasião, mas o grupo tentou se reorganizar, motivando a nova ofensiva policial.

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