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CEO da Huawei revela qual prejuízo esperado após sanções dos EUA

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O CEO afirma que a empresa pode não se recuperar até 2021. Eles esperam uma queda de 40% na demanda de smartphones da marca mundo afora

Ren Zhengfei, fundador e CEO da Huawei, disse que espera que as sanções dos EUA contra a empresa causem uma queda de bilhões de dólares na receita gerada pela companhia neste ano. Ele afirma que o faturamento pode cair para US$100 bilhões este ano, ante os US$104 bilhões registrados em 2018. Anteriormente, sua previsão era de U$125 bilhões de receita em 2019.

“Não esperávamos que [a administração de Trump] nos atacasse em tantos aspectos”, disse Ren à Reuters, embora tenha acrescentado que a empresa não espera cortar gastos e nem realizar demissões em grande escala.

No começo, o CEO foi bastante afiado em sua resposta à ordem executiva assinada por Trump, e disse que a Huawei tinha planos de contingência para lidar com a proibição. No entanto, todas as implicações da proibição tornaram-se mais complicadas para a empresa do que o esperado.

O Google suspendeu a licença da empresa para o uso do Android nos próximos celulares da companhia, a ARM não irá mais vender seus chipsets e vários países estão mudando para suspender o uso dos equipamentos de rede 5G que a companhia chinesa pretende fornecer. Até mesmo o uso de cartões SD e tecnologia Wi-Fi foi afetado, embora não tenha sido totalmente proibido.

Ren confirmou que essas questões podem resultar em uma queda na demanda internacional de smartphones da marca de até 40% – havia uma estimativa de que a empresa esperava uma redução de 60%. Levando tudo isso em conta, o CEO disse que a empresa pode não se recuperar até 2021.

Via: The Verge

 

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Quem é o homem que vazou segredos e desafiou a Apple

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Em entrevista , Thomas Le Bonniec conta por que decidiu denunciar a empresa que podia ouvir conversas das pessoas graças à Siri

Apple: empresa entrou na mira de órgãos reguladores europeus após denúncias de que sua assistente de voz poderia gravar áudios (Anadolu Agency/Getty Images)

Thomas Le Bonniec não é uma das pessoas mais queridas por executivos que comandam a Apple. Ele vazou segredos da gigante da tecnologia ao afirmar que a empresa tinha acesso a milhares de gravações de áudio registradas sem a autorização de usuários dos produtos que levam o logo da maçã. Depois de mais de um ano de anonimato, ele decidiu vir a público. “Eu tinha a esperança de que algo mudaria. Mas isso não aconteceu”, afirma. , Thomas explica os motivos que envolveram a Apple em um dos maiores escândalos de privacidade e segurança digital do século.

A história começa em meados de 2019. Baseado em Cork, na Irlanda, Thomas arranjou um emprego como um funcionário subcontratado da Apple prestando serviços de forma terceirizada. Sua função era simples: deveria transcrever e fazer relatórios de arquivos de áudio que continham gravações em francês feitas a partir do acionamento da assistente de voz Siri pelos usuários do Apple Watch, o relógio inteligente da marca. O objetivo era permitir que a empresa usasse os dados para aperfeiçoar a inteligência artificial. “Era um trabalho entediante, cansativo e repetitivo”, diz.

Enquanto trabalhou em Cork, Thomas percebeu que muitos registros sonoros haviam sido gravados de forma acidental pelos consumidores. Isso poderia acontecer caso eles ativassem o assistente de voz dos produtos ao emitir frases com sons semelhantes ao comando “Ei, Siri”. Não é algo incomum. Em 2018, Gavin Williamson, então secretário de Defesa do Reino Unido, foi interrompido pela assistente de voz enquanto discursava a respeito da Síria. “É muito raro ser incomodado pelo seu próprio celular”, disse Williamson na época. O vídeo pode ser conferido no YouTube.

