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CEO da Huawei revela qual prejuízo esperado após sanções dos EUA

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O CEO afirma que a empresa pode não se recuperar até 2021. Eles esperam uma queda de 40% na demanda de smartphones da marca mundo afora

Ren Zhengfei, fundador e CEO da Huawei, disse que espera que as sanções dos EUA contra a empresa causem uma queda de bilhões de dólares na receita gerada pela companhia neste ano. Ele afirma que o faturamento pode cair para US$100 bilhões este ano, ante os US$104 bilhões registrados em 2018. Anteriormente, sua previsão era de U$125 bilhões de receita em 2019.

“Não esperávamos que [a administração de Trump] nos atacasse em tantos aspectos”, disse Ren à Reuters, embora tenha acrescentado que a empresa não espera cortar gastos e nem realizar demissões em grande escala.

No começo, o CEO foi bastante afiado em sua resposta à ordem executiva assinada por Trump, e disse que a Huawei tinha planos de contingência para lidar com a proibição. No entanto, todas as implicações da proibição tornaram-se mais complicadas para a empresa do que o esperado.

O Google suspendeu a licença da empresa para o uso do Android nos próximos celulares da companhia, a ARM não irá mais vender seus chipsets e vários países estão mudando para suspender o uso dos equipamentos de rede 5G que a companhia chinesa pretende fornecer. Até mesmo o uso de cartões SD e tecnologia Wi-Fi foi afetado, embora não tenha sido totalmente proibido.

Ren confirmou que essas questões podem resultar em uma queda na demanda internacional de smartphones da marca de até 40% – havia uma estimativa de que a empresa esperava uma redução de 60%. Levando tudo isso em conta, o CEO disse que a empresa pode não se recuperar até 2021.

Via: The Verge

 

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Facebook enfrentará mais questionamentos do Congresso dos EUA sobre libra

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A rede social já foi questionada sobre os possíveis riscos à privacidade dos dados, proteção dos consumidores e controles de lavagem de dinheiro

Libra: Moeda digital do Facebook tem gerado críticas e dúvidas sobre o impacto na privacidade das usuários e no sistema financeiro (Dado Ruvic/Illustration/File Photo/Reuters)

Washington — O Facebook enfrentará mais questionamentos nesta quarta-feira de parlamentares norte-americanos interessados nos planos da rede social para a criptomoeda libra, um dia depois que senadores de democratas e republicanos condenaram o projeto, dizendo que a empresa não demonstrou ser confiável para levá-lo adiante.

A empresa de mídia social tenta trazer os parlamentares norte-americanos para seu lado após ter anunciado em 18 de junho que planejava lançar a libra em 2020.

Desde então, o Facebook tem enfrentado críticas de políticos e defensores de questões financeiras no país e no exterior, que temem que a adoção generalizada da moeda digital pelos 2,38 bilhões de usuários da rede social possa impactar o sistema financeiro.

Na terça-feira, o executivo do Facebook que supervisiona o projeto da libra, David Marcus, foi questionado pelo Comitê Bancário do Senado sobre os possíveis riscos impostos pela moeda digital à privacidade dos dados, proteção dos consumidores e controles de lavagem de dinheiro. O senador Sherrod Brown, o principal democrata no painel, disse que o plano da criptomoeda era “delirante”.

A audiência desta quarta-feira pode revelar-se ainda mais tensa. O painel já divulgou um projeto de lei que pode acabar com a criptomoeda ao proibir que o Facebook e outras empresas de tecnologia entrem no setor de serviços financeiros.

Na terça-feira, Marcus tentou acalmar os legisladores prometendo não começar a emitir a libra até que as preocupações regulatórias sejam resolvidas. Ele também disse que a empresa revelou o projeto em um estágio inicial, a fim de obter contribuições de todas as partes interessadas.

 

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França vai aprovar primeiras empresas de criptomoedas após novas regras

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As empresas têm que aderir a padrões de exigências de capital e proteção de consumidores e pagar uma taxa, para ter a provação das autoridades regulatórias

Criptomoedas: Moedas digitais estão sendo alvo de ajuste de regras ao redor do mundo, mas continuam em grande parte sem regulação (Dado Ruvic/Reuters)

Paris — Autoridades financeiras da França vão aprovar a primeira parte de um grupo de empresas de moedas digitais, após a entrada em vigor de novas regras sobre criptomoedas, as primeiras a serem lançadas por uma grande economia global.

