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Brasil

Chanceler da Argentina diz que Brasil não pediu explicações sobre saída de Bolsonaro

SERGIO LIMA / AFP

O Chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou nesta sexta-feira (30) que o Brasil não solicitou nenhuma explicação à Argentina sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro pelo país vizinho. “Isso não é verdade. Não houve nenhum pedido formal”, declarou Quirno em uma rede social, respondendo a uma reportagem do jornal argentino La Nación.

Essa declaração contraria uma fonte diplomática brasileira, que informou à AFP que o Itamaraty convocou a encarregada de negócios da Argentina em Brasília, Emilia Cortés, para esclarecimentos. Esse encontro aconteceu na quinta-feira com João Marcelo Galvão de Queiroz, diretor do Departamento de América do Sul do Itamaraty, e foi dito como um procedimento rotineiro.

Na mesma mensagem, Quirno também negou que a decisão de retirar o embaixador argentino foi iniciativa do presidente Javier Milei. “O Brasil tomou sozinho a decisão de retirar seu embaixador e solicitou que nosso representante fosse retirado”, explicou. Milei compartilhou o post e criticou o jornal La Nación, chamando-o de veículo que distorce a verdade.

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Desde agosto, as relações entre Brasil e Argentina estão tensas depois que o Brasil diminuiu sua representação diplomática na Argentina, após provocações do presidente Milei direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio Bolsonaro saiu do Brasil com sua família na madrugada de quarta-feira, embarcando num avião particular na Argentina com destino aos Estados Unidos, fazendo uma parada no Equador. Os passaportes dele foram cancelados por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, dentro de um inquérito por lavagem de dinheiro.

O senador não aceitou a derrota nas eleições presidenciais, alegando fraude, mesmo com o resultado oficial reconhecido pela Justiça Eleitoral. Argentina e Estados Unidos ainda fazem parte dos poucos países que não reconheceram a vitória do presidente Lula.

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