Pouco antes do fim de junho, Thomas decidiu agir tentando provar que a Apple tinha acesso às gravações. E eram muitas. Os funcionários que atuavam no mesmo projeto que ele analisavam entre 600 mil e 800 mil gravações por trimestre. Isso dá pouco mais de 1.000 horas de áudio e essa é apenas uma fração do total já que haviam projetos semelhantes em pelo menos dez outros idiomas. Segundo Thomas, os áudios cedidos para análise representam apenas entre 0,2% e 1% das gravações obtida pela companhia. Isso significa que a Apple pode ter tido acesso a centenas de milhões de áudios.

Para obter as provas necessárias, ele passou alguns dias registrando capturas de tela dos sistemas em que trabalhava. Depois disso, deixou de ir trabalhar e não deu maiores satisfações dos motivos de sua ausência no escritório. “Em algum momento de sua vida você chega em uma encruzilhada e precisa decidir qual caminho seguir. E a partir deste momento, não pode mais olhar para trás”, diz ele. Dias se passaram e Thomas recebeu um comunicado de que havia sido dispensado justamente por suas faltas ao trabalho.

O denunciante sabia que seus próximos passos não seriam mais simples. Mesmo antes de revelar o que a Apple fazia, ele já se colocava em risco. Ao armazenar provas, quebrava um acordo de confidencialidade que o impedia de revelar detalhes de seu trabalho. Por outro lado, ele aparenta tranquilidade ao ser questionado se há preocupação em ser processado. “Eu acredito que eles vão querer manter toda essa situação longe dos tribunais”, afirma. “Mas isso não significa que isso (o processo) não possa acontecer no futuro.”

Enquanto reunia provas, Thomas passou a procurar casos de pessoas que já tinham puxado a cortina de escândalos de privacidade envolvendo a Apple. “Eu descobri pessoas que também estavam falando sobre o que estava acontecendo e decidi que era hora de eu fazer o mesmo”, afirma. Ele, então, procurou a imprensa para contar a história. Uma primeira reportagem sobre o caso, envolvendo relatos de diferentes fontes envolvidas nas revelações, foi publicada pelo jornal britânico The Guardian dias depois. A partir de então, o caso ganhou o mundo.

A reportagem publicada pelo The Guardian contava que a empresa tinha acesso a diferentes gravações que claramente apontavam não terem sido solicitadas pelos usuários. Vale lembrar que os áudios registrados nos comandos de voz da Siri são enviados diretamente para a Apple e não ficam armazenados no dispositivo. Como Thomas disse, essas gravações contam com mais do que apenas solicitações dos usuários à assistente de voz. Principalmente aquelas realizadas acidentalmente.

Nos relatórios em que produziam durante seus dias de trabalho, os ex-funcionários terceirizados que executavam serviço semelhantes ao de Thomas já revelaram que durante seus trabalhos deveriam informar se a Siri aparentava ter sido acionada de forma acidental. Mas isso seria descrito apenas como uma “falha técnica” e o conteúdo das gravações não deveria ser reportado nos relatórios realizados.

Thomas desejava que o caso ganhasse notoriedade suficiente para que houvesse um esforço geral de conscientização da sociedade em torno de temas como segurança digital e privacidade na internet. “As pessoas entenderiam que podem ser espionadas não apenas por governos, mas também por grandes empresas”, afirma. Não foi bem o que aconteceu.

Siri

Siri: assistente de voz foi lançada pela Apple ainda em 2011 como um recurso do iPhone 4S (Getty Images/Reprodução)

Mea culpa

Na época em que o caso se tornou público, a Apple se manifestou informando que apenas uma pequena parcela dos pedidos feitos à Siri era analisada e que a utilização dos dados tinha o objetivo de ajudar no desenvolvimento da assistente de voz para que a tecnologia pudesse entender melhor o que os usuários diziam. A companhia ainda afirmou ao jornal britânico que a parcela de dados que era enviada para análise eram selecionadas ao acaso, representava menos de 1% das ativações diárias do Siri e tinham apenas alguns segundos de duração.