Pelas regras que entram em vigor no fim deste mês, as empresas de moedas digitais vão voluntariamente aderir a padrões de exigências de capital e proteção de consumidores e pagar uma taxa, em troca por aprovação das autoridades regulatórias.

“A França é uma precursora. Teremos um aparato legal, tributário e regulatório”, disse Anne Marechal, diretora executiva de assuntos legais da agência reguladora dos mercados financeiros.

“Estamos conversando com três ou quatro candidatos a ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês)”, disse ela, referindo-se a empresas que levantam fundos com a emissão de “tokens” digitais. A agência também está discutindo com várias outras plataformas de criptomoedas, agentes de custódia e gestores de fundos, acrescentou.

Moedas digitais estão sendo alvo de ajuste de regras ao redor do mundo, mas continuam em grande parte sem regulação. Apesar de países menores como Belarus e Malta terem criado regras específicas, grandes economias estão tentando aplicar ao setor regras financeiras atuais.

“Quando você é um empresário, o pior que pode acontecer é criar um negócio onde não há legislação e ver surgir um aparato legal que coloca em risco todo o seu negócio”, disse Frederic Montagnon, co-fundador da LGO, plataforma de criptomoedas baseada em Nova York que escolheu fazer um ICO na França.

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Aplicativo que envelhece fotos cede dados dos usuários para anunciantes

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Febre nas redes sociais, o FaceApp informa em seus termos de uso que pode ceder dados pessoais dos usuários para terceiros

FaceApp: febre nas redes sociais, aplicativo faz mais do que apenas envelhecer o usuário (Getty Images/Getty Images)

São Paulo – Nos últimos dias, a internet foi inundada por imagens que mostram como as pessoas ficariam mais velhas. A façanha era do aplicativo FaceApp, disponível para Android e iPhone. Se você leu os termos de privacidade do app, já sabe. Se não, saiba que o programa, como vários outros do gênero, recolhe dados dos internautas e os cede para anunciantes.

Desenvolvido pela companhia russa Wireless Lab, o app informa em seus termos de uso que faz a coleta e o compartilhamento de informações de seus usuários com terceiros. As informações cedidas vão além das imagens publicadas pelo próprio aplicativo e incluem até mesmo os histórico de navegação do usuário.

De acordo com o informações listadas no site da empresa, o aplicativo pode coletar informações do registro de navegação, além de arquivos de cookies e demais informações sobre o dispositivo em que o aplicativo foi utilizado. O dado mais crítico, contudo, é o endereço de IP, uma espécie de CEP digital capaz de indicar a localização geográfica em que a conexão foi realizada.

Sobre a cessão dos dados para terceiros, a empresa ainda informa que não vai fazer a alugar ou a vender as informações coletadas sem o consentimento do usuário. Ao falar sobre terceiros, a companhia refere-se a outras empresas que fazem parte do mesmo grupo do FaceApp. Vale lembrar, porém, que todos os usuários que utilizaram o aplicativo concordaram com os termos de uso.

A prática não é incomum no mercado de tecnologia. Empresas de aplicativos normalmente cedem dados a anunciantes ou consolidam os dados e oferecem acesso a determinados públicos, como fazem Facebook e Google. No entanto, é importante ressaltar que tais dados não podem ser usados de modo a identificar usuários individualmente. As informações compartilhadas são anônimas.

Apesar de ser criado por uma empresa russa, o FaceApp armazena seus dados em servidores nos Estados Unidos. O país ainda não conta com uma regulação específica em relação ao armazenamento e ao uso de dados pessoais de usuários por empresas, deixando-os mais desamparados legalmente em relação ao uso indevido de suas informações.

É diferente da Europa. No Velho Continente, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) entrou em vigor em 2018 e obrigou as empresas a entrarem na linha relação a privacidade de seus clientes. Porém, cidadãos europeus também estão protegidos pela lei de privacidade da União Europeia. Em caso de mau uso dos dados pessoais de usuários, as empresas estão sujeitas ao pagamento de multas que podem consumir integral ou parcialmente a margem de lucro.

No Brasil, a situação é semelhante. Como a companhia também não tem atuação física por aqui, o FaceApp não se enquadra na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor no ano que vem e é baseada na legislação europeia.

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