Em agosto do ano passado, a Apple suspendeu seu programa global de análise das gravações da Siri. A companhia afirmou que estava “realizando uma revisão completa” no programa. O porta-voz também informou que, em uma futura atualização do software, os usuários de dispositivos da maçã poderiam optar por não participar do programa. Em outras palavras, não havia nada sobre encerrar de vez a iniciativa.

No mesmo mês, a empresa se desculpou publicamente pelo ocorrido em um texto publicado no site da companhia. “Na Apple, acreditamos que a privacidade é um direito humano fundamental”, diz a mensagem. Nas linhas seguintes, o texto discorre sobre as razões pelas quais a companhia criou a Siri e como investe na segurança digital da assistente de voz. “A Siri foi desenvolvida para proteger a privacidade do usuário desde o seu início”, diz outro trecho.

Mais recentemente, a Apple deu outro sinal de que não pretende desistir de impulsionar a inteligência artificial de sua assistente de voz. No fim de maio deste ano, a companhia adquiriu por valor não revelado a startup canadense Inductiv. Fundada ainda em 2019, a empresa de machine learning vai tentar deixar a Siri mais inteligente. Questionada sobre os motivos que levaram à aquisição, a Apple apenas afirma que “de tempos em tempos compra empresas menores de tecnologia”.

O fato é que a Siri deixou de ser uma referência no setor nos últimos anos. Lançada ainda em 2011, a assistente teve poucas mudanças significativas nos últimos anos e passou a conviver com a concorrência das rivais Alexa, da Amazon, e do Google Assistente, do Google. Compatíveis com uma gama maior de dispositivos de terceiros, os dois assistentes de voz parecem ter superado a inteligência artificial criada pela empresa da maçã. A expectativa é de que Inductiv ajuda a virar o jogo.

O segundo ato

Quase um ano se passou desde que Thomas resolveu seguir os passos de outros whistleblowers e revelar o abuso de privacidade que a Apple cometia com seus usuários. De lá para cá, a fabricante do iPhone atingiu valor de mercado recorde de mais de 1,4 trilhão de dólares. Isso significa que desde que o escândalo se tornou público, a empresa se valorizou mais de 50%. “

Para Thomas, a guerra de privacidade – ou pelo direito de possuí-la – contra as gigantes do mercado não será vencida em uma única luta. “Eu pensei muito antes de tomar essa decisão e não me arrependo. Era o que eu precisava fazer para me sentir feliz, para sentir que estava agindo da forma correta”, diz. “Eu não acredito que apenas porque eu fiz isso, as práticas dessas empresas vão mudar. Será uma longa batalha.”

E seu próximo passo é levar a briga para os tribunais. Ao mesmo tempo que divulgava sua identidade, Thomas também endereçava uma carta para órgãos reguladores da Europa. “Estou extremamente preocupado com o fato de as grandes empresas de tecnologia estarem basicamente interceptando populações inteiras apesar dos cidadãos europeus serem informados de que a União Europeia possui uma das leis de proteção de dados mais fortes do mundo”, diz um dos trechos do documento.

Thomas se refere ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês). No texto enviado para os órgãos reguladores, o denunciante defende que “a aprovação de uma lei não é suficiente: ela deve ser aplicada aos infratores da privacidade”. Na visão dele, o conjunto de normas conta com pontos positivos, mas que não são o bastante. “As empresas eventualmente encontram formas para continuar operando dentro da lei”, afirma.

Implementado desde 2018, o GDPR prevê que empresas e órgãos públicos que não forem transparentes na coleta, na guarda e no uso de dados obtidos pela internet podem sofrer implicações legais e multas ao limite de 20 milhões de euros ou 4% do faturamento anual – o que for maior. Até o momento, porém, o regulamento não mostrou grandes resultados práticos, principalmente contra as gigantes do mercado de tecnologia.

No caso da Apple, os holofotes do GDPR passaram a iluminar a empresa após as denúncias de 2019. Uma vez julgada culpada pelas práticas realizadas com sua assistente de voz, a companhia poderia ter que arcar com uma multa alta até mesmo para seus padrões. Por conta do faturamento de 260,1 bilhões de dólares durante o ano fiscal de 2019, a Apple estaria sujeita a penalidades máximas de pouco mais de 10 bilhões de dólares.

Em todo o caso, o GDPR começa a se fazer presente na Irlanda. Durante o mês de maio desde ano, a Comissão de Proteção de Dados (DPC, na sigla em inglês) emitiu sua primeira multa sob o regulamento de proteção digital. A Tusla, agência estadual que auxilia em causas jurídicas de crianças e de casos de família, foi multada em 75 mil euros por cometer três violações às normas. Nos incidentes, crianças que sofreram abusos e moram em lares adotivos tiveram seus endereços divulgados indevidamente.

Segundo reportagem do TechCrunch, o DPC irlandês está lidando com mais de 20 grandes casos internacionais e que envolvem não apenas a Apple, mas também Facebook, Google e Twitter. No ano passado, a comissária Helen Dixon chegou a afirmar que esperava que as primeiras decisões sobre os casos que ultrapassam as fronteiras geográficas da Irlanda ocorressem ainda nos primeiros meses de 2020. A carta de Thomas serve também para pressionar os órgãos jurídicos por mais agilidade.

Apple: empresa tem uma de suas sedes na Europa localizada na cidade de Cork, na Irlanda (Bloomberg/Getty Images)

Confira abaixo trechos da entrevista com Thomas Le Bonniec:

Como o trabalho era organizado?

O trabalho consiste em escutar usuários, que não sabem que estão sendo gravados, para melhorar aspectos da Siri. Os projetos eram divididos por semestre e cada projeto tinha entre 600 mil e 800 mil gravações, algo em torno de 1.000 horas de áudio. Eu trabalhava na equipe francesa e ouvíamos cerca de 1.300 gravações por dia.

E o que você achava?

Era um trabalho entediante, cansativo e repetitivo. E gravar as pessoas sem permissão delas me soava algo muito problemático.

Como essa história acabou se tornando pública?

Duas ou três semanas depois de sair, eu vi que havia outras pessoas que também haviam revelado o que estava acontecendo com essas gravações na imprensa europeia. Eu decidi que era hora de fazer o mesmo.

Mas você foi o único que revelou sua identidade…

Fui o único. E espero que outros façam o mesmo.

Por que você decidiu fazer isso?

Em algum momento de sua vida você chega em uma encruzilhada e precisa decidir qual caminho seguir. E a partir deste momento, não pode olhar para trás

O que você esperava conseguir com os vazamentos?

Depois que eu falei com a imprensa, a minha esperança era de que algo mudaria. Era de que a Apple seria responsabilizada pelas gravações e que haveria uma conscientização maior sobre como as pessoas podem ser espionadas não apenas pelos governos, mas também por grandes empresas. Mas isso não aconteceu.

A Apple procurou você para conversar ou está te processando?

Não. Ainda não. Eu não estou preocupado. Havia um contrato de confidencialidade, mas eu acredito que eles devem querer manter toda essa situação longe dos tribunais. Mas isso não significa que não possa acontecer no futuro.

Você se arrepende do que fez?

Eu pensei muito antes de tomar essa decisão e não me arrependo. Na verdade, estou feliz. Era o que eu precisava fazer para me sentir, para sentir que eu estava agindo da forma correta.

Você acredita que o que fez fará com que a Apple e outras empresas de tecnologia não repitam esse tipo de prática que atenta contra a privacidade dos usuários?

Não sou ingênuo. Eu não acredito que apenas porque eu fiz isso, as práticas dessas empresas vão mudar. Elas não mudaram no passado quando casos semelhantes surgiram. Será uma longa batalha. E eu estou feliz que existam pessoas que estão prontas para essa luta.

Qual sua opinião sobre o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR)?

O GDPR faz com que as empresas mostrem duas e não apenas uma janela pop-up quando o internauta visita um site. E nesta nova janela há uma mensagem que deixa claro que ele concorda com as formas como seus dados serão guardados e utilizados. O que eu quero dizer é que as empresas eventualmente encontram formas para continuar operando dentro dessa lei.

Você utiliza iPhone, Apple Watch ou algum desses dispositivos para uso pessoal?

Não. E nunca usei. Eu não tenho um smartphone. Eu não gosto e não preciso deles.

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Tecnologia

Facebook diz que bloqueará anúncios de empresas influenciadas por governos

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A rede social começou nesta quinta a etiquetar meios de comunicação que tenham ligações editoriais que possam estar sob a influência de Estados

Facebook: a rede social vai marcar empresas que possam ter publicações influenciadas por governos (Chesnot/Getty Images)

O Facebook começou nesta quinta-feira (4) a etiquetar meios de comunicação que tenham ligações editoriais que possam estar sob a influência de governos, e disse que os anúncios dessas empresas seriam bloqueados até o final deste ano.

A rede social está seguindo um plano anunciado anteriormente para etiquetar a mídia controlada pelo Estado, segundo o chefe da política de segurança cibernética do Facebook, Nathaniel Gleicher.

“Acreditamos que as pessoas devam saber se as notícias que leem são provenientes de uma publicação que pode estar sob a influência de um governo”, anunciou Gleicher em uma publicação.

Segundo Gleicher, o Facebook começará ainda este ano a adicionar rótulos semelhantes a esses anúncios midiáticos, bloqueando-os por completo com vistas às eleições presidenciais americana de novembro “para fornecer uma camada extra de proteção contra vários tipos de influência estrangeira no debate público”.

Para o Facebook, a definição de mídia controlada pelo Estado inclui a influência sobre o conteúdo editorial e o apoio financeiro aos veículos, explicou.

As ‘tags’ aparecerão nas páginas da rede social em todo o mundo e nas seções de publicidade.

Nos Estados Unidos, as ‘tags’ também aparecem nas postagens do “Novo Feed” e na apresentação da rede social, disse Gleicher.

“Se determinarmos que existem proteções suficientes para garantir independência editorial, o rótulo não será aplicado”, ressaltou o executivo.

O Facebook informou ter consultado “mais de 65 especialistas mundiais especializados em mídia, governança e direitos humanos e desenvolvimento” para estabelecer suas políticas.

A medida veio em meio à histórica acusação sobre a interferência estrangeira nas eleições de 2016 nos EUA e ao acalorado debate sobre como essa rede social lida com desinformação e postagens consideradas incendiárias, incluindo as do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O Facebook também está em processo para estabelecer um “tribunal supremo” ou conselho fiscal que faça determinações sobre remoção de conteúdo.

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Hackers atacam universidade da Califórnia que pesquisa remédio da covid-19

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Os sistemas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, foram alvo de um ataque de ransomware esta semana

Hackers: um grupo chamado NetWalker assumiu a responsabilidade do ataque à Universidade da Califórnia (Sergei KonkovTASS/Getty Images)

Um grupo de hackers que já teve como alvo organizações de saúde executou um ataque de ransomware bem-sucedido nesta semana contra a Universidade da Califórnia, São Francisco.

A UCSF confirmou que foi alvo de uma “invasão ilegal”, mas não explicou qual parte da rede de TI pode ter sido comprometida. Pesquisadores da universidade têm realizado testes de anticorpos e ensaios clínicos de relevância para possíveis tratamentos para o coronavírus.

Entre eles, um estudo recente sobre um medicamento contra a malária promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como possível tratamento, mas que foi posteriormente refutado por cientistas.

A universidade alertou especialistas em segurança e a polícia sobre o ataque, que não afetou suas operações de atendimento aos pacientes, disse Peter Farley, diretor de comunicação da UCSF.

“Com a assistência deles, estamos realizando uma avaliação completa do incidente para determinar quais informações, se houver alguma, podem ter sido comprometidas”, afirmou Farley em comunicado. “Para preservar a integridade da investigação, precisamos limitar o que podemos compartilhar no momento.”

Os hackers do NetWalker assumiram a autoria do ataque em seu blog na darkweb. O post dedicado à UCSF parecia ter sido copiado e colado da home da universidade, que explica o trabalho da instituição em assistência médica.

Grupos de ataque geralmente publicam amostras de dados para provar o sucesso da invasão. Nesse caso, o blog dos hackers publicou quatro capturas de tela, incluindo dois arquivos acessados por eles. Os nomes dos arquivos, vistos pela Bloomberg na darkweb, contêm possíveis referências aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e departamentos dedicados à pesquisa de coronavírus da universidade.

O blog inclui um cronômetro vermelho que ameaça a “publicação de dados secretos” até 8 de junho, horário do Pacífico, se um pagamento não for recebido. O post não menciona o valor do resgate exigido.

Na maioria dos casos de ransomware, o pagamento é seguido pela troca de uma chave de descriptografia que permite às vítimas obter acesso aos arquivos. Quando o pagamento não é realizado, o que geralmente ocorre quando existem cópias de backup para restaurar os dados, os hackers às vezes publicam os dados mais sensíveis na esperança de obter o pagamento.

Hackers têm cada vez mais escolhido como alvo instituições como a UCSF, não apenas pelos pagamentos de ransomware, mas também por propriedade intelectual possivelmente rentável, como pesquisas valiosas sobre a cura do Covid-19.

“O uso de iscas do Covid-19 e ataques a entidades do setor de saúde indicam que operadores do Netwalker estão aproveitando a pandemia para ganhar notoriedade e aumentar sua base de clientes”, de acordo com relatório de pesquisa da Crowdstrike.

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Volatilidade faz bitcoin registrar “padrão Bart Simpson”

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Gráfico do valor da moeda virtual tem o formato do rosto do personagem de desenho animado

Bitcoin: moeda virtual passou por uma oscilação alta nesta semana (Dan Kitwood e Arte/Getty Images)

Uma intensa volatilidade na compra e venda de bitcoins fez com que o gráfico de valor da criptomoeda assumisse nesta semana a aparência do que entusiastas da área costumam chamar de “padrão Bart Simpson”. Isso ocorre porque as curvas gráfico da movimentação da moeda virtual lembraram a silhueta do personagem do desenho “Os Simpsons”.

Isso ocorre quando há uma rápida valorização de um ativo. Em seguida, ele permanece estável e com pequenas oscilações durante algum período antes de voltar ao valor original prévio à valorização recente. Desta forma, o gráfico desenha o rosto e os cabelos do cartum.

Teoricamente isso pode acontecer com qualquer gráfico, já que basta que um ativo valorize e desvalorize em pouco tempo. No caso da bitcoin, isso aconteceu na última terça-feira (2) quando a criptomoeda escalou rapidamente seu valor unitário de cerca de 9.600 dólares para pouco mais de 10.400 dólares. Menos de oito horas depois, caiu para 9.300 dólares.

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É importante destacar que o formato também pode aparecer de ponta cabeça. Ou seja, caso exista uma desvalorização e uma valorização rápida de um ativo. É algo que pode prejudicar investidores que vendam suas moedas virtuais com o preço em baixa e temendo uma queda ainda maior.Ao longo do ano e até a publicação desta reportagem, a bitcoin já se valorizou 34,5%.

É a criptomoeda com o valor unitário do mercado, comercializada nesta quinta-feira (4) por volta de 9.655 dólares nas principais corretoras especializadas.

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Centro médico em Ruanda usa robôs para monitorar pacientes com coronavírus

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Para minimizar o contato com médicos e enfermeiros, o país africano tem usado três robôs para realizar tarefas simples, como medir a temperatura

Robôs: no futuro, poderão fazer tarefas como medir pressão arterial e açúcar no sangue (REUTERS/Clement Uwiringiyimana/Reuters)

Nas instalações de tratamento contra o novo coronavírus em Kanyinya, cidade próxima à capital Kigali, em Ruanda, Akazuba, Ikizere e Ngabo se reúnem para o serviço, mas estes não são profissionais de saúde comuns.

Em uma tentativa de minimizar o contato entre pacientes infectados com o coronavírus e médicos e enfermeiros, o país tem usado três robôs para realizar tarefas simples, como medir a temperatura e monitorar os pacientes.

Os elegantes robôs brancos, com grandes olhos azuis brilhantes e uma aparência bastante humana, foram doados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e estão ajudando os trabalhadores da linha de frente a enfrentar a crise no país da África Oriental, que até agora tem 355 casos confirmados da doença.

“Os três robôs que temos são parte da equipe de tratamento”, disse David Turatsinze, médico da unidade de 75 leitos, que abrigava 65 pacientes quando a equipe da Reuters visitou.

Ao transmitir mensagens aos médicos e ajudar a equipe a avaliar a eficácia de suas decisões clínicas, os robôs reduzem o número de visitas que os médicos precisam fazer.

Francine Umutesi, engenheira biomédica que trabalha como especialista em operações de tecnologia em saúde no ministério da saúde, disse que os robôs foram os primeiros na África e tinham potencial para oferecer ainda mais apoio às equipes médicas.

“Isso não remove as tarefas que os médicos devem fazer, apenas complementa seus esforços”, disse ela.

Ruanda já usa drones para entregar sangue de modo a reduzir a propagação da covid-19.

Existem mais dois robôs em outro centro de tratamento da covid-19 do país. Autoridades disseram que os robôs serão programados para realizar tarefas adicionais. “No futuro, pode ser muito útil se eles forem programados para medir a pressão arterial e o açúcar (no sangue)”, disse Turatsinze.

 

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PlayStation 5 será apresentado pela Sony no dia 4 de junho

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Videogame da Sony PS5 será revelado durante um evento ao vivo que poderá ser acompanhado pela internet

PlayStation 5: novo console da Sony será revelado no dia 4 de junho (Sony/Divulgação)

A Sony anunciou a data de apresentação do PlayStation 5. O novo videogame da fabricante japonesa será apresentado ao público no dia 4 de junho, a partir das 17h (horário de Brasília). Com duração de pouco mais de uma hora, o evento poderá ser acompanhando pela internet através do Twitch e do YouTube.

Será a primeira vez que o videogame será exibido e, mais importante, rodando games. Ainda não há muitas informações sobre quais títulos serão executados na nova plataforma. Até o momento, sabe-se que jogos como “Fortnite”, “Horizon Zero Dawn 2” e “Observer: System Redux” serão compatíveis com o PlayStation 5, mas os fãs ainda estão esperando o anúncio de exclusivos para a nova geração.

Por meio do blog oficial do PlayStation, o presidente da divisão de jogos da Sony, Jim Ryan, comentou que tanto estúdios grandes quanto os pequenos terão seus títulos inclusos. “Os jogos que acompanharão o PS5 representam o que há de melhor no setor, oferecido por estúdios inovadores espalhados por todo o mundo”, disse.

Sobre as especificações do PS5, ele terá processador de oito núcleos AMD Zen 2 com 3,5 GHz, GPU AMD RDNA com 10,28 teraflops. Em março, a Sony divulgou que a principal mudança do videogame seria o uso de um disco de estado sólido, ou SSD, para acelerar a performance do produto, em comparação ao PS4.

O lançamento do aparelho está previsto para o segundo semestre de 2020, e algumas características sobre o novo produto já foram divulgadas. O novo visual do controle foi apresentado em abril e, no começo de maio, a Epic Games divulgou o novo motor gráfico que será utilizado, principalmente, no PS5.

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